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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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Educação

27
Set12

51% dos candidatos não entraram no Superior

adm

Cerca de 51% dos alunos candidatos na segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior não foram colocados nas universidades e nos institutos politécnicos.

Segundo os dados oficiais do Ministério da Educação e Ciência, divulgados ontem, foram colocados apenas 9.237 novos estudantes de um total de 18.849 candidatos nesta fase do concurso.

Números que revelam uma quebra de 2.535 alunos em relação ao ano passado, quando foram colocados 11.772 estudantes.

Contas feitas, foram colocados no ensino superior 49.237 estudantes no ensino superior, durante as duas primeiras fases do concurso deste ano. Números que vêm acentuar a tendêndia da redução de alunos nas universidades, que se fez sentir durante a primeira fase do concurso. Mesmo somando os alunos colocados este ano (49.237), até à data, não chegam a atingir o número de estudantes colocados na primeira fase em 2007, quando foram colocados 51.472. São menos 2.235 alunos que há quatro anos.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

09
Set12

Há cada vez menos estudantes a concorrer ao Ensino Superior

adm
O Ministério da Educação cortou este ano no número de vagas do Ensino Superior, mas a quebra no número de candidatos foi ainda maior. Esta redução da procura vem-se verificando desde 2007.

Há cada vez menos estudantes a quererem entrar para a universidade. Os dados hoje revelados mostram que este ano concorreram ao Ensino Superior, nesta primeira fase, 45.078 jovens estudantes, menos 1.558 do que no ano passado e recuando no calendário a diferença vai sendo cada vez maior, até 2006/2007.



A única diferença é que este ano houve também um corte no número de vagas – de 2,2% (1.202 vagas) – que ainda assim foi superado pela redução das candidaturas – 3,3% (1.558 alunos a menos).



Dos 45.078 estudantes que tentaram a sua sorte nesta primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior, mais de quatro mil viram negada ficaram sem colocação. O que significa que 90% dos candidatos já ficaram colocados na 1.ª fase, sendo de assinalar que 87% dos colocados foram-no numa das suas três primeiras opções. Mais de metade ficou mesmo na primeira opção, diz a Direcção-geral da Educação em nota enviada às redacções.



Estes são os primeiros dados mas o número total de novas admissões no ensino superior público só será conhecido após a conclusão das inscrições, incluindo os estudantes que virão a ser colocados nas 2.ª e 3.ª fases do concurso nacional, como também os admitidos através de concursos com vagas próprias, como os concursos locais para cursos como Música, Dança, Teatro ou Cinema, os concursos para admissão nas instituições de ensino superior militar e policial, entre outros.



Se é um dos estudantes que está neste momento ansioso à espera de saber se entrou no curso e universidade que quer, pode ver os resultados da primeira fase do concurso nacional na Internet, no sítio oficial do acesso ao ensino superior.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
09
Set12

Desde 2005 que não sobravam tantas vagas na primeira fase de acesso ao Ensino Superior

adm
A segunda fase de candidaturas do acesso ao Ensino Superior decorre entre os dias 10 e 21 de Setembro e ainda há mais de 12.306 vagas disponíveis.

Das 52.298 vagas postas a concurso este ano lectivo ficaram preenchidas, nesta primeira fase, 39.992, o que significa que passam para a segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior 12.306 vagas, o número mais elevado dos últimos sete anos.

Mas se é verdade que há muitas vagas ainda por preencher, cerca de metade dos 1.122 cursos disponíveis este ano já não tem lugares livres para a segunda fase. Por preencher ficaram vagas de cursos ligados a engenharias, por exemplo. Os três cursos com mais vagas por preencher são Engenharia Civil no Politécnico de Lisboa (139 vagas); Direito em regime pós-laboral na Universidade de Lisboa (123 vagas); engenharia electrotécnica no Politécnico de Lisboa (98 vagas) e Engenharia Civil naUniversidade de Coimbra (94 lugares vagos).

