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Educação

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23
Out12

Descubra os cursos que garantem emprego

adm

Engenharia, informática e sector da saúde são as licenciaturas com maior empregabilidade.

Os cursos de engenharia informática e a saúde continuam a garantir maior facilidade de entrada no mercado de trabalho. Esta é apenas uma das conclusões do estudo "Empregabilidade e Ensino Superior em Portugal", realizado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), a que o Económico teve acesso, que analisa o emprego dos diplomados e a forma como actuam as instituições de ensino superior (públicas e privadas) na hora de colocar os seus alunos no mercado de trabalho. Para isso, analisam-se os dados oficiais das instituições, a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) e do ministério.

O estudo revela a lista de cursos com maior e menor taxa de desemprego. Na tabela dos dez cursos com mais facilidade de inserção no mercado de trabalho, a Universidade do Porto marca presença com três (duas licenciaturas de Ciências de Engenharia e o mestrado de Ciências Farmacêuticas).

Segundo o documento, todos os alunos que se diplomaram nestes cursos estão a trabalhar. Também a Universidade de Lisboa tem duas licenciaturas nesta tabela: a de Estudos Básicos de Ciências Farmacêuticas e a de Medicina. Mas também há instituições privadas entre os cursos com total empregabilidade. É o caso do curso de Informática na Universidade Portucalense Infante D. Henrique.

Apesar dos dados "lisonjeiros" para a Universidade do Porto, a vice-reitora daquela instituição com o pelouro da Formação e Organização Académica, Maria de Lurdes Fernandes, considera que "a questão da empregabilidade é demasiado complexa para ser analisada apenas sob este prisma" e que é necessária uma reflexão sobre "a qualidade do emprego, da satisfação dos estudantes e da adequabilidade do curso à carreira profissional que merecem reflexão quando se analisa a empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior".

No fim da lista nos cursos com mais desemprego surgem os cursos de Economia, Design e Psicologia.

Pela negativa, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) destaca-se com mais que resultam em maior taxa de desemprego entre diplomados. O estudo da A3ES aponta que esta instituição tem três licenciaturas no topo da tabela da maior taxa de desemprego. É o caso da licenciatura de Recreação, Lazer e Turismo, com 39% de desempregados, Ciências da Comunicação com 30% e Economia com 28%. O que pode também indica que as instituições localizadas em regiões com maiores dificuldades económicas são as que menos conseguem emprego para o seus diplomados.

Bolonha falhou na empregabilidade e desemprego dos licenciados tem vindo a subir
O estudo alerta ainda para o facto de não se estar a cumprir a meta de aumentar a empregabilidade dos diplomados prevista no Processo de Bolonha, deixando a recomendação de que sejam revistas as "expectativas irrealistas" deste objectivo. "A obtenção de empregabilidade no final de cada ciclo de estudos é um objectivo de difícil alcance", sublinha-se. Factor que se deve a uma "inadequação da formação obtida face às necessidades do mercado de trabalho". Segundo esta análise, a taxa de desemprego entre os licenciados tem vindo a crescer, assim como o fenómeno de migração dos mais qualificados. Há "uma tendência de aumento deste fenómeno, sendo transversal aos diversos graus de ensino superior", lê-se no documento. No entanto, em tempos de crise ainda compensa apostar na formação avançada. Isto porque, além da taxa de desemprego dos diplomados "não ter aumentado tanto como a dos não diplomados", o estudo refere que aqueles que possuem "graus mais elevados tendem a registar taxas de desemprego inferiores". Conclui-se, assim, que o mercado de trabalho continua a "valorizar as qualificações adicionais".

Mil vagas a que pode concorrer na Europa
Quinta e sexta desta semana pode concorrer a cerca de mil empregos disponíveis em empresas de países europeus, que vão estar presentes na feira Dias de Emprego no Centro de Congresso da Fil em Lisboa. Durante os dois dias poderá contactar as cerca de 40 empresas presentes, conhecer as suas necessidades de recrutamento, sobretudo nas áreas das Engenharias, Tecnologias de Informação, Saúde, Hotelaria e Restauração, "Customer Service" e Construção Civil. O dia 25 de Outubro será exclusivamente dedicado às áreas das Engenharias e Tecnologias de informação. O dia 26 de Outubro será dedicado a outras áreas profissionais. Durante o evento terá ainda oportunidade de conhecer as condições de trabalho de 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

Trabalho publicado na edição de 22 de Outubro de 2012 do Diário Económico

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