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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

Tudo sobre a educação em Portugal

Educação

13
Out12

O Porto lidera com colégios do Rosário e Horizonte

adm
São ambas do Porto, ambas privadas e ambas ligadas à Igreja Católica: as escolas mais bem classificadas nos rankings do 9.º ano do básico e do secundário são os colégios Horizonte e Nossa Senhora do Rosário, respectivamente.

E as semelhanças não se ficam por aqui. As duas instituições anunciam projectos educativos que extravasam a componente académica e a mera preparação para os exames nacionais.

Mais consistente nos lugares cimeiros dos rankings, a classificação do Rosário em primeiro lugar começa a tornar-se numa não notícia. Também porque a receita se tem mantido inalterada: corpo docente estável e a trabalhar em exclusividade, cargas horárias reforçadas para determinadas disciplinas, ensino personalizado, mesmo que as turmas tenham de ser partidas ao meio. A par disso, a escola privilegia a formação espiritual dos alunos e a sua participação em projectos de voluntariado. “O desempenho nos exames é resultado de uma aposta na formação global dos alunos”, congratula-se o director João Trigo, para quem é a conjugação das diferentes vertentes que sustenta a reputação do Colégio do Rosário — uma das melhores e também uma das mais elitistas e mais caras da cidade. “A fama de elitista vem de os pais dos nossos alunos terem de ter dinheiro para pagar as propinas, que são a nossa condição de sobrevivência”, justifica o director. A escola é propriedade do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria.

Com pouco mais que 1500 alunos, e mensalidades entre os 411 euros no pré-escolar e os 500 euros no secundário, a instituição tem registado saídas de alunos “ligeiramente acima do normal”. Não obstante, e apesar da crise galopante (e de ao preço das mensalidades acrescer o custo das refeições e das actividades extracurriculares como ballet, karaté ou natação), continua a “tradição” de muitos pais correrem a assegurar a inscrição dos seus filhos mal estes acabam de nascer. João Trigo garante que não é feita qualquer pré-selecção baseada no perfil académico do aluno. Pelo menos até ao 8.º ano. A partir daí, “é menos provável que um aluno com chumbos no currículo consiga entrar”.

Só para meninas

Com uma dimensão muito mais reduzida, o Colégio do Horizonte — um dos quatro criados há 34 anos por uma cooperativa de pais ligada à Opus Dei e que integra os colégios dos Cedros, em Gaia, e Planalto e Mira Rio, em Lisboa — não é muito diferente, se descontarmos, além da pequena dimensão, o “pormenor” do ensino diferenciado, o que na prática significa que só encontramos raparigas sentadas nas salas de aula. “Temos um corpo docente estável e uma formação integral e personalizada. Temos preceptores que acompanham cada aluna, a conhecem e às suas características e dificuldades, e coordenam a acção educativa de todos os professores sobre essa aluna. O facto de, desde muito cedo, incutirmos nos alunos hábitos de trabalho é outro dos traços que nos distinguem”, enumera a subdirectora, Clara Ledo.

As mensalidades variam entre os 379 euros no pré-escolar e os 591 euros no secundário. A estes montantes soma-se o preço das refeições (entre 92 e 108 euros) e das actividades extracurriculares.

Com 200 alunas repartidas entre dois pólos, o Horizonte tem turmas pequenas, o que facilita a tarefa dos professores. “As alunas de cá têm um acompanhamento familiar muito intenso, o que também ajuda, mas uma das coisas que me pediram quando entrei foi que marcasse bastantes trabalhos de casa e é impensável que elas apareçam sem os terem feito”, conta Helena Soares Pinto, 59 anos, professora de Matemática. Durante 38 anos leccionou em escolas públicas. “Aqui há um envolvimento de todas as professoras com os problemas das alunas, dentro e fora da escola, os programas são cumpridos na íntegra e, no período que antecede os exames, as alunas têm aulas extra”, compara.

O facto de não haver rapazes a ameaçar distracção parece ajudar. “Os rapazes são mais agitados e nós somos mais caladas e mais concentradas. Sem rapazes, conseguimos ter uma aula inteira só com teoria”, conclui Luísa Torres, de 15 anos.

fonte:http://www.publico.pt/

10
Out12

Ensino: especialistas criticam estratégias de aprendizagem focadas nos exames

adm

O professor da Universidade do Minho Leandro Almeida alertou hoje para o excesso de exames, nomeadamente no ensino secundário, estar a afectar a qualidade do sistema de ensino.

