31
Jul 11

Governo ainda não decidiu futuro do Magalhães e do programa e.escola

O Ministério da Educação e Ciência ainda não decidiu se vai continuar com os programas e.escola e e.escolinha, que permitiam o acesso de alunos e professores a computadores e ligações de Internet a custo reduzido ou gratuitamente.

 

Contactado pelo PÚBLICO, o ministério afirmou apenas que "estas questões ainda estão a ser avaliadas", escusando-se a dar mais pormenores e a esclarecer se os computadores Magalhães encomendados pelo anterior Governo já foram todos entregues ou se esse processo terá de se estender pelo ano lectivo que começa em Setembro.

Os computadores do e.escola eram desde 2007 distribuídos, com ligações portáteis de banda larga, pelos três operadores de telecomunicações e destinavam-se a alunos do 5.º ao 12.º anos. O e.escolinha arrancou um ano depois com os portáteis Magalhães, dirigidos ao ensino básico e produzidos pela JP Sá Couto, com base num modelo da multinacional Intel.

O presidente do conselho de administração daquela empresa, Jorge Sá Couto, afirmou ao PÚBLICO, por e-mail, que "ao abrigo do concurso público internacional que a JP Sá Couto venceu, poderá ainda fornecer equipamentos que preenchem o próximo ano escolar". 

O Governo socialista lançou no ano passado um concurso público internacional para a distribuição de 250 mil portáteis aos alunos do 1.º ciclo, no valor de 50 milhões de euros (mais IVA), 45 milhões dos quais suportados pelo Orçamento de Estado. À JP Sá Couto acabou por ser adjudicado um lote de 94.421 computadores. Os restantes portáteis, divididos em dois lotes, foram entregues às empresas Prológica Sistemas Informáticos e Prológica Solutions (que fizeram com a JP Sá Couto parte do consórcio responsável pelos primeiros Magalhães), embora todos os portáteis sejam iguais e fabricados pela empresa de Matosinhos.

Questionado sobre o número de computadores entregues no ano lectivo passado, o ministério disse não estar em condições de dar essa informação e a JP Sá Couto não respondeu em tempo útil. A distribuição completa ainda durante o ano lectivo de 2010-11 foi uma meta traçada tanto pelo Governo como pela empresa. 

O actual ministro da Educação, Nuno Crato, já se mostrara, antes de assumir a pasta, pouco favorável à introdução de computadores nas escolas. Em Setembro de 2007, num artigo de opinião no Expresso intitulado "Computadores contra o ensino", Crato, então presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, escreveu que "é bom usar computadores, mas é perigoso deslumbrarmo-nos e julgar que eles vão resolver os problemas básicos do ensino".

fonte:http://www.publico.pt/

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Ministério suspende novas turmas para adultos

Por causa do adiamento, há mais professores sem componente lectiva. E, por falhas na informação, está instalada a confusão .

 

As escolas só poderão abrir novas turmas dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) quando estiver garantido o financiamento por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que gere o financiamento oriundo do Fundo Social Europeu, confirmou ontem o Ministério da Educação e Ciência.

"Haverá novas turmas quando houver financiamento, o que acontecerá ainda este ano lectivo, mas não já", garantiu ao PÚBLICO a assessora de imprensa do MEC. Esta informação já está a ser divulgada pela Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo (DRLVT), mas ainda não chegou a escolas de outras regiões do país.

Nos cursos EFA estavam inscritos, no ano passado, cerca de 78 mil pessoas. Por causa de uma nova circular da DRLVT, vários directores e professores acreditaram que podiam avançar para a abertura de novas turmas. Agora a confusão parece instalada.

O primeiro comunicado da DRLVT foi feito na quarta-feira. Precisamente o último dia do prazo dado às direcções de escolas e agrupamentos para indicarem à Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) quais os professores sem componente lectiva no próximo ano - depois de conhecido o número de alunos inscritos e os respectivos cursos. 

"Aqui na escola já tínhamos tudo apurado quando chegou a informação de que não abririam para já as novas turmas dos cursos EFA - foi um momento de forte impacte emocional, porque de um momento para o outro, sem que nada o fizesse prever, mais dois professores ficaram com horário zero e obrigados a concorrer para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva (DACL)", descreveu ontem, em declarações ao PÚBLICO, José António Sousa, director da Escola Secundária D. Dinis, de Lisboa. 

