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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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23
Out11

Universidades portuguesas na lista das melhores do mundo

adm

Aveiro, Porto, Coimbra e Nova de Lisboa são as quatro universidades portuguesas que figuram no ‘ranking’ do Times Higher Education.

Universidades de topo. Não se definem por aparecer em ‘rankings', mas a verdade é que os dominam. Em Portugal, a evolução das universidades nestas listas de reputação tem vindo a melhorar. Este ano, quatro universidades portuguesas figuram no ‘ranking' das 400 melhores do mundo, elaborado pela Times Higher Education. As universidades de Aveiro e do Porto aparecem entre o 301º e o 350º lugares, enquanto as universidades de Coimbra e a Nova de Lisboa estão entre a 351ª e a 400ª posições.

"Esta é uma consequência do nosso percurso, que traduz o mérito na investigação e da nossa missão integrada", explica o reitor da Universidade de Aveiro (UA), Manuel Assunção. "Alguns elementos essenciais são privilegiarmos a complementariedade, a investigação, termos uma universidade abrangente com um foco especial na ciência e nas tecnologias e na região e uma relação intensa com a indústria", afirma o reitor da UA.

As quatro universidades portuguesas competem não só entre si como com "gigantes" internacionais como Harvard ou Oxford. "O tamanho das instituições é decisivo, com indicadores como a publicação em revistas científicas", lembra João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra (UC).

Apesar dos resultados positivos das instituições portuguesas, António Marques, vice-reitor da Universidade do Porto (UP) para as Relações Internacionais, afirma que elas estão "ainda em lugares intermédios". No entanto, lembra, "as universidades portuguesas galgaram posições nos ‘rankings', nos últimos cinco anos". Por exemplo, a UP "há cinco anos estava fora de todos os ‘rankings', hoje está entre as melhores 100 do mundo".

Porém, esta evolução pode estar ameaçada. Todos os responsáveis entrevistados pelo Diário Económico admitem que os cortes previstos para o ensino superior e ciência, num total de 9,6% de acordo com a proposta do Orçamento do Estado 2012, vão afectar a investigação. A capacidade de produzir pesquisa é, justamente, um dos principais pontos avaliados pelos ‘rankings'.

"Uma quebra súbita no financiamento pode influenciar a investigação e portanto ditar uma queda nos rankings", alerta António Marques, que vê esta questão com "alguma preocupação". João Gabriel Silva concorda: "se houver cortes na capacidade da Fundação para a Ciência e Tecnologia de atribuir bolsas de doutoramento, vai haver recuos". Manuel Assunção recorda que "a descontinuidade no investimento na universidade seria mau para o país, já que, quer a universidade quer as pessoas que qualifica, são um valor para o país". Já Maria Arménia Carrondo, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa (Nova), assume que "os investigadores, para se manterem competitivos, terão que aumentar as suas receitas de fontes que não tenham origem no Orçamento de Estado".

O ranking baseia-se em critérios como ambiente de ensino; número, resultado e reputação de pesquisas feitas na instituição; número de citações em jornais e artigos científicos; inovação e articulação com a indústria; e presença internacional de estudantes, professores e investigadores.

Apenas instituições que publiquem mais de 200 artigos em publicações científicas, por ano, são consideradas. Este é o primeiro ano em que a lista contém 400 universidades. Em 2010 eram apenas 200 as instituições avaliadas.

Os primeiros lugares do ‘ranking' do Times Higher Education são dominados pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Das dez melhores universidades do mundo, segundo o Times Higher Education, sete são americanas: Stanford University, em 3º lugar; Princeton University, em 5º lugar; MIT, em 7º; University of Chicago, em 9º; e University of California, em Berkeley, em 10º lugar. A lista das dez instituições de topo fica completa com três universidades britânicas: University of Oxford, em 4º lugar; University of Cambridge, em 6º; e o Imperial College London, em 8º lugar.

A Universidade de Coimbra está também em 394º lugar no ‘ranking' de 2011-2012 da QS, outra publicação sobre o ensino superior. A Universidade Nova de Lisboa e a do Porto conseguem um lugar entre o 401º e o 450º, enquanto a Universidade Católica fica entre a 501ª e a 550ª posição.


Radiografia

1 - Investigação na UP
A Universidade do Porto está presente em ‘rankings' mundiais que vão desde o Times Higher Education ao da Universidade de Xangai Jiao Tong. A melhor posição é conseguida no 4ICU, onde alcança o 149º lugar na lista geral e o 46º na Europa. No ‘ranking' do Webometrics, fica em 178º lugar e em 50º entre as universidades europeias. No ranking de Jiao Tong, posiciona-se entre a 301ª e a 400ª posições. "Estamos numa posição que corresponde ao perfil que a universidade manifesta", opina António Marques. A investigação realizada na UP é um factor determinante, acredita o vice-reitor.

2 - Reputação na UC
A Universidade de Coimbra está presente em vários rankings e "isso é positivo", considera o reitor da instituição, João Gabriel Silva. Além de figurar na lista do Times Higher Education, a universidade está também em 394º lugar no ‘ranking' de 2011-2012 da QS, outra publicação sobre o ensino superior. No ‘ranking' do Webometrics, fica no 320º lugar. Na lista do Times Higher Education, a pontuação de Coimbra desdobra-se em reputação internacional (onde a universidade tem 56 pontos), citações em revistas científicas (27 pontos) e ensino (20) e investigação (11).

3 - "Foco na ciência" na UA
A Universidade de Aveiro consegue o seu melhor resultado (48 pontos) na reputação internacional. A citação em artigos científicos vem logo a seguir, com 40 pontos. "Alguns elementos essenciais são privilegiarmos a complementariedade, a investigação, termos uma universidade abrangente com um foco especial na ciência, nas tecnologias e na região e uma relação intensa com a indústria", sublinha Manuel Assunção, reitor da Universidade de Aveiro. A universidade foi fundada em 1973 e conta com mais de 15 mil alunos.

4 - Indústria na Nova
O ‘ranking' do Times Higher Education destaca a relação da Universidade Nova de Lisboa com a indústria, dando 38 pontos à instituição no item "receitas da indústria". A reputação internacional da universidade conta com 48 pontos. A vice-reitora da UNL, Maria Arménia Carrondo, frisa que "no indicador "receita proveniente da indústria" a Nova é a Universidade que tem o valor mais alto quando comparada com as outras universidades portuguesas.". A UNL tem 28 pontos nas "citações" e 18 pontos no "ensino". O Times Higher Education dá ainda 11 pontos à universidade na "investigação".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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