Ao apresentar uma comunicação em Coimbra, numa conferência sobre "A Avaliação dos Alunos", o especialista em ciências da educação disse que o excesso de exames pode ser prejudicial para a escolas e para a própria aprendizagem, ao ficarem muito centradas nas avaliação e nos testes.

Leandro Almeida, que assumiu não ser contra os exames, lembrou que, no ensino secundário, os exames «servem dois objectivos não totalmente coincidentes», de conclusão de um ciclo escolar e de obtenção de uma média para prosseguir a carreira académica no ensino superior.

Realçou que se aponta que o ensino secundário fica refém do uso que é feito das avaliações escolares, «ensinando os professores e aprendendo os alunos em função daquilo que possa majorar a sua média».

Na sua perspectiva, pode haver «outros objectivos da educação secundária que acabem preteridos» com essa estratégia.

«Ensinar/aprender para os testes é bastante redutor do ponto de vista da aprendizagem e, em termos práticos, bastante diferente da situação pedagógica desejável em que os testes podem orientar o processo de ensinar/aprender», acentuou.

Para Leandro Almeida, «a avaliação não se justifica por si mesma», mas «deve estar ao serviço do processo de ensino-aprendizagem, e ao serviço do sistema de ensino ou da sociedade».

Na conferência, realizada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, da iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, participaram ainda o investigador americano Jeffrey Karpicke e Helder Sousa, director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação de Portugal.

Helder Sousa salientou que os exames realizados pelos alunos portugueses, nos últimos cinco anos, não mostram, de um modo geral, um aumento da qualidade da aprendizagem.

Também reconheceu que o trabalho na sala de aula está «excessivamente focado no treino para os exames», na linha do que são as concepções de pais e alunos.

Helder Sousa disse que essa mesma estratégia é seguida em disciplinas que não são avaliadas em exames nacionais, e em anos escolares sem exames.

«É necessário encontrar nas escolas, nas salas de aula, nas famílias, o tempo e o espaço para uma reflexão sobre o modo como se deve ensinar e aprender», preconizou o director do GAVE.

fonte:Lusa/SOL

02
Out12

Nuno Crato diz que país precisa urgentemente de engenheiros e técnicos

adm

O ministro da Educação, Nuno Crato, defendeu, esta terça-feira, em Bragança, que o país "precisa urgentemente de engenheiros e técnicos" e destacou o papel que os institutos politécnicos podem ter na formação destes profissionais.


O governante falava no encerramento da segunda conferência internacional da Rede de Universidades de Ciências Aplicadas, equivalentes aos politécnicos portugueses.

Nuno Crato destacou "o grande papel" dos politécnicos na formação técnica e exortou os responsáveis a desenvolverem uma "interação com o ensino profissional ", que classificou de "muito vantajosa" tanto para os jovens como para estas instituições.

O ministro sublinhou "o papel fundamental que os politécnicos têm no país" e adiantou que estão a trabalhar em conjunto na "melhor maneira de fazer" a interação com o ensino profissional.

Confrontado com a redução de entradas nos cursos de engenharias atribuída às novas exigências de acesso, Nuno Crato, afirmou que, apesar das necessidades do país destes profissionais, "não pode ser abandonada a exigência na formação dos jovens".

"Nós queremos ter engenheiros e queremos ter técnicos, mas como é evidente queremos ter engenheiros que tenham uma formação base em física, em matemática, numa série de outras matérias que são essenciais e que se adquirem no secundário", frisou.

Nuno Crato afirmou que está apostado em aumentar o ingresso no ensino superior e considerou que "o povo também continua a apostar", apesar das dificuldades impostas pela crise.

O ministro classificou como "uma ligeira redução do número de jovens que entraram nas universidades e politécnicos" a quebra registada este ano no acesso ao ensino.

"Isso significa que, mesmo em momentos de grandes dificuldades, os pais, as famílias, percebem a importância da educação e, neste caso particular, a importância da educação superior e estão a apostar nela", declarou.

fonte:http://www.jn.pt/Pa


18
Set12

Pais vão pagar multa por faltas dos filhos às aulas

adm

O novo Estatuto do Aluno  foi hoje publicado em Diário da República para vigorar no ano letivo que se iniciou na semana passada, aplicando-se também aos pais que não cumpram as suas responsabilidades. 