Ao fim do dia de anteontem viveu-se um segundo momento de confusão, graças a uma segunda nota da DRLVT em que se informava que "as ofertas de dupla certificação de jovens e adultos integrados no Sistema Nacional de Qualificações (CEF, EFA, cursos profissionais e formações modulares certificadas) não sofrerão qualquer alteração para o próximo ano lectivo, face ao que estava planeado". No blogue de Paulo Guinote, por exemplo, a afirmação foi interpretada como um recuo do Governo e José António Sousa admite que o mesmo tenha acontecido em vários estabelecimentos de ensino.

"Num primeiro momento, eu próprio pensei que era assim", admite o director da Secundária D. Dinis que, depois de pedir um novo esclarecimento, foi informado pela DRELVT de que não havia alterações "em termos de matéria curricular, mas que as escolas deveriam continuar a aguardar autorização para abertura de novas turmas e afectação de recursos humanos nos casos dos cursos de EFA". 

Apesar de não dispor de mais informação, José António Sousa disse-se convicto de que não se trata de acabar com os cursos, mas de um mero adiamento que, se ficar resolvido até meados do mês, "permitirá recuperar os professores agora dispensados". Só na Secundária D. Dinis estão inscritos cerca de cem alunos para novas turmas.

"Manda o bom senso que só se abram primeiras turmas depois da candidatura ser aprovada", comenta Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares.

fonte_:http://www.publico.pt/

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31
Jul 11

Professores vão poder optar pela melhor classificação obtida nos ciclos já realizados

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, reuniu-se hoje com os sindicatos do sector e apresentou-lhes 7 princípios gerais de proposta de novo modelo de avaliação dos docentes. Ao sair da reunião, o dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE), uma das principais estruturas sindicais dos professores, disse aos jornalistas que o ministro se comprometeu a apresentar propostas concretas até 12 de Agosto.

Numa nota entregue aos jornalistas, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) diz querer "iniciar tranquilamente o novo ano lectivo com um novo modelo de avaliação aprovado em que os professores, directores de escola e Ministério, se revejam".

Entre os princípios hoje divulgados, o MEC garante que "ninguém será prejudicado" pelo modelo actual, já que, no final do primeiro ciclo de avaliação com o novo modelo, os docentes poderão optar pela classificação que mais lhes convier, entre as notas obtidas nos ciclos já realizados.

Por outro lado, o Ministério de Nuno Crato responde a algumas das críticas apontadas pelos sindicatos ao modelo anterior e garante que o modelo será desburocratizado, os avaliadores terão de pertencer a um escalão superior ao dos avaliados e as aulas observadas serão efetuadas por docentes do mesmo grupo disciplinar, mas exteriores à escola do professor avaliado.

Promete também mexer nos ciclos de avaliação, que serão mais longos, coincidindo com a duração dos escalões da carreira docente, e manifesta a intenção de valorizar as componentes científica e pedagógica, "tendo em vista a melhoria dos resultados escolares".

O estabelecimento de um quadro objectivo de isenções de avaliação para situações concretas e um sistema expedito para os recursos são outros princípios hoje apresentados.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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29
Jul 11

Apresentado hoje novo modelo de avaliação de professores

Representantes de mais de uma dezena de sindicatos deslocam-se hoje ao Ministério da Educação, em Lisboa, para ficarem a conhecer a proposta de modelo de avaliação de professores, que lhes será apresentada pelo ministro Nuno Crato.

Os dirigentes das principais estruturas sindicais têm vindo a exigir a suspensão do processo actualmente em vigor, também defendida pelos partidos do Governo (PSD e CDS) quando estavam na oposição, mas que agora recuaram na decisão argumentando que têm uma nova proposta. A ordem de trabalhos da reunião conjunta, que decorrerá às 15:00, inclui também a aprovação do calendário negocial que se vai seguir entre o Governo e os sindicatos para tentar chegar a acordo sobre o modelo de avaliação dos docentes do ensino básico e secundário.

A FENPROF, maior estrutura sindical do sector, já emitiu um comunicado onde, com base na convocatória da reunião, conclui que o Governo se prepara para manter o actual modelo de avaliação, mudando apenas o regulamento, opção com o qual diz discordar. No encontro participa também o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova Almeida, acrescentou fonte do Ministério da Educação.

fonte:http://www.dn.pt/

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29
Jul 11

Governo apresenta aos sindicatos nova proposta de modelo de avaliação de professores

Representantes de mais de uma dezena de sindicatos deslocam-se hoje ao Ministério da Educação, em Lisboa, para ficarem a conhecer a proposta de modelo de avaliação de professores, que lhes será apresentada pelo ministro Nuno Crato.

