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24
Abr13

Politécnicos querem ministrar doutoramentos

adm

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, Joaquim Mourato, afirmou esta quarta-feira que "não entende" a limitação administrativa e legal que impede os politécnicos de ministrar doutoramentos, um grau académico que os institutos querem atribuir.

"Não entendemos, porque é que, por via, administrativa, estamos impedidos de ministrar doutoramentos. Não percebo porque é que se temos um instituto com um centro de investigação de excelência, um corpo docente altamente qualificado, que produz numa determinada área como ninguém, melhor do que as universidades, porque é que as universidades podem ministrar os doutoramentos, e um politécnico, tendo as condições, não pode", disse Mourato.

Para o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), devia ser a Agência para a Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) a avaliar a capacidade dos politécnicos em ministrar formações nesse grau académico, e não o Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES) a impedi-lo.

Os doutoramentos nestas instituições teriam sempre um cariz profissionalizante, sublinhou Joaquim Mourato, e existiriam num número muito reduzido quando comparado com o total disponível nas universidades.

A possibilidade de doutoramentos profissionalizantes nos politécnicos é uma das propostas apresentadas hoje pelo CCISP, na sede do Conselho Nacional de Educação, para a rede de ensino superior politécnico baseado em diversos estudos e no relatório encomendado ao "Center for Higher Education Policy Studies (CHEPS)" da Universidade de Twente, na Holanda.

Joaquim Mourato referiu que os docentes dos politécnicos, para o serem, têm que fazer carreira universitária, passando pelas universidades para tirar o seu doutoramento ou para fazer investigação.

"Devia ser possível nós formarmo-nos na nossa matriz e diferenciar cada vez mais o sistema", defendeu.

Outra proposta, que o presidente do CCISP entende que é de aplicação "pacífica e imediata", passa por ter um programa de financiamento específico, diferenciado do das universidades, para a investigação científica nos concursos a apoios da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), deixando os politécnicos de se candidatar em igualdade de circunstâncias a esses apoios, que este ano ascenderam a 91 milhões de euros.

Joaquim Mourato frisou ainda os benefícios resultantes da alteração da designação dos institutos politécnicos a nível internacional.

Adotar o nome de Universidades de Ciências Aplicadas traria uma mais fácil comparação a nível externo, que facilitaria a atração de alunos estrangeiros e a equiparação de graus.

"Instituto Politécnico é designação que não tem uso na Europa e temos dificuldade em ter que estar sempre a explicar o que é", disse o presidente do CCISP, acrescentando que a nova designação seria "para consumo externo", uma vez que internamente permaneceria a denominação de instituto politécnico.

fonte:http://www.jn.pt/P

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