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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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Educação

21
Jun11

Exames nacionais prosseguem hoje para 10.º e 11.º anos

adm

Quase 74.000 alunos do Ensino Secundário estão inscritos para os exames nacionais de hoje, às disciplinas de Biologia e Geologia, História, Matemática Aplicada às Ciências Sociais e História e Cultura das Artes.

Segundo dados do Ministério da Educação, deverão fazer a prova na primeira fase, hoje de manhã, 57.992 alunos a Biologia e Geologia, 960 a História B e 9.674 a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, do 10.º e 11.º anos.

Da parte da tarde, realiza-se o exame de História da Cultura das Artes para 5.274 alunos dos mesmos anos de escolaridade.

Os exames da manhã começam às 09:00 e os da tarde às 14:00.

A primeira fase dos exames nacionais decorre até 30 de junho.

fonte:Lusa

20
Jun11

Provas de aferição com quebra a Matemática

adm

Ministério alega que descida se deve a um "nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

 

As negativas continuaram a aumentar nas provas de aferição de Português e Matemática, realizadas pelos alunos dos 4.º e 6.º anos e cujos resultados foram divulgados ontem. A prova de Matemática do 2.º ciclo registou 35,2 por cento de negativas, mais 12,2 do que no ano anterior. De acordo com o Ministério da Educação, a descida generalizada decorre "do nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

Na prova de Língua Portuguesa do 1.º ciclo, o valor médio foi de 68,8 por cento, um por cento abaixo da prova anterior. A percentagem de alunos com negativa aumentou 3,9 por cento em relação a 2010, para 12,3 por cento. Na mesma prova, mas referente ao 2.º ciclo, o valor médio manteve-se nos 64,6 por cento, mas a percentagem de alunos com negativas aumentou 4,1 por cento, para 15,7.

A Matemática, as descidas foram mais expressivas: no 1.º ciclo, o valor médio baixou de 70,8 para 67,8 por cento. Aqui, houve 19,7 por cento de negativas, mais 8,6 por cento do que em 2010. Ainda na prova de Matemática, mas no 2.º ciclo, a nota média baixou de 61,7 para 58,0 por cento. No universo de 237 mil alunos que fizeram esta prova, 35,2 por cento tiraram negativa.

As provas de aferição começaram por ser feitas por amostragem em 2003. A partir de 2007, a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, deu-lhes carácter universal, sendo que a filosofia inicial se manteve: os resultados não contam para a nota do aluno, destinando-se antes a avaliar o modo como as competências essenciais de cada ciclo estão a ser alcançadas. Mas, a cumprir-se o programa eleitoral do PSD, este foi o último ano em que se realizaram as provas de aferição. Os sociais-democratas preconizam que a avaliação final deve ser alargada a todos os ciclos: assim, às provas de aferição do 4.º e 6.º anos deverão suceder-se testes nacionais com incidência na avaliação final, à semelhança do que acontece já no 9.º, 11.º e 12.º ano.

Ao PÚBLICO, Paulo Feytor Pinto, que durante anos presidiu à Associação de Professores de Português, considerou que a substituição das provas de aferição por exames com peso na nota dos alunos só vai servir para agravar "a febre do quantitativo que se instalou nas escolas". "Neste momento, as escolas são campo de treino para obter sucesso na avaliação externa", lamenta, para explicar que "há aprendizagens que são importantes - como a oralidade, a pesquisa e selecção de informação na Internet ou a cooperação - e que não se vêem nos exames". No entender deste docente, a avaliação externa deve man-ter-se nas escolas portuguesas, mas, seguindo um modelo mais próximo do finlandês, em que as provas de aferição são feitas por amostragem, sem que as escolas tenham informação prévia dos anos ou das disciplinas seleccionadas em cada ano.

fonte:http://www.publico.pt/E

20
Jun11

Chumbar duas vezes só com autorização dos pais

adm

Para reter um aluno mais do que uma vez no mesmo ciclo, encarregados de educação têm de autorizar. Professores dizem que regras servem apenas para mascarar resultados.