Os dirigentes das principais estruturas sindicais têm vindo a exigir a suspensão do processo atualmente em vigor, também defendida pelos partidos do Governo (PSD e CDS) quando estavam na oposição, mas que agora recuaram na decisão argumentando que têm uma nova proposta.

A ordem de trabalhos da reunião conjunta, que decorrerá às 15:00, inclui também a aprovação do calendário negocial que se vai seguir entre o Governo e os sindicatos para tentar chegar a acordo sobre o modelo de avaliação dos docentes do ensino básico e secundário.

A FENPROF, maior estrutura sindical do sector, já emitiu um comunicado onde, com base na convocatória da reunião, conlui que o Governo se prepara para manter o atual modelo de avaliação, mudando apenas o regulamento, opção com o qual diz discordar.

No encontro participa também o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova Almeida, acrescentpu fonte do Ministério da Educação.

fonte:Lusa

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28
Jul 11

Professores contestam exame de Biologia, Gave não subscreve

 Três itens do exame de Biologia e Geologia, realizado nesta terça-feira pelos alunos do 11º ano, são contestados pela associação de professores da disciplina.

 

A associação mantém que a prova é “equilibrada”, como afirmou no dia do exame, mas na análise mais pormenorizada que então foi prometida sustenta que existem dois itens (item 1 do Grupo I e item 8 do Grupo II) que exigem conhecimentos não contemplados nos programas da disciplina. Num outro (item 5 do Grupo III), a associação sustenta que a correcção proposta pelo Gabinete de Avaliação Educacional, o organismo que elabora os exames e fixa os critérios de classificação, “não é consensual, nem única”.

O Gave discorda. Em resposta a questões do PÚBLICO, o director deste organismo, Helder Sousa, acrescenta que estas discordâncias tinham sido comunicadas à associação na altura em que esta lhes remeteu o seu parecer. Para o Gave a alegação feita a propósito do item 5 do Grupo III é a “mais controversa” e é apenas sobre esta que descreve as razões da sua oposição. 

Para este item a associação propõe que sejam consideradas correctas duas das quatro opções propostas, em vez de só uma. O item tem na base a teoria da tectónica das placas, e questionava-se que tipo de fenómeno ocorre no arco circular formado pelas ilhas do Japão. Os critérios do Gave apontam a opção D: “convergência entre limites litosféricos oceânicos”. 

A Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia contrapõe que, “consultada a bibliografia da especialidade e auscultada a comunidade académica”, entende que “o contexto geotectónico do arco insular japonês reveste-se de uma enorme complexidade”, propondo assim que se considere também válida a opção C, onde se afirma que se trata de “uma convergência entre limites litosféricos continentais e oceânicos”.

Estas opções correspondem às que são apresentadas na versão 1 do exame. Existe uma segunda versão onde a ordenação das questões é diferente para evitar que os alunos copiem. 

Helder Sousa afirma que “o Gave não pode estar condicionado na elaboração de exames a quaisquer constrangimentos decorrentes da informação veiculada nos manuais escolares” e que a posição deste organismo se “sustenta nos pareceres técnicos dos auditores científicos que integram a equipa e, acima de tudo, em bibliografia diversificada de reconhecido mérito, referência do programa da disciplina e recomendada na página da APPBG”. 

Acrescenta que o texto que serve de introdução a este grupo, explicando a evolução geológica a que o Japão esteve sujeito, remete “para a solução de resposta validada pelo Gave”. Helder Sousa cita várias obras, entre elas “Understanding Earth”, de John Grotzinger e Thomas Jordan, entre outros autores, que segundo afirma servem de suporte à resposta proposta pelo Gave e que “é a única possível”.

Quanto às outras questões que suscitaram a contestação da APPBG, a associação 

alega que para a resolução do item 1do grupo I os alunos tinham de saber o que significa o termo aluminossilicatos. Os aluminossilicatos são minerais que contêm silício e alumínio. O termo “não constando dos programas vigentes nem da bibliografia disponível para este nível de ensino, não deveria ser utilizado”, defende.

Para a resolução do item 8 do Grupo II, os alunos tinham de conhecer os processos de formação dos exosesqueletos dos corais construtores de recifes. O exosesqueleto é uma estrutura calcária produzida pelos corais, que os protege.

