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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

Tudo sobre a educação em Portugal

Educação

20
Nov11

Adultos abandonam estudos de novo por falta de dinheiro

adm

Muitos adultos estão a abandonar os estudos pela segunda vez na vida porque já não conseguem suportar as despesas. No ensino superior privado é neste segmento que mais se notam os efeitos da crise.

O ISLA Campus Lisboa perdeu metade dos alunos com mais de 23 anos. O director-geral, Nelson Brito, sabe que a perda de rendimento e o desemprego estão na base do fenómeno.

«Noto uma maior dificuldade em cumprirem prazos de pagamento das propinas mensais e noto uma dificuldade ainda maior na população estudantil dos maiores de 23 anos, pessoas que já trabalham», afirma.

«Pelo facto de ter aumentado o desemprego, têm hoje menores condições para continuarem os seus estudos», observa o responsável pelo antigo Instituto Superior de Línguas e Administração, hoje integrado numa rede internacional.

«Perante a situação de agravamento no seu emprego e de diminuírem as deduções fiscais com educação, as pessoas estão mais renitentes em tomar a decisão de vir estudar novamente», observa.

Nelson Brito diz que a internacionalização do ISLA permite compensar a perda dos trabalhadores estudantes através de alunos que entram directamente do 12.º ano, mas a situação está longe de corresponder às expectativas: «Devíamos estar a crescer e não conseguimos porque perdemos 50 por cento dos alunos que já trabalham».

Os atrasos nos pagamentos das bolsas também não ajudam. A instituição está abrangida pelo programa de bolsas do Estado. Habitualmente tem 150 pedidos de bolsa de Acção Social e ainda não sabe quantas vai perder.

Dos alunos vão chegando avisos: «Dizem que dificilmente continuarão a estudar connosco se não receberem a bolsa».

As propinas nos estabelecimentos privados rondam os 3.000 a 3.500 euros.

Outras instituições contactadas pela Lusa ainda não querem assumir perdas, mas reconhecem que há cada vez mais estudantes a pedir flexibilidade no pagamento.

A Universidade Católica diz que procura dar resposta a esta realidade, mas escusa-se a avançar dados sobre a dimensão do problema. Reconhece, porém, que até ao fim ano haverá mais desistências.

Na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), no centro da cidade, estudam muitos trabalhadores. O director da Administração Escolar, Reginaldo Almeida, diz que perdas de alunos via 12.º ano são por vezes compensadas pelo contingente dos maiores de 23 anos.

Mas há o reverso da medalha – 'Um crescente número de alunos com mensalidades em atraso'.

A redução das bolsas e as crescentes dificuldades financeiras obrigam a UAL a ter hoje «uma política de Acção Social mais alargada».

Ainda não estão conferidos todos os resultados dos processos para atribuição de bolsa, mas o director admite que possa ter reduções na ordem dos 30 por cento, ao abrigo do programa da Direcção-Geral do Ensino Superior que envolve os privados.

Para evitar o abandono, a UAL está a adoptar planos e condições de pagamento que em anos anteriores «não eram necessários».

O presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado não tem dúvidas de que muitas destas situações vão acabar em desistência.

«Algumas instituições sentem cada vez mais pressão por parte dos estudantes para encontrar soluções novas para os problemas que eles estão a enfrentar», conta João Redondo.

«É preciso uma solução geral e não de cada instituição para esta gente poder continuar a estudar», defende, antevendo que este ano haverá mais alunos com dificuldades e a abandonar os estudos por motivos financeiros.

Diz que ainda não se pode falar numa «hecatombe», mas admite que em 80 a 85 por cento dos casos de abandono, os motivos apontados são dificuldades no pagamento das propinas.

O IADE e o IPAM, institutos do mesmo grupo para as áreas de design, marketing e publicidade, confirmam que os adultos que procuram uma segunda oportunidade serão os mais afectados.

fonte:Lusa/SOL

19
Nov11

Reestruturação da rede de ensino poderá levar à eliminação de mais cursos

adm

O Ministério dos Negócios Estrangeiros admitiu hoje que há “várias centenas de alunos” no estrangeiro sem aulas de português e que a reestruturação da rede de ensino, em preparação, poderá levar a cortes de mais cursos.