Dificultar os chumbos para fabricar o sucesso. Para os professores, este é objectivo das várias condições que têm de ser cumpridas para se poder reprovar um aluno no básico. Planos de recuperação, justificações escritas e uma legislação que determina claramente que a retenção "só ocorre após a aplicação de uma avaliação extraordinária" são alguns dos pressupostos que têm de ser cumpridos. E, para chumbar um aluno duas vezes no mesmo ciclo de ensino, a escola tem de contar com o aval dos encarregados de educação.

fonte:http://www.dn.pt/

19
Jun11

Raparigas lideram inscrições para exames nacionais

adm

Decorrem na próxima segunda-feira com um aumento geral de alunos inscritos face ao ano passado



Cerca de 97.000 alunos do ensino básico e 162.000 do secundário estão inscritos para a primeira fase dos exames nacionais, que se realiza este mês, a partir de segunda-feira, segundo dados do Ministério da Educação.

O número de inscrições reporta-se ao passado mês de maio. Dados definitivos só após as reuniões de avaliação do terceiro período.

No entanto, verifica-se um aumento de alunos a exame face ao ano anterior, quando houve 96.042 inscritos no ensino básico e 161.654 no secundário, contrariando assim “a tendência que se verificava desde 2007”, nota o ministério.

Para a prova de Língua Portuguesa do 9.º ano, a realizar na segunda-feira, às 09:00, estão em condições de ir a exame 94.295 alunos.

Para prestar prova a Matemática na primeira chamada, que decorre na quarta-feira, à mesma hora, inscreveram-se 95.095 estudantes.

Estas são as principais provas do 9.º ano, em que há também exames para Português Língua não Materna e os níveis de iniciação e intermédio.

No total, estão inscritos 96.116 alunos internos do ensino regular, 746 relativos a outras situações e ainda 129 autopropostos do 3.º Ciclo e mais 14 do 2.º Ciclo.

As raparigas representam a maioria (51 por cento), totalizando 49.531, enquanto os rapazes (49 por cento) são 47.474. As idades variam entre os 13 (866 alunos) e os 20 anos (80 alunos).

Fonte: Lusa

19
Jun11

“Ensino à distância deixou de ser a porta traseira de entrada” para os cursos superiores

adm

Universidade Aberta assinou hoje protocolos com duas universidades brasileiras do estado doParaná com vista à “troca de experiências” e ao início de iniciativas conjuntas entre as universidades de ensino à distância.


O reitor da Universidade Aberta, Carlos Reis, explicou ao i que as universidades brasileiras demonstraram interesse em conhecer a experiência da Aberta, uma vez que esta é uma “universidade criada de raiz especialmente para o ensino à distância.” As universidades que assinaram o protocolo “também já têm alunos em ensino à distância” mas pretendem uma transferência de conhecimentos no “ensino flexível dos pontos de vista e dos modos de trabalho”.


Carlos Reis explicou ainda que “o ensino à distância está a deixar de ser a porta traseira de entrada para o ensino superior, não só pela evolução do ensino online e em rede como pelas necessidades sociais, nomeadamente o ensino ao longo da vida.”


Na conferência realizada esta manhã nas instalações da Universidade Aberta no Taguspark, estiveram ainda presentes trinta reitores da Associação Brasileira de Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM).


Universidade Aberta conta ainda com 15 centros de aprendizagem espalhados pelo país que são “uma experiencia de sucesso e de boa colaboração com as autarquias”e funcionam como “estruturas de acolhimento dos nossos estudantes e, sobretudo, de contacto com a comunidade.”

fonte:http://www.ionline.pt/

14
Jun11

Há menos estudantes portugueses com bolsas Erasmus

adm

Num ano em que a União Europeia (UE) voltou a bater o recorde do total de bolsas Erasmus atribuídas a estudantes, em Portugal verificou-se uma ligeira diminuição, pela primeira vez desde que o popular programa de intercâmbio foi lançado, em 1987.

