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Educação

Tudo sobre a educação em Portugal

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13
Out12

Uma em cada três escolas com resultados acima da média nacional

adm
Seis em cada dez (381) escolas secundárias onde se realizaram pelo menos um dos oito exames mais concorridos ficaram aquém do esperado tendo em conta a média nacional. E 227, um terço do total (608), ficam acima desse valor.

Este é o resultado da aplicação de um cálculo, sugerido pelo Ministério da Educação e da Ciência, que permite saber quão acima (ou abaixo) está cada secundária do resultado que seria esperado, tendo em conta três coisas: o leque de provas realizadas nessa escola, o número de alunos que realizou cada uma e a média nacional das mesmas. O contexto socioeconómico não é tido em conta.

Para além das notas dos alunos nos exames, o ministério forneceu, pela primeira vez, à comunicação social, alguns dados de contexto por agrupamento escolar — mas dizendo que cabe a cada um tratá-los como entender. O PÚBLICO pediu a colaboração da Universidade Católica do Porto, que determinou quais eram as variáveis mais importantes e qual o resultado esperado nos exames em cada estabelecimento, em função do contexto socioeconómico que o rodeia. Essa análise pode ser encontrada ao longo deste suplemento. E permite comparar as escolas com outras do mesmo contexto.

Média das diferenças

Já a fórmula proposta pelo ministério, a pedido dos órgãos de comunicação social, permite outra análise. A “média de referência” de cada escola, como lhe chama a tutela, corresponde, na prática, ao valor que se obteria se calculássemos a diferença da nota de cada aluno numa certa disciplina com a média nacional nessa mesma cadeira e depois, no final, fosse feita a média dessas diferenças todas. Permite, basicamente, comparar cada escola com as outras do país.

Seguindo esta lógica, comportam-se melhor as escolas que superam a sua “média de referência” e pior as que mais aquém ficam desse valor. 

Um exemplo: aplique-se a regra ao estabelecimento de ensino que tem a média de exames mais alta, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto. Foram realizadas 382 provas e a média foi de 14,7 valores. O número de alunos que foram a exame a Física e Química ou a Economia, por exemplo, varia (nesta, como em todas as escolas). Este dado é importante porque se numa escola há proporcionalmente mais pessoas a fazer exame de Física e Química, que tem tradicionalmente uma média negativa, do que a Economia, onde os alunos tendem a sair-se bem melhor, é certo que essa escola vai sair “prejudicada” na comparação com um estabelecimento onde se faça mais exames de Economia do que de Física.

Tendo em conta os diferentes graus de dificuldade dos exames feitos no Colégio Nossa Senhora do Rosário, e o número de examinandos em cada um, a “média de referência” para este colégio privado é então 10,08 valores. Com os seus 14,7 efectivamente alcançados, a escola ficou 4,6 valores acima da média nacional. 

Já a Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, teve 14,48 de média nos exames, quando seria provável que não ultrapassasse os 9,79. Por que razão a “média de referência” para esta escola é mais baixa do que a do Rosário do Porto? Porque das 44 provas realizadas na Santa Cecília, muitas foram em disciplinas mais “difíceis” (mais de 60% foram de Biologia e Física e Química, que têm médias nacionais negativas). No Rosário, por comparação, apenas 30% das provas foram prestadas nestas duas disciplinas. 

Assim se explica que o Rosário, que é o n.º 1 do ranking feito a partir das médias simples, ficasse em 3.º se a lista fosse construída a partir das diferenças entre as notas obtidas e a “média de referência”. E que a Santa Cecília passasse a ocupar o 1.º lugar, porque ultrapassara a sua “média de referência” em 4,69 valores.

 

Mais um exemplo: a EBS Monte da Ola, em Viana do Castelo, com os 9,18 valores de média está no 428.º lugar do ranking feito a partir da média simples das classificações. Num que fosse feito com base na diferença em relação à “média de referência” ficaria em 397.º É que o valor que seria esperado para esta escola, tendo em conta o leque de exames e o número de alunos que fez as provas, é de 9,37. Ou seja, a escola não conseguiu alcançar esse resultado. Mas ficou muito mais perto dele do que outras.

fonte:http://www.publico.pt/E

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