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10
Out12

Ensino: especialistas criticam estratégias de aprendizagem focadas nos exames

adm

O professor da Universidade do Minho Leandro Almeida alertou hoje para o excesso de exames, nomeadamente no ensino secundário, estar a afectar a qualidade do sistema de ensino.

Ao apresentar uma comunicação em Coimbra, numa conferência sobre "A Avaliação dos Alunos", o especialista em ciências da educação disse que o excesso de exames pode ser prejudicial para a escolas e para a própria aprendizagem, ao ficarem muito centradas nas avaliação e nos testes.

Leandro Almeida, que assumiu não ser contra os exames, lembrou que, no ensino secundário, os exames «servem dois objectivos não totalmente coincidentes», de conclusão de um ciclo escolar e de obtenção de uma média para prosseguir a carreira académica no ensino superior.

Realçou que se aponta que o ensino secundário fica refém do uso que é feito das avaliações escolares, «ensinando os professores e aprendendo os alunos em função daquilo que possa majorar a sua média».

Na sua perspectiva, pode haver «outros objectivos da educação secundária que acabem preteridos» com essa estratégia.

«Ensinar/aprender para os testes é bastante redutor do ponto de vista da aprendizagem e, em termos práticos, bastante diferente da situação pedagógica desejável em que os testes podem orientar o processo de ensinar/aprender», acentuou.

Para Leandro Almeida, «a avaliação não se justifica por si mesma», mas «deve estar ao serviço do processo de ensino-aprendizagem, e ao serviço do sistema de ensino ou da sociedade».

Na conferência, realizada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, da iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, participaram ainda o investigador americano Jeffrey Karpicke e Helder Sousa, director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação de Portugal.

Helder Sousa salientou que os exames realizados pelos alunos portugueses, nos últimos cinco anos, não mostram, de um modo geral, um aumento da qualidade da aprendizagem.

Também reconheceu que o trabalho na sala de aula está «excessivamente focado no treino para os exames», na linha do que são as concepções de pais e alunos.

Helder Sousa disse que essa mesma estratégia é seguida em disciplinas que não são avaliadas em exames nacionais, e em anos escolares sem exames.

«É necessário encontrar nas escolas, nas salas de aula, nas famílias, o tempo e o espaço para uma reflexão sobre o modo como se deve ensinar e aprender», preconizou o director do GAVE.

fonte:Lusa/SOL

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