Tratando-se de famílias beneficiárias de apoios sociofamiliares concedidos pelo Estado, o não cumprimento dos deveres com os filhos é comunicado aos serviços competentes "para efeitos de reavaliação" dos apoios que se relacionem "com a frequência escolar dos seus educandos e não incluídos no âmbito da ação social escolar ou do transporte escolar".

As medidas serão aplicadas a pais que continuem a não cumprir "de forma consciente e reiterada" as suas obrigações enquanto encarregados de educação. Ainda assim, "o valor global das coimas não pode ultrapassar, na mesma escola ou agrupamento e no mesmo ano escolar, o valor máximo mais elevado estabelecido para um aluno do escalão B do 3.º ciclo do ensino básico, na regulamentação que define os apoios no âmbito da ação social escolar para a aquisição de manuais escolares", refere o documento do Novo Estatuto do Aluno. 

Às escolas é deixada a tarefa de adaptar agora os regulamentos internos, nomeadamente para faltas. 

Consideram-se faltas injustificadas, na presente lei, as resultantes da ordem de saída da sala de aula ou de medidas disciplinares sancionatórias, mas é no regulamento interno das escolas que deve ser definido o processo de justificação das faltas de pontualidade do aluno ou de material escolar e equipamento indispensáveis.

Limites para as faltas 

 

Na lei n.º 51/2012, determina-se que deve ser também definido, no regulamento de cada escola, os termos em que essas faltas, quando injustificadas, são "equiparadas a faltas de presença". 

As faltas injustificadas têm de ser comunicadas aos pais no prazo máximo de três dias úteis. 

O diploma estabelece os limites de faltas para os diferentes níveis de ensino e carga horária, determinando que a sua ultrapassagem implica o cumprimento de medidas de recuperação ou corretivas. 

O não cumprimento reiterado dos deveres, por parte do aluno, pode levar à suspensão, transferência ou, em último caso, à expulsão da escola, sem prejuízo da responsabilização dos pais. 

O incumprimento dos deveres implica também "restrições à realização de provas de equivalência à frequência ou exames, sempre que tal se encontre previsto em regulamentação específica de qualquer modalidade de ensino ou oferta formativa".

Expulsão como último recurso

 

As medidas são aplicadas aos alunos, sem prejuízo da responsabilização dos pais. A transferência de escola só pode ser aplicada a alunos com mais de 10 anos. 

O diretor pode decidir suspender um aluno até um máximo de 12 dias úteis. 

A expulsão tem de ter o aval do diretor geral da Educação e só pode aplicada a alunos maiores de idade, quando "de modo notório se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização" para o fazer cumprir os seus deveres. 

Em caso de danos causados na escola ou a terceiros, compete ao diretor da escola decidir a indemnização dos prejuízos, podendo o valor da reparação ser reduzido na proporção que este decidir, "tendo em conta o grau de responsabilidade do aluno ou a sua situaçãoeconómica". 

Tratando-se de um aluno maior, a notificação é feita diretamente ao próprio, em caso de procedimento disciplinar.

Autoridade do Professor

 

Qualquer professor ou aluno que tenha sido agredido por outro aluno, física ou moralmente, de que tenha resultado punição efetiva por mais de oito dias, pode requerer ao diretor a transferência do agressor para outra turma. 

"Nenhum aluno pode prejudicar o direito à educação dos demais", lê-se no texto. As medidas aplicadas na escola não invalidam o não cumprimento da responsabilidade civil e criminal, caso a ela haja lugar, em função da idade do aluno. 

O artigo 42.º determina que a autoridade do professor se exerce "dentro e fora da sala de aula, no âmbito das instalações escolares ou fora delas, no exercício das suas funções". 

Sessões de capacitação parental

 

Assim, os professores "gozam de especial proteção da lei penal relativamente aos crimes cometidos contra a sua pessoa ou o seu património no exercício das suas funções ou por causa delas", sendo a pena aplicável ao crime contra si cometido "agravada em um terço"nos limites mínimo e máximo. 

Aos pais, o estatuto diz que constitui incumprimento "especialmente censurável" a falta de matrícula, frequência, assiduidade e pontualidade dos filhos. 

Caso também os pais não cumpram os seus deveres, a escola é obrigada a comunicar à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou ao Ministério Público, podendo ser obrigados a frequentar sessões de capacitação parental.



fonte: http://expresso.sapo.pt/ 

17
Set12

Cerca de dois milhões de alunos a caminho da escola

adm

Depois de uma semana dedicada às apresentações, professores, alunos e pais preparam-se para o arranque "a sério" do ano letivo de 2012/2013 nos estabelecimentos públicos do ensino básico e secundário, que contará com menos docentes e menos estudantes.

 

Este ano letivo, que envolve quase dois milhões de alunos, tem uma nova estrutura curricular, exames para o 4º ano, mais alunos por turma e um novo Estatuto do Aluno, que prevê uma penalização para os pais pelo comportamento dos filhos.

O Ministério da Educação decidiu instituir uma prova final de ciclo para os alunos do 4.º ano, a Português e Matemática, no início do terceiro período, com ponderação de 25 por cento, passando a valer 30 por cento na nota final do aluno a partir do ano seguinte, tal como as restantes provas e exames.

Haverá também um prolongamento do tempo escolar, até julho, para ajudar os alunos que evidenciem dificuldades em transitar para o 2.º Ciclo.

Entre as medidas da reforma curricular está a concentração nas disciplinas fundamentais: Português, História, Geografia, Inglês, Matemática e Ciências; antecipação de Tecnologias da Informação e Comunicação para o 7.º ano; o fim de Estudo Acompanhado e Formação Cívica; a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas áreas, cada uma com um professor e o fim de Educação Tecnológica nos 7.º e 8.º anos.

O MEC permitiu também que as escolas ganhassem autonomia para organizar a carga letiva dentro de limites máximos e mínimos definidos, sendo da sua responsabilidade a duração de cada aula.

Para este ano, o ministério de Nuno Crato prometeu ainda um reforço alimentar, nomeadamente o pequeno-almoço na escola, para os alunos que precisem, depois da experiência piloto que no final do ano letivo 2011/12 abrangeu 120 agrupamentos e 12.000 alunos.

fonte:http://noticias.sapo.pt/

13
Set12

Reserva de recrutamento atribui mais 886 horários a professores, 151 do quadro

adm
O Ministério da Educação anunciou hoje que, num total de 1.576 horários disponíveis para satisfazer necessidades transitórias das escolas, foram preenchidos 886, dos quais 151 por professores que estavam sem componente lectiva, através da primeira reserva de recrutamento.

Após o concurso nacional de 31 de Agosto, que coloca a maioria dos contratados, a Direcção Geral da Administração Escolar concluiu hoje a primeira colocação de professores para o ano lectivo 2012-2013 através da reserva de recrutamento (RR01). 

De acordo com a mesma fonte, foram disponibilizados 1.576 horários relativos a necessidades transitórias indicadas pelas escolas, tendo sido preenchidos 886, dos quais 735 através de contratação temporária e 151 por professores que haviam ficado sem componente lectiva. 

Serão agora disponibilizados 690 horários para contratação a nível de escola. 

Os professores “deverão, nas próximas 48 horas, aceitar a sua colocação através da plataforma” da Direcção Geral e apresentar-se nas escolas no prazo de três dias úteis. 

A reserva de recrutamento decorre até Dezembro. Os horários que ficarem disponíveis a partir de Janeiro serão disponibilizados directamente para contratação de escola. 

O ano lectivo iniciou-se esta semana, mas as escolas têm necessidade de preencher lugares durante todo o ano, para colmatar situações de baixa e aposentação. 

fonte:http://www.publico.pt/

12
Set12

15 segredos dos bons alunos

adm

No começo do segundo período aproveite para descobrir como o seu filho pode usar os truques daqueles bons alunos, quem passa a vida a ter 20 valores.

As boas notas não aparecem por obra e graça do Espírito Santo. Basicamente, a 'receita' é muito trabalho e espírito de persistência. Desvendamos os outros trunfos dos bons alunos.



1-- Sabem porque estudam

Ninguém se esforça sem um objectivo, e para a maioria das pessoas estudar é chato. Passada a novidade de já sabermos ler, que é excitante, a partir daí é sempre montanha abaixo. Mas dê-lhe um objectivo, para não viverem no vazio. Claro que para alguém com 13 anos, ser adulto e estudar para ganhar a vida e ser médico ou advogado ou electricista quer dizer muito pouco. Se lhes perguntar o que é que pensam fazer aos 18 anos, a resposta será provavelmente 'actor', ou 'jogador de futebol' ou 'corredor de 'tunning' mas de qualquer maneira, explique que mesmo para ser um bom corredor de tunning convém não ser ignorante.



