06
Mai 12

Mais de cem mil alunos fazem provas de aferição na próxima semana

Mais de cem mil alunos do 4º ano do Ensino Básico realizam na próxima semana provas de aferição a Português e Matemática.

No próximo ano letivo, estas provas já vão ter a designação de "prova final" e contar 25 por cento (%) para a nota final do aluno, ponderação que subirá para 30% nos anos seguintes, à semelhança dos exames.

Esta foi uma das alterações introduzidas pelo ministro Nuno Crato no sistema de exames em Portugal, que chegou a considerar inexistente enquanto observador das políticas educativas.

Em consequência dessa alteração, os alunos do 6.º ano já não realizam este ano, no mesmo dia, as provas de aferição. Vão fazer provas finais às mesmas disciplinas em junho e a contar para nota (25% este ano e 30% nos seguintes).

A prova de Língua Portuguesa realiza-se na quarta-feira, às 10:00, e a de Matemática na sexta-feira, à mesma hora.

As provas nacionais de aferição visam recolher informação relevante sobre os desempenhos dos alunos nas áreas de Matemática e Língua Portuguesa.

No que diz respeito aos resultados do ano passado a Matemática, os alunos do 4.º ano revelaram maiores dificuldades na exposição de ideias e resolução de problemas. No "item" da comunicação matemática, em "números e cálculo", apenas 19% teve a resposta totalmente correta.

Os resultados globais das provas foram considerados estáveis, face a 2010, apesar de a média nacional ter descido de 71% para 68%.

Realizaram estas provas 107.271 alunos, segundo o relatório divulgado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) aquando da publicação dos resultados.

Os resultados das provas de Português baixaram um ponto em relação ao ano anterior (para 69 por cento), embora com mais alunos a atingirem as classificações de "Bom" e "Muito Bom". Realizaram esta prova 103.440 alunos, de acordo com a mesma fonte.

Dados pedidos pela agência Lusa ao Ministério da Educação esta semana dizem que foram feitas 110.277 provas de Língua Portuguesa e 110.273 de Matemática.

No ano passado, a estreia de milhares de alunos no primeiro "exame" da sua vida escolar ficou marcada por uma greve geral da função pública, em dia de prova de Língua Portuguesa.

A então ministra da Educação, Isabel Alçada, garantiu que os alunos impedidos de realizar a prova por causa da greve teriam oportunidade de a fazer noutro dia, mas sem que os resultados contassem para os estudos e estatísticas. Segundo a tutela de então, apenas 270 alunos foram afetados pela paralisação.

O calendário de provas e exames de 2012 foi oficialmente publicado em 10 de fevereiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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11
Fev 12

Ministério adverte que provas e exames não devem ter questões demasiado simples

As provas de aferição, provas finais e exames nacionais não devem incluir questões demasiado simples para o nível de escolaridade a que se destinam, adverte o Ministério da Educação numa informação publicada on-line.

A informação constante no site do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) diz que questões demasiado simples podem constituir “um indicador desajustado da exigência pretendida”. 

As provas devem “avaliar de forma clara e precisa os conhecimentos de cada disciplina e pautar-se pela exigência e rigor, adequando o nível de complexidade ao ano de escolaridade a que destinam”, lê-se no documento da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário. 

“Os programas explicitam os conhecimentos e capacidades essenciais a adquirir em cada disciplina. Por terem valor em si mesmos, e independentemente de serem mobilizados para situações de aplicação imediata, a sua aquisição permite aos alunos evoluir para um corpo de conhecimentos sólido e organizador de futura aprendizagem”, afirma-se na informação disponibilizada on-line. 

Informa-se ainda que a estrutura destes testes deve corresponder a uma hierarquização dos conceitos aprendidos permitindo aferir se os objectivos de aprendizagem são alcançados. 

Informações detalhadas por disciplina para estas provas estão ainda para “republicar oportunamente”. 

O ministério tutelado por Nuno Crato decidiu introduzir provas finais no 4.º e 6.º anos de escolaridade a Português e Matemática que, ao contrário das actuais provas de aferição, vão contar para a nota final do aluno (30 por cento) à semelhança do que acontece com o exame. 

Este ano entra em vigor a prova final do 6.º ano, com um peso de 25% na nota que o aluno terá no fim do ano lectivo, mas a título excepcional, por ser a primeira vez. 

As alterações, nomeadamente a designação também de prova final do 9.º ano (anteriormente exame) estão publicadas em despacho normativo de Novembro. 

fonte:http://www.publico.pt/

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20
Jun 11

Provas de aferição com quebra a Matemática

Ministério alega que descida se deve a um "nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

 

As negativas continuaram a aumentar nas provas de aferição de Português e Matemática, realizadas pelos alunos dos 4.º e 6.º anos e cujos resultados foram divulgados ontem. A prova de Matemática do 2.º ciclo registou 35,2 por cento de negativas, mais 12,2 do que no ano anterior. De acordo com o Ministério da Educação, a descida generalizada decorre "do nível de exigência superior ao dos anos anteriores".

