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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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Educação

27
Dez11

Matemática: prova mais difícil deu menos positivas

adm
É um regresso à normalidade depois doboom de positivas em 2009. A SPM, que na altura falou de facilitismo, espera que a exigência se mantenha.

Pelo terceiro ano consecutivo, mais de metade dos alunos do 9.º ano obtiveram uma média positiva no exame nacional de Matemática, mas a percentagem dos que conseguiram este feito desceu quase 13 pontos por comparação a 2009 - passou de 63,8 por cento para 51,3.

"O exame foi um pouco mais exigente e os resultados baixaram", constatou ao PÚBLICO o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), Miguel Abreu. No parecer divulgado no dia da prova, a SPM dava conta de que o grau de complexidade do exame era superior ao de 2009, o qual fora considerado por esta associação "escandalosamente fácil". 

Segundo a SPM, apesar de constituir um passo no bom sentido, a prova de 2010 continuou, em termos de exigência, "abaixo do que seria desejável". Mesmo assim, quase metade dos alunos ficou-se pela negativa, uma situação que Miguel Abreu classifica de "preocupante".

O responsável espera que esta queda nos resultados não leve o Ministério da Educação (ME) a recuar no tipo de provas que vier a ser proposto. "Não devem ser os exames a adaptar-se aos alunos", alerta, acrescentando que as provas devem obedecer a standards mais adequados em termos do que se deve esperar de um aluno no final da escolaridade obrigatória. "O que se tem que fazer é trabalhar para que os alunos obtenham positiva em exames com um nível de exigência adequado e isto consegue-se com um melhor ensino", frisa. 

De acordo com os dados divulgados ontem pelo ministério, 9,5 por cento dos alunos obtiveram a classificação de nível 1, numa escala até cinco, o que é mais do dobro do registado no ano passado.

Os exames nacionais do 9.º ano estrearam-se em 2005. Mais de 70 por cento dos alunos tiveram então negativa a Matemática. Um resultado que contribuiu para a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, lançar o chamado Plano de Acção para a Matemática, que resultou sobretudo em mais acções de formação para professores e em tempo suplementar dedicado pelas escolas a esta disciplina. 

Em 2008, pela primeira vez, mais de metade dos alunos conseguiram ter positiva no exame de Matemática. De 72,8 por cento em 2007, a percentagem de negativas desceu no ano seguinte para 44,9. A SPM alertou então que a prova tinha sido "mais fácil" do que a realizada em anos anteriores.

À espera do ministério

Ao contrário do que aconteceu com os alunos do secundário, que este ano voltaram, pela segunda vez, a ter uma melhor média a Matemática do que a Português, os do 9.º ano continuam a sair-se melhor na prova de língua materna: 70,3 por cento tiveram positiva. Mas para Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), estes resultados, só por si, voltam a dizer pouco às escolas e aos professores. "O Ministério da Educação tem os resultados resposta a resposta, mas não os divulga. E, por isso, nós continuamos a não saber o que é que aconteceu em 2006 - quando as positivas baixaram para 54,5 por cento - ou por que é que os resultados deste ano são equivalentes aos do ano passado. Foi por os alunos terem sido tão bons ou tão maus na produção escrita? Ou na gramática? Não sabemos."

No ano passado, em resposta a esta reivindicação da APP, o ministério garantiu que iam ser fornecidos às escolas os resultados dos exames resposta a resposta. Mas tal não aconteceu, frisa Feytor Pinto. O PÚBLICO tentou ontem sem êxito obter uma explicação do ME. A percentagem de reprovações à disciplina, por parte dos alunos internos - aqueles que frequentam as aulas o ano inteiro -, foi de nove por cento, o mesmo valor que o do ano passado. Já a Matemática esta percentagem subiu de 24 para 26 por cento. 

 

Segundo o ME, a média total nas provas - que contabiliza os resultados dos alunos internos e dos externos - manteve-se igual à de 2009 em Língua Portuguesa (56 por cento na 1.ª chamada e 46 por cento na 2.ª) e desceu a Matemática (de 57 para 50 por cento na 1.ª chamada e de 39 para 28 na 2.ª). No 9.º ano, a 2.ª chamada tem carácter excepcional - é sobretudo realizada pelos alunos com mais de 15 anos que, depois de terem sido chumbados pelos seus professores, se autopropõem a exame.

fonte:http://www.publico.pt/E

26
Dez11

Nenhum aluno conseguiu saltar do oitavo para o 10º ano

adm
Nenhum dos 149 alunos do 8º ano que se autopropuseram aos exames nacionais “concluiu o ensino básico por esta via”, informou hoje o Ministério da Educação.

