30
Set 12

Pai da caloira internada depois de praxe diz que a filha sempre foi saudável

Decorridos três dias sobre o incidente que a conduziu aos cuidados intensivos do hospital de Beja, uma jovem caloira vítima de um evento cardíaco ainda não tem diagnóstico sobre o que terá precipitado o problema, referiu a porta-voz da unidade hospitalar. A jovem está em estado crítico.


As notícias entretanto veiculadas e que faziam referência a antecedentes cardíacos da jovem foram refutadas pelo pai que, em declarações ao PÚBLICO, garantiu que a filha "era uma jovem saudável" sem outras doenças que não vulgares constipações. Tem 25 anos e é mãe de uma filha com três anos. O pai descreveu que tanto na gravidez como no parto e na maternidade "nunca foi observada qualquer anomalia no coração, nem tensão alta teve".

Questionado sobre os contornos da praxe a que a filha fora sujeita, disse desconhecer pormenores. Em conversas que manteve com ela na véspera do incidente, apenas recorda um desabafo: "As coisas estão a correr bem mas são muito cansativas." A indisposição da jovem surgiu durante a manhã do terceiro dia de praxe, refere o pai. Foi um responsável da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG) que lhe relatou a indisposição da filha, cerca das 10h de quarta-feira.

Depois de os colegas a levarem a casa, a jovem apenas lhe disse "que queria descansar um pouco" para voltar de tarde ao local da praxe, frisando que "estava a gostar do ambiente e do que estava a fazer". Em momento algum relatou ter sido molestada do ponto de vista psicológico, salientou o pai.

A mãe, avisada do que se passava, foi para casa com o propósito de fazer companhia à filha e deu com ela inanimada no chão.

Levada ao serviço de urgência do hospital de Beja, por volta do meio-dia, ficou internada nos cuidados intensivos com prognóstico "muito reservado". O pai adiantou, consternado, que a filha "está numa situação muito crítica". 

O namorado da jovem destacou a alegria que "ela sentia por estar a estudar na ESTIG". Sobre eventuais manifestações excessivas dos "praxistas", disse que ela não lhe deu conta de algo que "a pudesse 'stressar' ou magoar".

Praxe suspensa

A Associação de Estudantes do Instituto Politécnico de Beja (IPB), de que faz parte a ESTIG, bem como os veteranos do curso de Gestão de Empresas que realizou a acção, garantiram, através de comunicado, que a "jovem não executou qualquer tipo de esforço físico ou foi sujeita à prática de qualquer praxe psicológica". No entanto, adiantam que a caloira "foi sempre questionada sobre o seu estado e saúde" e que esta "nunca informou que tivesse qualquer tipo de problema".

Contudo, os relatos de violência física e coacção psicológica são uma constante nas praxes realizadas por vários cursos do IPB. Sobre esta praxe em concreto, não foi possível encontrar quem descrevesse os pormenores sobre como decorreu.

Um ex-aluno da ESTIG, João Malveiro, enviou ao PÚBLICO um depoimento sobre a sua própria experiência durante a praxe a que foi sujeito no ano lectivo de 2008/2009:

"Nesse dia assisti a algumas cenas menos felizes por parte dos praxantes, desde obrigarem caloiros a partilhar cebolas como refeição, caloiros pintados com marcadores Raidex, que são utilizados em gado, constante abuso quer físico quer psicológico. Cheguei mesmo a assistir a raparigas a serem passeadas pelos praxantes com uma trela e de gatas em terreno hostil. Os caloiros neste Politécnico são sujeitos a uma pressão esmagadora por parte dos alunos mais antigos."

Num comunicado enviado pelo IPB aos órgãos de comunicação social é descrita a "consternação" que afectou "todos os responsáveis, estudantes e demais colaboradores" quando tomaram conhecimento da "doença súbita" da jovem caloira. Neste sentido, a direcção da escola decidiu "suspender simbolicamente todas as actividades integradas no período de recepção aos novos alunos". Nem uma palavra sobre os "excessos" que foram cometidos durante a praxe. 