 

"Confirma-se que várias centenas de alunos estão a ser atingidos por medidas de natureza orçamental que nos estão a impedir de substituir professores, obrigando-nos igualmente a suprimir alguns horários", disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Miguel Guedes, em resposta escrita à Agência Lusa.

Os sindicatos de professores de português no estrangeiro adiantaram recentemente que o Governo decidiu mandar regressar às escolas de origem em Portugal 50 professores deslocados no estrangeiro e estimam que esta medida deixe 5 mil alunos sem aulas até ao fim do ano.

Confrontado com estes dados, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse, na quarta-feira no parlamento, que há substituições que não foram renovadas por falta de dinheiro, sem quantificar o número de alunos afectados.

Na resposta escrita à Lusa, o porta-voz do MNE explicou que na origem desta situação estão além de "factores de natureza económica", o "deficiente planeamento" do actual ano lectivo que, segundo Miguel Guedes, "não teve em consideração o impacto dos gastos do primeiro semestre de 2011 no ano lectivo de 2012/2013".

O responsável do MNE adiantou que a rede de cursos será reestruturada e que a "fase de transição para o novo modelo", que o MNE está a preparar, "será condicionada por dificuldades que naturalmente atingirão alguns alunos em vários países".

"A rede de cursos deverá ser completamente reestruturada, passando a apoiar-se de forma mais clara as experiências de ensino integrado e as instituições que estejam a desenvolver projectos pedagógicos inovadores e que sirvam comunidades com dimensão significativa. Desta forma, poderão vir a ser eliminados horários em locais em que se verifique menor envolvimento das comunidades na vida escolar", referiu.

A reforma do ensino passará assim, segundo o MNE, pelo incentivo à integração do ensino nos sistemas educativos dos países de acolhimento das maiores comunidades, pelo estabelecimento de parcerias com associações e escolas privadas, pela criação de mecanismos de certificação e pelo desenvolvimento do ensino b-learning (sistema misto de ensino presencial e à distância).

O Governo propõe-se ainda iniciar "novas acções de apoio directo" ao ensino promovido em escolas privadas, associativas e públicas em países não cobertos pela actual rede como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Venezuela.

"A eliminação progressiva da diferença de tratamento entre as comunidades de alguns países da Europa e as de fora da Europa será um aspecto marcante", sublinhou Miguel Guedes.

Segundo o porta-voz do MNE, "este será um momento decisivo para o movimento associativo e os políticos de origem portuguesa assumirem, articuladamente com o Governo, a prioridade da educação, juntando esforços e recursos de forma a melhor servir as crianças e jovens interessados na aprendizagem da língua".

fonte:http://www.publico.pt/E

19
Nov11

"Acabar com a história e a geografia no 3º ciclo só por cima do meu cadáver", diz Crato

adm

O ministro da Educação, Nuno Crato, garante que o Governo não vai acabar com as disciplinas de História e Geografia no 3º ciclo do ensino básico.

"Só por cima do meu cadáver. Do nosso cadáver. Do vosso [deputados] cadáver", afirmou Nuno Crato durante o debate na especialidade do orçamento do Ministério para 2012, referindo-se a especulações vindas a público sobre a fusão das duas disciplinas numa só, que reproduz o modelo seguido no segundo ciclo.

"Ainda não estamos a anunciar medidas. Temos falado muito pouco. Os outros é que especulam muito", acrescentou, adiantando que na altura própria serão anunciadas as decisões sobre a reforma curricular, depois de serem ouvidas as associações representativas do sector.

Ministro admite acabar com limite à autonomia

Nuno Crato admitiu ainda acabar com o artigo (42º) da proposta de lei do Orçamento do Estado que limita a autonomia das instituições universitárias.