Este ano, a título excepcional, os estudantes com 15 anos ou mais que chumbaram de novo no 8.º foram autorizados pelo Ministério a propor-se aos exames de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º, para tentarem concluir o 3.º ciclo e escapar assim ao novo limite da escolaridade obrigatória que já os abrangerá no próximo ano lectivo.

Para poderem concluir o 3º ciclo, e ficarem assim isentos da obrigação da permanecerem na escola até aos 18 anos, estes alunos teriam também que fazer exames de frequência a todas outras nove disciplinas curriculares do 9.º ano. Estas provas são realizadas a nível de escola. Segundo o Ministério da Educação, alguns obtiveram notas positivas nos exames de Língua Portuguesa e Matemática, mas apesar disso nenhum acabou por conseguir concluir o 9.ºano.

Estes alunos fizeram os exames na 2.ª chamada, que no 9.º ano tem um carácter excepcional. Podem também recorrer a esta leva os estudantes que, por razões de saúde, tenham faltado à primeira chamada. O número de provas correspondeu a 0,5 por cento dos quase 90 mil inscritos para os exames nacionais do 9.º ano. 

Da primeira para a segunda chamada a média dos exames desceu de 56 para 46 por cento a Língua Portuguesa e de 50 para 28 por cento a Matemática. 

No ensino secundário realizou-se hoje a prova da segunda fase de Biologia e Geologia, uma das quatro disciplinas mais concorridas. Compareceram no exame 74,2 por cento dos 34210 inscritos. Na primeira fase realizaram a prova 38949 alunos. A média total de exame foi de 9,6. Esta classificação está muito abaixo dos 14 de média com que os alunos internos foram a exame. O Ministério teme explicado estas diferenças com as classificações obtidas na prova pelos alunos que se autopropõem a exames. Estes estudantes já não estão a frequentar as aulas e, em muitos casos, foram chumbados pelos seus professores. Mas no exame de Biologia e geologia a sua média foi de 9,1, enquanto a dos alunos internos foi de 9,6.

Com a excepção de 2008, a média nesta disciplina tem-se mantido abaixo de 10 desde há quatro anos. Uma razão possível para estes maus resultados, segundo João Oliveira, da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia: “Estes exames requerem da parte dos alunos um exercício crítico para o qual não estão treinados". 

Só amanhã que esta associação divulgará o seu parecer sobre a prova da segunda fase. 

fonte_http://www.publico.pt/

18
Dez11

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados

adm
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.

Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã, que foi publicada hoje.

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse ainda o primeiro-ministro.

“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.

Portugal é um dos países da Europa com menores níveis de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado no mês passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Enquanto em Portugal a escolarização média da população com mais de 25 anos era de 7,7 anos, na Grécia e em Itália era de 10,1 anos, em Espanha de 10,4. Na Alemanha era de 12,2 e nos EUA de 12,4.

Para as crianças que entram agora na escola, esta diferença é bastante menor: o número de anos de escolaridade esperados era de 15,9, no caso de durante a vida da criança se mantiverem as taxas de escolarização actuais, o que pode estar em causa dada a dimensão da crise. Em Espanha era de 16,6 anos, na Irlanda de 18 e na Alemanha de 15,9.

fonte:http://www.publico.pt/

10
Dez11

Escolas da Parque Escolar estão para arrendar na Internet

adm

Os espaços das escolas intervencionadas pela Parque Escolar estão para arrendar na Internet. "Somos a maior oferta de espaços do país", sintetiza aquela empresa pública na sua nova página digital (http://espacosnasescolas.parque-escolar.pt). No catálogo, lançado em Outubro, são apresentadas 90 escolas secundárias e disponibilizadas fotografias e descrições dos espaços que podem ser arrendados: anfiteatros, auditórios, pavilhões desportivos, campos exteriores, ginásios, salas de aulas e bibliotecas. Existem escolas que disponibilizam todas as categorias.