2 - São organizados

Ser organizado nem sempre é ter tudo muito certinho e arrumadinho em pastas e sublinhadinho a azul-bebé e amarelo-limão: é saber que tipo de organização combina com a nossa cabeça. Há excelentes alunos aparentemente desorganizadíssimos. Mas geralmente, o maior problema quando se tem 12 ou 13 anos é incapacidade de programar as coisas: primeiro porque de facto nada daquilo lhes interessa muito, e o cérebro naturalmente se recusa a gastar muita energia com aquilo que não vê como essencial, e depois porque a maioria não tem hábitos de planeamento. Não complique ainda mais: faça um calendário grande de parede onde possam assentar os dias dos testes e habitue-os a estudar com antecedência para não aparecerem verdes de véspera a dizer: "Socorro, amanhã tenho teste de matemática!"

3 - Estabelecem uma rotina

O melhor é fazer os trabalhos assim que se chega a casa: está-se mais fresco e fica-se logo despachado. Mas verifique o que funciona melhor com ele: há crianças que preferem relaxar primeiro, ver um bocadinho de televisão ou jogar 15 minutos de computador antes de fazer os trabalhos. O melhor é fazê-los sempre à mesma hora, e sem a televisão ligada.

4 - Fazem resumos

Estudar não é ficar imenso tempo a olhar para o livro com os olhos em alvo à espera que o ponteiro do relógio decida mexer-se. Ensine a sublinhar as partes mais importantes, resumir por palavras dele, treinar a memória. Mostre como se usa um dicionário, como se pode usar a 'net' (se tiver) e quem pode ajudar se tiver uma dúvida.



5 - Não têm medo de falhar

Os bons alunos sabem que ter uma nota mais baixa de vez em quando é tão normal como tropeçar quando se vai a andar, e conseguem usá-la para perceber o que está mal: afinal, sabem usar um passado de boas notas para saber que vão ser capazes de conseguir.



6 - Não têm medo de se esforçar

Curiosamente, não ter medo de esse esforçar está ligado a não ter medo de falhar: para ter boas notas, temos mesmo que mergulhar na matéria. Estudar tem de dar trabalho, mas depois, ter uma boa nota é compensador: ensine-o a sentir-se orgulhoso do seu trabalho. Elogie sempre que ele tiver uma boa nota, não tome a coisa como a sua obrigação. Elogie também o esforço, quando houver, mesmo que ele não tenha chegado à positiva. De vez em quando, principalmente quando não é esperado, um presentinho também é bem-vindo e pode funcionar como um incentivo.



7 - Não deixam arrastar as dificuldades

Não o meta logo na explicação, principalmente quando eles já estão desmotivados. Mas há disciplinas onde, se a pessoa perde o pé, já não consegue andar para a frente. Por isso, convém estar atento e pedir ajuda logo que se levanta uma dificuldade que se pode resolver com uma ou duas explicações, para não deixar acumular. Mas cuidado com as muletas: 'andar na explicação' pode ser uma ajuda preciosa mas muitas vezes transforma-se numa muleta. Além disso, retira-lhe tempo precioso para fazer outras coisas.



8 - Conseguiram dar a volta ao estereótipo

Ser bom aluno, às vezes, é um estigma: graças à 'dor de cotovelo' nacional, ainda achamos que são marrões, chatos, e snobes. Se tiver a sorte de uma criança dotada, tente preservá-la da inveja e não deixe que os outros façam comentários destes, e sobretudo não deixe que ela pense isso de si própria. Como sabe quem já leu o 'Harry Potter', há muitas adolescentes que se acham feias e compensam sendo boas alunas: não descure a parte visual, tão importante para quem está a crescer. Vá com elas comprar roupa bonita (hoje já nem sequer é preciso que seja cara), incentive-as a praticar algum exercício de que gostem, e, se for preciso, leve-as ao nutricionista.



