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24
Jul12

Docentes de Informática consideram "irrealista" cumprir metas curriculares

adm

A Associação Nacional de Professores de Informática elogiou, esta terça-feira, as metas curriculares definidas para a disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação, mas alerta ser "irrealista" o cumprimento de todos os objetivos.

"Nos moldes atuais, o cumprimento de todas as metas é irrealista. De forma a cumprir as (extensas) metas, há que ter em atenção que a disciplina de TIC é eminentemente prática e, como tal, deveria funcionar como qualquer outra disciplina experimental, sendo permitido o seu desdobramento", defende Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), nas "sugestões de melhoria" do parecer enviado pelo presidente da direção, António José Lourenço Ramos.

O responsável sublinha que, apesar dos "pontos negativos" e das propostas de solução, o resultado global do trabalho de definição das metas para a disciplina de TIC é, "sem dúvida, claramente positivo".

Entre as condições que "podem tornar quase impossível" o cumprimento dos objetivos estão o "elevado número de alunos por turma, a quantidade de computadores disponíveis e o reduzido tempo de aula", observa a ANPRI.

"Na maioria das escolas existirão turmas de 30 alunos em salas de dez computadores, implicando um retrocesso da taxa de alunos por computador. A única forma de solucionar o caso seria eliminar algumas metas, mas isso seria ainda mais penalizador para os alunos", acrescenta.

Ainda assim, a ANPRI considera as metas "bem estruturadas", com "conteúdos pertinentes, interessantes, diversificados, necessários e atuais".

"A proposta parece-nos adequada às necessidades atuais do aluno do 3.º ciclo e orienta para o desempenho eficaz na emergente sociedade do conhecimento", afirma a ANPRI.

A ANPRI observa, contudo, que as metas "são extensas", mostrando "algum receio quanto à capacidade de realização no espaço de tempo disponível".

"Tentar concretizá-las todas vai fazer com que a grande maioria dos alunos de cada turma não atinja todas as metas. Alguns conteúdos poderão ser abordados de forma transversal, mas isso leva a que os alunos não despendam a atenção necessária a cada conteúdo", critica a ANPRI.

A associação alerta que existem "conteúdos importantes não contemplados" mas não sugere a sua inclusão porque isso iria tornar as metas curriculares "ainda mais extensas".

Para tornar as metas menos extensas, a associação defende que algumas delas deviam ser "optativas, dando mais liberdade às escolas e aos professores para a sua escolha".

A ANPRI sugere o desaparecimento da "divisão entre metas do 7.º ano e de 8.º ano", ficando "a cargo da escola a decisão sobre a distribuição das metas no 3º ciclo".

Quanto às metas sobre políticas de segurança, deviam "ser redefinidas", porque "na grande maioria das escolas estão implementadas politicas que impedem os alunos de instalar programas, personalizar ou alterar configurações".

A par disso, "é dado demasiado enfoque aos direitos de autor, em detrimento das questões de segurança.

O ministro da Educação e Ciência afirmou a 28 de junho que serão obrigatórias, a partir de 2013/14, as metas curriculares para as disciplinas de Matemática, Português, Educação Visual, Educação Tecnológica e TIC do ensino básico, com vista a um ensino "bem estruturado", baseado num modelo anglo-saxónico.

Nuno Crato indicou que são "objetivos cognitivos muito claros" para professores e alunos, rejeitando estar em causa a "liberdade de método" dos docentes para ensinarem as matérias.

Segundo o ministro, as metas vão "clarificar aquilo que, nos programas, deve ser prioritário, os conhecimentos fundamentais a adquirir e as capacidades a desenvolver pelos alunos ao longo dos diversos anos de escolaridade".

"Não pretendemos atuar de uma forma dirigista em relação à pedagogia", garantiu, explicando que entre 23 de julho a 3 de agosto, o ministério iria incorporar na versão definitiva das metas, alguns contributos da discussão pública sobre a matéria.

fonte:http://www.jn.pt/

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