20
Mai 13

Nova plataforma informática para combater insucesso e abandono escolar

A Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social apresentou nesta segunda-feira uma plataforma informática que pretende ajudar professores e psicólogos a combater o insucesso e o abandono escolar, disponível para as escolas dos 2.º e 3.º ciclos já a partir de Setembro.

O projecto Mentores EPIS pretende adaptar os métodos de combate ao insucesso escolar que a associação tem testado desde 2006 em projectos-piloto desenvolvidos em escolas parceiras a uma plataforma informática disponível para escolas de todo o país ou até de outros países que falem português.

Com os seus projectos, a associação pretende trabalhar fora da sala de aula com os jovens sinalizados como estando em risco de abandono ou de insucesso, ensinando-os a gerir as suas “competências sociais e pessoais, um projecto de vida, o tempo, os seus hábitos e a auto-regular a impulsividade, ansiedade e o stress, para que depois, no contexto de sala de aula, tenham capacidade de tirar partido do que aprendem para terem sucesso escolar”, explicou Diogo Simões Pereira, director-geral da EPIS.

O responsável destacou que actualmente o modelo de funcionamento da associação “tem uma componente de formação e de acompanhamento muito intensiva”, que implica “um investimento grande em formação e acompanhamento no terreno, o que obviamente é uma barreira à maior massificação” dos programas.

No entanto, como “uma boa parte das metodologias de trabalho são simples e podem ser assimiladas de uma forma simples, nomeadamente de modo remoto por mais pessoas e por mais técnicos”, surgiu a ideia de desenvolver uma plataforma informática, que deverá estar disponível em mais de mil agrupamentos de escolas no início do próximo ano lectivo, acrescentou.

O Mentores EPIS foi apresentado no Fórum Escolas de Futuro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, nesta segunda-feira, onde foram também divulgados resultados de outros programas da associação, nomeadamente os projectos Mediadores para o Sucesso e Abandono Zero.

O primeiro destes programas foi realizado no concelho de Paredes junto de crianças do 2.º ciclo, através do acompanhamento de cerca de 120 alunos seleccionados por apresentarem factores de risco logo após o 1.º ciclo – “nomeadamente notas negativas nas provas de aferição ou nos exames”, contexto familiar ou território onde vivem, que, à entrada para o 3.º ciclo, tinham diminuído consideravelmente os factores de risco identificados.

“Estamos agora a lançar um projecto-piloto no 1.º ciclo, que vai demorar quatro anos, porque vai acompanhar os quatro anos de escolaridade, e possivelmente vamos concluir o mesmo, o que quer dizer que focalizaremos cada vez mais para mais cedo todas as intervenções com jovens em termos de combate ao insucesso escolar, começando a intervir ainda na fase em que são crianças”, disse.

O programa Abandono Zero decorreu nos últimos dois anos em Sesimbra e permitiu “tirar da zona do precipício” cerca de 70% dos jovens identificados como estando em fase de abandono escolar, de marginalidade e de comportamentos de risco neste concelho.

Na sessão foi ainda apresentada a metodologia LEAN, que a escola da Abrigada (Alenquer) desenvolveu em parceria com a EDP com o objectivo de verificar como consumir menos recursos, não só materiais (como a água, a electricidade e o dinheiro), como não materiais (como o tempo e a forma como as pessoas planeiam as suas actividades).

A EPIS é uma associação de empresários, com mais de 250 empresas, que desenvolve programas para apoiar a inclusão social de jovens através da educação e inserção profissional, que tem actualmente como parceiros 16 municípios, mais de 60 escolas e o Instituto do Emprego e Formação Profissional.
 

fonte:http://www.publico.pt/

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07
Jun 12

Abandono escolar precoce em Portugal é o terceiro mais elevado da UE

Portugal está longe de atingir o objetivo de reduzir para 10%, em 2020, a taxa de abandono escolar precoce, apresentando a terceira mais elevada, segundo dados divulgados esta quinta-feira, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.

 

A taxa de abandono escolar precoce em Portugal é, segundo dados de 2011, de 23,2%, sendo o terceiro Estado-membro com o pior indicador, depois de Malta (33,5%) e Espanha (26,5%), sendo a média europeia de 13,5%.

Bruxelas nota, no entanto, que Portugal fez progressos na matéria, uma vez que a taxa era, em 2000, de 43,6% e, em 2020, de 28,7%.

O abandono escolar precoce definido como a taxa de jovens entre os 18 e os 24 anos com habilitações secundárias, na melhor das hipóteses, que não seguem quaisquer ações de educação nem formação.

Por outro lado, Portugal está também longe de cumprir outro objetivo para a educação traçado na estratégia Europa 2020, o de atingir mais de 40% de licenciados entre os 30 e os 34 anos, até 2020.

Em 2011, a taxa de conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos era, em Portugal, de 26,1%, sendo a média da União Europeia de 34,6%.

Em 2000, nota a Comissão Europeia, a taxa era de 11,3% e, uma década depois, de 23,5%.

O país está, neste indicador, no quarto pior lugar, depois da Eslovénia (37,9%), Letónia (35,7%), e Hungria (28,1%).

"Os Estados-Membros devem concentrar-se nas reformas e intensificar os seus esforços para executar as estratégias globais de luta contra o abandono escolar precoce. Têm, em simultâneo, de fomentar o acesso ao ensino superior e aumentar a sua qualidade", disse a comissária para a Educação, Androulla Vassiliou.