 

Para o estrangeiro foram 5388 portugueses em 2009/2010, menos seis apenas do que no ano lectivo anterior, mas a tendência é contrária à ocorrida na maior parte dos países da UE. 

A boa notícia é que são cada vez mais os estrangeiros que escolhem Portugal para estudar ou receber formação: 7385, mais 1153 do que em 2008/2009. Portugal é escolhido sobretudo por espanhóis, italianos, polacos e alemães. Outro indicador positivo: o cruzamento do número de bolseiros Erasmus com o total de licenciados coloca o país na sexta posição deste ranking e bem acima da média da UE (os bolseiros nacionais do programa correspondem a mais de sete por cento dos licenciados, para uma média europeia de apenas 4,5 por cento). 

Os países preferidos pelos portugueses para estudar ou receber formação são a Espanha, a Itália e a Polónia e a Universidade do Porto destaca-se tanto por ser a que mais alunos envia para o exterior como a que mais estrangeiros recebe. 

"O programa Erasmus é um dos grandes êxitos da União Europeia. Os números falam por si: o Erasmus está cada vez mais popular e é minha intenção afectar-lhe mais recursos no futuro", declarou Androulla Vassiliou, comissária europeia responsável pela Educação, Cultura e Juventude, satisfeita com o crescimento de 7,4 por cento registado em 2009/2010. Actualmente, há 33 países a participar nesta iniciativa (27 Estados-membros da UE, a Croácia, a Islândia, o Liechtenstein, a Noruega, a Turquia e a Suíça, que aderiu este ano).

Em 2009/2010, Portugal, Noruega e República Checa foram as únicas excepções na tendência global de crescimento deste programa, que beneficiou então um total de 213 mil estudantes europeus. Razões para o ligeiro recuo verificado em Portugal? Eventualmente, o facto de o valor médio das bolsas atribuídas ter diminuído - cada estudante português recebeu 301,5 euros por mês, mais do que a média global da UE (254 euros), mas um apoio financeiro reduzido quando comparado com o atribuído ao país que mais recebe, o Chipre (quase mil euros por mês). O valor da contribuição financeira diminuiu, aliás, pela primeira vez desde 2003, "devido ao número cada vez maior de bolseiros", justifica a Comissão Europeia, que não deixa de notar que a UE investiu no Erasmus 415 milhões de euros em 2009/2010. Um recente inquérito do Eurobarómetro permitiu justamente perceber que muitos estudantes não conseguem ir para o estrangeiro por falta de apoios. Dos que pretendiam fazê-lo, 33 por cento não tinham meios económicos e quase dois terços dos que conseguiram ir tiveram de recorrer a empréstimos ou poupanças. 

A Comissão Europeia acredita, mesmo assim, que em 2012/2013 vai atingir a meta de apoiar três milhões de estudantes desde que o programa foi lançado. Além dos estudantes que vão para universidades, desde 2007 que o Erasmus apoia também estágios em empresas, modalidade que é cada vez mais popular.

fonte:http://www.publico.pt/E

13
Jun11

Escolas correm o risco de se tornarem centros de treino para testes

adm

Os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário podem estar a ser prejudicados pelo modo como as escolas estão a aplicar e a utilizar os testes intermédios propostos pelo Ministério da Educação (ME), alertam especialistas em avaliação ouvidos pelo PÚBLICO.