O artigo em causa, muito contestado pelos reitores das universidades, impõe "limites à prática de actos, pelos órgãos próprios das instituições de ensino superior públicas, que determinem a assunção de encargos financeiros com impacto nas contas públicas". Em causa estão actos como "o recrutamento de trabalhadores, incluindo pessoal docente e de investigação; a celebração de contratos de aquisição de serviços de consultadoria e assessoria técnica; e valorizações remuneratórias dos trabalhadores em funções públicas e outros servidores daquelas instituições".

Falando na comissão parlamentar onde está a ser discutido o Orçamento para 2012, Nuno Crato admitiu ainda reescrever o artigo 43, que estipula que o recrutamento de "trabalhadores docentes ou investigadores" tem de ser autorizado previamente pelos ministros da Educação e Finanças. Esta autorização está ainda dependente, segundo o mesmo artigo, da "existência de relevante interesse público no recrutamento, ponderada a evolução e a eventual carência dos recursos humanos no sector de actividade a que se destina o recrutamento" e da "demonstração de que os encargos com os recrutamentos em causa estão previstos nos orçamentos dos serviços a que respeitam". A proposta de OE/2012 determina ainda que este recrutamento não ponha em causa "o cumprimento das medidas de redução mínima, de 2%, de pessoal".

"Não temos obstáculos a trabalhar com os deputados", disse o ministro da Educação.

Na sua intervenção inicial, Nuno Crato já tinha garantido que iria manter o actual Regime Jurídico das Instituiçoes do Ensino Superior (RJIES) de modo a garantir a autonomia no recrutamento de novos docentes.

O grupo parlamentar do PS entregou já também uma proposta no sentido de eliminar esta restrição.

fonte:http://www.publico.pt/

19
Nov11

Escola de Benavente proíbe crianças de almoçar na cantina por mau comportamento

adm

A direcção do Agrupamento de Escolas do Porto Alto (Benavente) proibiu seis crianças entre os seis e os nove anos de almoçar na cantina da escola, durante dois dias, como castigo por mau comportamento, o que deixou os pais indignados.

 

“Informo que o aluno se portou mal no trajecto da cantina para a escola, não obedecendo à auxiliar e correndo no meio da estrada, por este facto fica sem poder comer na cantina na próxima segunda e terça-feira, segundo ordens do conselho directivo”, lê-se na caderneta das crianças, assinada pelas respectivas professoras, a que a agência Lusa teve acesso. 

“Aceito que castiguem o meu filho, mas não desta forma. Podem proibi-lo de ir ao intervalo, obrigá-lo a fazer trabalhos extras, mas retirar o almoço a uma criança de sete anos não é pedagógico nem castigo que se dê”, disse à Lusa, revoltado, um dos pais de uma das crianças envolvidas. 

A situação que originou o castigo ocorreu a 4 de Novembro no regresso à escola EB 1, depois de as crianças terem almoçado na EB 2,3 do Porto Alto. O percurso, de cerca de 300 metros, é feito diariamente a pé, mais do que uma vez, por perto de 70 crianças, para irem almoçar ou frequentar as actividades de enriquecimento curricular. 

Nesse dia, um grupo de crianças ‘fugiu’ das auxiliares e só parou na EB 1. Como castigo, a direcção do Agrupamento de Escolas do Porto Alto decidiu enviar um recado na caderneta dos alunos – através das professoras – a avisar os pais de que na segunda e na terça-feira seguintes as crianças estavam impedidas de almoçar na escola. 

“Os pais ficaram indignados e revoltados com esta decisão. Não faz sentido nenhum aplicar um castigo destes. Nesses dois dias, tive de ir à escola buscar o meu filho para almoçar em casa”, disse outro encarregado de educação que também preferiu manter o anonimato. 

Contactada por várias vezes, a directora do Agrupamento de Escolas do Porto Alto, Maria de Fátima Borges, fez saber, através de funcionários da escola, que não prestaria declarações. 

A Associação de Pais do Agrupamento de Escolas do Porto Alto (APAEPA) assume ter conhecimento do caso, mas refere que, até ao momento, ainda não recebeu qualquer reclamação por parte dos encarregados de educação. “É uma situação melindrosa e da inteira responsabilidade da direcção do agrupamento, mas não nos parece correcto nem pedagógico qualquer medida correctiva que leve à retirada do almoço às crianças”, disse o vice-presidente da APAEPA, Luís Gonçalves. 

