04
Jun 14

40 mil professores candidataram-se a um lugar nas escolas

Cerca de 40 mil professores candidataram-se a um lugar nos concursos de vinculação extraordinária e de contratação inicial, de acordo com os dados revelados pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.

Uns para tentarem colocação nos quadros do Ministério da Educação, outros para suprirem necessidades transitórias das escolas. Foram cerca de 40 mil os professores que apresentaram candidatura no âmbito dos dois concursos – o de vinculação extraordinária e o de contratação inicial – que estiveram a decorrer até terça-feira, 3 de Junho. Ao todo chegaram ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) 145 mil candidaturas, uma vez que cada docente se pode candidatar em mais do que um quadro de zona pedagógica e a mais do que uma disciplina.

 

Os dados foram avançados pelo secretário de Estado Casanova de Almeida esta quarta-feira. Para já não é possível saber quantos desses 40 mil docentes se candidataram a uma das 1.954 vagas abertas nos quadros. Em resposta ao Negócios, fonte oficial do Ministério de Nuno Crato explicou que os dados terão de ser ainda "validados" e que será preciso aguardar pelas "listas provisórias" para saber como se repartem estas candidaturas.

 

Em Janeiro, o ministro da Educação, Nuno Crato, já tinha anunciado a abertura de um concurso para vinculação extraordinária de cerca de dois mil professores, no sentido de dar seguimento a uma exigência da Comissão Europeia. Mas assim que foi publicado o diploma com a fixação do número exacto de vagas (1.954) e distribuição em termos geográficos e de disciplinas não tardaram críticas. Professores criticaram as poucas vagas abertas face ao número de professores em condições de passar para os quadros, bem como a concentração em determinadas zonas e disciplinas e as desigualdades que se podem vir a criar.

 

Um grupo de mais de 150 docentes chegou mesmo a entregar no início desta semana uma providência cautelar no Tribunal Administrativo do Porto para suspender o concurso. O objectivo passa por garantir que os professores dos quadros (que até gostariam de se aproximar de casa) não sejam ultrapassados por docentes até aqui a contrato e até mais jovens.

 

Ministério garante que "não haverá qualquer ultrapassagem"

 

Casanova de Almeida explicou que o número de vagas abertas tem em conta as projecções para as aposentações de docentes até 2020, as rescisões, os professores em mobilidade estatutária e as projecções demográficas. "O que estamos a fazer é garantir que os professores que acedem a um vínculo com o MEC, acedem a lugares que efectivamente representam necessidades, e, como tal, não ficarem sem a possibilidade de formação de horário com componente lectiva", acrescentou, citado pela Lusa.

 

O que estamos a fazer é garantir que os professores que acedem a um vínculo com o MEC, acedem a lugares que efectivamente representam necessidades, e, como tal, não ficarem sem a possibilidade de formação de horário com componente lectiva.
 
Casanova de Almeida, secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar

E à semelhança do que Crato já tinha dito, também o secretário de Estado reagiu à providência dizendo que resulta de uma leitura menos adequada do diploma. Sendo este um concurso de vinculação extraordinária aos quadros, "não pode ser aberto a professores que já têm vínculo". Mas precisamente para acautelar que não decorre daqui nenhuma situação de injustiça, o Ministério estabeleceu regras.

 

O secretário de Estado explicou que, tal como está previsto, os docentes contratados que este ano venham a conseguir entrar nos quadros terão obrigatoriamente que concorrer ao concurso de mobilidade geográfica previsto para 2015, onde o lugar que ocuparam será colocado a concurso, podendo vir a ser ocupado por um professor dos quadros com maior antiguidade, se este manifestar interesse em ocupar a vaga.

 

A este concurso poderão concorrer docentes que tenham exercido funções em estabelecimentos públicos, em pelo menos 365 dias, nos três anos lectivos anteriores ao da data de abertura do concurso, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo e a obtenção de um mínimo de Bom na avaliação de desempenho docente naquele período.