 

Os testes intermédios são disponibilizados pelo organismo do ME responsável pela elaboração dos exames, o Gabinete de Avaliação Educacional (Gave). Este ano lectivo foram propostos 23 testes intermédios, oito dos quais no 9.º ano. Foi o maior número desde que estas provas começaram a ser implementadas, o que aconteceu em 2005/06 no secundário e dois anos depois no 3.º ciclo. Os testes são aplicados do 8.º ao 12.º ano. Este ano foram também realizados pelos do 2.º ano. Os do 9.º foram os campeões destas provas. Resultado: com os testes propostos pelos professores, muitos deles foram submetidos, este ano, a cerca de 50 provas.

fonte:http://www.publico.pt/E

11
Jun11

Candidatura a bolsas para o superior antecipadas para alunos do primeiro ano

adm

A candidatura às bolsas para alunos do primeiro ano do ensino superior vai ter este ano a vantagem de poder ser feita no acto da inscrição em finais de Agosto.

 

No último ano lectivo os alunos que se inscreviam pela primeira vez no ensino superior só podiam candidatar-se a bolsas de estudo a partir de finais de Setembro, no acto da matrícula na faculdade em que tinham entrado.

Este procedimento acabava por durar algum tempo e normalmente só nos meses de Janeiro ou Fevereiro é que recebiam a resposta sobre se tinham direito à bolsa ou não, depois de avaliadas todas as condições do aluno, nomeadamente o rendimento do agregado familiar.

"Agora o aluno, se quiser, pode candidatar-se logo à bolsa no ato da candidatura ao ensino superior, em final de Agosto e isso vai obrigar a que os serviços de acção social tenham de manter funcionários a trabalhar durante o mês de Agosto para calcularem as bolsas, mas vai ser uma vantagem para os alunos", disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Presidentes dos Institutos Politécnicos (CSISP).

O Jornal de Notícias refere hoje que os "estudantes do superior vão de férias sem poderem concorrer a bolsas" explicando que "os serviços esperam instruções da Direcção-geral do Ensino Superior para iniciar os processos".

A notícia, que cita o presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, fala num "impasse".

O presidente do CSISP afirma não ter conhecimento de qualquer impasse, afirmando que "tudo está a ser trabalhado dentro dos prazos normais".

O também presidente do Instituto Politécnico de Bragança sublinha que têm sido realizadas reuniões, entre o Conselho de Reitores das Universidades, o CSISP e a Direcção-geral do Ensino Superior, em que foram já criadas equipas de trabalho que visam precisamente antecipar o processo de candidatura às bolsas.

Em relação aos alunos do 1.º ano a ideia é antecipar todo o processo, podendo ser apresentada candidatura à bolsa no ato da inscrição no superior.

"O aluno nessa altura ainda não sabe se vai ter lugar na instituição em que se candidatou em primeiro lugar, se na que colocou em segundo lugar, ou em terceiro e o que irá acontecer, nós assumimos isso, é que uma determinada instituição vai estar a avaliar alunos candidatos a bolseiros que depois podem não ficar nessa instituição, mas como as regras técnicas são as mesmas, em princípio, se funcionar bem, aquilo que é decidido por uma instituição é aceite pela outra", afirmou Sobrinho Teixeira.

Em relação aos alunos que já estão no sistema, afirma, "a contratualização diz que o aluno só tem que declarar se houve ou não alteração no rendimento do agregado familiar, se não houver alteração, mantém a bolsa que tinha no ano anterior, se houver tem de ser recalculada".

fonte:http://www.publico.pt/

11
Jun11

Alunos abandonam escola obrigatória por dificuldades financeiras

adm

Um pouco por todo o país há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.

 

No agrupamento de Escolas da Cruz de Pau, no Seixal, há mais mesas vazias nas salas de aula desde o final do segundo período. 

“Este ano tenho recebido várias anulações de matrículas: dez, até agora. São de alunos do 9º ano ou com mais de 15 anos. Três delas tenho a certeza de que foram feitas por questões económicas, porque os alunos falaram comigo”, conta o director do agrupamento, Nuno Adeganha.

