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20
Jun11

Provas de aferição com quebra a Matemática

adm

Ministério alega que descida se deve a um "nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

 

As negativas continuaram a aumentar nas provas de aferição de Português e Matemática, realizadas pelos alunos dos 4.º e 6.º anos e cujos resultados foram divulgados ontem. A prova de Matemática do 2.º ciclo registou 35,2 por cento de negativas, mais 12,2 do que no ano anterior. De acordo com o Ministério da Educação, a descida generalizada decorre "do nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

Na prova de Língua Portuguesa do 1.º ciclo, o valor médio foi de 68,8 por cento, um por cento abaixo da prova anterior. A percentagem de alunos com negativa aumentou 3,9 por cento em relação a 2010, para 12,3 por cento. Na mesma prova, mas referente ao 2.º ciclo, o valor médio manteve-se nos 64,6 por cento, mas a percentagem de alunos com negativas aumentou 4,1 por cento, para 15,7.

A Matemática, as descidas foram mais expressivas: no 1.º ciclo, o valor médio baixou de 70,8 para 67,8 por cento. Aqui, houve 19,7 por cento de negativas, mais 8,6 por cento do que em 2010. Ainda na prova de Matemática, mas no 2.º ciclo, a nota média baixou de 61,7 para 58,0 por cento. No universo de 237 mil alunos que fizeram esta prova, 35,2 por cento tiraram negativa.

As provas de aferição começaram por ser feitas por amostragem em 2003. A partir de 2007, a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, deu-lhes carácter universal, sendo que a filosofia inicial se manteve: os resultados não contam para a nota do aluno, destinando-se antes a avaliar o modo como as competências essenciais de cada ciclo estão a ser alcançadas. Mas, a cumprir-se o programa eleitoral do PSD, este foi o último ano em que se realizaram as provas de aferição. Os sociais-democratas preconizam que a avaliação final deve ser alargada a todos os ciclos: assim, às provas de aferição do 4.º e 6.º anos deverão suceder-se testes nacionais com incidência na avaliação final, à semelhança do que acontece já no 9.º, 11.º e 12.º ano.

Ao PÚBLICO, Paulo Feytor Pinto, que durante anos presidiu à Associação de Professores de Português, considerou que a substituição das provas de aferição por exames com peso na nota dos alunos só vai servir para agravar "a febre do quantitativo que se instalou nas escolas". "Neste momento, as escolas são campo de treino para obter sucesso na avaliação externa", lamenta, para explicar que "há aprendizagens que são importantes - como a oralidade, a pesquisa e selecção de informação na Internet ou a cooperação - e que não se vêem nos exames". No entender deste docente, a avaliação externa deve man-ter-se nas escolas portuguesas, mas, seguindo um modelo mais próximo do finlandês, em que as provas de aferição são feitas por amostragem, sem que as escolas tenham informação prévia dos anos ou das disciplinas seleccionadas em cada ano.

fonte:http://www.publico.pt/E

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