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Jun 12

Negativas duplicam nas provas de aferição do 4º ano

Os resultados das provas de aferição dos alunos do 4º ano foram afixados esta terça-feira nas escolas. As negativas mais do que duplicaram a Matemática e um em cada cinco alunos também teve insuficiente a Língua Portuguesa.

 

Dos 105057 alunos que fizeram a prova de matemática, 45467 tiveram resultado insuficiente - foram 43%, precisamente mais 24% do que no ano passado e mais de 30% do que em 2010. A média desceu de 68,3 para 53,9%.

Já a Língua Portuguesa a média foi semelhante à de 2011 - 66,7%, menos 2,6 que no ano passado. Mas o número de negativas subiu de 12 para 20%. O pior resultado de sempre.

O ministério da Educação e Ciência sublinha, no comunicado enviado às redações, que pela primeira vez os alunos fizeram a prova de Matemática de acordo com o novo programa.

A Língua Portuguesa os alunos revelaram maiores dificuldades na parte escrita. Enquanto na Matemática os piores resultados verificaram-se na organização e tratamento de dados.

Estas foram as últimas provas de aferição. A partir do próximo ano, os alunos do 4º ano passam a fazer exame às mesmas disciplinas. No primeiro ano contarão 25% para a nota final e nos anos letivos seguintes 30%.

fonte:http://www.jn.pt/P


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Professores de Português e Matemática já esperavam descida das notas nas provas de aferição

As associações de professores de Matemática e Português afirmaram, esta terça-feira, que já esperavam a descida de médias dos resultados das provas de aferição do ensino básico, atribuindo-a às características das provas.

 

A presidente da Associação de Professores de Matemática, Elsa Barbosa, disse à Agência Lusa que já se tinha percebido que "alunos e professores não estavam à vontade" com a prova, uma vez que "ainda não tiveram tempo" de se adaptar ao novo programa sobre o qual esta incidia.

Os resultados a Matemática - média de 53,9%, menos 14,4 pontos percentuais que em 2011 - devem-se ao facto de "a prova ser pela primeira vez feita dentro do novo programa do ensino básico, que é mais exigente".

"Houve alunos [do quarto ano] que fizeram a prova, mas que nos primeiros dois anos não trabalharam com o novo programa", argumentou.

Para os professores, em muitos casos "também não houve tempo de se aperceberem das diferenças, daquilo que têm que trabalhar mais", acrescentou Elsa Barbosa.

A presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, considerou que a descida da média nas provas de Português - de 69,3% em 2011 para 66,7% este ano - "não admira nada", uma vez que os professores já tinham concluído que "a prova era longa para alunos do quarto ano fazerem de forma consciente".

Edviges Ferreira afirmou que apesar da pequena descida percentual - 2,5 pontos -, "o ensino de Português está no bom caminho" e que a diminuição da média "não é sinal de má preparação" dos alunos.

"Vamos ver como é que corre para o ano, se bem que o exame contará tão pouco que não irá influenciar muito", afirmou.

Este foi o último ano em que as provas de aferição do ensino básico não contaram para nota. No próximo ano letivo, contarão 25% para a nota final no último ano do primeiro ciclo.

fonte:http://www.jn.pt/


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06
Mai 12

Mais de cem mil alunos fazem provas de aferição na próxima semana

Mais de cem mil alunos do 4º ano do Ensino Básico realizam na próxima semana provas de aferição a Português e Matemática.

No próximo ano letivo, estas provas já vão ter a designação de "prova final" e contar 25 por cento (%) para a nota final do aluno, ponderação que subirá para 30% nos anos seguintes, à semelhança dos exames.

Esta foi uma das alterações introduzidas pelo ministro Nuno Crato no sistema de exames em Portugal, que chegou a considerar inexistente enquanto observador das políticas educativas.

Em consequência dessa alteração, os alunos do 6.º ano já não realizam este ano, no mesmo dia, as provas de aferição. Vão fazer provas finais às mesmas disciplinas em junho e a contar para nota (25% este ano e 30% nos seguintes).

A prova de Língua Portuguesa realiza-se na quarta-feira, às 10:00, e a de Matemática na sexta-feira, à mesma hora.

As provas nacionais de aferição visam recolher informação relevante sobre os desempenhos dos alunos nas áreas de Matemática e Língua Portuguesa.

No que diz respeito aos resultados do ano passado a Matemática, os alunos do 4.º ano revelaram maiores dificuldades na exposição de ideias e resolução de problemas. No "item" da comunicação matemática, em "números e cálculo", apenas 19% teve a resposta totalmente correta.