A vereadora da Educação da Câmara de Benavente, Gabriela Santos, preferiu “não comentar” a decisão da direcção do agrupamento, salientando que a mesma “é soberana e autónoma nas decisões que toma, até porque tem um regulamento interno”. 

No ano lectivo anterior os alunos tinham transporte assegurado entre os dois estabelecimentos de ensino através de uma parceria entre a Associação de Pais do Porto Alto e a Câmara de Benavente. 

A vereadora referiu que, neste momento, estão a decorrer conversações, em conjunto com a associação de pais do Porto Alto, para que o transporte volte a ser outra vez uma realidade ainda no decorrer deste ano lectivo.

fonte:http://www.publico.pt/E

14
Nov11

Governo promete tudo fazer pela autoridade dos professores

adm

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar colocou-se hoje ao lado dos professores na defesa da disciplina na escola e prometeu um novo estatuto do aluno até à primavera para entrar em vigor no próximo ano lectivo.

 

“Aqueles que são professores que saibam que nós lhes reconhecemos autoridade e que tudo faremos para que ela volte a estar na linha da frente das preocupações de todos, pois só assim poderemos dignificar e dar valor social à educação”, disse João Casanova de Almeida, em Lisboa, durante a cerimónia de entrega dos “Prémios de Reconhecimento à Educação”, promovidos pela iniciativa privada.

No final, o governante afirmou à agência Lusa que tenciona ter concluído antes da primavera o trabalho de revisão do Estatuto do Aluno, de forma a entrar em vigor no próximo ano lectivo.

Até lá, admitiu que podem ser tomadas medidas avulsas para “desburocratizar” procedimentos, no sentido de não fazer dos professores “funcionários administrativos”.

Sem querer avançar pormenores por se tratar de matéria ainda em fase de estudo, Casanova de Almeida indicou que o objectivo é equilibrar os direitos e deveres dos diferentes elementos da comunidade educativa.

“Não podemos alicerçar um documento como o estatuto muito mais baseado em direitos do que em deveres”, declarou.

À semelhança dos professores, o governante considera que os pais devem ser responsabilizados.

O Governo pretende transmitir que a responsabilidade “não é solteira”.

Os pais, indicou, têm “de dar valor social à educação”.

Para o secretário de Estado, é exactamente nos momentos de crise que deve ser entendida a importância da Educação como um bem.

“Se o Estado tem à disposição de toda a população recursos para que seja garantida a sua Educação, não pode deixar de ser responsabilizado cada um dos intervenientes”, declarou.

João Casanova de Almeida entregou hoje alguns dos prémios que, este ano, distinguiram Óbidos como o melhor município para se estudar, lugar conquistado por Oeiras no ano passado.

No âmbito da estratégia de reordenamento dos estabelecimentos de ensino existentes, foram encerradas 24 pequenas escolas isoladas, com poucos alunos e sem cantina ou biblioteca.

O município destacou-se na construção de um novo modelo educativo, investindo na construção e gestão de novos complexos escolares e requalificação de jardins de infância, abrindo uma rede de creches, em simultâneo.

Vários outros galardões foram atribuídos a projectos desenvolvidos em escolas do todo o país, ao nível da inovação pedagógica, comunidade e parcerias, quadros de excelência e de valor, ambiente e sustentabilidade e prevenção da saúde pública.

fonte:http://www.publico.pt/

14
Nov11

Governo vai converter parte dos Centros Novas Oportunidades

adm

O Governo vai redireccionar a rede de Centros de Novas Oportunidades e parte do seu financiamento para o Ensino Profissional, mantendo apenas alguns destes centros com as actuais funções e com financiamento limitado aos que tiverem melhores notas.

De acordo com dados do Ministério da Economia, a que a Lusa teve acesso, o Executivo pretende transformar estes Centros de Novas Oportunidades (CNO) em Centros Nacionais para o Ensino Profissional, no âmbito de um plano mais vasto para apostar no ensino profissional, que elege como "uma nova prioridade" em Portugal.