A estratégia Europa 2020 é uma súmula de objetivos a cumprir pelos Estados-membros, até 2020,em áreas como educação, emprego (uma taxa de 75% de emprego entre os 20 e os 64), alterações climáticas (reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento, entre outras), e exclusão social (reduzir em pelo menos 20 milhões o número de pessoas em risco de exclusão social).

fonte:http://www.jn.pt/P


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10
Mai 12

Aumenta abandono escolar e risco de trabalho infantil em Portugal

O comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa alerta que a crise económica em Portugal está a gerar mais abandono escolar e há um "risco real" de aumento do trabalho infantil.

No final da visita oficial a Portugal, que durou três dias, Nils Muiznieks diz, em entrevista à Lusa, que recebeu informação relativa à situação das crianças que aponta para um "aumento de pobreza, de abandono escolar, de negligência parental e de violência e abuso".

Não tendo dados sobre "caso concretos" de trabalho infantil, o comissário recebeu do Provedor de Justiça a indicação de "um aumento de queixas" relacionadas com os direitos das crianças, nomeadamente com abandono escolar e trabalho infantil.

"As crianças sofrem muito durante as crises", diz, realçando que o trabalho infantil "ainda não é um problema generalizado, nem houve um retrocesso até à dimensão que já teve no passado, mas há um risco real, no contexto da crise, com as crianças a deixarem a escola e as famílias em situação difícil, de o fenómeno voltar".

Nesse sentido, apela, é preciso ter em atenção "a situação dos grupos vulneráveis, que têm mais dificuldade em defender os seus direitos", nomeadamente "crianças, idosos, pessoas com deficiência, imigrantes e membros da comunidade cigana".

A situação daqueles grupos em Portugal oferece "algumas preocupações" e "deve ser tida em conta quando se corta orçamentos e cria programas", destaca o comissário.

"É preciso assegurar que a assistência chega aos que mais precisam e que os grupos vulneráveis não são afetados desproporcionadamente pelos cortes orçamentais", defende, realçando que "o Governo está ciente dos problemas". No entanto, considera que o risco não aumentou só para as crianças.

"Os idosos estão a ser retirados de lares por pessoas que querem beneficiar das suas pensões por não terem outros meios financeiros de apoio e os abusos contra idosos estão a aumentar", relata.

Simultaneamente, verifica-se por toda a Europa "uma feminização da pobreza", já que "as mulheres são mais afetadas pela crise do que os homens" e "as meninas estão frequentemente em maior risco do que os rapazes, sobretudo entre os imigrantes e a comunidade cigana", diz.

Outro fator comum em situação de crise é "o enfraquecimento das instituições nacionais de direitos humanos, como os provedores e os organismos para a igualdade", refere. Porém, neste caso, Nils Muiznieks deixou elogios ao Governo português.

"Estou muito contente porque as autoridades portuguesas não cortaram o financiamento ao Provedor de Justiça e ao ACIDI [Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural]", instituições que desempenham "um papel fundamental em tempo de crise", frisa.

O comissário regista também como boa prática a existência de três linhas de atendimento da Provedoria de Justiça - para crianças, idosos e pessoas com deficiência -, que, realça, têm registado "mais queixas sobre negligência".

"Em tempos de crise e de corte de orçamentos, toda a gente sofre, mas alguns grupos sofrem mais do que outros. As autoridades portuguesas estão conscientes disso", frisa o comissário, elogiando o Programa de Emergência Social, aprovado pelo Executivo em agosto do ano passado.

"É cedo para dizer" se aquele programa será suficiente para "ajudar os que estão mais em risco", mas "é um bom passo", considera.

"Encorajamos as autoridades portuguesas a monitorizar o impacto do Programa de Emergência Social e a pôr os direitos humanos no coração do processo orçamental", apela, aconselhando o Governo a dialogar com sociedade civil e sindicatos.

O Conselho da Europa tem insistido na necessidade de proteger e incluir a comunidade cigana, que "está sempre numa posição muito vulnerável, especialmente em tempo de crise". Em Portugal, "há boas medidas", mas, realça Nils Muiznieks, falta aprovar a estratégia europeia para a inclusão dos ciganos.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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30
Dez 11

Abandono escolar desceu e aumentou número de alunos nas faculdades

O abandono escolar precoce entre os alunos do ensino básico e secundário em 2010 teve uma redução de 2,5 pontos percentuais relativamente a 2009, enquanto o número de alunos inscritos nas universidades aumentou, revela hoje o INE.

Os dados constam dos indicadores sociais do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2010 e revelam que "o abandono precoce de educação e formação situou-se em 28,7 por cento, o que significa uma redução de 2,5 pontos percentuais relativamente ao verificado no ano anterior".

"Esta redução ocorreu tanto em homens como em mulheres, que passaram de 36,1 por cento para 32,7 por cento e de 26,1 por cento para 24,6 por cento", indica o INE.

Relativamente ao número de alunos inscritos no ensino superior, os indicadores sociais revelam um aumento de 2,8% face a 2009, estando inscritos 105.409 alunos em mestrados e 16.377 em doutoramentos, o que significa, respectivamente, um aumento de 14,5% e de 22%.

"Cerca de 60% dos diplomas no ensino superior foram atribuídos a mulheres. A área de estudo da saúde registou a maior percentagem de atribuição de diplomas, 18,5% (dos quais, 14,1% são mulheres)", revela o INE.

Em termos evolutivos, de 2004 a 2010, os dados do INE mostram que houve um aumento de 2,1% nos alunos inscritos nas faculdades nacionais e que o número de doutorandos cresceu 134,4%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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