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Jul 13

Universidade de Évora fecha 15 dias para poupar

A Universidade de Évora vai encerrar durante 15 dias, entre 3 e 18 de Agosto, tal como no Verão passado e no último Natal, para reduzir custos de funcionamento. 

"Como a maioria do pessoal já tinha férias nesta altura do ano, resolvemos concentrar aqui [nestes 15 dias] o período de férias e só manter abertos os serviços essenciais de forma a reduzir custos de energia e de funcionamento", disse à agência Lusa o reitor. 

Carlos Braumann explicou que alguns serviços "essenciais" vão manter-se em funcionamento, como "os serviços administrativos, o apoio aos serviços académicos e aos ingressos, os serviços informáticos e a visita turística ao edifício principal" da academia. 

"Não há quebra de serviços essenciais. Há uma concentração de férias do pessoal neste período", realçou o reitor, referindo que se trata de uma medida que está a ser tomada "pela terceira vez" pela universidade e que também foi adoptada por outras universidades do país. 

As medidas, segundo a academia, permitiram a redução de cerca de 13% no consumo de energia eléctrica, tendo sido também conseguida uma redução na ordem dos 4% no consumo de gás natural e propano e de 15% no consumo de combustíveis rodoviários. 

De acordo com o responsável, além da poupança nos custos em energia, a academia consegue reduzir os encargos com a segurança e com a limpeza.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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07
Mai 12

Pelo menos 300 alunos abandonaram Universidade de Évora

Pelo menos 300 alunos abandonaram os estudos na Universidade de Évora (Uévora), nos últimos dois anos, por dificuldades económicas, estimou, esta segunda-feira, o presidente da associação académica, mas o reitor admitiu apenas o aumento das desistências.

"É difícil de quantificar o número exato de alunos que abandonou a universidade por questões económicas", mas "as estimativas mais otimistas apontam para cerca de 300", disse à Agência Lusa o presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), Paulo Figueira.

Contactado pela Lusa, o reitor da universidade, Carlos Braumann, escusou-se a precisar o número de desistências na academia alentejana, limitando-se a adiantar que, "este ano, o número é um pouco superior ao do ano passado".

"Não sabemos exatamente as razões" das desistências, porque "os estudantes que abandonam a universidade não nos dizem, mas poderão estar relacionadas com as dificuldades que o país atravessa", reconheceu.

O dirigente estudantil explicou que a estimativa resulta da recolha de dados pela AAUE através da plataforma online "SOS Estudante", dos pedidos de alunos à associação académica e do número de bolsas de estudo que este ano foi rejeitado.

De acordo com o responsável, o abandono de estudantes da UÉvora começou no ano letivo passado com a publicação do decreto-lei 70/2010, que alterou a forma de cálculo da capitação dos agregados familiares.

"Entretanto, o decreto-lei foi revogado e este novo regulamento de bolsas de estudo, apesar de ser melhor que o anterior, ainda não é perfeito", disse Paulo Figueira, referindo que "continua a haver atrasos nos pagamentos de bolsas".

Além disso, lembrou, os alunos têm que suportar "os aumentos da eletricidade, água, gás, combustíveis e do preço dos alimentos", o que veio "estrangular as famílias e que, de um momento para o outro, deixaram de poder ter filhos a estudar no ensino superior".

A plataforma online "SOS Estudante" permite aos estudantes da Universidade de Évora contactar a AAUE e, de forma confidencial, expor os seus problemas, indicou, realçando que as dificuldades vão desde o pagamento de propinas até ao simples pedido de fotocópias.

"O caso mais grave foi o de uma colega que recorreu à plataforma para pedir senhas de almoço, porque, com tantas despesas, muitas vezes as refeições ficavam para segundo plano", relatou o presidente da AAUE.

Segundo o dirigente estudantil, a UÉvora tem cerca de 500 mil euros de "propinas incobráveis", ou seja, de "alunos que têm o pagamento das propinas em atraso".

A Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE) promove na terça-feira uma vigília noturna para protestar contra o aumento das propinas para o próximo ano letivo, cujo valor máximo foi fixado em 1.037 euros.

fonte:http://www.jn.pt/Pa


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