08
Nov 12

Há mais de 10 mil alunos com fome nas escolas portuguesas

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar afirmou, esta quinta-feira, que há mais de 10 mil alunos com carências alimentares e que cerca de metade já come pequeno-almoço na escola.

Falando na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que, esta quinta-feira, discute o Orçamento de Estado para a Educação, João Casanova de Almeida afirmou que 5547 alunos já estão abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar.

João Casanova de Almeida afirmou que há cerca de 10.800 alunos referenciados como carenciados em 253 agrupamentos escolares em todo o país e que essa informação vai ser passada ao Banco Alimentar contra a Fome.

O objetivo, afirmou, é que também as famílias desses alunos possam ser auxiliadas com comida.

O programa de pequenos-almoços na escola arrancou em maio deste ano como projeto-piloto em 120 escolas, abrangendo cerca de 12 mil alunos e foi alargado no início do ano letivo 2012/2013 à generalidade das escolas que demonstraram ter alunos com necessidades.

fonte:http://www.jn.pt/

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07
Nov 12

Reitores avisam que não vão ter dinheiro para salários a meio do ano

Universidades garantem que não têm capacidade para pagar totalidade dos salários em 2013 se o Governo não recuar na dimensão dos cortes.

Os reitores das universidades portuguesas dizem que não vão ter dinheiro para salários a meio do próximo ano, caso o Governo não recue nas medidas inscritas no OE/2013 e não reponha a totalidade das verbas para o pagamento dos subsídios de Natal.

Isto porque além do corte médio de 2,5% na transferência do Estado as universidades e politécnicos vão ver subir de 15% para 20% os encargos com os descontos para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), que se traduz em cerca de quatro milhões de euros da dotação de cada universidade.

Além disso, os reitores garantem que a Direcção Geral de Finanças transferiu, em média, menos um milhão de euros para cada instituição face ao necessário para repor os subsídios de Natal. Contas feitas, a tutela de Vítor Gaspar não devolveu cerca de 15 milhões às universidades para uma despesa que no total ascende aos 66 milhões de euros. Contas feitas, em média as universidades vão sofrer um corte médio de 10% no seu orçamento, em relação ao ano passado.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, acentuou que "a situação das universidades é muito grave", e sublinhou que a redução das dotações vai limitar "a capacidade de intervenção".

Em conferência de imprensa realizada no Conselho Nacional de Educação (CNE), depois de terem ido de manhã ao Parlamento e após uma reunião do CRUP com os presidentes dos Conselhos Gerais das universidades, António Rendas salientou que as instituições podem "chegar a meio do próximo ano, sem dinheiro para pagar salários".

Rendas referiu que os cortes terão "efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário", notando que "o financiamento público das universidades já foi reduzido em 144 milhões de euros, entre 2005 e 2012, podendo este valor atingir os 200 milhões de euros, se o OE 2013 vier a ser aprovado sem alterações".

Para evitar o "iminente quadro de ruptura na rede universitária", como se refere em documento distribuído pela CRUP na conferência de imprensa, António Rendas manifestou uma total abertura para o diálogo com o ministério da Educação e o Governo, tendo decidido hoje solicitar, "com carácter de urgência", uma audiência ao Presidente da República.

 

fonte_:http://economico.sapo.pt/n

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05
Nov 12

Universidades com cursos gratuitos para desempregados

Projecto piloto já arrancou na Universidade Nova. Vai ser alargado e visa a requalificação dos licenciados sem emprego.

As universidades portuguesas vão arrancar com cursos gratuitos de gestão para licenciados desempregados com o objectivo de os requalificar e facilitar a sua integração no mercado de trabalho. O Governo escolheu a Nova School of Business and Economics para avançar com o projecto piloto, que arrancou na semana passada com uma turma de 50 alunos. E dentro de duas semanas começarão as aulas da próxima turma, igualmente de 50 alunos.

Pedro Silva Martins, secretário de Estado do Emprego, explicou ao Diário Económico que a iniciativa do Instituto de Emprego e Formação Profissional visa "dar maiores perspectivas de empregabilidade aos licenciados desempregados" e admitiu estar já em contacto com outras universidades para alargar a iniciativa. "Vão ter aulas sobre várias competências da gestão aplicada como negociação, marketing, contabilidade, etc. que lhes vai enriquecer o currículo", sublinha Pedro Silva Martins. E há aqui um outro aspecto muito importante, que é o de fazerem ‘networking'. "Numa situação de desemprego, é muito importante vencer o isolamento", diz ainda o secretário de Estado.

