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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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Educação

07
Jun12

Pais dos alunos faltosos podem ser multados em 79 euros

adm

Os pais dos alunos faltosos podem ser punidos com coimas que podem ir dos 13 aos 79 euros, em valores em vigor neste ano letivo, prevê o Estatuto do Aluno enviado, esta quarta-feira, pelo Governo à Assembleia da República.

 

No documento, estabelece-se que os pais ou encarregados de educação assumem a responsabilidade se os seus filhos faltarem sem justificação às aulas, se não forem à escola quando são chamados ou se os filhos ou educandos faltem às atividades de recuperação - determinadas pela escola quando se ultrapassa o limite de faltas - ou atividades comunitárias ordenadas como medidas disciplinares.

Nesses casos, o estatuto prevê que "o incumprimento consciente e reiterado" desses deveres de responsabilidade é uma contraordenação punível com uma coima.

Os valores das coimas são calculados em função do seu ano de escolaridade e correspondem ao "valor máximo estabelecido para os alunos do escalão B do ano ou ciclo de escolaridade frequentado pelo educando em causa para aquisição de manuais escolares".

De acordo com as tabelas de ação social para o ano letivo em curso, esse valor é, no primeiro ciclo do ensino básico, de 13,30 euros no 1º e 2º anos e de 16,40 no 3º e 4º anos.

No 2º ciclo do básico esses valores sobem para 56,30 euros no 5º ano e 51,20 euros no 6ºano.

Com base nestas tabelas, o valor de uma coima aplicada aos pais de um aluno do 7º ano pode chegar aos 79,30 euros e aos 71,60 euros no caso de alunos do 8º e 9º ano.

Quanto ao ensino secundário, a coima pode atingir os 68,10 euros.

Nos casos em que os pais ou encarregados de educação sejam responsabilizados pelo comportamento faltoso de mais do que um aluno, o valor máximo da coima por cada um dos estudantes é do escalão B do 3º ciclo do básico.

Tratando-se de pais cujos filhos recebem já apoios de ação social, em vez de coimas pode ser determinada a privação desses apoios ou a sua restituição.

Os processos são instruídos pelo diretor-geral da Administração Escolar por proposta dos diretores e o dinheiro recolhido com as coimas constitui receita própria das escolas.

Caso não paguem as coimas ou não restituam os apoios sociais, os pais podem ser obrigados a pagar a coima em dobro ou ficar sem apoios para manuais escolares no ano seguinte.

Quando os pais não cumprem com os seus deveres, o estatuto obriga as escolas a comunicar às comissões de proteção de crianças e jovens competentes ou ao Ministério Público e poderão ter que frequentar "programas de educação parental" ou enfrentar intervenções "relacionadas com o desempenho do exercício do poder paternal".

Se se tratar de uma família que recebe apoios sociais estatais, o incumprimento dos deveres para com a escola é comunicado às entidades que lhes dão esses apoios para que esta reavalie os que se destinam a apoiar a frequência da escola.

fonte:http://www.jn.pt/P


07
Jun12

Abandono escolar precoce em Portugal é o terceiro mais elevado da UE

adm

Portugal está longe de atingir o objetivo de reduzir para 10%, em 2020, a taxa de abandono escolar precoce, apresentando a terceira mais elevada, segundo dados divulgados esta quinta-feira, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.

 

A taxa de abandono escolar precoce em Portugal é, segundo dados de 2011, de 23,2%, sendo o terceiro Estado-membro com o pior indicador, depois de Malta (33,5%) e Espanha (26,5%), sendo a média europeia de 13,5%.

Bruxelas nota, no entanto, que Portugal fez progressos na matéria, uma vez que a taxa era, em 2000, de 43,6% e, em 2020, de 28,7%.

O abandono escolar precoce definido como a taxa de jovens entre os 18 e os 24 anos com habilitações secundárias, na melhor das hipóteses, que não seguem quaisquer ações de educação nem formação.

Por outro lado, Portugal está também longe de cumprir outro objetivo para a educação traçado na estratégia Europa 2020, o de atingir mais de 40% de licenciados entre os 30 e os 34 anos, até 2020.