 

Com este concurso o Ministério de Nuno Crato terá vinculado em 1 de Setembro de 2014, 2.600 docentes aos quadros. No próximo ano será ainda introduzida uma norma travão de acesso semiautomático aos quadros para professores com cinco anos de serviço docente sucessivos, com horários anuais e completos.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/ec

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21
Mai 14

Professores consideram prova de Matemática do 4.º ano extensa e complexa

A Associação de Professores de Matemática classificou a prova da disciplina, para os alunos do 4.º ano, "extensa, com um grau de complexidade considerável" e com um "significativo número" de questões a implicar raciocínio indireto.

Em comunicado, a Associação de Professores de Matemática (APM) começa por frisar que mantém uma posição contrária à realização de exames no 1.º e no 2.º ciclos do Ensino Básico, por os considerar desajustados a uma correta avaliação das aprendizagens dos alunos.

"Consideramos que esta prova, estando globalmente de acordo com o Programa de Matemática do Ensino Básico em vigor para estes alunos, apresenta um significativo número de questões cuja resolução exige vários cálculos e raciocínio não diretos, tornando a prova extensa e com um grau de complexidade considerável", defende a APM, no documento, a propósito da prova realizada esta quarta-feira pelos alunos do 4.º ano.

Os professores criticam ainda "o excessivo peso dado ao cálculo", assim como a dificuldade de interpretação do enunciado, "pouco adequado a alunos desta faixa etária", uma vez que se recorre a "uma formalidade de linguagem que, com estes alunos, em regra, não é utilizada".

Sobre a prova de Matemática feita pelos alunos do 6.º ano, a APM entende que estava "globalmente de acordo" com o programa da disciplina, "apresentando, no entanto, um significativo número de questões cuja resolução exige vários cálculos e raciocínios, até em questões de escolha múltipla, o que não permite, nestes casos, identificar as dificuldades e os erros eventualmente cometidos".

Também para os alunos do 2.º ciclo, a associação de professores contesta "o excessivo peso dado ao cálculo", e considera "desadequadas as escolhas de algumas das quantidades numéricas em certos itens que, ainda que trabalhados com calculadora, desviam o aluno do essencial e introduzem dificuldades e dúvidas desnecessárias".

Cerca de 210 mil alunos deverão ter feito esta quarta-feira a prova final de matemática, do 4.º e do 6.º ano, depois de idêntico número ter comparecido ao exame de português, realizado na segunda-feira, segundo dados do Ministério da Educação.

Os resultados são afixados a 12 de junho, de acordo com o Ministério.

Realizadas por mais de cem mil alunos em cada ciclo de ensino, as provas finais envolvem, também em cada ciclo, perto de 10 mil professores no processo de vigilância.

As provas do 4.º e 6.º ano de escolaridade realizam-se em 1.088 e 1.150 escolas, respetivamente.

Este ano, as provas do 4.º ano passam a ter um peso de 30% na avaliação final, à semelhança dos exames realizados nos outros anos de escolaridade, depois de, numa primeira fase, ter sido considerada apenas uma ponderação de 25%.

fonte:http://www.jn.pt/P

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28
Abr 14

CDS-PP quer punir praxes "humilhantes e degradantes"

O CDS-PP quer criminalizar as praxes académicas violentas, humilhantes ou degradantes, propondo a criação de um regime sancionatório num projeto de resolução que será debatido, na quarta-feira, em plenário no parlamento.

O texto do grupo parlamentar centrista recomenda ao Governo "um conjunto de medidas de combate a todas as formas de violência escolar", entre elas o agravamento do quadro sancionatório "aplicável aos crimes cometidos em ambiente escolar e estudantil, ou nas suas imediações, envolvendo a comunidade escolar".

A pensar no caso concreto das praxes académicas no ensino superior, o CDS-PP propõe a criação de "um regime sancionatório aplicável sempre que alguém leve outrem, [de forma] voluntária ou involuntária, à prática de atos humilhantes ou degradantes".