Dezenas de estudantes do IPB têm estado em vigília em frente da unidade hospitalar de Beja.

fonte:http://www.publico.pt/

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30
Set 12

Menos cinco mil professores colocados

O ministro da Educação, Nuno Crato, adiantou, esta sexta-feira, que, neste ano letivo, foram colocados menos cinco mil professores do que no ano passado, desmentindo os "números fantasiosos" que têm sido anunciados.


"Estamos ainda em fase de colocação, mas houve efetivamente menos professores colocados do que no ano passado, cerca de cinco mil, em relação ao ano passado, embora não seja um número definitivo", afirmou o ministro.

Nuno Crato, que falava aos jornalistas à margem da inauguração de uma escola no concelho de Cascais, assegurou que o "número de professores colocados ou candidatos que não tiveram colocação" é "extraordinariamente menor do que os números fantasiosos que, durante semanas andaram a ser propagados".

Contudo, sublinhou que os que estão a ser colocados são os "estritamente necessários ao funcionamento das escolas" e que os atrasos nas colocações são para se resolver "o mais depressa possível".

"Há sempre uma falha numa ou noutra escola. Há sempre o caso de um professor que é colocado e que adoece e precisa ser substituído por outro e infelizmente não estamos a conseguir fazer isso na hora, fazemos passados uns dias, portanto, lamentamos todos os atrasos que possam existir, mas, no essencial, a abertura do ano letivo correu muito bem", assegurou.

O ministro da Educação presidiu à inauguração da Escola Básica e Jardim-de-Infância Rómulo de Carvalho, em Matos Cheirinhos, em São Domingos de Rana, em funcionamento já desde o início do ano letivo, e inaugurou ainda o novo recreio da Escola Básica e Jardim-de-Infância Tires nº 3.

A intervenção nas duas escolas custou à Câmara de Cascais quase 2,4 milhões de euros, sendo que o novo estabelecimento de Matos Cheirinhos representou um investimento de 1,9 milhões de euros (com uma participação de 636 mil euros do QREN - Quadro Estratégico de Referência Nacional) e a requalificação do espaço exterior da escola de Tires custou 460 mil euros.

fonte:http://www.jn.pt/P


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27
Set 12

Alunos repetentes vão poder fazer dois ciclos em três anos

O Governo vai abrir cursos de ensino vocacional em 12 escolas básicas públicas e privadas para alunos com mais de 13 anos “que manifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular”, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

O objectivo final do projeto-piloto dos cursos vocacionais para alunos repetentes, com mais de 13 anos, é o reingresso no ensino regular, garantiu o ministro da Educação, Nuno Crato, em declarações hoje publicadas no Jornal de Notícias.

De acordo com a Portaria n.º 292-A/2012, publicada na quarta-feira à noite, a “experiência-piloto” agora lançada em 12 escolas, que o diploma não especifica, vai integrar alunos com idade superior aos 13 anos que “tenham duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos distintos”, permitindo-lhes completar os 6.º e 9.º anos de escolaridade.

“O objectivo é que terminem este percurso e, logo que preparados, reingressem na via normal, num curso profissional ou vocacional, no secundário”, explica Nuno Crato ao Jornal de Notícias.

Para integrar as turmas destes cursos vocacionais no ensino básico, os alunos terão previamente de ser avaliados pelos psicólogos escolares, avaliação após a qual o encarregado de educação deverá “declarar por escrito se aceita ou não a frequência do curso vocacional”.

De acordo com o diploma, a estrutura curricular será organizada por módulos, que incluem as disciplinas de Português, Matemática, Inglês e Educação Física, na componente geral, e História e Geografia e Ciências Naturais, na componente complementar.

A componente vocacional do currículo, por seu lado, é “integrada pelos conhecimentos correspondentes a actividades vocacionais e por uma prática simulada preferencialmente em empresas que desenvolvam as actividades vocacionais ministradas”.

Exames vão contar

Os alunos dos cursos vocacionais do 6.º ano podem prosseguir os estudos no ensino regular ou vocacional, desde que tenham aproveitamento nos exames finais nacionais e os do 9.º podem ainda prosseguir os estudos pela via vocacional de nível secundário, além das vias regular e profissional, mediante as mesmas condições.

“O nosso objectivo final é criar uma via melhor organizada e mais estimulante, substituindo as ofertas dispersas que agora existem, como os CEF (Cursos de Educação e Formação), dando-lhes outra dignidade e facultando aos jovens um caminho de mais sucesso”, defende o ministro da Educação.

Nuno Crato adianta ainda que o projecto-piloto será alargado a mais escolas antes de ser generalizado a todo o país.

Para já, os alunos que integram o projecto são aqueles que foram escolhidos “com base nas propostas dos psicólogos escolares”, apesar de alguns pais terem pedido a inclusão dos seus filhos, adianta o ministro.

A “experiência-piloto” vai ser coordenada por um grupo de trabalho que será designado posteriormente pelo ministro e poderá ser alargada no ano lectivo de 2013/2014 “a todos os agrupamentos e escolas que se candidatem até ao fim do mês de Junho de 2013 com um projecto a aprovar pelo serviço competente do Ministério da Educação”.

No final de Agosto, a tutela já tinha afirmado estar a preparar novas ofertas de ensino, entre as quais cursos de ensino vocacional, que poderão ser frequentados por opção, dos alunos ou encarregados de educação, ou como resultado do desempenho escolar. Iniciativas que seriam aplicadas a partir do próximo ano lectivo, informou, na altura, o gabinete de imprensa do ministério.

fonte:http://www.publico.pt/E

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Quatro milhões de euros para universidades portuguesas

O programa científico Carnegie Mellon Portugal, hoje renovado até 2017, vai ter um financiamento anual de quatro milhões de euros, anunciou a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), durante a cerimónia.

O acordo que assegura a continuidade da parceria com a universidade norte-americana e as instituições portuguesas foi hoje assinado, em Lisboa, com a FCT e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

O objectivo é continuar a apoiar projectos de investigação e formação avançada em áreas focadas nas Tecnologias das Informação e Comunicação, com incidência na inovação e empreendedorismo.

Integram este programa as universidades de Aveiro, do Minho, do Porto, de Coimbra, de Lisboa, da Madeira, a Técnica, a Católica e a Nova, quatro laboratórios associados e o Instituto de Soldadura e Qualidade, que fazem a ligação a cerca de 80 empresas.

De acordo com a FCT, o programa, lançado em 2006, foi pioneiro no desenvolvimento de modelos de colaboração e parceria entre instituições de ensino superior, institutos de investigação e empresas, que “estão hoje a ser replicados noutras partes do mundo”, nomeadamente na China e em África, onde “outras instituições assinaram acordos semelhantes com a universidade norte-americana.

“Durante seis anos, o programa abriu novas portas para os melhores alunos, docentes e investigadores em Portugal, dando-lhes a oportunidade de trabalharem com equipas mundialmente reconhecidas”, sublinha a FCT, em comunicado.

Os projectos de investigação e intercâmbios de professores ajudaram também a criar tecnologia e condições “particularmente favoráveis” à criação de plataformas de base tecnológica “orientadas para os mercados globais”.

A FCT diz ainda que o investimento resulta de várias avaliações internacionais independentes e da mais recente avaliação externa “pedida pelo actual Governo à Academia da Finlândia”, que confirmam o impacto positivo do programa em Portugal.

fonte:http://www.publico.pt/

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Universidades privadas que passem a politécnicos têm 18 meses para adaptar corpo docente

O Conselho de Ministros decidiu hoje que as universidades privadas que queiram passar a ser politécnicos terão um período e 18 meses para adaptar o corpo docente às regras estabelecidas no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.

O Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior estabelece regras para a composição do corpo docente das universidades e dos politécnicos, definindo, por exemplo, um número mínimo de doutorados e outro tipo de qualificações. 

Porém, a lei não previa um período de transição para respeitar estas normas nos casos em que uma instituição universitária quer passar a ser uma escola politécnica. 

Foi para resolver este “vazio” na lei que o Conselho de Ministros aprovou hoje este diploma, segundo explicou aos jornalistas o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa. 

fonte:http://www.publico.pt/

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Alunos com necessidades educativas especiais com apoios reduzidos em Lisboa

As 15 instituições associadas da Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci), que tinham suspendido o apoio a crianças com necessidades educativas especiais de Lisboa, decidiram esta quinta-feira reiniciar aquele serviço. Vão, no entanto, reduzi-lo às situações consideradas prioritárias e que estejam cobertas pelo “financiamento com cortes” aprovado pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), em guerra aberta com o Ministério da Educação e Ciência.

O sistema é semelhante em todo o país: com a chamada escola inclusiva, os alunos que antes frequentavam o ensino especial passaram a estar integrados no ensino regular, recebendo apoio especializado dos Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). Estes, por sua vez, são geridos por organizações como a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental ou as Cooperativas para a Educação e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados (as CERCI, que suspenderam a actividade em Lisboa). 

No Norte, Centro, Alentejo e Algarve ter-se-á mantido o financiamento atribuído no ano passado aos CRI para a prestação de apoio às crianças nas áreas da psicologia, fisioterapia, terapia da fala, entre outras. Mas o mesmo não se verificou na área coberta pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), segundo a Fenacerci, que considerou não estarem reunidas as condições para iniciar a actividade “com qualidade”.

Nesta quinta-feira – depois de as CERCI terem reunido, de manhã, e decidido fazer os serviços prioritários – o Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgou um comunicado, através do gabinete de imprensa, em que considera “lamentável e inaceitável a decisão” da Fenacerci (da qual tinha conhecimento desde o dia 11) de suspender o serviço de apoio. 

Isto porque, justifica o ministério, “a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário autorizou, por despacho, o financiamento dos Planos de Acção dos CRI em valor igual ao atribuído em 2011/2012”, “até ao termo da reavaliação dos planos de acção para os CRI”, altura em que, “como é natural, o montante do financiamento poderá ser sujeito a alterações”.

Rogério Cação, dirigente da Fenacerci, reagiu com indignação ao documento, considerando que “inaceitável é a nota de imprensa do MEC”. “As instituições não podem funcionar de acordo com valores hipotéticos e com base em despachos que não são aplicados. O que conta é o que está aprovado pela DRELVT, ou seja, cortes de 238 mil euros para 163 mil, numa associação; de 102 mil para 85 mil, noutra; ou de 104 mil para 74 mil numa terceira e só à laia de exemplo”, disse. 

Para Rogério Cação, “as instituições não podem esperar por reavaliações”. E acrescentou: “Já tivemos de iniciar os processos de rescisão com terapeutas da fala, psicólogos, fisioterapeutas."

Na nota enviada à comunicação social, o MEC reafirma que “está empenhado em garantir o apoio a todas as crianças que dele necessitam”. Não informa quando estará concluída a reavaliação, finda a qual serão redefinidos os financiamentos para o funcionamento dos CRI.

fonte:http://www.publico.pt/

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27
Set 12

51% dos candidatos não entraram no Superior

Cerca de 51% dos alunos candidatos na segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior não foram colocados nas universidades e nos institutos politécnicos.

Segundo os dados oficiais do Ministério da Educação e Ciência, divulgados ontem, foram colocados apenas 9.237 novos estudantes de um total de 18.849 candidatos nesta fase do concurso.

Números que revelam uma quebra de 2.535 alunos em relação ao ano passado, quando foram colocados 11.772 estudantes.