Numa análise às 34 instituições, nove (Instituto Politécnico de Bragança; Instituto Politécnico de Portalegre; Instituto Politécnico da Guarda; Instituto Politécnico de Beja; Instituto Politécnico de Santarém; Escola Superior Náutica Infante D. Henrique; Instituto Politécnico de Viseu e Instituto Politécnico de Setúbal) não chegaram a preencher metade das vagas que disponibilizaram e houve mesmo uma – Instituto Politécnico de Tomar - que não chegou a preencher um terço das vagas que tinha aberto, tendo ficado por uma percentagem de ocupação de 27%. 

Segunda fase arranca já esta segunda-feira Assim, os alunos que concorreram à primeira fase mas não ficaram colocados; aqueles que tendo ficado colocados queiram concorrer de novo a outra hipótese; aqueles que tendo ficado colocados na primeira fase não se tenham inscrito e aqueles que não chegaram a concorrer à primeira fase de candidatura podem a partir desta segunda-feira e até 21 de Setembro apresentar a sua candidatura à segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público de 2012.

Além das 12.306 vagas que restaram da primeira fase, as instituições de ensino superior podem aprovar novas vagas para os seus cursos. Para tal é preciso que tenha havido procura, em primeira opção, na primeira fase, superior à oferta de vagas na instituição; ou que tenha havido procura, em primeira opção, na primeira fase, na respectiva área de formação sem a correspondente oferta no conjunto da rede pública e, por fim, têm de dispor de condições adequadas, designadamente em recursos humanos e materiais, para o aumento do número de vagas, competindo depois à Direção‐Geral do Ensino Superior proceder à verificação da satisfação das condições atrás referidas.

Os resultados da 2.ª fase do concurso nacional de acesso serão divulgados no dia 27 de Setembro.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
12
Ago12

Mais de 40 mil já são candidatos ao ensino superior

adm
Até quarta-feira tinham-se candidatado ao ensino superior 42.356 estudantes, mais cerca de cinco mil do que em idêntico período do ano passado. A 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao superior termina nesta sexta-feira.

Apesar do aumento registado, por comparação ao ano passado, quando estavam decorridos 24 dias do concurso, não é ainda garantido que a tendência de subida venha a prevalecer. Em 2011, o número total de candidatos na 1.ª fase, que se prolongou por 28 dias, foi de 46.678. Este ano, o concurso foi reduzido a 26 dias e na antevéspera do final do prazo faltavam ainda 4322 candidatos para igualar o número de 2011, que foi um dos mais baixos dos últimos anos.

O director-geral do ensino superior atribuiu esta situação ao facto de ter aumentado o número de alunos que fizeram os exames do ensino secundário na 2.ª fase e que, por isso, ficaram impedidos de se candidatar no início do concurso nacional de acesso. Este ano, os alunos do secundário foram, pela primeira vez, obrigados a fazer todos os exames na 1.ª fase. Esta era a condição de base para acederem à 2.ª fase, que passou a ser reservada para os que chumbaram no primeiro exame ou ficaram descontentes com a nota obtida. 

Com médias negativas nas principais disciplinas, cerca de 19% tentaram a sorte nesta fase. Para utilizarem estes resultados terão de aguardar pela 2.ª fase do concurso de acesso, que decorre entre 10 e 21 de Setembro. Na segunda vaga de candidaturas, o leque de escolha é mais reduzido. No ano passado, por exemplo, metade dos 1152 cursos então existentes no ensino universitário e politécnico ficou sem vagas logo na 1.ª fase. 

Este ano, as instituições do ensino superior universitário e politécnico têm 52.298 lugares disponíveis para novos alunos, menos 1202 do que em 2011. É a primeira descida desde 2003, mas está ainda longe do desejado pelo Ministério da Educação e Ciência, que aconselhou as instituições do ensino superior a não aumentar o número de lugares disponíveis nos cursos com maiores índices de desemprego. 

Na nota informativa divulgada em Julho, quando foram conhecidas as vagas existentes para o próximo ano lectivo, a Direcção-Geral do Ensino Superior frisa que a redução do número de lugares disponíveis "é inferior ao número de vagas sobrantes e à diminuição do número de candidatos em 2011". Segundo a DGES, das 53.500 vagas existentes no ano passado ficaram por ocupar 7844. Por comparação a 2010 houve também menos 4388 candidatos, o que significou uma quebra de 7,3%.

Os resultados da 1.ª fase do concurso de acesso serão conhecidos a 10 de Setembro. Os distritos de Lisboa e do Porto contribuem com mais de 40% dos candidatos superior. Seguem-se-lhes Coimbra e Aveiro, com cerca de 5% cada.

fonte:http://www.publico.pt/Ed

17
Jul12

Mais de 7000 candidaturas à universidade pela Internet no primeiro dia

adm
Mais de sete mil alunos apresentaram a sua candidatura ao ensino superior pela Internet até ao final de segunda-feira, primeiro dia de candidaturas, segundo dados disponibilizados pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES).

No primeiro dia do prazo, 7019 alunos candidataram-se a uma das 52.298 vagas disponíveis para o ano lectivo de 2012/2013, menos 1202 do que no ano passado. 

O número de candidaturas excedeu em muito o registado no primeiro dia de candidaturas no ano passado (3920), a primeira vez em que as candidaturas se fizeram exclusivamente pela Internet. No ano passado, houve um total de 46.678 candidaturas. 

Até 10 de Agosto, as candidaturas podem continuar a ser apresentadas através do site da DGES site da DGES.

 

 fonte:http://www.publico.pt/E

16
Jul12

Cursos com mais desemprego abrem 3.600 vagas

adm

A corrida ao ensino superior público começa hoje com a abertura do concurso nacional de acesso.

Há menos 1.200 vagas disponíveis, mas os cursos com mais desemprego abriram 3.600 lugares.

Os 35 cursos do ensino superior público com maior número de inscritos nos centros de emprego disponibilizam cerca de 3.600 vagas para o próximo ano lectivo. Engenharia civil, Direito, Economia, História, Psicologia, cursos de formação de professores para o 1º ciclo e educadores de infância são algumas das licenciaturas que estão no topo da lista dos cursos com mais desempregados.

Indicadores que continuam a revelar o desencontro que há entre a oferta de cursos no ensino superior público e as necessidades do mercado de trabalho. Mas há sinais de que as instituições começam a ter em conta as necessidades do mercado, quando fixam as vagas. Algumas encerram alguns dos cursos com um maior número de desempregados. Dos que continuam a funcionar, a maioria diminuiu as vagas disponíveis, mas há alguns casos em que aumentam o número de lugares em cursos graves dificuldades de inserção no mercado de emprego.

fonte:http://economico.sapo.pt/

14
Jun12

Ensino Superior: quais as áreas com melhor saída para emprego?

adm

10.5 por cento das pessoas com formação superior em Portugal estão desempregadas, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, que fez as contas à empregabilidade dos cursos. A área com maior saída é Medicina e há muitos cursos com empregabilidade próxima do zero.

Os dados, reunidos pela Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), foram divulgados em simultâneo com o despacho em que o Governo anuncia o congelamento das vagas para o ensino superior, e faz depender a fixação das vagas da empregabilidade dos cursos.

A DGEEC contabilizou para este estudo os dados dos desempregados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que têm valores inferiores aos do Instituto Nacional de Estatística. Tendo então em conta os números do IEFP, em Dezembro de 2011 havia 63470 desempregados com nível de ensino superior, para um total de 605134 desempregados.

No despacho publicado nesta terça-feira, o Governo pretende dirigir as instituições a aumentarem as vagas nas áreas de Ciências, Matemática, Informática e Engenharia, aquelas com maior saída, e reduzi-las nas licenciaturas em Educação Básica. Determina também que seja mantido o número de vagas para Medicina.

O documento da DGEEC apresenta a empregabilidade por áreas de estudo no período compreendido entre 1983/84 e 2009/10. Conclui que a área com maior percentagem de desempregados é a de Serviços Sociais, com 10,3 por cento num total de 23787 diplomados. Segue-se a Informação e Jornalismo, com 9,1 por cento de desempregados, para 20337 diplomados. E a completar o pódio a Arquitectura e Construção, com sete por cento em 60188 diplomados. A Protecção do Ambiente tem igual percentagem, mas para 12162 diplomados.

Em absoluto, a área que contribui com mais gente para a lista de desempregados é a de Ciências Empresariais, também aquela que tem maior número de diplomados ao longo deste período. Contribui com 16,5 por cento para o total de desempregados (9389), mas também representa 16,2 por cento do total de diplomados (184230). A relação entre uns e outros é de 5,1 por cento.

Segue-se a Formação de Professores e Ciências da Educação, que produziu 161060 diplomados e tem 7892 desempregados. É uma relação de 4,9 por cento, mas contribuiu com 13,9 por cento para o total de desempregados com formação superior.

A área com melhor nível de empregabilidade é a da Saúde, que tem apenas 2,8 por cento de desempregados, entre 152 mil formados nos últimos 25 anos. A seguir vem Direito, 3,2 por cento de desempregados entre os 52967 diplomados. E depois Matemática e Estatística, com 3,6 por cento. Há uma área que só tem 1,9 por cento de desempregados mas tem apenas 6030 diplomados neste período: é a de Serviços de Segurança.

O estudo sobre desemprego, que pode ser visto aqui, tem o número de diplomados e registados no IEFP em cada curso nas universidades e politécnicos do continente. Da longa lista há alguns com taxa de 100 por cento de desemprego, em casos em que os números de diplomados são inferiores a cinco. É assim com as licenciaturas de Ecoturismo da Escola Superior Agrária de Coimbra, de Gestão e Sistemas de Informação do Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais do Porto, de Gestão de Empresas (regime pós-laboral) da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, ou do mestrado de Aquacultura e Pescas da Universidade do Algarve.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

13
Jun12

Governo congela vagas no Ensino Superior

adm

Número de vagas só aumenta se as instituições provarem a empregabilidade do curso.

O Governo congelou o número de vagas para cursos do Ensino Superior para o próximo ano lectivo, que não vão aumentar em relação a 2011-2012, a menos que as instituições consigam provar a empregabilidade dum curso.

O despacho que regulamenta a fixação das vagas para o Ensino Superior foi publicado terça-feira à noite na página da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES) e determina que o número de vagas para cada universidade ou politécnico "não pode exceder a soma das vagas fixadas para essa instituição para o ano lectivo de 2011-2012".

A DGES poderá autorizar mais vagas em "situações particulares": quando as instituições consigam provar que os alunos de um determinado curso têm menos probabilidades de ir parar ao desemprego.

O Governo recomenda às universidades e politécnicos que "redistribuam" as vagas que têm disponíveis para poderem aumentar o número de alunos nos cursos de "Ciências, Matemática, Informática e Engenharia".

Por outro lado, impõe às universidades e politécnicos que reduzam em pelo menos 20% o número de vagas nos cursos de professor do ensino básico e educação de infância, onde identifica "excesso de oferta".

Devem também ser reduzidas as vagas nos mestrados de habilitação profissional para a docência.

Nos cursos de Medicina, a oferta em 2012-2013 deve ser igual à deste ano lectivo.

No despacho, o executivo diz ainda às instituições de ensino superior que não devem ter no próximo ano lectivo mais cursos do que tiveram este ano, salvo um conjunto de excepções, como sejam cursos leccionados à distância.

O Governo decidiu também que não serão financiadas novas admissões em cursos que neste ano lectivo tenham tido menos de 20 inscrições ou menos de 40 desde o ano lectivo de 2009-2010.

O despacho impõe também que não podem ser abertos cursos com menos de 20 vagas, a não ser em cursos preparatórios de Artes, ou resultantes de protocolos internacionais, que não sejam financiados pelo Estado ou quando se prove a sua "especial relevância", entre outras excepções.

Para pedirem à DGES a apreciação do aumento de vagas num determinado curso, as instituições terão que provar primeiro que não têm vagas a libertar em cursos que não ficaram completamente preenchidos.

Para o cálculo da empregabilidade, devem usar como referência os números da Direção-Geral de Estatística e Ciência, que registam o número de desempregados por curso inscritos nos centros de emprego.

Deverão provar que "o nível de desemprego nesse curso é inferior ao nível médio de desemprego dos diplomados com um curso superior".

fonte:http://economico.sapo.pt/

02
Jun12

Vagas no ensino superior excederam em 13% a procura

adm
As vagas nas licenciaturas são 13% superiores ao número de estudantes que se candidataram às universidades e politécnicos.