Segundo a APPBG, a construção deste item “inclui conceitos e terminologia não contemplada explícita e objectivamente nos programas”. No ano passado, também em relação ao exame da segunda fase, a APPBG tinha aconselhado a anulação de uma questão por "não existir sustentação científica para a resolução proposta pelo Gave", o que foi rejeitado pelo ministério.

fonte:http://www.publico.pt/

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Novas regras na mobilidade dos professores

 As regras da mobilidade docente vão ser alteradas, anunciou o ministro da Educação e Ciência no passado dia 15, em conferência de imprensa. O objectivo é proporcionar o retorno dos professores às escolas, esclarece um comunicado distribuido esta tarde aos orgãos de comunicação social.

 

As regras que definirão este regresso, bem como os casos excepcionais em que se justifica que estes apoios continuem estão a ser definidas pelo Ministério da Educação e Ciência. 

A mobilidade docente consiste em deslocações pontuais e temporárias da escola, que não configurem o abandono da carreira docente. Por isso mesmo, o Estatuto da Carreira Docente estabelece um limite de quatro anos em destacamento, limite este que deverá ser respeitado, refere o mesmo comunicado, adiantando que "os docentes que se encontram nesta situação deverão regressar em Setembro aos respectivos agrupamentos e escolas não agrupadas, não sendo substituídos por outros docentes de carreira". 

Situações de excepção são as dos professores destacados a dar aulas junto a entidades que desenvolvem a sua actividade em âmbitos sociais diferenciados, como as instituições do Ensino Especial e no apoio a hospitais pediátricos. "Nestas situações, os pedidos de mobilidade serão analisados no quadro das actuais exigências e rigor sem comprometer a qualidade da prestação educativa e da garantia do apoio a todas as crianças e jovens que dela careçam", garante o Ministério. 

O comunicado divulgado hoje esclarece ainda que cada Direcção Regional de Educação continuará a poder contar com o apoio de docentes requisitados para o exercício de funções não docentes nestes serviços, em função da sua especificidade. "Os actuais cerca de 400 professores em actividade nestas instituições passarão por conseguinte a 80", diz o texto, notando que as Direcções Regionais continuam com todos os recursos necessários para acompanhar as escolas e para preparar e iniciar o próximo ano lectivo. 

Outras medidas, mais profundas, serão aplicadas depois da reorganização do Ministério, o que ocorrerá no decorrer do próximo ano lectivo, anuncia o comunicado, adinatando que "ss situações de excepção referidas deverão ser remetidas à Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) para serem submetidas a despacho do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Educativa".

Os pedidos de mobilidade deverão ser registados na aplicação informática que está disponível no portal da DGRHE, no período de 25 a 27 de Julho de 2011 inclusive.

fonte:http://www.publico.pt/

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Há 4 mil professores destacados e a maioria vai voltar às escolas

O ministro da Educação e Ciência (MEC) já avisou que a partir de Setembro quer que a maioria dos professores que foram destacados em 2007 para desempenhar outras funções regresse às suas escolas. Os docentes requisitados são, segundo os números da tutela, cerca de 4 mil. Os professores em mobilidade estão em todo o lado - nas escolas privadas e públicas, nas associações culturais e desportivas, nas autarquias, nas instituições privadas e até nas fundações. A maioria, porém, ocupa cargos nos serviços e nas entidades sob a alçada do MEC, onde três em cada dez docentes (600) estão nas direcções regionais ou centrais do ministério.

Quantos destes vão voltar a dar aulas é ainda uma incógnita, já que Nuno Crato prometeu avaliar caso a caso para não comprometer o funcionamento dos serviços. Para já, os únicos a escapar a esta regra são os docentes a trabalhar em instituições de ensino vocacionadas para alunos com necessidades especiais (cerca de 300 docentes) ou em hospitais e centros de saúde (50 docentes). Nas cinco direcções regionais de educação, contudo, as contas do ministro já estão feitas - dos cerca de 400 professores, 320 vão voltar ao ensino.

Os dados, recolhidos da lista da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação para o ano escolar 2010/2011, mostram que as entidades tuteladas por outros ministérios ocupam o segundo lugar do ranking: é para lares e centros de apoio geridos, por exemplo, pelo Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, que trabalham 16% dos professores destacados. 

Os agrupamentos escolares, os centros de Novas Oportunidades e ainda as escolas profissionais são o domicílio profissional "emprestado" para 11,6% dos professores em mobilidade. Há também cerca de 8% (163) a desempenhar funções em associações, cooperativas e fundações. Mas da lista constam exemplos curiosos: 31 foram destacados para associações de professores e outros 31 estão nas federações desportivas. 

Resta saber que impacto terá o regresso destes professores na diminuição das vagas para os contratados que concorreram a uma vaga nas escolas no próximo ano lectivo. Há sempre um efeito dominó, defende Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que, contudo, não acredita que os professores em mobilidade provoquem grandes alterações no número de docentes a serem dispensados. 