Mas nem todos os CNO serão transformados. Aqueles que se irão manter, sendo que a dimensão da rede ainda não está definida, continuarão com as mesmas funções de diagnóstico, encaminhamento, validação e certificação de competências, e ainda a formação para adultos que vinha sendo feita, no entanto, o financiamento que será dado a estes centros será mais limitado.

O Governo estipulou um limite de 50 milhões de euros de financiamento através do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) - que faz parte do QREN e tem financiamento comunitário -, tendo o concurso para o financiamento entre 01 de Janeiro e 31 de Agosto dos Centros de Novas Oportunidades valores mais reduzidos que o normal, de forma a poupar recursos para investir a partir de Setembro no ensino profissional.

As entidades que promovem os CNO terão de apresentar candidaturas para aceder ao financiamento do POPH, e terão acesso a este financiamento os Centros com melhor nota na sua candidatura até ao limite de fundos disponível.

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, já havia dito durante a sua intervenção no primeiro dia do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2012 no Parlamento que iria ser feita uma aposta no ensino profissional, anunciando uma reestruturação na Agência Nacional para a Qualificação que veria acrescentado no seu nome e nas suas competências também o Ensino Profissional.

O Executivo pretende que estas mudanças se efectivem já no próximo ano lectivo, 2012-2013, e para estudar estas mudanças, incluindo a reorganização da rede de Centros de Novas Oportunidades, o Governo já criou um grupo de trabalho com membros do Ministério da Economia, Ministério da Educação e da Agência Nacional para a Qualificação.

Este grupo terá de pensar como estruturar e organizar o ensino profissional e a forma como este se terá de articular com a oferta que já existe, incluindo o Sistema de Aprendizagem.

fonte:http://www.dn.pt/in

14
Nov11

Universidades vivem em "asfixia burocrática", diz Reitor

adm

António Sampaio da Nóvoa critica a "asfixia democrática" actual e faz um apelo ao Governo: "deixem-nos em paz, deixem-nos trabalhar".

António Sampaio da Nóvoa disse hoje que o contrato de confiança assinado com o anterior Governo não vai ser cumprido. "Na actual situação das universidades, os objectivos do Contrato de Confiança não podem evidentemente ser atingidos", declarou Nóvoa no "Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa", na Universidade de Lisboa (UL).

O reitor da UL afirmou também que as universidades sofrem de uma "asfixia burocrática" que pode pôr em risco a transmissão de conhecimento para a sociedade. O Contrato de Confiança acompanhava as metas da Estratégia da União Europeia 2020 e previa o aumento do número de alunos nas instituições de ensino superior, mas também vinculava o Estado a transferir mais fundos para as universidades. Perante um cenário de cortes orçamentais, o Contrato de Confiança parece agora ficar sem efeito.

"Há um emaranhado burocrático que pode ser asfixiante para as universidades", critica também António Sampaio da Nóvoa. "É uma verdadeira insanidade que coloca em causa as zonas mais dinâmicas da universidade", acrescenta. O reitor da UL pede que "definidas as regras sobre a organização dos cursos, sobre a avaliação e a acreditação, deixem-nos em paz, deixem-nos trabalhar".

Sampaio da Nóvoa apelou ainda a uma reorganização da rede das instituições do ensino superior e dos cursos para criar a "massa crítica que permita às instituições ter a ciência e o ensino e que possam competir a nível europeu". O reitor sublinhou que "esta malha de universidades não está ao nível de responder aos desafios do século XXI".

Este apelo foi secundado por Adriano Moreira, professor universitário da Universidade Técnica de Lisboa, que participou também no Fórum e que declarou que ""reorganizar a rede vai exigir sacrifícios". O reitor da Universidade de Coimbra (UC), que falava no mesmo painel de António Sampaio da Nóvoa, frisou que "as universidades já só dependem em 50% das transferências do Estado". Mesmo assim, segundo João Gabriel Silva, "o Estado não tem e não vai ter dinheiro para manter o sistema universitário". Resta às universidades encontrar financiamento alternativo, seja dentro do país, seja recorrendo a fundos comunitários, defende o reitor da UC.

fonte:http://economico.sapo.pt/

14
Nov11

Ministro da Economia diz que é preciso mais do que "distribuir diplomas"

adm

Álvaro Santos Pereira diz que haverá uma nova aposta no ensino profissional.