Os resultados globais das provas foram considerados estáveis, face a 2010, apesar de a média nacional ter descido de 71% para 68%.

Realizaram estas provas 107.271 alunos, segundo o relatório divulgado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) aquando da publicação dos resultados.

Os resultados das provas de Português baixaram um ponto em relação ao ano anterior (para 69 por cento), embora com mais alunos a atingirem as classificações de "Bom" e "Muito Bom". Realizaram esta prova 103.440 alunos, de acordo com a mesma fonte.

Dados pedidos pela agência Lusa ao Ministério da Educação esta semana dizem que foram feitas 110.277 provas de Língua Portuguesa e 110.273 de Matemática.

No ano passado, a estreia de milhares de alunos no primeiro "exame" da sua vida escolar ficou marcada por uma greve geral da função pública, em dia de prova de Língua Portuguesa.

A então ministra da Educação, Isabel Alçada, garantiu que os alunos impedidos de realizar a prova por causa da greve teriam oportunidade de a fazer noutro dia, mas sem que os resultados contassem para os estudos e estatísticas. Segundo a tutela de então, apenas 270 alunos foram afetados pela paralisação.

O calendário de provas e exames de 2012 foi oficialmente publicado em 10 de fevereiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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07
Mai 11

Quem não fez a prova de aferição não terá outra chance

Os alunos que ontem foram impedidos de realizar a prova de aferição de Português na sequência da greve da função pública não vão ter uma segunda oportunidade.

 

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação (ME) informou que "não haverá repetição de provas noutro dia". Segundo o ME, a greve convocada pela Frente Nacional dos Sindicatos da Função Pública, e à qual os professores não aderiram, afectou "cerca de 270 alunos", não se tendo realizado a prova em dois agrupamentos de escolas da Direcção Regional de Educação do Centro. As provas dos 4.º e 6.º anos foram realizadas por cerca de 237 mil alunos. 

Esta semana, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Adalmiro Fonseca, tinha garantido que os "alunos não seriam prejudicados" no caso de algum estabelecimento ser obrigado a cancelar a prova devido à ausência de pessoal auxiliar. "Se não houver uma prova de aferição não virá mal ao mundo que não se possa remediar. Arranja-se outro dia", disse. 

Segundo o ME, "a falta de pessoal administrativo não é motivo para encerrar escolas". Em anteriores paralisações, foi a ausência de funcionários que, em muitos casos, determinou o encerramento de vários estabelecimentos. Ontem, em várias escolas, não houve aulas devido ao encerramento daqueles equipamentos ou à ausência dos funcionários responsáveis pelos pavilhões e que têm as chaves destes. Segundo o Governo, encerraram 19 escolas.

As provas de aferição não contam para a nota final do aluno, mas são um instrumento para as escolas identificarem fraquezas nas aprendizagens. Segundo a Associação de Professores de Português (APP), tanto a prova do 4.º ano como a do 6.º foram "muito claras e objectivas", o que irá permitir alcançar o que se pretende com testes deste tipo, ou seja, "aferir a situação dos alunos". O conteúdo de ambas as provas está "dentro do programa" e estas "estão adequadas ao nível etário dos alunos" que as realizaram, frisou a presidente interina da APP, Edviges Ferreira: são provas que permitem aos alunos "mostrar o que valem". 

A responsável considera que, por comparação ao ano passado, se registou uma evolução positiva. "As provas foram mais claras", o que mostra que as observações que têm sido feitas pela APP dão resultados, acrescentou. 

Ontem, aos alunos do 4.º ano foi proposto para interpretação um conto de Isabel Zambujal e um mapa com um texto sobre os Açores. Os do 6.º ano tiveram pela frente um texto de Inácio Pignatelli - talvez um "pouco longo de mais", segundo a APP - e um panfleto da Protecção Civil sobre a necessidade de poupar água. 

Na prova do ano passado, apenas tiveram negativa 8,4 por cento dos alunos do 4.º ano e 11,6 por cento dos do 6.º ano. No relatório nacional sobre as provas de 2009, o último disponível, o Gabinete de Avaliação Educacional, o organismo do ME responsável pelos exames, dava conta de que muitos alunos mostravam dificuldades em colocar palavras por ordem alfabética, em identificar o sujeito e o predicado e em construir correctamente uma frase.

fonte:http://www.publico.pt/

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