Ensino particular acusa ministério de chantagem

As associações das escolas do ensino particular e do cooperativo queixam-se de pressões, por parte do Ministério da Educação, para que sejam transferidas verbas para pagar salários.

 

A Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo e a Associação de Escolas Católicas acusam o Ministério da Educação de estar a pressionar as escolas para assinarem as adendas aos contratos com a verba de financiamento para o ensino particular e cooperativo.

Esta é a reacção do sector privado da educação ao comunicado, enviado hoje, pelo ministério que refere que as Direcções Regionais de Educação iniciaram a renegociação dos contratos de associação com as escolas, tendo já  sido assinadas 30 adendas aos contratos.

Recorde-se que em causa está a verba a atribuir por turma e por ano às escolas privadas com contratos de associação. A tutela diz que a verba definida, de 80 080 euros, corresponde ao financiamento do ensino público de nível e grau equivalente.

Por outro lado, as associações que representam o ensino privado da educação consideram aquele valor insuficiente. Afirmam que deveria ser 90 mil euros.

Em declarações à TSF, o vice-presidente da  Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, João Muñoz,  garante que os seus associados sentem-se coagidos a assinar os contratos. Se o fazem, diz, é para «poderem receber o montante em falta para pagar os ordenados dos professores e pessoal não docente».

fonte:http://www.tsf.pt/

publicado por adm às 14:06 | comentar | favorito