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27
Dez11

Matemática: prova mais difícil deu menos positivas

adm
É um regresso à normalidade depois doboom de positivas em 2009. A SPM, que na altura falou de facilitismo, espera que a exigência se mantenha.

Pelo terceiro ano consecutivo, mais de metade dos alunos do 9.º ano obtiveram uma média positiva no exame nacional de Matemática, mas a percentagem dos que conseguiram este feito desceu quase 13 pontos por comparação a 2009 - passou de 63,8 por cento para 51,3.

"O exame foi um pouco mais exigente e os resultados baixaram", constatou ao PÚBLICO o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), Miguel Abreu. No parecer divulgado no dia da prova, a SPM dava conta de que o grau de complexidade do exame era superior ao de 2009, o qual fora considerado por esta associação "escandalosamente fácil". 

Segundo a SPM, apesar de constituir um passo no bom sentido, a prova de 2010 continuou, em termos de exigência, "abaixo do que seria desejável". Mesmo assim, quase metade dos alunos ficou-se pela negativa, uma situação que Miguel Abreu classifica de "preocupante".

O responsável espera que esta queda nos resultados não leve o Ministério da Educação (ME) a recuar no tipo de provas que vier a ser proposto. "Não devem ser os exames a adaptar-se aos alunos", alerta, acrescentando que as provas devem obedecer a standards mais adequados em termos do que se deve esperar de um aluno no final da escolaridade obrigatória. "O que se tem que fazer é trabalhar para que os alunos obtenham positiva em exames com um nível de exigência adequado e isto consegue-se com um melhor ensino", frisa. 

De acordo com os dados divulgados ontem pelo ministério, 9,5 por cento dos alunos obtiveram a classificação de nível 1, numa escala até cinco, o que é mais do dobro do registado no ano passado.

Os exames nacionais do 9.º ano estrearam-se em 2005. Mais de 70 por cento dos alunos tiveram então negativa a Matemática. Um resultado que contribuiu para a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, lançar o chamado Plano de Acção para a Matemática, que resultou sobretudo em mais acções de formação para professores e em tempo suplementar dedicado pelas escolas a esta disciplina. 

Em 2008, pela primeira vez, mais de metade dos alunos conseguiram ter positiva no exame de Matemática. De 72,8 por cento em 2007, a percentagem de negativas desceu no ano seguinte para 44,9. A SPM alertou então que a prova tinha sido "mais fácil" do que a realizada em anos anteriores.

À espera do ministério

Ao contrário do que aconteceu com os alunos do secundário, que este ano voltaram, pela segunda vez, a ter uma melhor média a Matemática do que a Português, os do 9.º ano continuam a sair-se melhor na prova de língua materna: 70,3 por cento tiveram positiva. Mas para Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), estes resultados, só por si, voltam a dizer pouco às escolas e aos professores. "O Ministério da Educação tem os resultados resposta a resposta, mas não os divulga. E, por isso, nós continuamos a não saber o que é que aconteceu em 2006 - quando as positivas baixaram para 54,5 por cento - ou por que é que os resultados deste ano são equivalentes aos do ano passado. Foi por os alunos terem sido tão bons ou tão maus na produção escrita? Ou na gramática? Não sabemos."

No ano passado, em resposta a esta reivindicação da APP, o ministério garantiu que iam ser fornecidos às escolas os resultados dos exames resposta a resposta. Mas tal não aconteceu, frisa Feytor Pinto. O PÚBLICO tentou ontem sem êxito obter uma explicação do ME. A percentagem de reprovações à disciplina, por parte dos alunos internos - aqueles que frequentam as aulas o ano inteiro -, foi de nove por cento, o mesmo valor que o do ano passado. Já a Matemática esta percentagem subiu de 24 para 26 por cento. 

 

Segundo o ME, a média total nas provas - que contabiliza os resultados dos alunos internos e dos externos - manteve-se igual à de 2009 em Língua Portuguesa (56 por cento na 1.ª chamada e 46 por cento na 2.ª) e desceu a Matemática (de 57 para 50 por cento na 1.ª chamada e de 39 para 28 na 2.ª). No 9.º ano, a 2.ª chamada tem carácter excepcional - é sobretudo realizada pelos alunos com mais de 15 anos que, depois de terem sido chumbados pelos seus professores, se autopropõem a exame.

fonte:http://www.publico.pt/E

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