O CDS atacou hoje o programa Novas Oportunidades, dizendo que foram uma "oportunidade perdida" e que representaram uma "inflação do grau académico" de grande parte da população mas o Ministro garantiu que haverá uma nova aposta no ensino profissional.

O deputado do CDS, Raul Almeida, referiu que há muitos portugueses que concluíram o 9º ano através do programa que "não sabem ler nem escrever". Já o ministro salientou que o Executivo quer incentivar o ensino profissional e que, "mais do que distribuir diplomas" é preciso formar verdadeiramente jovens e adultos, de forma orientada para o mercado de trabalho.

fonte:http://economico.sapo.pt

09
Nov11

Greve dos professores desconvocada, aulas recomeçam quinta-feira - sindicato

adm

"Acabámos de sair de uma reunião com o Governo e chegámos a acordo", disse Luís Nancassa esta noite à Agência Lusa, acrescentando que o executivo se "comprometeu em cumprir com todas as reivindicações dos professores".

Por isso, o dirigente sindical apelou a todos os professores para que regressem às aulas já na quinta-feira.

fonte:@ Agência Lusa

09
Nov11

Universidade de Coimbra pode fechar em 2013

adm

O Reitor da Universidade de Coimbra afirmou hoje que a instituição encerrará em 2013 se o Governo continuar os cortes orçamentais.

"Este corte para 2012 deixa-nos no absoluto limiar de funcionamento com um mínimo de dignidade, mas sem margem nenhuma. Em 2013 um corte equivalente ao de 2012 fecha a Universidade de Coimbra", afirmou, à margem da cerimónia de tomada de posse do director da Faculdade de Economia, José Reis.

Em declarações à agência Lusa, João Gabriel Silva disse não ser compreensível que o Governo introduza idênticos cortes orçamentais em sectores que geram défice, e em sectores que não geram défice como acontece com o ensino superior em Portugal.

"As universidades actualmente, como a Universidade de Coimbra, só pagam metade dos seus custos com as transferências do Orçamento de Estado, e não podemos ser tratados da mesma forma que outros sectores que apenas geram buracos orçamentais", sublinhou.

Para João Gabriel Silva, esta situação assume contornos mais graves com uma proposta incluída no Orçamento do Estado para 2012 que é "o quase fim da autonomia universitária", e que irá condicionar a capacidade de angariar receitas externas.

"Se nos retiram autonomia e nós não conseguimos angariar receita isso vai agravar o défice. Nós temos de ir à luta todos os anos", para reunir os montantes financeiros, "que são já superiores às transferências do OE", para poder funcionar, acentuou.

Para João Gabriel Silva, "se não dão o peixe, mas também não deixam utilizar a cana de pesca" para que cada instituição possa "arranjar o seu próprio peixe", o ensino superior vai gerar um buraco orçamental que não gera há décadas.

"O Estado vai ter um problema onde não o tinha por nos manietar. Esperamos que haja a clarividência e sensatez para retirar essas limitações" à autonomia universitária, sustentou.

Na sua perspectiva, pode-se colocar a questão "se a boa gestão é bem vinda em Portugal", "se o Governo tem capacidade e interesse em distinguir as situações, ou se trata tudo por igual", a boa e a má gestão.

"Temos de saber, e o Governo tem de saber, se é tudo por igual. Se não fizer distinções não vejo esperança para o país", concluiu.

O reitor da Universidade de Coimbra referiu que a sua instituição sofre no próximo ano um corte de 20 milhões de euros num montante de transferências que se situava nos 80 milhões de euros. Oito milhões de euros são cortes directos de funcionamento, e 12 milhões pela retirada dos subsídios aos funcionários.

fonte:http://economico.sapo.pt

 

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