O arrendamento, sobretudo de equipamentos desportivos, tem sido utilizado como uma fonte adicional de receitas. Mas as escolas que foram intervencionadas pela Parque Escolar, e que figuram no novo catálogo, passarão a dispor apenas de metade destas receitas. A outra parte reverterá para a empresa, que passou também a deter a propriedade destes estabelecimentos. 

Segundo a assessora de imprensa da Parque Escolar, foram recebidas até agora 40 propostas através da página na Internet e concretizados 10 arrendamentos de longa duração. A tabela de preços praticados foi definida em conjunto, acrescentou. A empresa garante que as propostas de aluguer só são concretizadas depois do aval prévio das direcções das escolas, que definem também os horários de cedência. Directores contactados pelo PÚBLICO confirmaram estes procedimentos, mas nem todos deram ainda luz verde. 

Das 90 escolas apresentadas, 39 ainda nem disponibilizaram as tabelas de preços nem os horários disponíveis. A Escola Secundária de Paredes é uma delas. "Quando a escola não era da Parque Escolar alugávamos os espaços desportivos. Os outros, em regra, não eram alugados", diz o director, Francisco Queirós. No site da empresa, esta é agora uma das escolas que tem tudo para arrendar, mas na prática os arrendamentos estão suspensos. Francisco Queirós explica que a Parque Escolar ainda não contratou o seguro obrigatório para o arrendamento de espaços desportivos e que também não estão definidas as condições em que se assegura a abertura da escola fora do seu horário de funcionamento. 

Na escola secundária Pedro Nunes, em Lisboa, que é tradicionalmente muito solicitada, a directora, Ana Vilarinho, optou por manter activo o seguro que já tinha. Como o site de arrendamento foi lançado já depois do início do ano lectivo, muitos dos contratos ainda revertem por inteiro para a escola. No próximo ano já não será assim. 

Segundo a Parque Escolar, "a existência de uma página na Internet de acesso livre permite, pela primeira vez, ter um acesso universal, organizado e transparente à oferta de espaços disponíveis para aluguer em todo o território continental". O site é também "uma montra" das intervenções feitas por aquela empresa que, a pedido do Governo, está agora a ser auditada pela Inspecção-Geral de Finanças.

fonte:http://www.publico.pt/

01
Dez11

Professores de Português estão a ser avisados por telefone que serão despedidos em Janeiro

adm
Cerca de 65 cursos da rede de ensino de Português no estrangeiro serão suprimidos em Janeiro.
Cerca de meia centena de professores que actualmente ensinam Português no estrangeiro já não voltarão às suas aulas em Janeiro próximo: 33 ficarão no desemprego e outros 16 regressarão às escolas de origem em Portugal. São contas feitas por Carlos Pato, do Sindicato de Professores no Estrangeiro, depois de ontem ter sido publicado, em Diário da República, o despacho de reorganização da rede de ensino de Português no exterior, que suprime cerca de 65 cursos. 

Os docentes que irão ser dispensados começaram ontem a ser avisados por telefone. "Vão para o desemprego com um mês de aviso prévio", denuncia Teresa Soares do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.

As aulas da rede oficial de ensino de Português no estrangeiro são asseguradas por docentes contratados e pagos pelo Estado português. A Constituição estabelece que incumbe ao Estado assegurar o ensino da língua portuguesa aos filhos dos emigrantes. Na Europa mais de metade dos inscritos são alunos do 1.º ao 6.º ano de escolaridade. Cinco meses após o arranque do ano lectivo perto de cinco mil poderão ficar sem aulas de Português na sequência das medidas de contenção orçamental. Várias centenas estão já nesta situação porque os professores em falta não foram substituídos. 