Os dados dizem respeito ao ano lectivo passado e fazem parte de um relatório encomendado pelo Conselho de Reitores das Universidade Portuguesas (CRUP) que será a base para um debate sobre a racionalização da oferta formativa no ensino superior. O documento mostra ainda a existência de vagas em excesso em 80% das áreas de estudo.

Em 2011 foram disponibilizadas 53.500 vagas para os ciclos de licenciatura e mestrado integrado, tendo sido registadas 46.642 candidaturas, na primeira fase, revela o relatório, que foi elaborado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). A taxa de ocupação correspondente à percentagem de vagas ocupadas com os estudantes matriculados foi, assim, de 69,79%, revela o mesmo estudo.

A caracterização do ensino superior, no documento a que o PÚBLICO teve acesso, traça um retrato extenso da oferta formativa nas universidades e politécnicos, quer públicos, quer privados. Ao longo de mais de 600 páginas a A3ES analisa 71 áreas de estudo e conclui que em 80% delas existe excesso de oferta.

Em 2011, o rácio entre os candidatos em primeira opção e as vagas – o chamado "índice de força" – foi inferior à unidade (0,87), já que houve menos candidatos que vagas. Esse fenómeno é mais sentido nas instituições do interior – as universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Interior, Évora e Algarve tiveram uma procura inferior à oferta, ainda que tenham vindo a atingir taxas de ocupação acima da média do sistema, no final do concurso de acesso. 

Já as universidades do Minho, de Coimbra e de Aveiro registam índices de força superiores à unidade. Mas a procura e a oferta estão particularmente concentradas nas instituições de ensino das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, revela o documento.

Esse desajuste geográfico é um de problemas detectados pela A3ES, que aponta também uma maior preferência dos candidatos pelas universidades em detrimento dos institutos politécnicos e o facto de existir um conjunto de cursos que não registaram qualquer candidatura.

Nas conclusões do estudo, a A3ES aponta que "a evolução recente do sistema de ensino superior em Portugal processou-se, no entanto, face a uma quase ausência de regulamentação eficaz por parte do Estado". Daí resultou a criação de uma rede de ensino "que necessita de racionalização", em particular numa situação em que o número de candidaturas dos alunos mostra "tendência a diminuir" e em que as dificuldades económicas apontam para a "necessidade de uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis". 

Este diagnóstico foi encomendado pelo CRUP, que quer ter "uma visão global" do sistema de ensino superior para basear a discussão em torno da racionalização da rede, diz o presidente daquele órgão, António Rendas. "Esta é um tema que precisa de ser debatido de forma aberta", entende aquele responsável. 

Em Espanha, por exemplo, o Governo está a estudar a fixação de um número mínimo de estudantes por curso. O ministro da Educação, José Ignácio Wert, defendeu um "patamar de eficiência mínima" com um valor médio de 55 alunos por curso, mas algumas autonomias levam o processo mais avançado: na Galiza há um mínimo de 45 a 50 alunos por curso e a Catalunha impôs uma medida semelhante, acabando com 160 mestrados que tinham menos de 20 estudantes. 

 

Mas, antes de avançar com propostas, o CRUP vai esperar pelos resultados de um outro estudo sobre a adequação da oferta formativa no superior, encomendado à Associação Europeia de Universidades (EUA), que deve estar pronto em Setembro. Para António Rendas, depois da caracterização do sector, falta agora "um olhar de fora" sobre a realizada das universidades e politécnicos nacionais e é isso que está a ser feito por uma equipa de peritos que inclui o antigo reitor da Universidade de Lausanne e ex-presidente da EUA, Jean-Marc Rapp, Howard Davies, da London Metropolitan University, e o antigo reitor da Universitat Autónoma de Barcelona, Carles Solà.O relatório da A3ES foi entregue ao Ministério da Educação e Ciência e está a ser analisado, avança fonte do gabinete do ministro da Educação, Nuno Crato, devendo servir de base às soluções que o Governo está a estudar em matéria de racionalização da oferta formativa no superior. 

