Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

Tudo sobre a educação em Portugal

Educação

27
Out12

Procura por cursos de jornalismo supera 10 vezes as vagas

adm

A procura pelos cursos de ciências da comunicação e jornalismo continua a aumentar, apesar da crise que atinge os media tradicionais, chegando o número de candidatos a superar em dez vezes as vagas existentes.

Isto é, por exemplo, o que sucede na licenciatura em jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) em Lisboa, onde no presente ano lectivo 2012/13 houve uma procura, na primeira fase, de 783 estudantes para 60 vagas.

«Tivemos mais candidatos que no ano passado e cerca de 76% dos alunos (46 estudantes) dos que cá ficaram escolheram esta escola como primeira opção, sendo a nota da última entrada de 15,55 valores», disse à Lusa o presidente da ESCS, Jorge Veríssimo.

Realidade idêntica vive o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) no curso de ciências da comunicação, onde para as mesmas 72 vagas nos dois últimos anos, a procura passou de 766 no ano lectivo de 2011/12 para 780 em 2012/13.

«Muitos dos que são colocados em outras licenciaturas acabam por pedir transferência para Ciências da Comunicação, engrossando o número de alunos no 2.º e 3.º ano desta licenciatura», explicou a coordenadora da unidade de Ciências da Comunicação/Comunicação, Paula Cordeiro.

Jorge Veríssimo conta também que «há uma fuga» de estudantes «de outras áreas, como psicologia e sociologia, para publicidade, relações públicas e multimédia, onde acaba por haver trabalho».

Questionado sobre se os alunos têm em conta a actual crise nos media tradicionais no momento da escolha do curso, o vice-presidente executivo do departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Rosa, afirmou: «Ainda não acontece, continua a haver bastante procura e a média do último aluno a entrar foi 16,75 valores».

Jorge Rosa afirma que à partida a grande maioria quer seguir jornalismo, mas muitos mudam, entretanto, de ideias e acabam por virar-se para áreas, como relações públicas e cinema.

«Alguns vão tendo essa noção [da crise], mas muitos continuam a batalhar por um estágio e procuram diferentes saídas, por exemplo na imprensa regional», disse.

Os responsáveis destas universidades são unânimes em considerar que o jornalismo está a atravessar «uma fase negativa com um mercado saturado», mas acreditam numa reinvenção do mesmo.

Paula Cordeiro considera que «hoje só deveria seguir a especialização em jornalismo quem, de facto, seja apaixonado pela área» e que «ser jornalista não é uma profissão, é um modo de vida».

Apesar de acreditar que «continuará a haver espaço para recém-licenciados que queiram ser jornalistas», Paula Cordeiro é peremptória: «Haverá, certamente, mais espaço ainda para aqueles cujo perfil se enquadre mais num produtor de conteúdos, gestor de conteúdos e gestor de comunidades».

Jorge Veríssimo salienta que «há uma série de áreas onde podem trabalhar, como os gabinetes de comunicação de empresas, 'sites', órgãos de comunicação social regionais e área dos conteúdos».

«Se fosse eu, fazia uma pesquisa nos sites das empresas, ia entrevistá-los e aos clientes e propunha uma periodicidade de produção de conteúdos», exemplificou Jorge Veríssimo, salientando que «é necessário ser-se empreendedor».

Também Jorge Rosa sublinha «a aposta no percurso individual», dando o exemplo de um ex-aluno, que sendo surfista «tentou canalizar todo o seu percurso para o 'surf' ao longo da licenciatura e acabou por ficar a colaborar com uma revista da área».

fonte:Lusa/SOL

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Politica de privacidade

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D