Teresa Soares é peremptória: a realidade imposta pelo despacho dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Educação e Ciência, com efeitos a partir de 1 de Janeiro próximo, ultrapassa as piores expectativas. Lembra a propósito que, no início do mês, a presidente do Instituto Camões, que gere a rede, comunicou ao seu sindicato que os 50 professores a dispensar pertenciam aos quadros de escolas portuguesas e permaneceriam, por isso, empregados. Mas, afinal, a maioria dos dispensados não tem uma escola de origem onde regressar e irão, por isso, "engrossar as fileiras dos desempregados em Portugal". "O que estão a fazer é desumano. Não tinha que acontecer assim. Somos 524 professores na Europa. Passamos quase desapercebidos no Orçamento do Estado. Sinto-me muito triste, revoltada e decepcionada", desabafa Teresa Soares, que nos últimos 30 anos tem sido professora de Português no estrangeiro. Primeiro na Suíça, agora na Alemanha. 

A maioria dos cursos que serão suprimidos é ministrada por professores com horário incompleto, mas que na maior parte dos casos têm mais de 15 horas lectivas por semana. Os principais cortes serão sentidos na Suíça, França e Espanha. "O Governo diz que os alunos destes professores serão recolocados noutros cursos, mas isso não se vai verificar porque para frequentar estas aulas os alunos terão de percorrer distâncias muito maiores", avisa Carlos Pato. Este professor de Português no Luxemburgo lembra que o secretário de Estado das Comunidades garantiu que, depois destes cortes, não haveria mais mexidas na rede. "Esperamos que sejam homens de palavra."
fonte:http://www.publico.pt/
28
Nov11

Norte e Centro continuam a ser as regiões com menos chumbos

adm
A percentagem de alunos do ensino básico e secundário que chumbou no ano lectivo de 2009/2010 continua a ser menor no Norte e Centro e maior nas regiões autónomas e na zona de Lisboa. Os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística confirmam a existência de fortes disparidades regionais no que respeita ao sucesso escolar dos alunos.
Uma comparação com dados de anos anteriores, divulgados pelo Ministério da Educação, dá conta de que os lugares ocupados pelas diferentes regiões têm-se mantido estáveis.

Segundo o INE, no ano lectivo passado, a taxa de retenção e desistência no ensino básico foi de 7,9%. Cinco das sete regiões de Portugal ultrapassaram esta média. Na Madeira chumbaram, no básico, 11,8% dos alunos. Em Lisboa o mesmo aconteceu a 9,6%. No Norte e Centro as taxas de retenção situaram-se nos 6,2 e 6,8% respectivamente. 

O insucesso é maior quando se tem só em contra os resultados do 3º ciclo, o último do ensino básico. A taxa de retenção sobe, na média nacional, para 13,8%. Madeira, Açores, Algarve, Lisboa e Alentejo voltam a ser as regiões que têm resultados piores. No 3º ciclo a percentagem de chumbos oscila, nestas regiões, entre 19,4 e 14,%. No Norte e no Centro chumbaram, neste ciclo 11,5 e 12,2% dos alunos.

No ensino secundário o Alentejo junta-se à lista das regiões com melhores resultados. A taxa de transição/conclusão neste nível de ensino é ali igual à da média nacional: 80,7%. No Norte e Centro foi superior. Nos Açores 74,5% dos alunos do ensino secundário passaram de ano. Foi a região com piores resultados.Com 78,1%, Lisboa ficou em quarto lugar. 

Por sub-região, seis ilhas dos Açores (Flores, Terceira, Santa Maria, Pico, São Miguel e Faial) lideram a lista dos chumbos, com taxas entre 10,8 e 12,9%. Surgem depois a península de Setúbal (10,3%), Alentejo Litoral (9,8%) e Grande Lisboa (9,3%). 

Do lado oposto, com as mais baixas taxas de retenção e desistência nos três ciclos do ensino básico, estão as sub-regiões de Minho-Lima (4,6%), Baixo Mondego (5,2%) e Cávado (5,3%). Numa análise por município, os últimos lugares pertencem à Calheta (Madeira), Vila Franca do Campo (Açores), Porto Moniz (Madeira), São Roque do Pico (Açores), Alter do Chão (Alentejo) e Freixo de Espada à Cinta (Norte), com taxas entre 17,8 e 15,9%. Já os concelhos mais bem sucedidos são Arronches, Castelo de Vide e Almodôvar (Alentejo), e Armamar, Moimenta da Beira e Mondim de Basto (Norte), com valores entre 0,4 e 2,9%.

