Desemprego de professores sobe 56% num ano

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Continente voltou a crescer em Outubro, para 567 250, mais 3% do que no mesmo mês de 2010 e mais 2,4% do que em Setembro, revela o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no seu relatório mensal.

As profissões da área da segurança e protecção e também das áreas do comércio, serviços, indústria e construção civil continuam a ser aquelas em que se registam mais trabalhadores desempregados (no total, são 280 345, ou seja, mais de metade), mas foram os professores que mais recorreram aos centros de desemprego no último ano.

De acordo com os dados do IEFP, o número de docentes dos ensinos secundário e superior subiu de 5241 para 9681, ou seja, 84,7% no período em análise.

A estes juntam-se os profissionais de ensino do nível intermédio, em que o número de inscritos aumentou 26,3%, de 4908 para 6199. Contas feitas, e somando as duas áreas do ensino, o número de desempregados aumentou 56%, de 10 149 para 15 880.

Segundo o economista Manuel Caldeira Cabral, esta situação pode explicar-se por vários factores, mas principalmente pela diminuição do número de lugares colocados a concurso, que decorre de uma maior racionalização no ensino, como o encerramento de escolas e redução de turmas.

Depois dos professores, são os profissionais intermédios de saúde (enfermeiros, por exemplo) que encabeçam a lista das profissões em que o desemprego inscrito mais cresceu, mas a grande tendência do último ano tem sido a do aumento dos desempregados em profissões mais qualificadas.

É o caso dos técnicos de física e química (mais 9,5%), engenheiros e matemáticos (mais 8,3%), directores de empresas (mais 7,6%) ou profissionais da área da segurança, como os polícias (mais 4,5%).

Por oposição, foi na actividade de operário, oleiro, vidreiro, mecânico ou operador de máquinas que o desemprego aumentou menos entre Outubro de 2010 e de 2011. "Estamos com uma economia em que as exportações estão a crescer e por isso há empregos na indústria. Mas nos sectores mais administrativos ligados ao Estado há um aumento do desemprego", explica o mesmo economista.

No que respeita à oferta, de acordo com os dados do IEFP, as actividades imobiliárias, o comércio, restauração e hotelaria são, segundo os dados de Outubro, as profissões em que há mais empregos disponíveis. Contudo, o número da oferta continua a cair e no mês passado os centros de emprego receberam 7382 ofertas, menos 23,8% que em Outubro de 2010 e menos 22,9% que em Setembro.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 18:48 | favorito