Os casos detectados aconteceram na escola do 2.º e 3.º ciclos, frequentada por cerca de 870 estudantes e “inserida num contexto económico frágil”. 

No entanto, sublinha Nuno Adeganha, os alunos que têm anulado as matrículas “não são dos bairros mais problemáticos. Pertencem à classe média baixa, são de famílias que de um momento para o outro deixaram de ter dinheiro para pagar coisas elementares. Dois dos casos são de famílias mono parentais, o outro é de uma família em que os pais ficaram desempregados”, explica. 

Na perspectiva do representante dos encarregados de educação do distrito, o cenário não é tão delicado como Nuno Adeganha o descreve. António Amaral, presidente da Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, afirma que “o abandono escolar está ao nível do ano passado” e considera que existem no distrito apenas casos “pontuais”. 

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) discorda e diz que o fenómeno acontece um pouco por todo o país. Manuel Pereira, presidente da ANDE, lembra que algumas famílias em situação limite vêem nos filhos uma fonte de rendimento extra: “Sei que há miúdos que estão a apoiar as famílias”, diz.

Pessoalmente, Manuel Pereira conhece apenas um caso: “Um aluno meu que frequentava um curso de formação e o pai tirou-o da escola para ir trabalhar”, revela. 

Já o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, diz que há regiões onde o trabalho sazonal tem forte impacto, “nomeadamente no Algarve, onde os alunos deixam a escola para ir trabalhar”. O responsável conta à Lusa que o início da época balnear é sinónimo de salas de aulas mais vazias. 

Há alguns anos “a taxa de abandono escolar em algumas escolas era surpreendente: era vê-los sair para ir trabalhar nas praias, nos bares e cafés”, recorda. 

Também neste sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, admite “situações pontuais” em zonas com produção de calçado e vestuário, que nesta altura do ano “precisam de mais trabalhadores para acabar as encomendas a tempo de irem de férias”. 

Mas não considera generalizado o fenómeno do abandono escolar em prol da economia familiar. Até porque, defende, “o mercado não tem capacidade para absorver este tipo de mão-de-obra tão jovem e tão pouco qualificada”. 

Actualmente, os alunos só precisam de ter o 9º ano ou 15 anos para poderem abandonar a escola. A partir de Setembro, o ensino obrigatório estende-se a 12 anos. Este domingo comemora-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.

fonte:http://www.publico.pt/

05
Jun11

Universidades abrem portas aos mais novos para atrair talentos

adm

Com as férias escolares à porta, alunos do básico e secundário são convidados a descobrir o que os espera no ensino superior. Universidade Técnica junta-se às que já têm esta iniciativa.

 

Para a maior parte dos alunos do básico e do secundário, ainda é cedo para se candidatarem às instituições de ensino superior. Mas, para as universidades, está na hora de descobrirem e, principalmente, de tentarem fidelizar os melhores. Este ano, é a Universidade Técnica de Lisboa (UTL) que se junta ao grupo das que organizam programas científicos de Verão, através dos quais disputam os melhores alunos. O Verão na Técnica segue o modelo da Universidade do Porto, que já provou que esta é uma forma de "captar talentos".

"Vem descobrir como tratar o teu animal de estimação ou como se produz aquilo que comes ou ainda como criar e gerir a tua fortuna pessoal! Vem ver como se constroem edifícios e pontes, fazer robots ou lançar foguetes!", convida o reitor da UTL, Fernando Ramôa Ribeiro. 

O desafio faz parte da nota de apresentação da iniciativa Verão da Técnica, aberta a um total de mil alunos dos 10.º e 11.º anos, entre 4 e 15 de Julho (e que pode ser consultada na Internet, em http://www.tecnicajovem.utl.pt ).

Do ponto de vista dos estudantes, a inscrição (para o programa de uma semana) pode não parecer barata - são 75 euros sem alojamento e 150 para os que ficarem instalados na Academia Militar de Lisboa. Mas Ramôa Ribeiro assegura que as despesas são "muito superiores" e que a organização, que implica o empenho de muitos professores e investigadores, é considerada "um investimento".