Na prova de Língua Portuguesa do 1.º ciclo, o valor médio foi de 68,8 por cento, um por cento abaixo da prova anterior. A percentagem de alunos com negativa aumentou 3,9 por cento em relação a 2010, para 12,3 por cento. Na mesma prova, mas referente ao 2.º ciclo, o valor médio manteve-se nos 64,6 por cento, mas a percentagem de alunos com negativas aumentou 4,1 por cento, para 15,7.

A Matemática, as descidas foram mais expressivas: no 1.º ciclo, o valor médio baixou de 70,8 para 67,8 por cento. Aqui, houve 19,7 por cento de negativas, mais 8,6 por cento do que em 2010. Ainda na prova de Matemática, mas no 2.º ciclo, a nota média baixou de 61,7 para 58,0 por cento. No universo de 237 mil alunos que fizeram esta prova, 35,2 por cento tiraram negativa.

As provas de aferição começaram por ser feitas por amostragem em 2003. A partir de 2007, a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, deu-lhes carácter universal, sendo que a filosofia inicial se manteve: os resultados não contam para a nota do aluno, destinando-se antes a avaliar o modo como as competências essenciais de cada ciclo estão a ser alcançadas. Mas, a cumprir-se o programa eleitoral do PSD, este foi o último ano em que se realizaram as provas de aferição. Os sociais-democratas preconizam que a avaliação final deve ser alargada a todos os ciclos: assim, às provas de aferição do 4.º e 6.º anos deverão suceder-se testes nacionais com incidência na avaliação final, à semelhança do que acontece já no 9.º, 11.º e 12.º ano.

Ao PÚBLICO, Paulo Feytor Pinto, que durante anos presidiu à Associação de Professores de Português, considerou que a substituição das provas de aferição por exames com peso na nota dos alunos só vai servir para agravar "a febre do quantitativo que se instalou nas escolas". "Neste momento, as escolas são campo de treino para obter sucesso na avaliação externa", lamenta, para explicar que "há aprendizagens que são importantes - como a oralidade, a pesquisa e selecção de informação na Internet ou a cooperação - e que não se vêem nos exames". No entender deste docente, a avaliação externa deve man-ter-se nas escolas portuguesas, mas, seguindo um modelo mais próximo do finlandês, em que as provas de aferição são feitas por amostragem, sem que as escolas tenham informação prévia dos anos ou das disciplinas seleccionadas em cada ano.

fonte:http://www.publico.pt/E

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12
Mai 11

Provas de aferição de Matemática com questões que exigiam "grande capacidade de interpretação"

Várias questões das provas de aferição de Matemática do 4.º e 6.º anos, realizadas ontem por cerca de 237 mil alunos, exigiam dos alunos mais "capacidade de interpretação" do que conhecimentos da disciplina.

 

Esta é uma das conclusões da Associação de Professores de Matemática (APM), que elaborará um parecer mais pormenorizado no fim-de-semana. Segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), as provas tiveram "um nível de exigência mais adequado do que as de anos anteriores".

Nem a SPM, nem a APM se pronunciaram sobre uma das queixas repetidas por alguns alunos e professores, dando conta que, na prova do 6.º ano, a repartição de tempos entre as duas partes do teste não teve correspondência com a dificuldade dos exercícios propostos. As provas deste ano foram constituídas por dois cadernos. Aos alunos do 4.º ano foram dados 45 minutos para cada um. Os do 6.º tiveram 60 minutos para realizar o primeiro e 40 para fazer o segundo. 

No blogue A Educação do Meu Umbigo, um professor que esteve de vigilância às provas resumiu o que se passou com estes alunos: "Primeira parte: muito fácil, sobrou muito tempo. Segunda parte: mais difícil e pouco tempo". Miguel Abreu, presidente da SPM, indicou que vão reanalisar a prova, tendo em conta os tempos atribuídos para a sua realização. 

Helena Amaral é professora no 4.º ano e analisou para a APM as provas que os seus alunos também realizaram ontem. "Há muitos enunciados em que se apela a uma grande capacidade de interpretação. Numa prova que se destina a testar conhecimentos de Matemática, isso significa que estamos a desviar-nos desse objectivo. Nessas questões, testou-se mais as capacidades de leitura e interpretação dos alunos do que os seus conhecimentos na disciplina", afirmou ao PÚBLICO. Quanto à prova do 2.º ciclo, a presidente da APM, Elsa Barbosa, considerou-a "relativamente acessível". "Está dentro do que é esperado que os alunos sejam capazes de resolver", precisou. Esta docente não critica o facto de algumas questões fazerem apelo a "grande capacidade de interpretação", adiantando que corresponde ao que se pede no programa. "É um bom sinal que tal seja exigido", acrescentou.

Para a SPM, as provas de ontem representam "uma evolução positiva" em termos de exigência: "Notamos em particular a ausência de perguntas completamente desadequadas ao nível etário dos alunos, havendo um maior número de questões mais interessantes, algumas com maior grau de complexidade". Este progresso é "particularmente notório" na prova do 6.º ano, não tanto pelo conteúdo, mas por comparação à realizada o ano passado. Em 2010, esta sociedade científica denunciou a existência de "um número muito exagerado de questões demasiado elementares". Mas a percentagem de negativas aumentou em ambos os anos.

fonte:http://www.publico.pt/

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