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30
Out11

Como encontrar novas fontes de receita para as universidades

adm

Protagonistas de universidades de todo o mundo reuniram-se em Madrid para discutir o futuro do ensino superior numa conferência organizada pela IE University.

Ocupam os primeiros lugares dos ‘rankings' das melhores universidades do mundo e cobram propinas anuais que rondam os 27 mil euros por ano. Mas como conseguem angariar somas brutais de verbas de doadores privados (‘endowment')? Só a Universidade de Harvard tem um fundo de 23 mil milhões de euros, o que é 25 vezes o orçamento anual de todo o ensino superior português.

Fala-se nos meios universitários que dentro de dois anos Yale e Harvard poderão tornar a sua frequência gratuita. A previsão foi feita por Matthew Gutmann, vice-presidente para as questões internacionais da Universidade de Brown, na 2ª Conferência Internacional "Reinventando o Ensino Superior", organizada pela IE University e The Chronicle of Higher Education, em Madrid. Só a Universidade de Brown já garante bolsas de estudo para 30% dos seus estudantes internacionais. Como será o ensino superior do futuro?

Como encontrar novas fontes de financiamento? Como lidar com os ‘rankings' ? Que papel poderão desempenhar as universidades na saída da crise? Estas foram algumas das questões que dominaram os dois dias do debate da conferência, que reuniu responsáveis de instituições de todo o mundo.

"Alianças estratégicas intercontinentais entre universidades, fusões e aquisições e novas formas de integração entre a pedagogia e a tecnologia" são alguns dos caminhos do futuro da formação, prevê Santiago Iniguez, presidente da IE University.

Na Europa, "há uma clara tendência de redução do financiamento público das universidades europeias", sublinha Thomas Estermann, responsável pelo sector de governo, autonomia e financiamento da Associação Europeia das Universidades (EUA). E na maioria destes países, o financiamento público ainda representa mais de 70% do orçamento total de cada instituição. Assim, cortes de 10, 15, 20% têm um grande impacto", alerta. As instituições têm que apostar em encontrar novas fontes de financiamento, o que poderá ser difícil numa altura em que muitas empresas estão em crise. O responsável da EUA sublinha que a tendência será o aumento de propinas, uma cada vez maior exigências dos estudantes em termos de empregabilidade e cada vez mais estudantes a tempo parcial.

Por toda a Europa, as instituições tentam encontrar fontes de financiamento. "Estamos a perguntar onde é que podemos arranjar mais dinheiro. Estamos a produzir novos negócios, por exemplo começámos a desenhar carros", revela Nigel Thrift, vice-presidente da Universidade de Warwick no Reino Unido. Mas há excepções. A Alemanha, por exemplo, está a apostar no reforço do investimento público na investigação. Mais 1,9 mil milhões de euros nas instituições de ensino superior.

Embora as preocupações sejam diferentes em cada continente, há um ponto comum: as instituições e os professores estão a perder terreno e por isso têm que adaptar-se às novas formas de comunicação.

Investir nas redes sociais

Imagine que entra no Facebook às seis da manhã e começa a conversar com a reitora da sua universidade. Foi o que aconteceu com Lina Anderson, presidente da Universidade Americana do Cairo, depois de ter aceite como amigo um dos seus melhores estudantes. "No futuro, o ensino superior vai ser cada vez mais assim e os professores terão que adaptar-se a estas novas formas de comunicação", sublinha. "As instituições e os professores que não se adaptarem a esta realidade correm o risco de desaparecer", avisa. As salas de aula tal como as conhecemos, com professores a falar para uma plateia de alunos, também estão em vias de extinção. Os inquéritos revelam que a grande preocupação dos estudantes hoje é que ter um diploma já não significa ter um emprego garantido.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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