O curso dura duas semanas, em regime intensivo de oito, nove horas por dia. No final desse período, são seleccionados 25 alunos para fazerem mais uma semana dedicada ao empreendedorismo, onde farão um plano de negócio.

São candidatos a este tipo de curso todos os licenciados inscritos nos centros de emprego, neste caso da Região de Lisboa e Vale do Tejo, excepto os que têm formação em Gestão. E é dada particular atenção aos que tenham projectos de empreendedorismo, admite responsável do Governo.

Do lado da Nova SBE, o responsável pela formação de executivos, Nadim Habib, esclarece: "Vamos testar o ensino da gestão num segmento difícil. Os alunos são jovens e menos jovens, alguns desempregados há muito tempo, outros nem tanto, vêm de cursos tradicionalmente com mais desemprego: História, Antropologia, Filosofia, etc. Queremos ensiná-los a falar gestão, a entenderem como uma organização funciona, como o seu talento pode acrescentar valor, etc.".

A iniciativa insere-se na Medida Viva Activa na vertente de desempregados licenciados, que tem uma verba de quatro milhões de euros para requalificação de um universo até dez mil pessoas, que engloba não só estes cursos nas instituições de ensino superior como outras acções de formação nos centros de emprego.

"Vamos usar a nossa experiência na formação de executivos e tentar encontrar maneiras de activar o talento. Por vezes, aquilo que as pessoas são boas a fazer tem pouco a ver com a área de formação", frisa Nadim Habib.

Também o ISEG lançou, recentemente, um curso em parceria com o BNP Paribas para ajudar jovens à procura do primeiro emprego e desempregados a encontrar um lugar no mercado de trabalho no sector da banca.

Trabalho publicado na edição de 5 de Novembro de 2012 do Diário Económico

 

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04
Nov 12

Aprovadas dez mil bolsas no Ensino Superior, 3.500 rejeitadas

Quase dez mil pedidos de bolsas de estudo para o ensino superior foram deferidos e cerca de 3.500 rejeitados até 29 de Outubro.

Quase dez mil pedidos de bolsas de estudo para o ensino superior foram deferidos e cerca de 3.500 rejeitados até 29 de Outubro, numa altura em que estavam pendentes perto de 85 mil outras situações, indica uma informação oficial.

De acordo com a página de internet da Direcção-geral do Ensino Superior (DGES), até àquela data foram deferidos 9.884 pedidos e rejeitados 3.551.

Nos pedidos à espera de decisão, 59.288 tinham já a informação indispensável para a análise técnica e 25.429 ainda a aguardavam.

O 'site' da DGES contabiliza 73.985 requerimentos apresentados por candidatos a 34 estabelecimentos do ensino superior público e 10.732 feitos por inscritos em 120 estabelecimentos privados.

No ensino superior público, o maior número de pedidos e de deferimentos, 7.031 e 1.638 respectivamente, reporta-se à Universidade do Porto, enquanto no privado o Instituto Superior da Maia liderava os pedidos (1.367) e a concessão (194) de bolsas.

No ano lectivo transacto foram atribuídas 53.105 bolsas de estudo.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

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03
Nov 12

Agência de Acreditação manda fechar 107 cursos superiores

Um quarto dos cursos avaliados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior vão ter que fechar.

Cento e sete cursos, entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos, chumbaram na avaliação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

Os números são avançados neste sábado pelo semanário Expresso, segundo o qual a A3ES avaliou 420 dos cerca de 3500 cursos actualmente existentes nas instituições de ensino superior. Entre estes detectou 81 cursos em universidades, sobretudo privadas, que não cumprem as regras necessárias para se manterem em funcionamento. A estes juntam-se outros 26 em Institutos Politécnicos.

Estes cursos têm agora dois anos para serem encerrados, deixando de admitir novos alunos e mantendo-se apenas em funcionamento para quem quiser concluí-los. Mas os estudantes podem optar por pedir transferência para outras formações dentro da instituição que frequentam ou mesmo numa outra.

A lei exige que as instituições tenham, pelo menos, um professor doutorado por cada 30 alunos. Impõe também que mais de metade dos docentes esteja em tempo integral e desenvolva projetos de investigação. Requisitos legais que não foram cumpridos em 25% dos cursos analisados.

Na avaliação, a agência impôs ainda condições a 242 cursos que vão ter de alterar alguns parâmetros para continuarem a funcionar.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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28
Out 12

FENPROF alerta para cortes "insuportáveis" no ensino superior

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, alertou este sábado para a possível rutura financeira em universidades e politécnicos do país devido aos cortes previstos para o setor no Orçamento de Estado de 2013.