António Rendas sublinha, por isso, a sintonia entre o executivo e os reitores. "Estamos todos muito atentos a esta situação", garante o presidente do CRUP, adiantando também que o estudo está a ser discutido internamente naquele organismo.

fonte:http://www.publico.pt/

27
Mai12

Portugal foi o país que mais cortou no superior

adm

Estudo da Associação Europeia das Universidades mostra Portugal no grupo de países que cortou 20% no financiamento público do superior.

Portugal está no grupo de países que mais cortou no financiamento do ensino superior na sequência da crise económica. A conclusão foi apresentada por Thomas Estermann, responsável pela Unidade de Governo, Autonomia e Financiamento da Associação Europeia das Universidades (EUA) no seminário a "Autonomia Universitária na Europa", que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian segunda-feira passada. Um corte de 20% no financiamento das instituições que afectou também Grécia, Hungria, Itália, Letónia e Espanha.

O estudo revela que Inglaterra, Estónia, Islândia, Irlanda e Holanda aplicaram reduções de 15% nas verbas para as universidades. A maioria dos países europeus cortou cerca de 10% no financiamento. Áustria, Bélgica e França, por exemplo, cancelaram o reforço dos investimentos que estavam previstos. Apenas a Noruega e a Alemanha continuam a aumentar as verbas que colocam nas instituições de ensino superior.

Com maior ou menor impacto, os cortes que estão a afectar a maioria das universidades europeias poderão ter consequências graves.

"A Europa está a criar cicatrizes irrecuperáveis. Os efeitos de subfinanciamento podem demorar anos a recuperar" afirmou António Barreto, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, durante a sessão.

Mas como compensaram as instituições estes cortes? Algumas conseguiram "substituir os cortes com receitas próprias", mas em quase todas, esse dinheiro não foi substituído, afirmou Thomas Estermann.

O drama é que está a ser pedido às universidades que respondem a três desafios que são incompatíveis, afirmou Howard Newby, vice-chaceller da Universidade de Liverpool. Que assegurem a" massificação" de frequência do ensino superior recebendo mais alunos, que mantenham a "garantia de qualidade" e que "custem menos dinheiro aos contribuintes".

Mas a redução de fundos públicos teve um maior impacto em Portugal se contarmos com os cortes salariais. Nos últimos seis anos as instituições tiveram uma redução de quase 45% no financiamento público, afirmou durante o encontro Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa. O mais grave é que " sem utilizar os saldos de gerência as universidades não "conseguem continuar abertas", acrescentou. Para António Cruz Serra a crise "está a afectar catastroficamente a autonomia universitária".

Durante a sessão Thomas Estermann da EUA referiu casos de países em que uma das soluções utilizadas foi permitir às instituições que "contraíssem dívidas à banca". Uma medida que, no entender do reitor da UTL não serve para as universidades portuguesas. "Em Espanha já há uma instituição que deve quase cem milhões de euros à banca" e não sabe como vai pagar.

Para o responsável pela unidade de financiamento da EUA "há países em que os empréstimos são uma forma de financiar projectos, mas nunca poderão ser utilizados para substituir financiamento público".

As tendências do financiamento
Para este especialista da Associação Europeia de universidades está assistir-se em toda a Europa a "mudanças do modelo de financiamento". Uma das tendências é a criação de fundos competitivos, que exigem co-financiamento e em que a taxa de sucesso é um dos critérios na fórmula ", sublinhou. Depois há cada vez mais fundos que são atribuídos com um determinado objectivo. Nos critérios de atribuição de verbas pesam cada vez mais a performance e os ‘outputs' das instituições de ensino superior.

No final do encontro Helena Nazaré, presidente da EUA, afirmou que está a ser pedido cada vez mais às instituições. "Se no passado as universidades eram consideradas torres de marfim, hoje são vistas como poços de petróleo. Os governos pensam que podem encontrar nas universidades o remédio para todos os seus problemas". Para Marçal Grilo a solução passa por criar um modelo em que as instituições tenham dois orçamentos: o que provêm do OE, sobre o qual prestaram contas ao Ministério das Finanças; um outro orçamento em que as verbas são arrecadadas pelas instituições e não podem ser cativadas pelas Finanças. No encerramento, o administrador da Fundação Calouste Gulbenkian alertou que "temos que nos preparar para tempos mais difíceis".

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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