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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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22
Mar13

Mobilidade especial aplica-se aos docentes no próximo ano letivo

adm

O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou, esta sexta-feira, que a mobilidade especial vai aplicar-se aos professores no próximo ano letivo, acrescentando que está a estudar possibilidades de, na prática, os docentes não serem atingidos por este regime.


O ministro garantiu ainda que o horário dos professores vai manter-se nas 35 horas semanais, afastando assim a hipótese do aumento para 40 horas.

De igual forma, vão manter-se as reduções horárias por antiguidade, assegurou.

Já sobre os Quadros de Zona Pedagógica (QZP), que enquadram a distribuição geográfica dos docentes, o ministro assumiu que terá de ser feita uma alteração, por forma a alargar o âmbito das colocações.

A proposta apresentada aos sindicatos foi para 10 QZP, em vez dos atuais 23. Na primeira reunião foram sugeridos sete.

O ministro admitiu que pode haver ainda alterações no que diz respeito às matérias em negociação com os sindicatos sobre o concurso.

Sobre a inclusão dos professores no regime de mobilidade especial aplicado à Função Pública, o ministro indicou que o seu gabinete está a trabalhar no sentido de "oferecer alternativas", ou seja, "para que todos os professores tenham uma situação mais estável, para que todos tenham emprego".

Nuno Crato sublinhou estarem em causa "recursos fundamentais para o país e para a educação dos jovens".

Entre as ofertas que citou, o ministro enumerou as do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e as direcionadas a técnicos superiores de Função Pública.

O ministro pretende que os professores sejam "os primeiros" a ocupar essas ofertas, tanto para o ensino como para outros ministérios onde existam vagas para técnicos superiores.

"Tudo isto são ofertas para os professores, não vamos forçar os professores a trabalharem noutro ministério ou no IEFP", frisou.

Também considerada decisiva é a mobilização de professores para atividades de combate ao insucesso e abandono escolar, a listar no despacho de organização do ano escolar.

"Estamos convencidos de que tudo isto, bem utilizado e bem gerido, vai evitar que os professores sejam sujeitos à mobilidade especial, na prática", declarou.

Não foram avançados números de professores que poderão ver o emprego em causa, através da colocação na mobilidade especial.

A Federação Nacional de Professores (FENPROF) afirmou que só o Ministério da Educação pode ter esse levantamento, mas admitiu que podem ser mais de 2.000 docentes.

fonte:http://www.jn.pt/P


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