"No universo das escolas, os que estão destacados representam uma minoria, por isso, estou convencido que o seu regresso implicará apenas alguns reajustamentos", diz, acreditando ser esta uma "boa oportunidade" para redefinir as regras da mobilidade que "nunca foram muito claras". Por outro lado, o dirigente da Federação Nacional do Ensino e Investigação, Carlos Chagas, acredita que o ministério vai reforçar as disciplinas de Português e Matemática com os docentes que voltarem ao ensino: "É preciso que estes docentes sejam um trunfo para combater o insucesso escolar e apoiar os alunos com maiores dificuldades."

fonte:http://www.ionline.pt/c

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28
Jul 11

Politécnico de Leiria fecha escolas em Agosto para poupar dinheiro

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) vai encerrar, total ou parcialmente, as suas cinco escolas entre 8 e 19 de Agosto para poupar dinheiro, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição.

Além das cinco escolas, o IPL vai fechar nesse período o Centro de Formação para Cursos de Especialização Tecnológica e assegurar apenas os serviços mínimos nos seus serviços centrais.

Uma medida que, segundo dados revelados pela instituição, vai permitir poupar 33.654 euros em despesas de água, luz, e limpeza ao orçamento do IPL, numa altura marcada pela interrupção das actividades lectivas no período de verão.

O IPL estima que no mês de Agosto se consiga poupar nas escolas e serviços despesa que oscila entre os 30% a 70% do valor gasto em 2010.

Num despacho assinado em Abril pelo presidente daquele estabelecimento de ensino superior, Nuno Mangas explica a decisão pela "conjuntura económica, financeira e social actual", bem como pelos constrangimentos ao nível do orçamento do IPL.

No mesmo despacho, Nuno Mangas solicita um relatório aos directores e responsáveis dos serviços que permita perceber se a medida deve repetir-se no próximo ano lectivo, estabelecendo 30 de Setembro como data limite para a sua entrega.

O politécnico integra cinco escolas distribuídas por três concelhos do distrito - Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais e Escola Superior de Saúde (as três em Leiria), Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha) e Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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23
Jul 11
23
Jul 11

Aluno português conquista medalha de ouro nas Olímpiadas Internacionais da Matemática

Miguel Santos, estudante do 10º ano em Alcanena, conquistou hoje uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, realizadas em Amesterdão, Holanda, um resultado inédito para a selecção portuguesa.

 

Actualmente com 16 anos, Miguel Santos já tinha arrebatado uma Menção Honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em 2010, e no ano anterior a medalha de ouro na competição portuguesa. 

“É fantástico. É o melhor resultado individual”, confessou à agência Lusa Joana Teles, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acompanhou a selecção portuguesa. 

Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respetivamente. 

Luís Duarte, estudante do 10º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual. 

“Isto é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados. Temos alunos excelentes, e isso é óptimo”, sublinhou Joana Teles, igualmente docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, que há uma década, com o seu programa Delfos, prepara estes talentos matemáticos. 

Na sua perspectiva, o caminho é trabalhar com mais alunos, e mais precocemente, e nesse sentido as olimpíadas portuguesas de matemática já se alargaram aos 6º e 7º anos de escolaridade. 

“Consigo ver na matemática mais originalidade e mais criatividade do que em muitas outras coisas. E há sempre coisas em aberto que precisam de mais desenvolvimento”, confessou Miguel Santos à agência Lusa, pouco antes de partir para a Holanda, no estágio final realizado na Universidade de Coimbra. 

Para esse sucesso, e a conquista agora da medalha de ouro, terá contribuído aquilo que na sua mente está cimentado, que “como em qualquer coisa na vida, para se ter sucesso na matemática é preciso gostar da matemática”. 

Também João Santos, “medalha de bronze”, na mesma altura confessara à Lusa o gosto que tinha em resolver problemas de matemática, e o quão “é desafiante um problema novo”. 

Este aluno há um ano também conquistou para Portugal uma menção honrosa na Olimpíadas Internacionais de Matemática, depois da medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2009. 

Raul Penaguião, agora também “medalha de bronze”, arrebatara duas menções honrosas em anteriores olimpíadas internacionais. 

As melhores classificações da selecção portuguesa foram alcançadas em 2010 nas Ibero-Americanas, com todos os alunos medalhados (uma medalha de prata e três de bronze), e no ano anterior nas “internacionais”, com uma medalha de prata e três de bronze. 

fonte:http://www.publico.pt/

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