Professores em greve às avaliações até dia 28

Oito sindicatos dos professores, incluindo a Fenprof, decidiram hoje, em Lisboa, manter a greve às avaliações na próxima semana.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof, afecta à CGTP), Mário Nogueira, disse, em conferência de imprensa, que a grande maioria dos mais de 10 mil docentes inquiridos, durante dois dias, manifestou interesse em continuar com a greve às avaliações dos alunos até à próxima sexta-feira, dia 28.

"Respeitando a vontade dos professores, as organizações sindicais vão manter a greve às avaliações para a próxima semana", declarou Mário Nogueira, porta-voz das estruturas hoje reunidas num hotel em Lisboa.

A Federação Nacional de Educação (FNE) - afecta à UGT - não subscreveu o pré-aviso de greve às avaliações da próxima semana.

Mário Nogueira pediu uma forte adesão dos professores na segunda-feira, dia em que decorre uma nova reunião negocial no Ministério da Educação e Ciência, encontro que os sindicatos acolheram "com surpresa", uma vez que, alegou o dirigente, tinham sido anteriormente agendadas reuniões suplementares para esta quarta e quinta-feira.

Segundo o líder da maior estrutura sindical de professores, a greve às avaliações tem levado ao adiamento diário de oito mil a 10 mil reuniões.

Os sindicatos reafirmaram hoje a intenção de pedir à Inspecção-Geral de Educação e Ciência uma auditoria às escolas, na sequência de "ilegalidades" ocorridas nos exames na segunda-feira, durante a greve geral de professores, assim como recorrer à Procuradoria-Geral da República para que investigue "violações do direito à greve", com a substituição de docentes, dizem, por outros profissionais.

A greve às reuniões de avaliação dos alunos começou a 7 de Junho. Os professores contestam o aumento da carga horária lectiva de 35 para 40 horas semanais, a colocação em escolas a longas distâncias da sua residência e temem o despedimento com a aplicação do regime de requalificação (mobilidade especial) da Função Pública.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito