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Jul 13

Médias desceram nos exames de Português e Matemática

As classificações médias dos exames da primeira chamada dos 6º e 9º anos, em Português e Matemática, em alunos internos, desceram, entre "os 5 e 10 pontos percentuais", em relação às médias do ano lectivo anterior.  
  
Os dados divulgados pelo Ministério da Educação referem que as "classificações evidenciam uma descida, em comparação com os resultados do ano anterior, observando-se variações cuja amplitude se situa entre 5 e 10 pontos percentuais". 
  
Em Matemática do 9.º ano, a descida foi de cinco pontos percentuais, "resultado igual ao observado em 2011, havendo uma descida de 5 pontos percentuais na classificação média da prova do 2.º ciclo (6.º ano)". Em Português, as descidas "foram de sete pontos percentuais" no 6º ano e "de seis", no 9º ano.  
  
Na disciplina de Português, a média da classificação foi de 52% (6.º ano) e de 48% (9.º ciclo). Em Matemática, as classificações médias foram de 49% (6º ciclo) e de 44% (9º ciclo). Os dados dizem respeito a alunos internos - alunos da escola onde fizeram exame.  
  
No 6º ano, realizaram-se 224.368 exames, no total, enquanto no 9º o número se fixou em 196.841 exames. Os exames dos 6.º ano realizaram-se em 1.126 escolas de Portugal Continental, regiões autónomas dos Açores e da Madeira, e em estabelecimentos de ensino no estrangeiro com a disciplina curricular de Português. No 9º ano, as provas finais ocorreram em 1.284 escolas.

"São dificuldades que é urgente ultrapassar"
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, assinala a urgência de ultrapassar "as dificuldades persistentes em Português e Matemática, num número muito elevado de alunos", numa reacção aos resultados dos exames dos 6º e 9º anos.

Numa declaração enviada à agência Lusa, Nuno Crato disse que é necessário empenho para ultrapassar as dificulades. 
  
"Não estamos satisfeitos com estes resultados. Eles mostram dificuldades persistentes em Português e Matemática, num número muito elevado de alunos. São dificuldades que é urgente ultrapassar, e todos nós - professores, escolas, pais e, obviamente, o Ministério - temos de nos empenhar em as ultrapassar", afirmou.

No entender do governante, "as dificuldades não são de hoje", recordando que, desde 2005 (no 9º ano) e 2012 (no 6º), se constatam "resultados insuficientes no ensino básico", revelados pelas provas finais.

"Tudo isto mostra a necessidade de haver uma avaliação externa rigorosa. Mas não basta conhecermos as dificuldades. Temos de actuar", vincou, acrescentando que "o progresso dos jovens nas etapas superiores de estudo fica dificultado com insuficiências nestas etapas".

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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27
Dez 11

Matemática: prova mais difícil deu menos positivas

É um regresso à normalidade depois doboom de positivas em 2009. A SPM, que na altura falou de facilitismo, espera que a exigência se mantenha.

Pelo terceiro ano consecutivo, mais de metade dos alunos do 9.º ano obtiveram uma média positiva no exame nacional de Matemática, mas a percentagem dos que conseguiram este feito desceu quase 13 pontos por comparação a 2009 - passou de 63,8 por cento para 51,3.

"O exame foi um pouco mais exigente e os resultados baixaram", constatou ao PÚBLICO o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), Miguel Abreu. No parecer divulgado no dia da prova, a SPM dava conta de que o grau de complexidade do exame era superior ao de 2009, o qual fora considerado por esta associação "escandalosamente fácil". 

Segundo a SPM, apesar de constituir um passo no bom sentido, a prova de 2010 continuou, em termos de exigência, "abaixo do que seria desejável". Mesmo assim, quase metade dos alunos ficou-se pela negativa, uma situação que Miguel Abreu classifica de "preocupante".

O responsável espera que esta queda nos resultados não leve o Ministério da Educação (ME) a recuar no tipo de provas que vier a ser proposto. "Não devem ser os exames a adaptar-se aos alunos", alerta, acrescentando que as provas devem obedecer a standards mais adequados em termos do que se deve esperar de um aluno no final da escolaridade obrigatória. "O que se tem que fazer é trabalhar para que os alunos obtenham positiva em exames com um nível de exigência adequado e isto consegue-se com um melhor ensino", frisa. 

De acordo com os dados divulgados ontem pelo ministério, 9,5 por cento dos alunos obtiveram a classificação de nível 1, numa escala até cinco, o que é mais do dobro do registado no ano passado.

Os exames nacionais do 9.º ano estrearam-se em 2005. Mais de 70 por cento dos alunos tiveram então negativa a Matemática. Um resultado que contribuiu para a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, lançar o chamado Plano de Acção para a Matemática, que resultou sobretudo em mais acções de formação para professores e em tempo suplementar dedicado pelas escolas a esta disciplina. 

