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16
Jul11

Universidades. É possível entrar com menos de 10 em 40 cursos

adm

Este ano há mais 647 vagas nas universidades públicas do que em 2010. Muitos lugares não são sinal de boa saída

 

As pautas da primeira fase dos exames estão afixadas e as candidaturas ao ensino superior arrancam na quinta-feira, 21 de Julho, este ano só na internet. Há mais 647 vagas, num total de 54 068. Num quinto dos cursos disponíveis nas universidades e politécnicos públicos (1152) é possível entrar com média de 11, sendo esta a maior fatia. Há ainda 40 cursos onde a nota de entrada, tendo em conta a média do último colocado em 2010, é inferior a 10 valores. E são tão variados como Agronomia, Filosofia, Marketing ou Engenharia Florestal. Abrem ainda 23 novos cursos de norte a sul do país, em áreas como História e Arqueologia, Sociologia, Química ou Ciência Política.

Quando se cruzam as vagas disponibilizadas ontem pelo Ministério da Educação e Ensino Superior com os últimos dados sobre empregabilidade de diplomados, divulgados em Março pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) deste mesmo ministério, percebe-se contudo que as áreas com mais vagas são as mesmas em que o mercado de trabalho tem maior dificuldade em absorver todos os licenciados. Segundo as contas do ministério, a área de Ciências Sociais, Comércio e Direito é a que oferece mais vagas (28%). Ora no documento do GPEARI, que analisa os diplomados inscritos nos centros de emprego no final do ano passado, percebe-se que nestas áreas a percentagem de desempregados entre os diplomados que terminaram o curso nos últimos dez anos varia entre os 7,7% para quem tirou cursos na área das Ciências Sociais e Comportamento e 10,7% nos licenciados em Serviços Sociais. A licenciatura de Direito da Universidade de Lisboa era a terceira no ranking dos cursos nacionais com mais inscritos nos centros de emprego e este ano esta licenciatura é de novo campeã nacional em termos de vagas: 450 no total. Nos últimos dez anos formou 4324 pessoas e 197 estavam no desemprego no final do ano passado. À frente, ao nível das escolas públicas, aparece o curso de Economia da Universidade do Porto, com 2281 pessoas formadas desde o ano lectivo 1999-2000 e 220 registos nos centros de emprego. Este ano o curso é o 11.o com mais vagas, um total de 223. 

As indicações sobre o mercado de trabalho poderão não ser muito específicas, mas são as mais recentes para quem procurar pistas sobre empregabilidade na véspera de se candidatar à universidade. Ciências Empresariais (18% dos desempregados com curso superior), Ciências Sociais e do Comportamento (12%) e Ciências da Educação (10%) são as áreas mais lotadas. Têm luz verde os Serviços de Transporte e Segurança, Ciências Veterinárias, Matemática e Estatística e Informática. Em termos globais regista-se ainda um aumento das vagas para ensino à distância, 310 no total. Os cursos em regime pós-laboral abrem 456 lugares.

Acesso especial Este ano o acesso especial a Medicina para licenciados ganha 133% de vagas, para um total de 217. O aumento, só para este tipo de candidatos, resulta da entrada em vigor de um novo cálculo de vagas (deverão ser no mínimo 15% do contingente geral) previsto no decreto-lei que introduziu esta modalidade em 2007. No total, os nove cursos de Medicina do país então a oferecer 1809 vagas (1517 para alunos finalistas do ensino secundário). Para o bastonário da Ordem dos Médicos o aumento é um "absurdo e um desperdício de recursos", sobretudo porque o Estado está a pagar "duas licenciaturas quando estes médicos não são necessários." Ao i José Manuel Silva disse que as vagas deviam começar a ser reduzidas para evitar o "excesso de médicos" nos próximos anos, que se traduzirá numa "mercantilização dos doentes e em fuga de cérebros". Pelas contas da OM, no próximo ano começarão a formação mais de 600 futuros médicos a mais.

fonte:http://www.ionline.pt/c

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