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18
Out12

Crise à mesa nas escolas

adm

Aumentam casos de famílias em grande dificuldade para pagar refeições escolares dos filhos. Câmaras reforçam apoios sociais para que nenhum aluno fique sem comer


As famílias estão cada vez mais aflitas para pagar as refeições dos filhos na escola. Por todo o lado, aumentam os alunos subsidiados e há já quem não consiga pagar. As câmaras têm reforçado os apoios.


As dificuldades dos pais para pagar as refeições dos filhos nas escolas estão a aumentar em todo o país. Além de serem cada vez mais os alunos subsidiados, começam a surgir casos de dívidas de famílias de alunos não abrangidos pela Ação Social, como sucedeu no Jardim de Infância da Abelheira, em Quarteira, onde uma criança de 5 anos foi impedida de almoçar na cantina, por incumprimento dos pais.

Apesar de muitos diretores de agrupamentos não revelarem números exatos, todos confirmam a subida de casos de incumprimento. Em Matosinhos, por exemplo, em 2010/2011 havia 1,9% de pais com dívidas por regularizar, número que aumentou para 3,5% no ano letivo seguinte.

Já em Vila Nova de Gaia, não são revelados números, mas fonte da Câmara adiantou ao JN que há "um número significativo de pais que não conseguem pagar". No entanto, em ambos os casos, nunca se registaram casos de crianças que tenham ficado sem refeição, ao contrário do que, alegadamente, aconteceu no Algarve.

Ontem, porém, a diretora do agrupamento que integra a escola de Quarteira no centro da polémica, assegurou que a aluna recebeu comida, numa sala fora da cantina.

As dificuldades são sentidas também nos grandes centros urbanos. À semelhança de Matosinhos e Gaia, em Lisboa, no agrupamento Baixa-Chiado, que integra cinco escolas, num total de 2600 alunos, 50% são subsidiados, a maioria (40%) de escalão A, no qual as famílias não pagam qualquer valor pelas refeições. Segundo João Paulo Leonardo, diretor do agrupamento, entre os restantes, há também cada vez mais pais em dificuldades para pagar.

Em comum, a ação das autarquias, que, em articulação com as escolas, multiplicam apoios para evitar que as crianças fiquem sem comer.

As dificuldades das famílias aumentam em toda a linha. Ontem, na Comissão Parlamentar de Educação, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciou que o programa de pequenos-almoços nas escolas ainda não atingiu a velocidade cruzeiro mas já chega a "cerca de dez mil alunos", quer "sejam ou não abrangidos pela Ação Social Escolar".

Petição para despedir diretora de escola

O caso de Quarteira motivou uma petição 'online', que, ontem à noite, já tinha 4700 assinaturas, a exigir o despedimento de Conceição Bernardes, responsável da escola.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou ontem, no Parlamento, que ordenou à Inspeção-Geral de Educação que abra uma investigação ao Agrupamento de Escolas drª Laura Ayres (na Quarteira) para averiguar denúncias sobre casos de fome na escola de 1.º ciclo da Abelheira, em Loulé.

fonte:http://www.jn.pt/


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