Em 2008, pela primeira vez, mais de metade dos alunos conseguiram ter positiva no exame de Matemática. De 72,8 por cento em 2007, a percentagem de negativas desceu no ano seguinte para 44,9. A SPM alertou então que a prova tinha sido "mais fácil" do que a realizada em anos anteriores.

À espera do ministério

Ao contrário do que aconteceu com os alunos do secundário, que este ano voltaram, pela segunda vez, a ter uma melhor média a Matemática do que a Português, os do 9.º ano continuam a sair-se melhor na prova de língua materna: 70,3 por cento tiveram positiva. Mas para Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), estes resultados, só por si, voltam a dizer pouco às escolas e aos professores. "O Ministério da Educação tem os resultados resposta a resposta, mas não os divulga. E, por isso, nós continuamos a não saber o que é que aconteceu em 2006 - quando as positivas baixaram para 54,5 por cento - ou por que é que os resultados deste ano são equivalentes aos do ano passado. Foi por os alunos terem sido tão bons ou tão maus na produção escrita? Ou na gramática? Não sabemos."

No ano passado, em resposta a esta reivindicação da APP, o ministério garantiu que iam ser fornecidos às escolas os resultados dos exames resposta a resposta. Mas tal não aconteceu, frisa Feytor Pinto. O PÚBLICO tentou ontem sem êxito obter uma explicação do ME. A percentagem de reprovações à disciplina, por parte dos alunos internos - aqueles que frequentam as aulas o ano inteiro -, foi de nove por cento, o mesmo valor que o do ano passado. Já a Matemática esta percentagem subiu de 24 para 26 por cento. 

 

Segundo o ME, a média total nas provas - que contabiliza os resultados dos alunos internos e dos externos - manteve-se igual à de 2009 em Língua Portuguesa (56 por cento na 1.ª chamada e 46 por cento na 2.ª) e desceu a Matemática (de 57 para 50 por cento na 1.ª chamada e de 39 para 28 na 2.ª). No 9.º ano, a 2.ª chamada tem carácter excepcional - é sobretudo realizada pelos alunos com mais de 15 anos que, depois de terem sido chumbados pelos seus professores, se autopropõem a exame.

fonte:http://www.publico.pt/E

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23
Jul 11

Aluno português conquista medalha de ouro nas Olímpiadas Internacionais da Matemática

Miguel Santos, estudante do 10º ano em Alcanena, conquistou hoje uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, realizadas em Amesterdão, Holanda, um resultado inédito para a selecção portuguesa.

 

Actualmente com 16 anos, Miguel Santos já tinha arrebatado uma Menção Honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em 2010, e no ano anterior a medalha de ouro na competição portuguesa. 

“É fantástico. É o melhor resultado individual”, confessou à agência Lusa Joana Teles, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acompanhou a selecção portuguesa. 

Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respetivamente. 

Luís Duarte, estudante do 10º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual. 

“Isto é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados. Temos alunos excelentes, e isso é óptimo”, sublinhou Joana Teles, igualmente docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, que há uma década, com o seu programa Delfos, prepara estes talentos matemáticos. 

Na sua perspectiva, o caminho é trabalhar com mais alunos, e mais precocemente, e nesse sentido as olimpíadas portuguesas de matemática já se alargaram aos 6º e 7º anos de escolaridade. 

“Consigo ver na matemática mais originalidade e mais criatividade do que em muitas outras coisas. E há sempre coisas em aberto que precisam de mais desenvolvimento”, confessou Miguel Santos à agência Lusa, pouco antes de partir para a Holanda, no estágio final realizado na Universidade de Coimbra. 

Para esse sucesso, e a conquista agora da medalha de ouro, terá contribuído aquilo que na sua mente está cimentado, que “como em qualquer coisa na vida, para se ter sucesso na matemática é preciso gostar da matemática”. 

Também João Santos, “medalha de bronze”, na mesma altura confessara à Lusa o gosto que tinha em resolver problemas de matemática, e o quão “é desafiante um problema novo”. 

Este aluno há um ano também conquistou para Portugal uma menção honrosa na Olimpíadas Internacionais de Matemática, depois da medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2009. 

Raul Penaguião, agora também “medalha de bronze”, arrebatara duas menções honrosas em anteriores olimpíadas internacionais. 

As melhores classificações da selecção portuguesa foram alcançadas em 2010 nas Ibero-Americanas, com todos os alunos medalhados (uma medalha de prata e três de bronze), e no ano anterior nas “internacionais”, com uma medalha de prata e três de bronze. 

fonte:http://www.publico.pt/

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