9 - Gostam de livros

Uma pessoa que lê bem é uma pessoa que pensa bem, porque tem as palavras com que o fazer. Por isso habitue-o a ler desde pequenino. E desde pequenino não é desde que aprende a ler, é desde consegue olhar para um livro. Isto não é o trabalho da escola, porque a escola não ensina a gostar de ler, ensina apenas a ler. Nada do que é obrigatório nos dá prazer. Se os livros forem apenas os livros da escola, ele nunca há-de aprender que bom que é descobrir o que os 'Cinco' fizeram ou seguir a vassoura do Harry Potter. Se lhe calhou na rifa um 'informático' mais dado aos jogos de consola do que às vassouras voadoras, tente aliciá-lo com livros sobre coisas que lhe interessem: animais, surf ou computadores. É melhor que ele leia qualquer coisa de que goste - mesmo que não seja Camões -, do que nada. Claro, muitas vezes, a dificuldade é que a nossa vida não está para o ritmo calmo dos livros, que parece pertencer a outro tempo. Os livros exigem-nos que paremos, que nos sentemos para pensar e para sonhar. Faça o possível para que o seu filho ainda seja capaz de 'respirar' dessa maneira.



10 - Conseguem sonhar

Ele quer ser baterista? Não deite imediatamente as mãos à cabeça a gritar "Ai meu querido filho nem penses, não me desgastei estes anos todos para dares em artista como o teu tio Jeremias, vais mas é ser vendedor de imobiliário como o teu padrinho." Há uma idade em que eles querem ser bateristas num mês, cientistas da NASA no seguinte, e acumularem com vulcanólogos e directores de fábricas de chocolate. Além disso, na adolescência querem todos ser actores: os adolescentes são naturalmente narcisistas, e ser actor corresponde ao sonho de terem uma audiência inteira a dar-lhes a atenção que eles querem. Por outro lado, a maioria vive fechada na escola ou em casa e não tem grande noção de como o mundo funciona e das profissões que pode de facto escolher. Não lhes corte imediatamente as asas: deixe-os sonhar, mas ao mesmo tempo vá deixando que eles tenham contacto com pessoas de várias áreas, para que tenham uma ideia real das hipóteses que podem escolher.



11 - Têm imaginação

O nosso mundo valoriza acima de tudo a capacidade de ganhar muito dinheiro rapidamente, mas não é isso (ou enfim... só isso...) que nos faz felizes. É uma mensagem difícil de contrariar, até porque também ninguém quer que as crianças passem fome quando crescerem, coitadinhas, mas é importante mostrar que isso não é o mais importante nesta vida. É fundamental desenvolver-lhes a imaginação e a capacidade de sonhar, é fundamental dar-lhes colo mesmo quando eles já não nos cabem no colo, porque é isso que nos faz felizes. E ninguém é um bom aluno se for infeliz.



12 - Conhecem-se a eles próprios

 

Ninguém é bom a tudo, toda a gente tem pontos mais fracos e mais fortes. Ensiná-lo a saber qual é o seu tipo de inteligência, quais são os seus talentos, e em que área é que será mais feliz, poupa muitas desilusões futuras. Qualquer pessoa gosta de cantar, mas nem toda a gente vai concorrer aos 'Ídolos'... Por outro lado, saber que é bom em alguma coisa ajuda a superar um fracasso, ajuda a fazer o raciocínio do tipo: "se eu sou suficientemente esperto para ter uma boa nota a História, com um bocadinho de trabalho também posso ter boa nota a matemática." Ensine-lhe que tudo é uma questão de esforço e de organização.



13 - Treinam o coração

Enfim, nem todos os bons alunos são boas pessoas, mas precisamente para que o cérebro não ocupe o lugar do coração é que é importante falar nisto. O coração é um músculo: também se treina. Infelizmente, a nossa maior preocupação é que eles sejam bons alunos, e nunca nos preocupa que sejam boas pessoas, desde que não andem por aí a bater a ninguém. Como sabem as mães que já experimentaram, ensinar a ser boa pessoa é um trabalho muito mais duro que ensinar matemática. Pôr-se no lugar dos outros exige imaginação, pensar nos outros exige auto-controle, e poucas crianças conseguem fazê-lo. Claro que não é treiná-los para Madre Teresa nem pregar-lhes moral, mas habituá-los suavemente a pensar nos outros: pode começar já com os irmãos. É muito mais difícil aprender a tratar bem os irmãos do que mandar brinquedos para os pobrezinhos da paróquia.

14 - Os pais entram na escola

Esteja presente nas reuniões, saiba o que se passa, conheça os professores. Muitas vezes, as crianças são completamente diferentes na escola e em casa, e é engraçado ver até que ponto temos um filho simpático e inteligente e se calhar nunca tínhamos dado por isso...

