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05
Mar12

Quase um quarto dos alunos desiste do curso ao fim de três anos

adm
Quase um quarto dos 4280 alunos admitidos pela Universidade do Porto (UP) no ano lectivo de 2008/2009 desistiram do seu curso ao fim de três anos. Esta é uma das principais conclusões do primeiro estudo realizado por esta instituição sobre oPercurso dos estudantes admitidos pelo regime geral em licenciatura, 1º ciclo e mestrado integrado.

A Faculdade de Medicina Dentária foi a que registou a maior taxa de abandono, com uma percentagem acima dos 50% em ambos os períodos: 51% no final do primeiro ano e 56% ao fim de três. A de Ciências surge em segundo lugar – com uma taxa de, respectivamente, 31% e 42% – e a de Ciências da Nutrição e Alimentação em terceiro com 31% em ambos os períodos.
A Faculdade de Medicina, com uma taxa de 2 e 3%, respectivamente, é a que regista a percentagem mais baixa entre todas as 14 faculdades. Abaixo dos 10% aparecem ainda as faculdade de Economia e de Desporto.
Em declarações ao PÚBLICO, Sarsfield Cabral, pró-reitor responsável pela área da Melhoria Contínua da Universidade do Porto, admite que as conclusões relativas ao abandono foram as que mais preocuparam os responsáveis da instituição. Tanto mais que “quase 50% dos alunos entrou nesse ano com uma classificação igual ou superior a 16,5 valores” e que “quase 80% dos estudantes entrou na primeira ou segunda opção”. 
“É extraordinário que haja um número tão largo de alunos que depois abandonam”, resume Sarsfield Cabral, que reconhece, no entanto, que “em termos internacionais, os números são parecidos”.
Em relação às causas do abandono, o pró-reitor da UP aponta desde logo a crise económica, na medida em que a percentagem de abandono entre os alunos que não tem bolsa dos serviços de acção social é maior. “Mas há outros motivos mas não sabemos exactamente quais”, acrescenta.
O estudo conclui que o abandono é idêntico entre homens e mulheres e que é mais elevado nos estudantes mais velhos. A taxa entre os alunos com mais de 20 anos na data de acesso foi de 37,6% ao fim de três anos, um valor superior ao verificado nos restantes (21,4%).
Por outro lado, o abandono “não parece estar ligado” à distância do distrito da escola no qual foram realizados os exames nacionais de acesso, nem ao tipo de escola (pública ou privada).
Sarsfield Cabral chama a atenção ainda para outra conclusão e que o faz questionar sobre se as escolas do ensino secundário estarão a preparar bem os alunos para a universidade. É que, no final do primeiro ano, apenas 50% dos estudantes admitidos foi capaz de realizar mais do que 75% dos créditos ECTS.
Outra das conclusões do estudo prende-se com o facto de, em média, os estudantes provenientes das escolas privadas terem um pior desempenho do que os das escolas públicas.

fonte:http://www.publico.pt/E

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