Contas feitas, foram colocados no ensino superior 49.237 estudantes no ensino superior, durante as duas primeiras fases do concurso deste ano. Números que vêm acentuar a tendêndia da redução de alunos nas universidades, que se fez sentir durante a primeira fase do concurso. Mesmo somando os alunos colocados este ano (49.237), até à data, não chegam a atingir o número de estudantes colocados na primeira fase em 2007, quando foram colocados 51.472. São menos 2.235 alunos que há quatro anos.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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23
Set 12

Ministério da Educação volta a suspender cursos para adultos

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) esclarece que a suspensão vigorará até à conclusão de protocolos com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O MEC está a dar instruções às escolas para suspenderem os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). As escolas das regiões centro e norte já foram contactadas nesse sentido pelas respectivas direcções regionais de educação, mas a informação ainda não chegou aos estabelecimentos da zona de Lisboa, segundo indicaram ao PÚBLICO alguns directores desta região.

Em resposta a questões do PÚBLICO, o gabinete de comunicação do MEC esclareceu que estes cursos “passarão a ser promovidos sempre que possível em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional” e que “as instruções para não iniciar ainda os EFA têm como objectivo concluir os respectivos protocolos” com o IEFP. O MEC garante que “não está em causa a abertura das turmas já aprovadas”.

Os directores não foram ainda informados de quais as razões para a suspensão. “No início da semana recebemos instruções para parar tudo até novas instruções”, revelou o director do agrupamento de escolas de Cinfães, Manuel Pereira, que depende da Direcção Regional de Educação do Norte. O também presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares esclarece que o seu agrupamento teve aprovação do ministério para abrir este ano lectivo cinco novas turmas EFA de dupla certificação (escolar e profissional) nas quais estão inscritos 120 adultos.

O blogue A Educação do Meu Umbigo divulgou na sexta-feira uma circular assinada pela directora regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira, a convocar os directores desta zona para uma reunião no próximo dia 25 “a fim de transmitir orientações relativas ao funcionamento dos cursos EFA”. Mas na mesma circular aquela responsável antecipa o seguinte: “Aproveito para informar que os cursos EFA previstos para abrir no presente ano lectivo não deverão iniciar e os cursos EFA que, eventualmente, possam já ter iniciado, deverão ser suspensos, até novas orientações.”

No ano passado, o ministério de Nuno Crato suspendeu, no final de Julho, a abertura de novas turmas de Educação e Formação de Adultos até que existisse garantia de financiamento por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que gere o financiamento oriundo do Fundo Social Europeu, o que só veio suceder meses depois. Os cursos das regiões Norte, Centro e Alentejo são financiados através do POPH.

Em 2010/2011, último ano lectivo com estatísticas publicadas, estavam inscritos cerca de 56 mil adultos nos cursos EFA em funcionamento nas escolas públicas. Estes cursos destinam-se a pessoas com mais de 18 anos que pretendam concluir o ensino básico ou secundário. Os EFA de dupla certificação contam para além da componente escolar com uma formação prática em contexto de trabalho.

fonte:http://www.publico.pt/

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23
Set 12

Professores sem aulas fora da mobilidade especial

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantiu nesta terça-feira que "nenhum professor com ausência de componente lectiva [ou seja, sem dar aulas] entrará em mobilidade especial".

A garantia foi dada em declarações prestadas perante a Comissão de Educação e Ciência, na Assembleia da República. Neste mesmo dia, a direcção da Federação Nacional de Educação (Fenprof) tinha acusado o ministro da Educação, Nuno Crato, de ter mentido ao afimar que nenhum docente com horário-zero (que está a trabalhar na escola mas não está a dar aulas) iria para a mobilidade. 