No final de fevereiro o Parlamento aprovou uma resolução da maioria PSD/CDS-PP que propunha uma campanha contra a "praxe violenta", e chumbou uma iniciativa do Bloco de Esquerda para criar uma rede nacional de apoio a estudantes vítimas de práticas abusivas.

A resolução do PSD/CDS-PP, aprovada por unanimidade, propunha a realização de uma "campanha institucional de sensibilização pela tolerância zero à praxe violenta e abusiva".

Recordando esse processo, o texto do projeto de resolução agora apresentado pelos centristas sublinha que "já nesse debate, contudo, os signatários assumiram a necessidade de ir mais longe no atual quadro legislativo".

"Não há, certamente, dúvidas de que se têm verificado, sob o pretexto da integração no meio estudantil e académico, fenómenos que vão desde a simples falta de bom senso e educação ao desrespeito pela urbanidade, pelas regras básicas da sociedade e, no limite, a práticas degradantes e atentatórias da dignidade humana", lê-se no documento.

"A propósito das praxes surgem, por vezes, manifestações em que os alunos mais velhos, valendo-se de uma pretensa superioridade decorrente do conhecimento do meio académico, ou de um suposto prestígio decorrente da experiência nesse meio, impõem aos alunos recém-chegados comportamentos e penalizações reprováveis", acrescentam os deputados do CDS-PP, acrescentando que "é fundamental" que "fique clara a separação entre aquilo que é a receção aos caloiros e a praxe".

Seis estudantes da Universidade Lusófona morreram no dia 15 de dezembro de 2013, na praia do Moinho de Baixo. Os seis, tal como um outro que sobreviveu, terão sido surpreendidos por uma onda. Até hoje não foram esclarecidas as circunstâncias da morte dos estudantes. O caso está a ser investigado pelo Ministério Público.

O caso motivou um debate alargado na sociedade sobre as praxes académicas, a sua legitimidade e o enquadramento legal aplicável a casos de abusos.

O Ministério da Educação e Ciência promoveu reuniões com associações de estudantes e federações académicas, para além de instituições que representam as universidades e politécnicos, públicos e privados, para discutir a questão das praxes, tendo essas reuniões contado com a presença do ministro Nuno Crato.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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02
Abr 14

Crato admite a criação de cursos profissionais para o mar

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu hoje em Cascais a criação de cursos profissionais virados para a área do mar, no âmbito da proposta de alargamento dos limites da plataforma continental apresentada nas Nações Unidas.

Nuno Crato considerou que a aposta no mar, para além dos impactos imediatos em termos curriculares, "pode vir a desenvolver-se em escolas determinadas, como as escolas quiserem, com ofertas mais vocacionadas, mais profissionalizadas".

O ministro acompanhou Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, à Escola Básica e Jardim de Infância Rómulo de Carvalho, em Matos Cheirinhos, São Domingos de Rana, para afixar o primeiro de 100.000 mapas "Portugal é Mar" a distribuir pelas escolas do país.

O mapa delimita a actual zona económica exclusiva e a nova área limite da Plataforma Continental apresentada em 2009, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A ministra Assunção Cristas salientou, perante os alunos de uma sala de aula da escola Rómulo de Carvalho, que "a parte do mar é 18 vezes mais do que a parte da terra e quando a proposta for aprovada a zona marítima será 42 vezes mais". Para a ministra, a distribuição dos mapas visa "sensibilizar as novas gerações" para as potencialidades do mar, de modo a que possam estudar o aproveitamento futuro dos recursos marinhos.

"Em alguns casos vamos poder pescar mais, noutros vamos pescar menos e noutros não vamos poder pescar", respondeu Assunção Cristas, à questão de uma aluna sobre se o alargamento levará ao aumento da pesca, chamando a atenção para outras "riquezas", como as algas e minerais.

Nuno Crato, questionado sobre a proposta ainda não estar aprovada, destacou a importância pedagógica do tema e mostrou-se confiante de que os limites, mesmo com ajustes, não deverão ser muito diferentes.