O responsável da FENPROF falava à agência Lusa no final de uma reunião do seu Conselho de Departamento do Ensino Superior e Investigação, onde foi feito o ponto da situação por cerca de 30 docentes e investigadores de universidades e institutos politécnicos de todo o país.

No encontro, "alguns reitores alertaram que a situação já é muito complicada e há uma possibilidade real de rutura no funcionamento de algumas instituições", cujos cortes no orçamento vão atingir, segundo Mário Nogueira, entre os sete e os doze por cento nas universidades, "e até mais no caso dos politécnicos".

Nas contas do secretário-geral da FENPROF, o corte no setor do ensino superior vai atingir 57 milhões de euros em 2013, "sendo que, globalmente, desde 2005, há um acumulado de perda que ronda os 200 milhões de euros", avaliou.

Por outro lado, alertou que estas entidades "não podem subir mais as propinas para obter receitas porque já são elevadas e os alunos têm vindo a desistir do ensino superior".

Questionado sobre se existem números sobre essas desistências, Mário Nogueira estimou que os números que têm sido falados são da ordem dos 5.000 a 6.000 alunos.

Face a este balanço, de "momento dramático da vida do país e do ensino superior e da ciência em particular, com redução de orçamentos de funcionamento, redução de salários, e despedimentos", a FENPROF emitiu uma resolução em que defende "um sobressalto cívico em defesa" do setor.

"Todos os docentes e investigadores e toda a sociedade portuguesa devem unir-se em defesa do ensino superior e contra esta proposta de Orçamento de Estado do Governo", apelou o responsável, "independentemente da sua cor partidária".

A FENPROF adianta que vai participar na manifestação nacional marcada para 31 de outubro, às 15.30 no Marquês de Pombal, em Lisboa, iniciativa da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

fonte:http://www.jn.pt/P

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27
Out 12

Procura por cursos de jornalismo supera 10 vezes as vagas

A procura pelos cursos de ciências da comunicação e jornalismo continua a aumentar, apesar da crise que atinge os media tradicionais, chegando o número de candidatos a superar em dez vezes as vagas existentes.

Isto é, por exemplo, o que sucede na licenciatura em jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) em Lisboa, onde no presente ano lectivo 2012/13 houve uma procura, na primeira fase, de 783 estudantes para 60 vagas.

«Tivemos mais candidatos que no ano passado e cerca de 76% dos alunos (46 estudantes) dos que cá ficaram escolheram esta escola como primeira opção, sendo a nota da última entrada de 15,55 valores», disse à Lusa o presidente da ESCS, Jorge Veríssimo.

Realidade idêntica vive o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) no curso de ciências da comunicação, onde para as mesmas 72 vagas nos dois últimos anos, a procura passou de 766 no ano lectivo de 2011/12 para 780 em 2012/13.

«Muitos dos que são colocados em outras licenciaturas acabam por pedir transferência para Ciências da Comunicação, engrossando o número de alunos no 2.º e 3.º ano desta licenciatura», explicou a coordenadora da unidade de Ciências da Comunicação/Comunicação, Paula Cordeiro.

Jorge Veríssimo conta também que «há uma fuga» de estudantes «de outras áreas, como psicologia e sociologia, para publicidade, relações públicas e multimédia, onde acaba por haver trabalho».

Questionado sobre se os alunos têm em conta a actual crise nos media tradicionais no momento da escolha do curso, o vice-presidente executivo do departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Rosa, afirmou: «Ainda não acontece, continua a haver bastante procura e a média do último aluno a entrar foi 16,75 valores».

Jorge Rosa afirma que à partida a grande maioria quer seguir jornalismo, mas muitos mudam, entretanto, de ideias e acabam por virar-se para áreas, como relações públicas e cinema.

«Alguns vão tendo essa noção [da crise], mas muitos continuam a batalhar por um estágio e procuram diferentes saídas, por exemplo na imprensa regional», disse.

Os responsáveis destas universidades são unânimes em considerar que o jornalismo está a atravessar «uma fase negativa com um mercado saturado», mas acreditam numa reinvenção do mesmo.

Paula Cordeiro considera que «hoje só deveria seguir a especialização em jornalismo quem, de facto, seja apaixonado pela área» e que «ser jornalista não é uma profissão, é um modo de vida».

Apesar de acreditar que «continuará a haver espaço para recém-licenciados que queiram ser jornalistas», Paula Cordeiro é peremptória: «Haverá, certamente, mais espaço ainda para aqueles cujo perfil se enquadre mais num produtor de conteúdos, gestor de conteúdos e gestor de comunidades».

