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19
Nov11

Reestruturação da rede de ensino poderá levar à eliminação de mais cursos

adm

O Ministério dos Negócios Estrangeiros admitiu hoje que há “várias centenas de alunos” no estrangeiro sem aulas de português e que a reestruturação da rede de ensino, em preparação, poderá levar a cortes de mais cursos.

 

"Confirma-se que várias centenas de alunos estão a ser atingidos por medidas de natureza orçamental que nos estão a impedir de substituir professores, obrigando-nos igualmente a suprimir alguns horários", disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Miguel Guedes, em resposta escrita à Agência Lusa.

Os sindicatos de professores de português no estrangeiro adiantaram recentemente que o Governo decidiu mandar regressar às escolas de origem em Portugal 50 professores deslocados no estrangeiro e estimam que esta medida deixe 5 mil alunos sem aulas até ao fim do ano.

Confrontado com estes dados, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse, na quarta-feira no parlamento, que há substituições que não foram renovadas por falta de dinheiro, sem quantificar o número de alunos afectados.

Na resposta escrita à Lusa, o porta-voz do MNE explicou que na origem desta situação estão além de "factores de natureza económica", o "deficiente planeamento" do actual ano lectivo que, segundo Miguel Guedes, "não teve em consideração o impacto dos gastos do primeiro semestre de 2011 no ano lectivo de 2012/2013".

O responsável do MNE adiantou que a rede de cursos será reestruturada e que a "fase de transição para o novo modelo", que o MNE está a preparar, "será condicionada por dificuldades que naturalmente atingirão alguns alunos em vários países".

"A rede de cursos deverá ser completamente reestruturada, passando a apoiar-se de forma mais clara as experiências de ensino integrado e as instituições que estejam a desenvolver projectos pedagógicos inovadores e que sirvam comunidades com dimensão significativa. Desta forma, poderão vir a ser eliminados horários em locais em que se verifique menor envolvimento das comunidades na vida escolar", referiu.

A reforma do ensino passará assim, segundo o MNE, pelo incentivo à integração do ensino nos sistemas educativos dos países de acolhimento das maiores comunidades, pelo estabelecimento de parcerias com associações e escolas privadas, pela criação de mecanismos de certificação e pelo desenvolvimento do ensino b-learning (sistema misto de ensino presencial e à distância).

O Governo propõe-se ainda iniciar "novas acções de apoio directo" ao ensino promovido em escolas privadas, associativas e públicas em países não cobertos pela actual rede como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Venezuela.

"A eliminação progressiva da diferença de tratamento entre as comunidades de alguns países da Europa e as de fora da Europa será um aspecto marcante", sublinhou Miguel Guedes.

Segundo o porta-voz do MNE, "este será um momento decisivo para o movimento associativo e os políticos de origem portuguesa assumirem, articuladamente com o Governo, a prioridade da educação, juntando esforços e recursos de forma a melhor servir as crianças e jovens interessados na aprendizagem da língua".

fonte:http://www.publico.pt/E

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