"Não vamos ter em conta as médias. Pelo menos nesta primeira edição, a inscrição é aceite segundo a ordem de chegada das candidaturas. Mas não temos dúvidas de que há uma auto-selecção, quando alunos de 16 ou 17 anos são convidados a passar uma semana de férias em salas de aula", diz.

Lazer e ciência

Apesar de o programa incluir actividades lúdicas e de lazer, a componente científica é privilegiada. O reitor não esconde que pretende captar "não só os melhores, mas os melhores de todo o país", promovendo "a UTL como instituição de referência num momento em que as dificuldades económicas levam as famílias a basear no critério da localização geográfica a escolha da universidade". 

Os rankings, que se multiplicam nas mais diferentes áreas, e a promoção de uma imagem de prestígio, sublinha ainda o reitor, "exigem alunos que se destaquem, com capacidade para se tornarem, no futuro, produtores de conhecimento", considera.

Para organizar o Verão da Técnica, a UTL inspirou-se na Universidade Júnior do Porto (http://universidadejunior.up.pt), que já foi apresentada como modelo na European Children"s Universities Network (EUCU.Net), uma rede de universidades promotoras de programas de educação científica. 

Com protocolos com cerca de cem câmaras municipais, a UP recebe anualmente, no Verão, cinco mil alunos dos 11 aos 17 anos, oriundos de todos os pontos do país.

O vice-reitor da UP, que coordena o projecto, António Teixeira Marques, realça que, com o investimento anual de meio milhão de euros nesta iniciativa, a instituição cumpre a sua responsabilidade de divulgação da ciência. 

Ainda assim, há dados que provam que há algum retorno: cerca de 20 por cento dos jovens que, em anos anteriores, participaram na Universidade Júnior, colocaram cursos da UP como primeira opção quando se candidataram ao ensino superior na primeira fase, em 2010.

Procura superior à oferta

O problema, sublinha Teixeira Marques, não é a falta de alunos. Tal como noutras universidades com projectos semelhantes, na UP a procura é superior à oferta. O desafio, como diz o responsável, é que as vagas sejam ocupadas "por jovens com talento, que formem a elite que desenvolverá o país". 

As bolsas (que são possíveis graças às parcerias com as câmaras) garantem, entretanto, que os melhores não deixam de participar na Universidade Júnior devido a dificuldades financeiras.

 

A UP oferece diferentes programas, adequados à idade dos participantes ao longo de quatro semanas, a partir de 27 de Junho. No fim de Agosto e início de Setembro, recebe um grupo especial: alunos que frequentam o 10.º e o 11.º anos (em alguns casos apenas o 11.º), que são seleccionados com base nas classificações obtidas no ano lectivo anterior, para participarem nas escolas avançadas de introdução à investigação.Têm também experiência neste tipo de programas a Universidade de Aveiro, que já abriu inscrições para a Academia Verão(http://www.ua.pt/academiadeverao), a do Minho, que cumpre mais uma edição do Verão no Campus (http://www.veraonocampus.uminho.pt) e a de Coimbra, à espera de candidaturas para a Universidade de Verão (http://www.uc.pt/uv).

Nestas iniciativas, cada instituição procura marcar a diferença também fora do domínio exclusivamente científico, como explica a vice-reitora da Universidade de Coimbra, Clara Almeida Santos, que quer que os estudantes descubram o que é viver numa "cidade universitária". 

José Fernando Mendes, vice-reitor da Universidade de Aveiro, considera, no entanto, que a "estes alunos atrai principalmente a investigação". "Em apenas uma semana, envolvem-se, projectam, produzem, apresentam - são muito mais capazes, ambiciosos e até exigentes em relação aos professores do que se poderia imaginar", diz.

fonte:http://www.publico.pt/C

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