"Não tenho comentários a fazer", respondeu o ministro da Educação e Ciência em relação à manifestação de estudantes do ensino superior agendada para hoje à tarde.

Os estudantes deverão concentrar-se pelas 15h00 no Largo do Carmo, de onde seguirão em desfile até à Assembleia da República.

Nuno Crato escusou-se também a comentar os resultados conhecidos do “Atlas da Educação - Desempenho e potencial de sucesso e insucesso escolar por concelho".

O estudo da Associação EPIS - Empresários Pela Inclusão Social, em parceria com o CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova, foi coordenado pelo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), e ex-ministro da Educação, David Justino.

O documento salienta que 35% de alunos já chumbaram pelo menos uma vez ao longo do seu percurso escolar, o que deve ser entendido como um indicador de que o sistema de ensino nacional "não está concebido para promover o sucesso e a equidade".

Os custos para o país da taxa de 35% de chumbos, tendo por base um custo médio por aluno no ensino básico e secundário de 4000 euros, pode traduzir-se num "desperdício" que "nunca será inferior a 250 milhões de euros por ano".

O ‘Atlas da Educação’ refere ainda uma "manifesta contradição" entre o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano - o que corresponde, regra geral, a um percurso escolar até aos 18 anos - e a legislação laboral, que permite começar a trabalhar aos 16 anos de idade. Uma das soluções seria regulamentar "o trabalho a tempo parcial entre os 16 e os 18 anos de forma a conciliar a frequência escolar e uma integração progressiva no mercado de trabalho".

fonte:Lusa/SOL

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01
Abr 14

Estudantes portugueses com dificuldades em aplicar a Matemática à vida real

Os alunos portugueses têm dificuldade em resolver problemas de matemática aplicados à vida real, tendo ficado ligeiramente abaixo da média dos 44 países da OCDE envolvidos num novo relatório, agora divulgado, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), elaborado com base nos resultados obtidos em 2012.

 

"Resolução de Problemas Criativos: Capacidades dos Estudantes em Resolver Problemas da Vida Real" é a designação do novo estudo, que envolveu 85 mil estudantes em 44 países e economias da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económico (OCDE).

Para obter bons resultados neste estudo sobre as competências criativas na resolução de problemas, os estudantes devem mostrar-se abertos a explorar a novidade, tolerar as dúvidas e incertezas e atreverem-se a usar a intuição para poderem chegar a uma solução.

Portugal colocou-se em 24.º lugar, com 494 pontos, quando a média da OCDE é de 500 pontos. A liderar a listagem está Singapura (562 pontos), seguida da Coreia (561) e Japão (552). Mais quatro economias do este asiático estão entre o 4.º e 7.º lugares: Macau, Hong-Kong, Xangai e Taipé.

Países como o Canadá, Austrália, Finlândia, Reino Unido, Estónia, França, Holanda, Itália, República Checa, Alemanha, EUA e Bélgica ocupam lugares acima da média da OCDE, mas abaixo dos referidos países asiáticos.

Nos países melhores colocados, os estudantes de 15 anos podem implicar-se no estudo sistemático de situações moderadamente complexas para encontrar uma solução.

Na Coreia e em Singapura, por exemplo, 56% dos estudantes (contra 31% dos estudantes nos países da OCDE, próximos da média) podem resolver um problema no qual um aparelho desconhecido funciona mal. Os estudantes conseguem compreender como os diferentes elementos do problema se relacionam entre si, podem planear por antecipação os passos que têm de realizar para encontrar uma solução e ajustar os seus planos à luz dos dados, conhecimento e informações que vão descobrindo à medida que vão explorando o problema; também podem formular hipóteses sobre por que razão um aparelho funciona mal e descrever como comprovar o funcionamento do dispositivo.

Em contrapartida, nos países com menor classificação (como é o caso de Portugal) os estudantes apenas conseguem resolver problemas muito simples que não requerem um pensamento por antecipação e estão contextualizados em situações familiares.

