Colégios privados perdem dois mil alunos por causa da crise

Escolas privadas registam este ano quebra de 3,6% nos alunos e um aumento das propinas em atraso.

A crise começa a bater à porta dos colégios privados. Cerca de 3,6% foi a quebra registada no número de alunos dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo dos cerca de 500 colégios da AEEP, neste ano lectivo. Em números absolutos, significa uma estimativa de quebra de dois mil alunos.

A diminuição pode parecer pequena, mas a verdade é que se há escolas que até viram crescer o número de estudantes, há casos de "organizações muito aflitas" na sequência da diminuição do número de alunos, sublinha Rodrigo Queiroz e Melo, director-executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a estrutura que representa 500 estabelecimentos de ensino privado. "Foi um ano complicado", acrescenta.

Mas o verdadeiro teste será o próximo ano lectivo. Para já, ainda, não há números disponíveis porque muitas escolas ainda estão no período de pré-inscrições. Só em finais de Julho será possível determinar valores concretos e se há verdadeira redução do número de alunos.

Para agravar este aumento do número alunos que trocam o privado pelas escolas públicas, há um novo fenómeno que afecta a situação financeira dos colégios: o crescimento exponencial do número de famílias que estão a atrasar o pagamento de propinas por falta de dinheiro. Há escolas que por falta de alunos vão encerrar ciclos de estudo. É o caso do Colégio Sá de Miranda, uma escola conhecida por pertencer ao Movimento da Escola Moderna, que no próximo ano lectivo não vai abrir o 5º e 6ª anos, abandonando por agora a leccionação do 2º ciclo do básico. Maria do Carmo Oliveira, da direcção da escola, explica que os pais alegam que nesta idade "os alunos já têm mais autonomia e sempre poupam dinheiro" se os transferirem para uma escola pública.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito