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Set 12

Lisboa é a região portuguesa com mais estudantes universitários

A região de Lisboa é a que tem o maior número de estudantes no ensino superior (92,4%) em Portugal, muito acima da Centro, que surge em 2.º lugar (56,4%), segundo um estudo divulgado, esta sexta-feira, em Bruxelas.


Estas duas regiões são ainda as que proporcionam aos estudantes um melhor acesso à instituição de ensino: na região de Lisboa apenas 0,3 % vivem a mais de uma hora da universidade mais próxima e na Centro são 0,6 %.

O Algarve tem a pior prestação neste indicador, com 14,4 % dos estudantes a residirem a mais de uma hora da instituição de ensino.

Lisboa é ainda a região que mais estudantes tem em todos os níveis de ensino (22,9%), seguida do Porto por uma décima (22,8), Centro (21,7), Algarve (21,4) e Alentejo (21%).

O estudo "Mind the Gap - education inequality across UE regions", sobre disparidades educativas a nível regional, mostra ainda que, no que respeita à educação ao longo da vida, a região Centro lidera com três por cento da população, seguida de Lisboa (2,9), Norte (2,7), Alentejo (2,4) e Algarve (2,3%).

Em relação à taxa de licenciados, a região de Lisboa lidera com 16,7%, o dobro do Alentejo (8,4%), que tem a pior prestação, posições opostas no que respeita à percentagem de população com menos qualificações, em que o Alentejo lidera com 78,3% e Lisboa tem o melhor resultado com 64,5%.

O Algarve é a segunda região em percentagem de licenciados (11%), seguindo-se as regiões Norte (9,7) e Centro (8,5).

O Centro está em segundo lugar em termos de população com mais baixas qualificações (78,2%), seguindo-se o Norte (77,6%) e Algarve (71,7%).

fonte:http://www.jn.pt/


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05
Dez 11

Fusão de duas Universidades de Lisboa será decidida até Maio

 A decisão de fusão da Universidade de Lisboa e da Universidade Técnica de Lisboa (UTL) deverá ser tomada até Maio. A estimativa foi avançada ao PÚBLICO pelo novo reitor da UTL, António Cruz Serra. “Existem condições para que, até Maio, os Conselhos Gerais das duas Universidades tomem a decisão de fusão”, indicou.

Cruz Serra, que hoje foi eleito reitor, integra o grupo de trabalho que, desde Julho, tem estudado a possível fusão destas universidades. O grupo foi criado por iniciativa dos reitores da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, e da UTL, Ramôa Ribeiro, que faleceu recentemente.

Após a decisão de fusão, competirá ao Governo aprovar o decreto-lei com vista à instalação da nova universidade resultante da fusão. Segundo Cruz Serra, que desde 2009 preside ao Instituto Superior Técnico, este procedimento poderá será adoptado “quase imediatamente a seguir” à decisão de fusão. A serem cumpridos estes passos, no início do Verão de 2013 a nova universidade poderá já estar em funcionamento. “Existirão novidades em breve e documentos concretos para as faculdades darem o seu parecer. É preciso envolver toda a comunidade académica neste processo”, garantiu, frisando que este “é um projecto mobilizador”.

A fusão das duas universidades mais antigas de Lisboa dará “um exemplo” do que deve ser feito para “aumentar a visibilidade” e “capacidade de competição internacional” das instituições do ensino superior português. Cruz Serra espera que o Governo seja capaz de responder ao exemplo, aumentando a autonomia da nova universidade. A racionalização da rede do ensino superior faz parte dos objectivos elencados no programa do Governo.

O novo reitor não vê alternativas a este caminho. “Temos o maior número de universidadesper capita da Europa e ainda existem mais politécnicos do que universidades”, lembra. Segundo ele, esta situação deixou de ser compatível tanto com as alterações demográficas, económicas, sociais e tecnológicas das últimas décadas, como com os sucessivos cortes nas transferências do Estado para as instituições do ensino superior: “É absolutamente necessário reduzir o número de instituições. Com o baixíssimo orçamento de que se dispõe conseguir-se-á fazer mais por via desta racionalização, da qual resultarão novas sinergias”.

Segundo Cruz Serra, este processo deverá ser feito sobretudo através da fusão de instituições e não tanto por via do encerramento.”Há pólos no interior que são vitais para o desenvolvimento regional”, lembra.

Para garantir a qualidade do que já tem qualidade no ensino superior português, afirma que será também “imprescindível” rever o seu modelo de financiamento. O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, já prometeu um novo modelo para o próximo ano, mas não se sabe ainda que princípios o nortearão.

Cruz Serra defende que este deve ser diferenciado em função da qualidade do ensino ministrado e do nível de investigação desenvolvido nas universidades: “Temos de financiar de modo diferente aquilo que é diferente”. É a única forma, segundo o responsável, de se conseguir ter “universidades capazes de competir com as melhores” a nível internacional. Caso não se vá por aí, e com os novos cortes anunciados para o sector, as boas universidades em Portugal vão deixar de o ser, adverte.

fonte:http://www.publico.pt/

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