Para sustentar esta acusação, a Fenprof citou as Grandes Opções do Plano para 2013: "Os instrumentos de recursos humanos (mobilidade geográfica, mobilidade especial e as regras de compensação de horas extra) devem ser aplicados a todos os trabalhadores de entidades empregadoras públicas, incluindo estabelecimentos de ensino e entidades do Serviço Nacional Saúde”. E questionou: "Que razão levaria o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a criar uma enorme bolsa de professores com horário-zero que não fosse ver-se livre deles a prazo? Por que razão o MEC iria manter professores nas escolas sem turma atribuída e, ao mesmo tempo, aumentar o número de alunos por turma?"

Também em resposta aos deputados, o secretário de Estado afirmou que "em todo o território nacional só cinco por cento das turmas têm 30 alunos". Especificou ainda que nalgumas regiões a percentagem é mais baixa e que só na de Lisboa ultrapassa os 5%.

Através do gabinete de imprensa, o minstério insistiu que "não há qualquer iniciativa em curso, por parte do Governo, para além do que consta da proposta de Lei 81/XII, que vise alterar os regimes vigentes no sector da educação em matéria de mobilidade". 

A referência nas Grandes Opções do Plano sobre esta matéria "é de natureza geral e programática", referiu, em nota enviada ao PÚBLICO. Aquela proposta de lei visa alterar vários diplomas aplicáveis a trabalhadores que exercem funções públicas. No entanto, segundo confirmou o assessor de imprensa do ministro no fim da reunião com a comissão parlamentar, o secretário de Estado reiterou que não se aplica aos professores.

fonte:http://www.publico.pt/E

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19
Set 12
19
Set 12

Mais de mil bolsas de estudo vão ser pagas em Setembro

O ministro da Educação e Ciência disse que, este ano, já estão prontas para pagamento "mais de mil" bolsas a estudantes do Ensino Superior.

Nuno Crato que fez hoje no Parlamento as primeiras declarações políticas do Governo, nesta sessão legislativa, explicou que o novo regulamento de bolsas, publicado em Junho, permite que as candidaturas sejam apresentadas sem prazo e analisadas em permanência.

"Neste momento, já temos analisadas e prontas para serem pagas mais de mil bolsas. As coisas estão melhor que no ano passado", disse o ministro, salientando que são bolsas de alunos de todos os anos.

No plenário, Nuno Crato fez um balanço do arranque do ano lectivo que considera ter decorrido com "normalidade" dizendo que só cinco escolas é que ainda não abriram e que no Ensino Superior, as aulas do primeiro ano começaram pela primeira vez ao mesmo tempo que os outros anos.

"É um empreendimento que, na rede escolar pública do Continente, envolve cerca de um milhão e 300 mil alunos, milhares e milhares de professores, mais de mil directores, e que foi feito com sucesso, porque esses profissionais para isso trabalharam", disse o ministro.

O deputado socialista Rui Santos perguntou ao ministro onde tinha ido de férias, acusando-o de ter um discurso que não reflecte a realidade do país e de ter "medo da comunidade escolar", por não ter visitado escolas no início deste ano escolar.

Nuno Crato perguntou se o deputado tinha escrito a sua intervenção nas férias, esclarecendo que tinha visitado "dez escolas nos últimos seis dias" e aconselhando o deputado a estar atento às notas de agenda do Ministério.

Pelo PCP, Miguel Tiago acusou Nuno Crato de estar a "reconstruir a escola de antes do 25 de Abril", acusando-o de querer uma "escola dual", com "liceu e escola técnica", cabendo aos filhos dos trabalhadores "só ver o trabalho à sua frente".

Ana Drago, do Bloco de Esquerda, acusou Nuno Crato de, ao reduzir o investimento na educação, tornar as escolas "mais pobres", quer em meios quer em oferta pedagógica e dificultar a vida às famílias, confrontadas com falta de apoios sociais para manuais ou transporte.

Heloísa Apolónia, dos Verdes, afirmou que com "menos professores e menos auxiliares, estão criadas as condições para o aumento do insucesso escolar".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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