Os dados divulgados pelo INE fazem parte dos Anuários Estatísticos Regionais hoje publicados. No seu resumo referente à educação, o INE frisa que “os desempenhos mais favoráveis nas regiões Norte e Centro têm por base disparidades internas, nomeadamente com os municípios do Litoral da região Norte a apresentar valores mais elevados”.
fonte:http://www.publico.pt/

21
Nov11

Universidades de Lisboa e Técnica preparam fusão

adm

O objectivo é criar uma universidade com dimensão suficiente para entrar na lista das 100 melhores do mundo.

Um reitor, uma reitoria e um único serviço de acção social escolar. Este poderá ser o resultado do processo de fusão que já está a ser preparado pelos conselhos gerais das Universidade de Lisboa (UL) e Técnica de Lisboa. "Através desta fusão" pretende-se "encontrar uma nova universidade ou consórcio de instituições que tenha dimensão e massa crítica", revelou Luísa Cerdeira, pró-reitora da Universidade de Lisboa, numa entrevista ao programa Capital Humano transmitido na ETV, quinta-feira, às 14h15. "Este é um processo que está a decorrer ao nível dos dois conselhos gerais", acrescentou no programa, que é uma parceria com o suplemento Universidades & Emprego do Diário Económico. Há que saber "nas diferentes áreas científicas se se consegue reunir o que há de melhor" nas duas instituições, "criando pólos de excelência que possam ser competitivos em termos internacionais", sublinha Luísa Cerdeira. Até porque as duas instituições são "complementares nas áreas científicas de cada uma delas" e não têm sectores de formação repetidos. Neste momento, já há grupos de trabalho que estão a estudar os cenários da fusão nas áreas das ciências da vida, ciências sociais e humanos e ciências exactas. Para já não deverá haver alterações nas faculdades porque não existe sobreposição de áreas entre as diferentes universidades. Tudo dependerá agora do desfecho das eleições para reitor da Universidade Técnica de Lisboa. A velocidade de concretização do processo poderá depender de quem vencer. Na corrida estão António Cruz Serra, presidente do Instituto Superior Técnico, e Nuno Valério, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Mas nenhum dos candidatos se opõem à fusão das duas instituições. O vencedor desta corrida eleitoral deverá ser anunciado no próximo dia 5 de Dezembro.

Um sonho antigo
A concretizar-se esta fusão, o resultado será a criação de uma mega- universidade com mais de 46 mil alunos, a maior do país. O objectivo final deste processo será criar uma instituição com dimensão suficiente para entrar na lista das 100 melhores do mundo. O sonho foi anunciado há cerca de dois anos por António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, que durante o processo eleitoral que levou à sua eleição defendeu a hipótese de "processos de fusão e integração institucional". Uma vontade que o Diário Económico revelou no Suplemento Universidades de 21 de Abril de 2009. Um projecto apoiado por Ramôa Ribeiro, o reitor da UTL, que faleceu antes de ver este projecto concretizado.

Reorganização inevitável
Durante a entrevista ao programa Capital Humano, Luísa Cerdeira, pró-reitora da Universidade de Lisboa, defendeu a necessidade de reorganização da rede de ensino superior, porque existe "uma oferta muito dispersa e diversificada" de cursos, mas "não nos devemos precipitar porque este processos devem ser pensados e ponderados". Recorde-se que no programa do actual governo defende-se a necessidade de "estudo de medidas conducentes às reorganização da rede pública de ensino superior". A pró-reitora da UL defende que "a tutela deveria ter sido mais exigente na regulamentação da rede pública e privada".

fonte:http://economico.sapo.pt/

20
Nov11

Adultos abandonam estudos de novo por falta de dinheiro

adm

Muitos adultos estão a abandonar os estudos pela segunda vez na vida porque já não conseguem suportar as despesas. No ensino superior privado é neste segmento que mais se notam os efeitos da crise.

O ISLA Campus Lisboa perdeu metade dos alunos com mais de 23 anos. O director-geral, Nelson Brito, sabe que a perda de rendimento e o desemprego estão na base do fenómeno.

«Noto uma maior dificuldade em cumprirem prazos de pagamento das propinas mensais e noto uma dificuldade ainda maior na população estudantil dos maiores de 23 anos, pessoas que já trabalham», afirma.