Jorge Veríssimo salienta que «há uma série de áreas onde podem trabalhar, como os gabinetes de comunicação de empresas, 'sites', órgãos de comunicação social regionais e área dos conteúdos».

«Se fosse eu, fazia uma pesquisa nos sites das empresas, ia entrevistá-los e aos clientes e propunha uma periodicidade de produção de conteúdos», exemplificou Jorge Veríssimo, salientando que «é necessário ser-se empreendedor».

Também Jorge Rosa sublinha «a aposta no percurso individual», dando o exemplo de um ex-aluno, que sendo surfista «tentou canalizar todo o seu percurso para o 'surf' ao longo da licenciatura e acabou por ficar a colaborar com uma revista da área».

fonte:Lusa/SOL

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26
Out 12

Custo por aluno do ensino público inferior ao do particular

O Tribunal de Contas recomenda ao Governo que avalie a continuidade dos contratos de associação com as escolas particulares e cooperativas. Um conselho que consta do memorando de entendimento.


O documento assinado com a troika já recomendava a redução das transferências para as escolas com contrato de associação. Mas o Governo manteve este ano letivo a verba por turma (85288 euros), salvaguardando esses contratos dos cortes generalizados na Educação. A recomendação do TC - feita no relatório divulgado hoje sobre o custo médio por aluno no ensino público e escolas com contrato de associação - reforça a diretriz do memorando.

Tanto Mário Nogueira, líder da Fenprof, como Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, louvam a recomendação. Para ambos, a rede de ensino pública assegura a oferta a todos os alunos, pelo que reprovam o Estado pagar a escolas particulares que só deviam ser contratualizadas quando os alunos não têm oferta a quatro quilómetros de casa.

Já para Rodrigo Queirós e Melo, diretor executivo da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Privado (Aeep), a duplicação da rede é pontual e se o Governo extinguir os contratos terá de assumir "que obriga" os pais a matricular os filhos na escola pública.

O JN tentou obter uma reação do Ministério da Educação mas não recebeu qualquer resposta em tempo útil.

Diferentes leituras

O relatório conclui que o custo médio por aluno nas escolas com contrato de associação é de 4522 euros. No ensino público, o TC apurou dois valores médios: 3890 euros com base na execução orçamental dos agrupamentos; e 4415 euros se aos orçamentos forem somadas as despesas com as escolas artísticas, contratos de execução com os municípios e Fundo Social Municipal. O valor no público só é menor graças ao custo médio no 1º ciclo (2299,80), que as escolas com contrato de associação não lecionam. A comparação, frisa Rodrigo Queirós e Melo, deve por isso ser feita com o custo médio apurado para os restantes ciclos que é de 4648 euros. "Logo, mais caro 126 euros por aluno", reage, multiplicando, de imediato, esse valor pelos "53 mil alunos" abrangidos pelos contratos de associação. "O Estado pode poupar seis milhões de euros".

Mário Nogueira alerta, no entanto, que o custo superior resulta das ofertas alternativas que existem no público e não nas particulares, nomeadamente os cursos profissionais, artísticos ou os alunos com necessidades educativas especiais.

De acordo com o relatório, 89% dos alunos abrangidos pelos 93 contratos frequentam o ensino regular.

fonte:http://www.jn.pt/


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23
Out 12

Descubra os cursos que garantem emprego

Engenharia, informática e sector da saúde são as licenciaturas com maior empregabilidade.

Os cursos de engenharia informática e a saúde continuam a garantir maior facilidade de entrada no mercado de trabalho. Esta é apenas uma das conclusões do estudo "Empregabilidade e Ensino Superior em Portugal", realizado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), a que o Económico teve acesso, que analisa o emprego dos diplomados e a forma como actuam as instituições de ensino superior (públicas e privadas) na hora de colocar os seus alunos no mercado de trabalho. Para isso, analisam-se os dados oficiais das instituições, a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) e do ministério.

O estudo revela a lista de cursos com maior e menor taxa de desemprego. Na tabela dos dez cursos com mais facilidade de inserção no mercado de trabalho, a Universidade do Porto marca presença com três (duas licenciaturas de Ciências de Engenharia e o mestrado de Ciências Farmacêuticas).

Segundo o documento, todos os alunos que se diplomaram nestes cursos estão a trabalhar. Também a Universidade de Lisboa tem duas licenciaturas nesta tabela: a de Estudos Básicos de Ciências Farmacêuticas e a de Medicina. Mas também há instituições privadas entre os cursos com total empregabilidade. É o caso do curso de Informática na Universidade Portucalense Infante D. Henrique.