O relatório conclui que os resultados do PISA sobre a resolução de problemas mostram que professores e escolas podem promover as competências dos estudantes para enfrentar - e resolver - todos os tipos de problemas que se encontram diariamente na vida do século XXI.

O estudo PISA foi lançado pela OCDE, em 1997. Os resultados obtidos nesse estudo permitem monitorizar, de uma forma regular, os sistemas educativos em termos do desempenho dos alunos, no contexto de um enquadramento conceptual aceite internacionalmente. Mede as capacidades dos alunos em domínios como a literacia matemática, científica, resolução de problemas e literacia em leitura.

O PISA 2012 foi o quinto estudo PISA realizado desde 2000 e envolveu mais de 60 países participantes. O estudo repete-se a cada três anos. Os resultados de 2012 provam que, no caso dos estudantes portugueses, houve uma melhoria do desempenho nas áreas da leitura, matemática e ciências, muito embora Portugal continue abaixo da média da OCDE.

fonte:http://www.jn.pt/P

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30
Mar 14

Estudantes adultos no ensino superior reduzidos a "verbo-de-encher"

A abertura das universidades e institutos politécnicos aos novos públicos está reduzida, neste momento, a um “enchimento”. A crítica é feita pelo investigador José Pedro Amorim, na sua tese de doutoramento, defendida na Universidade do Porto no final do ano passado. O autor detecta uma desvalorização da presença de estudantes mais velhos no ensino superior que, em vez de reconhecer a sua experiência, os reduz a “verbos-de-encher”.

Estes estudantes “são quase sempre designados e descritos pela negativa”, nota Amorim na sua tese. Os adultos são sempre descritos como alunos “não tradicionais” e na educação “não formal”, expressões que “escondem uma existência de experiências”, defende. O autor expõe que a abertura a novos públicos se ficou a dever a dois factores: por um lado a influência e exemplo de outros países e de organizações internacionais como a Unesco e a OCDE, e, por outro, a escassez de públicos tradicionais.

“O número de candidatos ao ensino superior vai diminuindo e as instituições de ensino superior vão-se voltando para outros públicos”, resume Joaquim Coimbra – que foi co-orientador do doutoramento de Amorim em conjunto com o antigo secretário de Estado do Ensino Joaquim Azevedo. Isto “nota-se mais no privado do que no público, mais no politécnico do que no universitário e mais no interior do que no litoral”.

A quebra do número de adultos no ensino superior parece também contrariar o que tem sido o discurso das instituições, que têm sublinhado a intenção de captar novos públicos e multiplicado as acções de comunicação para atrair estudantes por outras vias além do concurso nacional de acesso. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos recusa essa ideia. “Temos de prosseguir o esforço de captação de alunos”, diz Joaquim Mourato, lembrando que Portugal “continua a precisar da população activa mais qualificada”.

“A riqueza que os adultos são e trazem consigo tem de ser reconhecida”, defende José Pedro Amorim, abrindo a possibilidade disso ser feito sob a forma de dispositivos formalizados que impliquem a creditação desses saberes, seja enquanto princípio fundamental da relação que se estabelece entre professor e aluno. O investigador sublinha a existência de uma “desvalorização mais ou menos ostensiva da experiência e da identidade de cada um”. “O que os professores dizem aos alunos adultos é que esqueçam que tenham uma história de vida e finjam que têm 18 anos”, afirma Joaquim Coimbra.