«Pelo facto de ter aumentado o desemprego, têm hoje menores condições para continuarem os seus estudos», observa o responsável pelo antigo Instituto Superior de Línguas e Administração, hoje integrado numa rede internacional.

«Perante a situação de agravamento no seu emprego e de diminuírem as deduções fiscais com educação, as pessoas estão mais renitentes em tomar a decisão de vir estudar novamente», observa.

Nelson Brito diz que a internacionalização do ISLA permite compensar a perda dos trabalhadores estudantes através de alunos que entram directamente do 12.º ano, mas a situação está longe de corresponder às expectativas: «Devíamos estar a crescer e não conseguimos porque perdemos 50 por cento dos alunos que já trabalham».

Os atrasos nos pagamentos das bolsas também não ajudam. A instituição está abrangida pelo programa de bolsas do Estado. Habitualmente tem 150 pedidos de bolsa de Acção Social e ainda não sabe quantas vai perder.

Dos alunos vão chegando avisos: «Dizem que dificilmente continuarão a estudar connosco se não receberem a bolsa».

As propinas nos estabelecimentos privados rondam os 3.000 a 3.500 euros.

Outras instituições contactadas pela Lusa ainda não querem assumir perdas, mas reconhecem que há cada vez mais estudantes a pedir flexibilidade no pagamento.

A Universidade Católica diz que procura dar resposta a esta realidade, mas escusa-se a avançar dados sobre a dimensão do problema. Reconhece, porém, que até ao fim ano haverá mais desistências.

Na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), no centro da cidade, estudam muitos trabalhadores. O director da Administração Escolar, Reginaldo Almeida, diz que perdas de alunos via 12.º ano são por vezes compensadas pelo contingente dos maiores de 23 anos.

Mas há o reverso da medalha – 'Um crescente número de alunos com mensalidades em atraso'.

A redução das bolsas e as crescentes dificuldades financeiras obrigam a UAL a ter hoje «uma política de Acção Social mais alargada».

Ainda não estão conferidos todos os resultados dos processos para atribuição de bolsa, mas o director admite que possa ter reduções na ordem dos 30 por cento, ao abrigo do programa da Direcção-Geral do Ensino Superior que envolve os privados.

Para evitar o abandono, a UAL está a adoptar planos e condições de pagamento que em anos anteriores «não eram necessários».

O presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado não tem dúvidas de que muitas destas situações vão acabar em desistência.

«Algumas instituições sentem cada vez mais pressão por parte dos estudantes para encontrar soluções novas para os problemas que eles estão a enfrentar», conta João Redondo.

«É preciso uma solução geral e não de cada instituição para esta gente poder continuar a estudar», defende, antevendo que este ano haverá mais alunos com dificuldades e a abandonar os estudos por motivos financeiros.

Diz que ainda não se pode falar numa «hecatombe», mas admite que em 80 a 85 por cento dos casos de abandono, os motivos apontados são dificuldades no pagamento das propinas.

O IADE e o IPAM, institutos do mesmo grupo para as áreas de design, marketing e publicidade, confirmam que os adultos que procuram uma segunda oportunidade serão os mais afectados.

fonte:Lusa/SOL

09
Nov11

Greve dos professores desconvocada, aulas recomeçam quinta-feira - sindicato

adm

"Acabámos de sair de uma reunião com o Governo e chegámos a acordo", disse Luís Nancassa esta noite à Agência Lusa, acrescentando que o executivo se "comprometeu em cumprir com todas as reivindicações dos professores".

Por isso, o dirigente sindical apelou a todos os professores para que regressem às aulas já na quinta-feira.

fonte:@ Agência Lusa

08
Nov11

Estudantes organizam campanha nacional de "agitação" e saem à rua a 29 de novembro

adm

Em conferência de imprensa realizada hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, João Fonseca, da Associação de Estudantes desta faculdade, afirmou que "o futuro do Ensino Superior é negro" e criticou a "desresponsabilização do Estado" relativamente ao Ensino Superior Público.

Os estudantes exigem mais financiamento, maior autonomia para as instituições de ensino superior e o reforço dos mecanismos de ação social, quer pelo aumento do investimento, quer pela melhor aplicação das verbas já disponíveis.

fonte:@ Agência Lusa

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