Em 2011, a taxa de conclusão do ensino superior entre os 30-34 anos era, em Portugal, de 26,1%, sendo a média da União Europeia de 34,6%.

Em 2000, nota a Comissão Europeia, a taxa era de 11,3% e, uma década depois, de 23,5%.

O país está, neste indicador, no quarto pior lugar, depois da Eslovénia (37,9%), Letónia (35,7%), e Hungria (28,1%).

"Os Estados-Membros devem concentrar-se nas reformas e intensificar os seus esforços para executar as estratégias globais de luta contra o abandono escolar precoce. Têm, em simultâneo, de fomentar o acesso ao ensino superior e aumentar a sua qualidade", disse a comissária para a Educação, Androulla Vassiliou.

A estratégia Europa 2020 é uma súmula de objetivos a cumprir pelos Estados-membros, até 2020,em áreas como educação, emprego (uma taxa de 75% de emprego entre os 20 e os 64), alterações climáticas (reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento, entre outras), e exclusão social (reduzir em pelo menos 20 milhões o número de pessoas em risco de exclusão social).

fonte:http://www.jn.pt/P


06
Jun12

Mandar um filho para a universidade custa seis mil euros por ano

adm

As famílias portuguesas pagam anualmente, em média, cerca de seis mil euros pelos gastos de um filho no ensino superior. Segundo um estudo desenvolvido pelo Instituto de Investigação da Universidade de Lisboa, os agregados familiares de Portugal acabam por fazer um esforço maior que o verificado noutros países.

Luísa Cerdeira, coordenadora do trabalho, refere que este montante de seis mil euros implica uma comparação entre o nível de rendimentos existente em Portugal e os montantes auferidos noutros países. Quando essa comparação é feita, explica a investigadora, “pode-se concluir que há um grande esforço por parte das famílias portuguesas, que é maior que na generalidade dos países da Europa”.

Este estudo, designado "Os Custos dos Estudantes do Ensino Superior", revela ainda que os alunos do ensino superior em Portugal são maioritariamente provenientes de estratos sociais favorecidos.

“Vemos que os pais dos estudantes, quer o pai, quer a mãe, e proporcionalmente à população com idade análoga, têm habilitações de ensino superior muito mais elevadas do que tem a população em geral”, explica a coordenadora do estudo. Segundo Luísa Cerdeira, isto quer dizer “que ainda há uma sobre-representação [no ensino superior] de estratos com níveis habilitacionais superiores”.

A investigação indica também que a maioria dos alunos do ensino superior estuda no ensino público, vive em casa dos pais e frequenta uma instituição da zona litoral.

Este estudo resulta de um inquérito realizado no ano lectivo 2010-2011 e vai ser apresentado esta quarta-feira, durante um seminário em que vão estar presentes representantes dos estudantes, que vão comentar os resultados.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

04
Jun12

Ministério quer cortar 20% de vagas para formar professores e educadores

adm
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) prepara-se para cortar pelo menos 20% nas vagas dos cursos de formação de professores do 1º e 2º ciclos e de educadores de infância, uma medida para entrar em vigor já no próximo ano lectivo.

Um projecto de despacho que prevê este corte foi enviado para o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e para o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, que têm o dia de amanhã, segunda-feira, como prazo limite para se pronunciarem sobre esta matéria. 

O MEC determina ainda que as instituições façam uma “redistribuição interna” para aumentarem as vagas nos cursos das áreas de Ciências, Matemática e Informática e Engenharia.

A limitação das vagas para os cursos superiores de Educação Básica é justificada com o “excesso de oferta” nestas áreas, refere o projecto, que destaca que a fixação de lugares deve ter em consideração a informação disponível sobre a “empregabilidade”. A ideia é a de que os cursos com pouca empregabilidade (mais licenciados inscritos nos centros de emprego do que a média) não podem aumentar o número de lugares. A fixação de vagas deve ter em consideração “a racionalização da oferta formativa” e “os recursos disponíveis”, explica o MEC. 