 “A abertura das instituições de ensino superior a novos públicos” é o título da tese de doutoramento de José Pedro Amorim, defendida no final do ano passado. No documento é traçado um perfil destes alunos: altamente motivados por razões pessoais e culturais, sociais e cívicas e/ou profissionais, extremamente competitivos e muito responsáveis. Além disso, o investigador salienta ainda aquele que considera ser o aspecto “mais significativo” da pesquisa realizada: o efeito do ensino superior na identidade dos estudantes adultos: “O ensino superior deixa uma marca indelével nestes estudantes, por boas ou por más razões”. Esta investigação concluída no final do ano passado procurou também conhecer as dificuldades dos estudantes adultos no ensino superior. Os testemunhos “dão conta de que a grande dificuldade é mesmo a falta de tempo e o cansaço, pelo facto de acumularem responsabilidades”, escreve José Pedro Amorim na sua tese. 

fonte:http://www.publico.pt/s

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27
Mar 14

Alunos sobrecarregam rede de internet das escolas

A Internet nas escolas fica, muitas vezes, sobrecarregada, porque muitos alunos só tem acesso à rede nas escolas e aproveitam o serviço wireless para ligar os seus telemóveis e tablets, explicou a associação de professores de informática.

Desde o início do ano, a Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) detetou vários ataques que fizeram diminuir a qualidade do serviço de acesso e velocidade à internet nas escolas.

Num dos dias, chegou mesmo a registar-se uma "saturação de 50,16 % da largura de banda", segundo o e-mail enviado pela DGEEC para os diretores escolares a anunciar a limitação de acesso a determinadas redes sociais e aplicações, como o Youtube, o Facebook ou o Instagram.

De acordo com os dados da DGEEC, a hora de maior tráfego de uso da internet é logo de manhã, perto da hora em que começam as aulas.

"O Ministério da Educação (MEC) explicou-nos que este problema se deve ao facto de os alunos se ligarem à internet quando chegam à escola. Os seus telemóveis e tablets começam logo a fazer atualizações de aplicações através da rede wireless", contou à Lusa Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPI).

A Lusa contactou o MEC para confirmar esta situação, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.

Para Fernanda Ledesma, por detrás deste fenómeno poderá estar a situação financeira de muitas famílias que tiveram de acabar com o serviço de internet em casa. Os alunos podem continuar a ter os telemóveis e os tablets, mas já não têm como aceder à rede, a não ser quando chegam à escola, defendeu.

"No início, era meia dúzia de alunos, os que tinham equipamentos com acesso à internet. Hoje em dia são milhares de alunos em milhares de escolas", lembrou Fernanda Ledesma.

O Ministério da Educação recordou que a pressão sobre a rede estava relacionada com o acesso a determinados sites e aplicações que, de um modo geral, não tinham um carácter pedagógico.

Entre os serviços mais utilizados durante a manhã estão as redes sociais Facebook e Instagram (uma aplicação gratuita que permite tirar fotos, aplicar um filtro e partilhá-la em várias redes sociais), o Youtube e o Tumblr (uma plataforma que permite publicar textos, imagens, vídeo, links, citações e áudio).

Em janeiro e fevereiro a DGEEC registou cinco ataques na rede das escolas e, até meados de março, outros três ataques. No e-mail enviado para as escolas, a DGEES diz que "não foi possível realizar a atribuição do ataque a algum grupo ou individuo específicos".

O MEC garante que os ataques não provocaram danos, mas "apenas dificuldades de acesso nos períodos em que ocorreram".

Numa tentativa de melhorar a qualidade de acesso à Internet, a DGEEC decidiu tornar inacessível durante toda a manhã o Facebook, o Tumblr, o Instagram e as lojas Android e Apple.

Durante a tarde, aquelas aplicações e redes sociais passam a estar acessíveis, mas com acesso limitado, assim como o Youtube que passou a estar limitado a uma utilização máxima durante todo o dia.

O MEC sublinha que estas são "restrições permanentes, em vigor para todos os utilizadores".

A DGEEC, que monitoriza o acesso à rede de internet nas escolas públicas, lembrou a largura de banda total disponível deverá quase duplicar em breve: "Quando a PT começou a fornecer o serviço, em 2008, a largura de rede era de 1Gb. Atualmente é de 6Gb".

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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25
Mar 14

Coimbra vai cobrar propina de sete mil euros a alunos internacionais

Estatuto do Estudante Internacional dá liberdade às intituições para cobrar propinas mais elevadas a alunos não lusófonos e de países não europeus.