15 - Têm tempo mesmo livre

Tempo livre não é andar no futebol, no ballet, na natação, nos computador, no inglês... Isso pode dar prazer, mas tempo livre é tempo livre mesmo, e para se ter a cabeça suficientemente descansada para ser bem utilizada é preciso tempo para não pensar em nada. Além disso, a vida não é só a escola: ele tem de ter tempo para pensar, para namorar, para jogar jogos de consola, para ler livros idiotas, para ver a telenovela, para fazer asneiras, para passear o cão, para aprender ponto cruz, para aprender a cozinhar, para ir a casa da avó, para se aborrecer. É em casa que aprendemos a viver, não na escola.

 

 

Aceite-o como ele é

Uma boa nota é 'boa' relativamente à criança a quem se aplica. Há quem seja espectacular a ciências e tenha mais dificuldade em juntar três palavras, e quem seja um poeta em potência e quando lhe apresentam uma equação, 'bloqueia', como os computadores... Chegar à positiva geralmente é sempre possível, mas tudo depende daquilo que aquela criança, esticada, consegue dar. Aliás, mesmo em termos de futuro, nem todos têm de ser médicos ou juristas, advogados ou gestores de empresas. Actualmente há imensas carreiras que se pode ter, e as mais produtivas nem são necessariamente as tradicionais.



fonte: http://activa.sapo.pt/

09
Set12

Gaia cria modelo de escola de futuro a ser exportada para o mundo

adm

A Escola dos Sentidos, em Gaia, dedicada ao ensino básico e jardim-de-infância, é uma escola "mágica", diz Emily Vance, uma consultora de educação norte-americana que quer exportar este modelo arquitetónico e pedagógico de futuro para outros países.

A porta de entrada da Escola dos Sentidos, em forma de anfiteatro, é "um grande abraço aos alunos e à comunidade", explica Joaquim Massena, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto criado a pedido da Câmara Municipal de Gaia e que será inaugurada no final deste mês.

O ponto de partida foi uma nova abordagem ao conceito de aprendizagem e ensino, permitindo aos alunos explorar todos os cinco sentidos num simples dia de aulas, que pode começar dentro de uma sala, com quadros normais e interativos e vista para o Douro, e terminar numa das hortas do exterior, no cantinho das aromáticas ou 
até na cozinha transformada em laboratório.

Pelos 10 mil metros quadrados que tem à sua disposição, o equivalente a um campo de futebol, "a criança, a brincar, analisará o ciclo da vida, utilizará as ferramentas artísticas, técnicas e científicas, que tem ao seu dispor, exercitando a sua sensibilidade e protegerá naturalmente o ambiente e as suas espécies", explicou o arquiteto.

O edifício tem dois pisos e um pavilhão a 12 metros de profundidade com luz natural, cada sala de infantário tem 100 metros quadrados, o polivalente está preparado para receber uma régie e ocupa 500 metros quadrados, as salas de aula para o primeiro ciclo têm apenas duas filas de mesas e até existe um museu e uma biblioteca abertos à comunidade.

Nesta Escola dos Sentidos, "os acessos são feitos por rampas" e corredores que "funcionam como ruas" ligadas a átrios com a dimensão de praças, "onde as pessoas comunicam, se encontram e estabelecem as suas relações de amizade", salientou Massena.

No decorrer do processo, a consultora de educação e pedagogia norte-americana e antiga professora com formação em arquitetura, Emily Vance, convidou os arquitetos Joaquim, Filipe e Diogo Massena a fazerem parte de uma fundação cuja finalidade é replicar o projeto arquitetónico e educacional da Escola dos Sentidos de Gaia por todo o mundo.

"Eu considero-a um protótipo, um modelo de onde podemos todos tirar ideias e aprender com esta experiência, incorporando-as em futuros edifícios para crianças e famílias", afirmou a docente, para quem "será mágico" o tipo de educação que a Escola dos Sentidos irá permitir.

Localizada junto à Serra do Pilar, a escola de ensino básico de primeiro ciclo e jardim-de-infância, irá receber 500 alunos a partir de setembro, mas também convida pais, avós e toda a comunidade a participar no processo educativo e a "serem parte do futuro que vai acontecer".