Apesar dos dados "lisonjeiros" para a Universidade do Porto, a vice-reitora daquela instituição com o pelouro da Formação e Organização Académica, Maria de Lurdes Fernandes, considera que "a questão da empregabilidade é demasiado complexa para ser analisada apenas sob este prisma" e que é necessária uma reflexão sobre "a qualidade do emprego, da satisfação dos estudantes e da adequabilidade do curso à carreira profissional que merecem reflexão quando se analisa a empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior".

No fim da lista nos cursos com mais desemprego surgem os cursos de Economia, Design e Psicologia.

Pela negativa, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) destaca-se com mais que resultam em maior taxa de desemprego entre diplomados. O estudo da A3ES aponta que esta instituição tem três licenciaturas no topo da tabela da maior taxa de desemprego. É o caso da licenciatura de Recreação, Lazer e Turismo, com 39% de desempregados, Ciências da Comunicação com 30% e Economia com 28%. O que pode também indica que as instituições localizadas em regiões com maiores dificuldades económicas são as que menos conseguem emprego para o seus diplomados.

Bolonha falhou na empregabilidade e desemprego dos licenciados tem vindo a subir
O estudo alerta ainda para o facto de não se estar a cumprir a meta de aumentar a empregabilidade dos diplomados prevista no Processo de Bolonha, deixando a recomendação de que sejam revistas as "expectativas irrealistas" deste objectivo. "A obtenção de empregabilidade no final de cada ciclo de estudos é um objectivo de difícil alcance", sublinha-se. Factor que se deve a uma "inadequação da formação obtida face às necessidades do mercado de trabalho". Segundo esta análise, a taxa de desemprego entre os licenciados tem vindo a crescer, assim como o fenómeno de migração dos mais qualificados. Há "uma tendência de aumento deste fenómeno, sendo transversal aos diversos graus de ensino superior", lê-se no documento. No entanto, em tempos de crise ainda compensa apostar na formação avançada. Isto porque, além da taxa de desemprego dos diplomados "não ter aumentado tanto como a dos não diplomados", o estudo refere que aqueles que possuem "graus mais elevados tendem a registar taxas de desemprego inferiores". Conclui-se, assim, que o mercado de trabalho continua a "valorizar as qualificações adicionais".

Mil vagas a que pode concorrer na Europa
Quinta e sexta desta semana pode concorrer a cerca de mil empregos disponíveis em empresas de países europeus, que vão estar presentes na feira Dias de Emprego no Centro de Congresso da Fil em Lisboa. Durante os dois dias poderá contactar as cerca de 40 empresas presentes, conhecer as suas necessidades de recrutamento, sobretudo nas áreas das Engenharias, Tecnologias de Informação, Saúde, Hotelaria e Restauração, "Customer Service" e Construção Civil. O dia 25 de Outubro será exclusivamente dedicado às áreas das Engenharias e Tecnologias de informação. O dia 26 de Outubro será dedicado a outras áreas profissionais. Durante o evento terá ainda oportunidade de conhecer as condições de trabalho de 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

Trabalho publicado na edição de 22 de Outubro de 2012 do Diário Económico

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16
Out 12

Inspeção de Educação detetou irregularidades em concursos para professores

A Inspeção Geral da Educação e Ciência detetou irregularidades em alguns concursos de colocação de professores, segundo informou, esta segunda-feira, o Ministério da Educação.

Nos casos em que se registaram irregularidades nas contratações, o Ministério determinou a anulação dos respetivos procedimentos concursais.

"O Ministério da Educação e Ciência, através do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, determinou a anulação dos procedimentos concursais nos casos em que se registaram desconformidades que comprometeram a legalidade das contratações", indica o comunicado divulgado, esta segunda-feira.

Mas, para assegurar que não há interrupção das aulas, os contratos em causa só serão anulados no momento da entrada de um novo professor, caso um novo concurso resulte na seleção de outro candidato.

"Relativamente aos professores, será acautelada a contagem do tempo de serviço e a remuneração já recebida, devendo estes docentes regressar à reserva de recrutamento caso tenham concorrido ao concurso para a satisfação das necessidades temporárias", acrescenta o comunicado.

Os professores em causa podem ainda voltar a candidatar-se ao mesmo lugar.

Apesar das irregularidades detetadas em algumas escolas, o Ministério salienta a "normalidade em que decorreu a grande maioria das colocações e das contratações".

A inspeção foi desencadeada depois de denúncias por parte dos sindicatos de irregularidades na contratação de professores.

fonte:http://www.jn.pt/P

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