Os estudantes internacionais que a partir do próximo ano queiram tirar uma licenciatura ou mestrado na Universidade de Coimbra vão pagar uma propina anual de sete mil euros.

Este foi o valor aprovado em Conselho Geral desta universidade que, em Setembro, deverá cobrar aos alunos portugueses a propina máxima: 1068,92 euros anuais.

A aprovação do estatuto do aluno internacional dá liberdade às instituições para cobrar propinas mais elevadas aos alunos não lusófonos e de fora da União Europeia. Além disso, estes alunos vão ter regras e vagas próprias para o acesso às universidades portuguesas públicas e privadas.  

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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18
Mar 14

Cursos superiores de dois anos arrancam já no próximo ano

Podem candidatar-se os alunos que terminem o secundário, mas também os estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

Apesar das fortes críticas dos politécnicos, os novos cursos superiores de curta duração vão mesmo arrancar a partir do próximo ano lectivo.

Os cursos técnicos superiores profissionais têm a duração de dois anos e os alunos vão pagar uma propina que não pode ultrapassar os 1.068 euros anuais. Vão ter uma componente de formação geral e científica, uma de formação técnica e ainda um estágio.  

O decreto-lei, publicado em "Diário da República" esta terça-feira, estabelece, por outro lado, o fim progressivo dos cursos de especialização tecnológica em instituições de ensino superior.

Caberá aos politécnicos definir as condições de ingresso. Todos os cursos terão "120 créditos e a duração de quatro semestres lectivos".

Podem candidatar-se a estes novos cursos os alunos que terminem o ensino secundário, mas também os que estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

As instituições de ensino superior têm liberdade para criar os cursos, que só podem começar depois de um registo prévio na Direcção-Geral do Ensino Superior.

O registo do curso pode ser cancelado caso haja uma avaliação externa desfavorável ou se durante dois anos lectivos consecutivos não houver inscrição de alunos.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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01
Mar 14

Mais de 2.600 professores pediram para rescindir com o Estado

Prazo do programa de rescisões de mútuo acordo para os professores foi estendido até dia 30 de Junho, final do ano lectivo.

Foram mais de 2.600 os professores que, até ontem, pediram para rescindir com o Estado. Segundo o Ministério da Educação (MEC) foi este o número de pedidos que chegaram aos serviços desde 15 de Novembro tendo havido um aumento durante o mês de Fevereiro. Razão que levou o MEC e as Finanças a estender o programa de rescisões de mútuo acordo para os educadores de infância e professores do básico e secundário até 30 de Junho, final do ano lectivo, tal como avançou hoje o Diário Económico. O prazo inicial terminava hoje.     

Para os professores pertencentes aos quatro grupos de recrutamento em maior risco de ficarem sem componente lectiva - EVT, ET, do 1º ciclo e do Pré-Escolar - estão previstas compensações superiores às oferecidas aos demais grupos de recrutamento. Para este grupo de professores está prevista a indemnização de 1,5 salários por cada ano de serviço, para os que têm menos de 50 anos, e os que têm entre os 50 e os 59 anos vão receber 1,25 salários. Ainda assim, "a bonificação máxima para os professores é igual à bonificação máxima para a demais função pública", sublinha o MEC.

Os professores fora destes grupos disciplinares e que tenham menos de 50 anos vão receber como compensação 1,25 salários por cada ano de serviço. Caso o professor tenha entre 50 e 59 anos recebe um salário.

Para os professores sem componente lectiva (sem turma atribuída) a rescisão por mútuo acordo produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da notificação. Para os professores que tenham componente lectiva atribuída a rescisão produz efeitos a partir do dia 1 de Setembro de 2014.

Com o programa de rescisões para os professores, segundo o Orçamento do Estado, o Governo tinha uma poupança estimada na ordem os 93,4 milhões de euros. 

 

 

 fonte:http://economico.sapo.pt/not

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