"É uma escola para crianças, mas há tantas vozes aqui a ser faladas. Este edifício tem voz e está a convidar os pais a entrarem e participarem", assinalou Emily Vance, para quem "será divertido só de ver que tipo de atividades surgem, porque há tantas possibilidades".

fonte:http://economico.sapo.pt/

09
Set12

Educação volta a fazer boa figura no ‘ranking’ mundial da competitividade

adm

Educação primária e superior em Portugal situam-se no 30º lugar do relatório mundial do WEF, que engloba 144 países.

O ensino em Portugal volta a fazer boa figura no ‘ranking' mundial da competitividade do World Economic Forum, ficando em 30º lugar num total de 144 países. Tanto a educação primária como o ensino superior e a formação ficaram no 30º lugar, subindo algumas posições em relação ao ano passado. Este lugar significa que, em matéria de educação, Portugal fica 19 posições acima do lugar que o País ocupa no ‘ranking' geral, onde se situou na 49ª posição.

A educação primária (que surge no mesmo pilar que a saúde) estava no 34º lugar, no Relatório Global da Competitividade do ano passado e o ensino superior e formação no 35º.

"Portugal posiciona-se entre os melhores da Europa. Este sinal é positivo, na medida em que estamos mais avançados em relação a outros países auscultados no mesmo estudo. Este é um facto honroso, que nos coloca num patamar em que o nível de qualidade é um requisito inerente", afirma José Ramalho Fontes, director-geral da AESE, a escola de negócios onde foi apresentado, a semana passada, este relatório.
No caso particular das ‘business schools' nacionais, a posição é ainda melhor e encorajante, segundo Ramalho Fontes: "Os dirigentes e executivos consideram-nas positivamente, o que faz com que neste indicador o nosso país seja projectado para a 22ª posição". O ano passado, as escolas de negócios estavam na 25ª posição.

Quanto ao que poderá ser feito para fazer Portugal subir ainda mais no ‘ranking' da produtividade no que se refere à educação, o director-geral da AESE recomenda: "É fundamental que as empresas confiem mais na formação profissional e de gestão e alterem o seu ‘mindset', optando por encarar a formação como uma aposta no futuro, ao invés de um custo".

Ramalho Fontes aconselha as empresas a olhar para a formação como um investimento, "designadamente em jovens talentos, num horizonte de dez anos, a fim das organizações obterem um retorno mais rápido em matéria de inovação e eficiência". Em sua opinião, só desta maneira Portugal conseguirá "fazer face aos desafios actuais, por via de novos modelos, uma vez que as respostas do passado têm vindo a revelar-se inadequadas".

fonte:http://economico.sapo.pt/

09
Set12

183 estudantes entraram na universidade sem precisarem de fazer exames nacionais

adm
Perto de duas centenas de estudantes do recorrente foram para tribunal e venceram. E assim conseguiram lugar numa instituição de ensino superior sem precisar de fazer exames.

Mais de 4.600 estudantes do ensino regular tentaram entrar na universidade e não conseguiram, mas perto de 200, do ensino recorrente, entraram mesmo sem terem feito exames. Para corrigir aquilo que entende ser uma “injustiça”, o Ministério da Educação e Ciência abriu vagas para alunos do ensino regular que foram ultrapassados por estes do recorrente, que ingressaram de acordo com regras já revogadas.

Conhecidos os resultados da primeira fase de candidaturas, sabe-se agora que foram colocados 183 estudantes, titulares de cursos do ensino secundário recorrente, cujas classificações finais, em consequência de decisão judicial, foram calculadas apenas com base nas classificações internas, excluindo exames nacionais. Em consequência disto, e cumprindo com a promessa que fez, “nos cursos onde as vagas ficaram preenchidas, foram criadas 162 vagas adicionais, de forma que essa colocação não afectasse os restantes candidatos”, revela o Ministério da Educação.

O Ministério da Educação pôs, no início deste ano, fim ao facilitismo que era concedido aos alunos do ensino regular na altura de concorrerem ao Ensino Superior. Nuno Crato assinou então um diploma que impede que alunos que já tenham concluído o ensino secundário pela via regular entrem no recorrente apenas para aumentarem a classificação interna e estarem, assim, em melhores condições para se candidatarem ao Superior.

E além disso, com a nova lei, os alunos do recorrente que se queiram candidatar têm, obrigatoriamente, de realizar exames nacionais. Ao contrário do que acontecia até então. Porém, houve perto de 300 alunos que recorreram para Tribunal e ganharam e por isso este ano ainda puderam candidatar-se de acordo com as regras antigas, embora o Ministério da Educação tenha apresentado recurso.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h

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