07
Dez 11

Número de licenciados duplica em 10 anos

O número de pessoas residentes em Portugal com formação superior quase duplicou na última década e representa cerca de 12 por cento da população.

Esta quarta-feira, durante a apresentação dos primeiros resultados dos Censos 2011 a presidente do Instituto Nacional de Estatística, Alda de Caetano Carvalho, explicou que esta conclusão equivale a uma evolução «mais rápida do que era previsto». 

«O nível de ensino da população residente registou progressos significativos ao longo dos últimos 30 anos», resumiu o coordenador do Gabinete dos Censos, Fernando Casimiro, citado pela agência Lusa. 

No caso do Ensino Superior, entre 1991 e 2011 o número de pessoas com formação superior «aumentou quase um milhão». Em 1991 eram 284 mil; em 2001 o número de licenciados era 674 mil, e em Março de 2011, já passava os 1.260 mil. Ou seja, só nos últimos 10 anos, o número de licenciados duplicou.

Mas as novidades não se resumem ao Ensino Superior

Os alunos que terminaram o ensino secundário também duplicaram nos últimos 20 anos passando de 643 mil, no início da década de 90, para os actuais 1.363 estudantes.

No total, os números significam que cerca de 12% da população tem formação superior - sendo que o género feminino lidera a tabela; 13% concluiu o ensino secundário; 16% tem o 3º ciclo e 13% parou os estudos depois de completar o 2º ciclo. Mas é a tradicional quarta classe que reúne a maior percentagem da população: uma em cada quatro pessoas tem apenas o ensino básico.

Em Portugal, 19% da população permanece sem qualquer nível de ensino.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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16
Jan 11

50 mil licenciados pedem "fim das injustiças criadas por Bolonha"

Se todas as universidades aceitarem a recomendação do Conselho de Reitores, a oferta passará a ser igual: a quem tiver uma licenciatura feita antes da reforma de Bolonha e contar com cinco anos de experiência profissional bastará um semestre de aulas e a defesa pública de um relatório sobre a profissão para conseguir o grau de mestre.

 

Isto, contudo, é considerado insuficiente pelo Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), que esta semana fez entrar na Assembleia da República uma petição com 49.300 assinaturas. Objectivo: "Acabar de vez com as confusões e com as injustiças criadas com a reforma de Bolonha."

"Explicar a situação não é fácil, porque ela é absurda", afirma Fernando Santo, presidente do CNOP. Segundo diz, tem origem na escolha da designação dos títulos académicos por ocasião da reforma de Bolonha, que visou harmonizar o ensino superior nos países europeus e implicou alterações na duração dos cursos a partir de 2006.

Naquela altura, diz, foram cometidos dois "erros propositados que afectaram centenas de milhares de pessoas já licenciadas". Começou, diz, com a atribuição das mesmas designações – licenciatura e mestrado – aos graus obtidos antes e depois de Bolonha, apesar de os ciclos terem durações diferentes. "E agravou-se", na sua perspectiva, "quando o Governo continuou a ignorar os apelos à distinção, na Portaria n.º 782/2009, que estabelece a correspondência entre os níveis de educação e formação e os níveis de qualificação para efeitos profissionais".

A consequência, sublinha, foi a "desvalorização" profissional do termo "licenciatura". "Uma pessoa com uma formação académica de cinco ou seis anos antes de Bolonha tem o mesmo título académico que outra com três anos de estudos. Mas, se isto é já incompreensível, torna-se gravíssimo quando se reflecte, por exemplo, num concurso para uma vaga na administração pública, em que ambas as "licenciaturas" equivalem a um nível 6 de qualificação. Isto, ao mesmo tempo que um mestre pós-Bolonha, com cinco anos de formação académica (os mesmos de um antigo licenciado), concorre com o nível 7", aponta. 

Fernando Santo assegura que "não se tratou de um lapso. "Houve uma clara intenção política de, reduzindo a factura, aumentar, para efeitos estatísticos, o número de "licenciados", que passam a sê-lo com menos dois anos de formação", denuncia. 

Na petição lançada pela CNOP, que reuniu 49.300 assinaturas - quando só eram necessárias 4000 para obrigar à discussão na AR -, são exigidas duas medidas: a alteração da regulamentação do Quadro Nacional de Qualificações, com a atribuição do nível de qualificação 7 aos licenciados pré-Bolonha e a atribuição do grau de mestre aos titulares das licenciaturas pré-reforma.

Neste contexto, Fernando Santo considera "insuficiente" a recomendação do CRUP. "É positiva, porque é um sinal de abertura e vem dar visibilidade a uma situação que prejudica centenas de milhares de profissionais, mas ainda há muito caminho a percorrer para acabar com as injustiças", diz.

fonte:http://www.publico.pt/

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