Comentando o projecto, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, defende que o Governo tinha a obrigação de explicar de uma forma “não apenas empírica” em que é que suporta este corte anunciado, “sustentando-o com estudos, o que não acontece”. 

fonte:http://www.publico.pt/

04
Jun12

Três escolas portuguesas entre as melhores do mundo

adm

Lisbon Católica School of Business & Economics, Nova SBE e EGP surgem na lista das melhores escolas do mundo na formação de executivos.

Não há provavelmente nenhuma área mais competitiva no mundo do ensino superior nas áreas de gestão, economia e finanças que a da formação para executivos. Com as empresas cada vez mais conhecedoras e exigentes quanto à formação que dão aos seus colaboradores de topo, todas as escolas de negócios no mundo têm este sector no topo das suas prioridades.

Assim, é especialmente encorajador ver que Portugal voltou a subir nos ‘rankings' do Financial Times (FT) mantendo três escolas, pelo segundo ano consecutivo, nas listas do prestigiado jornal económico: Católica Lisbon School of Business and Economics (Católica-Lisbon), Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e EGP - University of Porto Business School (EGP-UPBS).

Para Nadim Habib, CEO da Nova Executivos, estes resultados explicam-se por uma maior "proximidade à realidade das empresas e dos gestores que permite investir em respostas concretas e adaptadas a cada contexto e sector". O responsável da Nova SBE, que se posiciona no 47º lugar do ‘ranking' geral do FT para a formação de executivos, ao qual se junta a 48ª posição nos cursos feitos à medida das empresas e a 53ª nos cursos de inscrição aberta, revela ambições de mais e melhor no futuro próximo. "O objectivo da Nova é estar no top 25 nos próximos cinco anos", acredita Nadim Habib.

Pelo sexto ano consecutivo nos ‘rankings' do FT do sector e com os melhores resultados de qualquer escola portuguesa, a Católica-Lisbon aparece na 46ª posição do ‘ranking' geral, com um 48º lugar na formação à medida e a 51ª posição nos cursos de inscrição aberta. Para Luís Cardoso, coordenador da formação de executivos da Católica-Lisbon, a melhor forma de manter e até melhorar estes resultado prende-se com "a internacionalização das nossas actividades. Esta continuará a ser a nossa grande aposta".

O professor lembra, no entanto, que esta não será uma tarefa fácil no futuro. "Este é um mercado muito competitivo, em que nomeadamente as escolas asiáticas marcam ainda pouco a sua presença", lembra. "Esta tendência irá inverter-se num futuro próximo, pelo que estaremos muito atentos à qualidade do serviço que prestamos no sentido de continuar a garantir a nossa presença nos ‘rankings' nos próximos anos".

‘Rankings' são um resultado,  não um objectivo
A aparecer pela segunda vez no topo da hierarquia mundial da formação de executivos, a EGP-UPBS surge na 64ª posição no ‘ranking' FT para a formação feita à medida das empresas. "Apostamos numa estratégia de especialização na formação para executivos de excelência que tem sido bem-sucedida pela nossa proximidade às empresas, pela nossa flexibilidade e dinamismo e inovação no desenho dos nossos programas", aponta Ana Paula Serra, ‘vice dean' da escola de negócios da Universidade do Porto e responsável pelo pelouro da formação de executivos.

"A presença nos ‘rankings' é importante e, por isso, queremos continuar a melhorar, ano a ano, a nossa posição, bem como alargar a nossa presença a outros ‘rankings' internacionais conceituados", garante a dirigente. No entanto é de realçar "esse objectivo não é encarado pela EGP-UPBS como um fim em si mesmo, mas essencialmente como uma consequência natural dos processos de melhoria contínua e acreditação em que estamos envolvidos".

O que não quer dizer que estas conquistas não sejam muito valorizadas pelas escolas de negócios portuguesas. "Embora não sejam o objectivo primordial da Escola, os ‘rankings' são um barómetro fundamental relativamente à nossa progressão e à qualidade daquilo que fazemos", defende José Ferreira Machado, director da Nova SBE. "Tendo em consideração que os ‘rankings' são construídos com base na opinião dos nossos alunos e das empresas que são nossas parceiras, eles constituem um ‘feedback' muito importante sobre o trabalho da Nova", explica.

