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12
Mai11

Provas de aferição de Matemática com questões que exigiam "grande capacidade de interpretação"

adm

Várias questões das provas de aferição de Matemática do 4.º e 6.º anos, realizadas ontem por cerca de 237 mil alunos, exigiam dos alunos mais "capacidade de interpretação" do que conhecimentos da disciplina.

 

Esta é uma das conclusões da Associação de Professores de Matemática (APM), que elaborará um parecer mais pormenorizado no fim-de-semana. Segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), as provas tiveram "um nível de exigência mais adequado do que as de anos anteriores".

Nem a SPM, nem a APM se pronunciaram sobre uma das queixas repetidas por alguns alunos e professores, dando conta que, na prova do 6.º ano, a repartição de tempos entre as duas partes do teste não teve correspondência com a dificuldade dos exercícios propostos. As provas deste ano foram constituídas por dois cadernos. Aos alunos do 4.º ano foram dados 45 minutos para cada um. Os do 6.º tiveram 60 minutos para realizar o primeiro e 40 para fazer o segundo. 

No blogue A Educação do Meu Umbigo, um professor que esteve de vigilância às provas resumiu o que se passou com estes alunos: "Primeira parte: muito fácil, sobrou muito tempo. Segunda parte: mais difícil e pouco tempo". Miguel Abreu, presidente da SPM, indicou que vão reanalisar a prova, tendo em conta os tempos atribuídos para a sua realização. 

Helena Amaral é professora no 4.º ano e analisou para a APM as provas que os seus alunos também realizaram ontem. "Há muitos enunciados em que se apela a uma grande capacidade de interpretação. Numa prova que se destina a testar conhecimentos de Matemática, isso significa que estamos a desviar-nos desse objectivo. Nessas questões, testou-se mais as capacidades de leitura e interpretação dos alunos do que os seus conhecimentos na disciplina", afirmou ao PÚBLICO. Quanto à prova do 2.º ciclo, a presidente da APM, Elsa Barbosa, considerou-a "relativamente acessível". "Está dentro do que é esperado que os alunos sejam capazes de resolver", precisou. Esta docente não critica o facto de algumas questões fazerem apelo a "grande capacidade de interpretação", adiantando que corresponde ao que se pede no programa. "É um bom sinal que tal seja exigido", acrescentou.

Para a SPM, as provas de ontem representam "uma evolução positiva" em termos de exigência: "Notamos em particular a ausência de perguntas completamente desadequadas ao nível etário dos alunos, havendo um maior número de questões mais interessantes, algumas com maior grau de complexidade". Este progresso é "particularmente notório" na prova do 6.º ano, não tanto pelo conteúdo, mas por comparação à realizada o ano passado. Em 2010, esta sociedade científica denunciou a existência de "um número muito exagerado de questões demasiado elementares". Mas a percentagem de negativas aumentou em ambos os anos.

fonte:http://www.publico.pt/

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