21
Abr 12

Professores de teatro contra a proposta de revisão

A Associação de Professores de Teatro e Expressão Dramática (Aproted) critica a proposta de revisão curricular apresentada pelo Governo, afirmando que “despreza” aquelas disciplinas, provoca precariedade e prejudica a qualidade do ensino.

No parecer hoje divulgado, a Aproted pronuncia-se sobre a proposta apresentada há cerca de um mês para indicar que “não há diferenças significativas em relação ao primeiro texto, isto apesar de o Governo se congratular com “mais de 1600 contributos” recebidos na fase de discussão pública.

A Aproted discorda do agrupamento de Educação Visual, Educação Musical, Educação Física e Educação Tecnológica sob a designação “Expressões”, lamentando que o Governo “ignore militantemente” a expressão dramática, que consideram desenvolver confiança, compreensão, trabalho de equipa, expressividade e leitura, entre outras capacidades.

“Este desprezo pelo teatro é igualmente incompatível com a ideia do reforço da Educação para a Cidadania, já que a melhor forma de a consolidar é recorrer à Educação Artística, nomeadamente ao teatro”, considera a Aproted, que apela à tutela para que “reveja as suas posições”.

A associação lamenta que os professores de Expressão Dramática não tenham um grupo de recrutamento, limitando-se a ser o “parente pobre das expressões” no 1.º ciclo, depois de ter “acabado no ensino secundário, ter sido limitada no 3.º ciclo e nunca ter existido no 2.º”.

Por isso, apelam também a partidos, sindicatos, movimentos e cidadãos para que suscitem um “debate alargado” sobre a maneira como o Governo tratou a Expressão Dramática na revisão curricular.

fonte:http://www.publico.pt/

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25
Fev 12

Revisão curricular deve garantir tempo próprio para Formação Cívica, defende CNE

O Conselho Nacional de Educação recomenda ao Governo que, no âmbito da revisão curricular para o ensino básico e secundário, assegure um tempo próprio de Formação Cívica.

A recomendação é feita num parecer sobre a “Proposta de Revisão da Estrutura Curricular para o Ensino Básico e Secundário” hoje aprovado em sessão plenária e elaborado a pedido do Ministério da Educação e Ciência. 

Na proposta de revisão curricular apresentada em Dezembro pelo ministro da Educação, Nuno Crato, é defendida a concentração do horário nas disciplinas fundamentais ao conhecimento e o combate à dispersão curricular, que afecta sobretudo os alunos do 3.º Ciclo, apontando um aumento carga horária de História e Geografia nos 7.º e 9.º anos. 

As medidas propostas pelo Ministério da Educação e Ciência reforçam as disciplinas nucleares e eliminam outras ofertas mais recentes, como a formação cívica, que tem sido alvo de muitas posições a favor da sua manutenção no currículo. 

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defende agora, no parecer votado em plenário, que a Formação Cívica deve ter um tempo próprio “em complementaridade com a dimensão transdisciplinar da Educação para a Cidadania”. 

No seu parecer, o CNE defende também que as alterações a introduzir no sistema educativo devem decorrer de um processo de monitorização e avaliação sistemática, de modo a garantir a sustentabilidade das mudanças, a melhoria do funcionamento das escolas e das aprendizagens dos alunos. 

Assinalando a importância de uma educação para todos, o CNE defende também a clarificação de qual o contributo das novas propostas para que mais alunos aprendam e aprendam mais sustentando que “mais qualidade não pode significar menor equidade”. 

O Conselho Nacional de Educação aconselha o MEC que as alterações a realizar sejam concebidas no quadro de uma reflexão participada sobre o que deve ser a escolaridade obrigatória de 12 anos, aprovada em 2009, e cujos efeitos começarão a fazer-se sentir no próximo ano. 

Recomenda, também, uma maior coerência entre as mudanças no currículo, os manuais escolares utilizados, os conteúdos e práticas de ensino, a formação dos professores e a avaliação do desempenho do sistema. 

Por outro lado, o CNE considera importante que, no currículo, se compatibilizem saberes e competências. 

A proposta do MEC esteve em discussão pública até ao final de Janeiro tendo recebido 1.628 contributos. A versão final deverá ser apresentada em Março. 

fonte:http://www.publico.pt/Ed

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12
Dez 11

Revisão de currículos foi pensada sem "olhar para o orçamento"

O ministro da Educação e Ciência garantiu hoje que a revisão curricular proposta pelo governo não foi feita "a olhar para orçamento" mas para conseguir "um melhor ensino".

Em conferência de imprensa de apresentação da proposta de revisão da estrutura curricular para o 2º e 3º ciclo do ensino básico e para o secundário, Nuno Crato afirmou que a intenção foi "centrar mais o currículo nos conhecimentos fundamentais e reforçar a aprendizagem nas disciplinas essenciais".

As "sacrificadas" foram as da área não curricular, como Formação Cívica e Estudo Acompanhado. Em seu lugar, no segundo ciclo aparecem cinco horas facultativas de Apoio ao Estudo.
Este Apoio "depende da disponibilidade das escolas" e só se inscrevem nele os alunos que o quiserem.

O secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, afirmou que a redução de carga horária não vai significar desemprego para os professores do quadro mas não deu a mesma garantia para os contratados.

Só se vai saber ao certo quando a proposta estiver fechada, o que deverá acontecer em Fevereiro de 2012, afirmou, indicando que os professores contratados servem para "suprir necessidades que os professores do quadro não cobrem".

História e Geografia no sétimo e nono anos e Ciências Naturais e Físico-Química do sétimo ao nono são disciplinas que aumentam uma aula por semana em relação ao currículo anual.

A proposta, que estará em discussão pública até final de Janeiro de 2012, reduz a carga horária na maior parte dos anos, cortando em disciplinas como Formação Cívica, acabando com a segunda opção anual no secundário.

A tutela entende que os conteúdos de Formação Cívica podem ser mantidos mas ensinados em outras disciplinas e defende que no 12º ano, como se trata de ano final com exames, vale mais a pena concentrar o estudo em menos disciplinas.

Feitas as contas, segundo a proposta, a carga horária no 2º ciclo (5º e 6º anos) é reduzida de 33 a 34 horas semanais para 30 a 31 horas.

No terceiro ciclo, mantém-se nas 34 a 35 no sétimo ano, diminui uma para 33 a 34 no oitavo e quatro no nono ano, que passa de 36 a 37 para 32 a 33.

No secundário, a maior redução é no 12º ano, que passa de 13 a 14 para 10. No décimo passa de 17,5 a 19 para 17 a 18 e no 11º ano passa de 17 a 18,5 para 17 a 18.

A disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação desaparece do nono ano e passa para os 5º e 6º. O Inglês passa a ser obrigatório a partir do quinto ano.

Nuno Crato afirmou que a revisão dos programas não é para já, indicando que "nada pior do que mexer em tudo ao mesmo tempo".

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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