No futuro próximo, os olhos estão postos no topo, numa subida constante e estruturada num esforço constante de internacionalização. Nadim Habib fala da expansão ao Brasil, na sequência do que a Nova fez em Angola e Moçambique, enquanto Luís Cardoso, da Católica-Lisbon, realça que as escolas portuguesas, geralmente esquecidas nas considerações a nível global, conseguem melhores resultados que as da maioria dos países na União Europeia. "A nossa ambição será de continuar a evoluir ainda mais neste processo de afirmação internacional", acredita.

fonte:http://economico.sapo.pt/

02
Jun12

Aveiro e Nova de Lisboa no ranking das melhores universidades com menos de 50 anos

adm
A Universidade de Ciência e de Tecnologias de Pohang, na Coreia do Sul, é a primeira doranking das melhores universidades com menos de 50 anos. Portugal está no top 100 com as universidades de Aveiro e Nova de Lisboa.

É a primeira vez que o Times Higher Education (THE) faz uma listagem das universidades que não são centenárias, mais precisamente, aquelas que têm menos de 50 anos. 

Seis países estão representados nos dez primeiros lugares: a Coreia do Sul, Suíça, Hong Kong, EUA, França e Reino Unido. No total marcam presença 30 países.

Portugal aparece duas vezes, a primeira em 66.º lugar com a Universidade de Aveiro e a segunda na 85.ª posição com a Universidade Nova de Lisboa.

O segundo lugar do ranking cabe à universidade suíça École Polytechnique Fédérale de Lausanne. A Universidade de Hong Kong de Ciência e Tecnologia vem em terceiro e, no total, a antiga colónia inglesa tem quatro instituições no top 50.

O top 100 é dominado por escolas britânicas (20), australianas (14) e dos EUA (9). Espanha e Taiwan estão representadas por cinco instituições cada. 

A universidade mais nova é Milão-Bicocca, em Itália, fundada em 1998. As mais antigas nasceram em 1962, são as universidades de Keele, no Reino Unido, Trento, em Itália, e Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha.

No ranking global das 400 instituições, onde as universidades estão todas independentemente do ano em que foram fundadas, a sul-coreana que nesta lista aparece em primeiro está em 53.º e a suíça desce do segundo lugar para o 46.º. A Universidade de Aveiro está entre as 300 e 350, tal como a Universidade do Porto; e a Nova de Lisboa e a de Coimbra estão entre as 351 e 400.

Para fazer a lista, o THE avaliou 13 indicadores nas seguintes áreas: ensino, investigação, citações, transferência de conhecimento, actividade internacional.

fonte:http://www.publico.pt/E

02
Jun12

Ministério da Educação anuncia mais 35 mega-agrupamentos

adm
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu esta sexta-feira por terminada a segunda fase de agregações de escolas, com o anúncio de que às 115 iniciais se juntam mais 35, que já vão funcionar nos novos moldes em 2012/2013.

Manuel Esperança, do Conselho de Escolas, avisa que "já é tarde de mais" e apela ao ministério para que, "com urgência", publique a legislação necessária à preparação do novo ano lectivo e nomeie as comissões administrativas provisórias dos novos agrupamentos.

A informação sobre as novas unidade orgânicas – 37, na medida em que duas resultam de uma desagregação – foi transmitida quinta-feira às direcções regionais da Educação para que contactassem as escolas e autarquias, informa o MEC, através do gabinete de imprensa. Na nota enviada, adianta que nesta segunda fase "foram apresentadas propostas e soluções inovadoras pelas autarquias, consensualizadas com os agrupamentos no respectivo município". Isso explica, diz, que "nalguns casos", pela sua "especificidade", o MEC tenha concordado que os agrupamentos ultrapassassem "o limite de alunos previamente definido".

No comunicado não é explicada a forma de organização inovadora que justifica agregações de escolas que passam a ter mais de 4000 alunos, nalguns, poucos, casos. A única desagregação verificou-se em Alter do Chão, Portalegre, onde foram autonomizados o Agrupamento de Escolas e a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural – "que tem um projecto educativo que apresenta especificidades próprias e características únicas", justifica o MEC. 

Na primeira vaga de fusões, em 2010, com Isabel Alçada como ministra da Educação, o Governo anunciou que este processo contribuiu para a redução de 5000 docentes. Esta redução, no ano lectivo de 2010/2011, conforme então anunciado, foi " decorrente de uma gestão mais eficaz na constituição de turmas e distribuição de horários de docência, nomeadamente através do encerramento de escolas com menos de 20 alunos e da agregação de unidades de gestão”

Nesta primeira vaga registou-se fusão de 103 unidades orgânicas em 86 agrupamentos


"Amplo diálogo", diz tutela

Apesar de se manterem várias acções de protesto em relação à primeira fase das agregações conduzida por Nuno Crato , o ministério reitera que "o processo ocorreu através de um amplo diálogo em que a maioria dos intervenientes manifestou o seu acordo" e que "os agrupamentos criados têm uma dimensão racional e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis".

Manuel Esperança, que preside ao Conselho das Escolas, um órgão consultivo do MEC, voltou ontem a manifestar a sua preocupação. Não aceita como válido o argumento do ministério, de que a segunda fase do processo de agregação ocorre "quase dois meses antes do que aconteceu em 2010" e que, por isso, "está assegurada uma preparação atempada e tranquila do ano lectivo de 2012/2013". "Não se compara: basta dizer que nesta altura não conheçamos ainda a nova estrutura curricular e que andamos a fazer contas com base numa matriz que ninguém entende, para se perceber que a situação é completamente diferente", diz ao PÚBLICO. 

O presidente do Conselho de Escolas acrescenta que "ainda não está em causa a abertura das portas das escolas, em Setembro", mas sublinha que "a qualidade da preparação do novo ano lectivo está a ser francamente prejudicada". Nos novos agrupamentos ainda se aguarda a nomeação das comissões administrativas provisórias, que farão a articulação entre as escolas que ainda não estão a trabalhar em conjunto.

Na nota enviada, o ministério recorda que todos os novos agrupamentos – em número não divulgado – estarão formados no início de 2013/2014.

fonte:http://www.publico.pt/E

02
Jun12

Vagas no ensino superior excederam em 13% a procura

adm
As vagas nas licenciaturas são 13% superiores ao número de estudantes que se candidataram às universidades e politécnicos.

Os dados dizem respeito ao ano lectivo passado e fazem parte de um relatório encomendado pelo Conselho de Reitores das Universidade Portuguesas (CRUP) que será a base para um debate sobre a racionalização da oferta formativa no ensino superior. O documento mostra ainda a existência de vagas em excesso em 80% das áreas de estudo.

Em 2011 foram disponibilizadas 53.500 vagas para os ciclos de licenciatura e mestrado integrado, tendo sido registadas 46.642 candidaturas, na primeira fase, revela o relatório, que foi elaborado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). A taxa de ocupação correspondente à percentagem de vagas ocupadas com os estudantes matriculados foi, assim, de 69,79%, revela o mesmo estudo.

A caracterização do ensino superior, no documento a que o PÚBLICO teve acesso, traça um retrato extenso da oferta formativa nas universidades e politécnicos, quer públicos, quer privados. Ao longo de mais de 600 páginas a A3ES analisa 71 áreas de estudo e conclui que em 80% delas existe excesso de oferta.

Em 2011, o rácio entre os candidatos em primeira opção e as vagas – o chamado "índice de força" – foi inferior à unidade (0,87), já que houve menos candidatos que vagas. Esse fenómeno é mais sentido nas instituições do interior – as universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Interior, Évora e Algarve tiveram uma procura inferior à oferta, ainda que tenham vindo a atingir taxas de ocupação acima da média do sistema, no final do concurso de acesso. 

Já as universidades do Minho, de Coimbra e de Aveiro registam índices de força superiores à unidade. Mas a procura e a oferta estão particularmente concentradas nas instituições de ensino das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, revela o documento.

Esse desajuste geográfico é um de problemas detectados pela A3ES, que aponta também uma maior preferência dos candidatos pelas universidades em detrimento dos institutos politécnicos e o facto de existir um conjunto de cursos que não registaram qualquer candidatura.

Nas conclusões do estudo, a A3ES aponta que "a evolução recente do sistema de ensino superior em Portugal processou-se, no entanto, face a uma quase ausência de regulamentação eficaz por parte do Estado". Daí resultou a criação de uma rede de ensino "que necessita de racionalização", em particular numa situação em que o número de candidaturas dos alunos mostra "tendência a diminuir" e em que as dificuldades económicas apontam para a "necessidade de uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis". 

Este diagnóstico foi encomendado pelo CRUP, que quer ter "uma visão global" do sistema de ensino superior para basear a discussão em torno da racionalização da rede, diz o presidente daquele órgão, António Rendas. "Esta é um tema que precisa de ser debatido de forma aberta", entende aquele responsável. 

Em Espanha, por exemplo, o Governo está a estudar a fixação de um número mínimo de estudantes por curso. O ministro da Educação, José Ignácio Wert, defendeu um "patamar de eficiência mínima" com um valor médio de 55 alunos por curso, mas algumas autonomias levam o processo mais avançado: na Galiza há um mínimo de 45 a 50 alunos por curso e a Catalunha impôs uma medida semelhante, acabando com 160 mestrados que tinham menos de 20 estudantes. 

 

Mas, antes de avançar com propostas, o CRUP vai esperar pelos resultados de um outro estudo sobre a adequação da oferta formativa no superior, encomendado à Associação Europeia de Universidades (EUA), que deve estar pronto em Setembro. Para António Rendas, depois da caracterização do sector, falta agora "um olhar de fora" sobre a realizada das universidades e politécnicos nacionais e é isso que está a ser feito por uma equipa de peritos que inclui o antigo reitor da Universidade de Lausanne e ex-presidente da EUA, Jean-Marc Rapp, Howard Davies, da London Metropolitan University, e o antigo reitor da Universitat Autónoma de Barcelona, Carles Solà.O relatório da A3ES foi entregue ao Ministério da Educação e Ciência e está a ser analisado, avança fonte do gabinete do ministro da Educação, Nuno Crato, devendo servir de base às soluções que o Governo está a estudar em matéria de racionalização da oferta formativa no superior. 

António Rendas sublinha, por isso, a sintonia entre o executivo e os reitores. "Estamos todos muito atentos a esta situação", garante o presidente do CRUP, adiantando também que o estudo está a ser discutido internamente naquele organismo.

fonte:http://www.publico.pt/

01
Jun12

Custo por aluno no secundário é 50% maior que no superior

adm

Reitores usam indicador para classificar a “vergonha” do desinvestimento. Financiamento caiu 45% em seis anos.

O investimento do Estado por cada aluno do ensino básico e secundário é superior em mais de 50% àquele que é feito por cada estudante universitário. Este é apenas um principais indicadores que os reitores identificam para demonstrar a situação de sub-financiamento do ensino superior, que não hesitam em classificar como "uma vergonha." Contas feitas, o investimento público no sector estará hoje 45% abaixo do que se verificava em 2006.

Um aluno do superior representa hoje menos 1.957 euros de financiamento anual por parte do Estado do que um aluno do básico ou secundário. De acordo com o Orçamento do Estado de 2012, em média, um universitário custa 3.461 euros por ano. Já um aluno do 2º ciclo do básico ou do secundário, seja no público ou no privado, é financiado em 5.418 euros, segundo dados publicados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no estudo "O Estado da Educação", de 2011.

A diferença diminui quando comparado o financiamento entre um estudante do superior com um aluno do 1º ciclo, mas ainda assim é inferior. Segundo o CNE, no 1º ciclo o custo é de 3.815 euros, mais 354 euros do que no superior.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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