11
Jul 13

Média do exame nacional de Português ficou nos 8,9 valores, abaixo da nota de 2012

A média dos exames nacionais de Português no ensino secundário baixou este ano para 8,9 valores, contra os 9,5 registados em 2012, e a taxa de reprovação aumentou dos 8%, em 2012, para os 10%, em 2013.

Os dados foram hoje divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), um dia depois da divulgação da maioria dos exames nacionais do ensino secundário (11.º e 12.º anos), realizados em primeira fase.

Para hoje ficou apenas reservada a afixação das notas de Português, de Português Língua Não Materna e de Latim A, provas marcadas para 17 de Junho, que, devido à greve de professores, não puderam ser realizadas por todos os alunos, o que obrigou o MEC a agendar uma segunda data, ainda em primeira fase, para 02 de Julho, de forma a permitir que os alunos afectados pudessem fazer o exame, sem prejuízo para o calendário escolar e para o prazo de candidaturas ao ensino superior.

As notas hoje divulgadas englobam as provas realizadas no dia inicialmente previsto - 17 de Junho - e as realizadas a 02 de Julho, sem qualquer distinção.

A prova de Português do 12.º ano, realizada por mais de 70 mil alunos do secundário, obteve, globalmente, uma média negativa de 8,9 valores, mas se forem consideradas apenas as notas dos alunos internos -- alunos matriculados, que completaram o ano lectivo e foram a exame com nota de final de ano positiva -- a média das classificações sobe praticamente um valor, para os 9,8, mantendo-se, ainda assim, negativa.

"Esta variação não tem qualquer relevância estatística e inscreve-se no quadro de uma normal oscilação interanual de resultados, num contexto de aplicação de provas públicas", considerou o MEC, em comunicado

Considera-se uma classificação positiva uma nota igual ou superior a 10 valores, sendo as notas atribuídas segundo uma escala que varia entre 0 e 20.

A média de Latim A baixou também em relação ao ano anterior, dos 10,8 valores para os 9,5. Ainda assim, a taxa de reprovação caiu, em relação a 2012, dos 9% para os 6%.

De acordo com os dados divulgados na quarta-feira, as médias dos exames nacionais do ensino secundário a Matemática A, Biologia e Geologia e Física e Química A, na primeira fase, foram negativas, com notas médias entre 7,8, a Física e Química, e 8,2, a Matemática A.

Nestas três disciplinas, apenas a de Física e Química A registou uma ligeira melhoria na nota média, em comparação com o ano de 2012, subindo dos 7,5 para os 7,8 em 2013.

Matemática A baixou a média de 8,7 para 8,2 e Biologia e Geologia desceu a classificação média em mais de um valor, de 9,3 para 8,1.

Estas três disciplinas - Física e Química A, Matemática A e Física e Química A -, fundamentais para quem quiser prosseguir estudos superiores nas áreas científicas, como as engenharias ou Medicina, foram também as que registaram, nos exames, as maiores taxas de reprovação: 24% em Física e Química A, 20% em Matemática A e 16% em Biologia e Geologia.

fonte:Lusa/SOL

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06
Jul 12

Exames de Português e Matemática com 51% e 44% de média no 9.º ano

A média nacional dos exames de Matemática no 9.ºano foi negativa (44,4%) e a de Língua Portuguesa ficou-se pelos 51,4% em 2010/2011, segundo o relatório publicado esta sexta-feira pelo Gabinete de Avaliação Educacional.

Na análise dos resultados da Prova Escrita de Língua Portuguesa relativos à primeira chamada consideraram-se as respostas de 85.410 alunos internos do 9.ºano de escolaridade.

A Língua Portuguesa, numa escala de 1 a 5, a percentagem de classificações iguais ou superiores a nível 3 foi de 57,9%.

Entre os itens com pior desempenho estão aqueles em que se avalia a leitura e a escrita, nomeadamente com uma estrofe de "Os Lusíadas" e um valor de classificação média em relação à cotação total de 27%.

Os piores resultados (apenas 11,4% de respostas corretas), verificaram-se no item 4.1 do Grupo II. A explicação do GAVE é esta: "O facto de o predicado subordinante conter um verbo no modo condicional exigia o recurso a um padrão de colocação do pronome átono que é uma das áreas reconhecidamente frágeis da língua padrão: a mesóclise".

Para o GAVE, os resultados apurados demonstram que perante uma tarefa de escrita como a apresentada, os alunos tiveram facilidade em cumprir a instrução quanto ao tema e ao tipo de texto. Já no que se refere a aspetos relacionados com a estrutura, a coesão, a morfologia e a sintaxe "houve, tendencialmente, mais dificuldades".

O GAVE destaca que, apesar da descida dos resultados em relação ao ano anterior, o desempenho dos alunos se manteve positivo, com 57,9% de positivas e 51,4% de média global.

"Além da fragilidade dos desempenhos no domínio da gramática, são de assinalar os problemas detetados nos itens de construção em que se avaliava a leitura com graus diferentes de inferência", lê-se no relatório 2011 dos exames nacionais.

Os alunos revelam também deficiências na escrita expositiva, um problema que "parece ter-se acentuado em 2011, com um item que exigia maior autonomia".

Recomenda-se um trabalho mais sistemático de leitura e "particular atenção" à estruturação do texto.

A análise dos resultados de matemática, também na primeira chamada, evidencia 43,2% de classificações positivas (igual ou superior a 3), situando a média nacional em 44,4%.

Consideraram-se as respostas de 86.297 alunos.

O melhor desempenho, com uma classificação média de 67,2%, diz respeito à resolução de um sistema de duas equações a duas incógnitas.

O item com pior desempenho avaliava conteúdos de Geometria e estava identificado como sendo o de dificuldade previsível mais elevada, tendo em conta que "exigia do aluno um raciocínio de caráter dedutivo".

A classificação média em relação à cotação total foi de 7,1%.

Os resultados verificados neste exame permitem "confirmar a recorrência de maiores dificuldades na resolução de problemas que exigem: leitura e interpretação de enunciados que envolvem a mobilização de vários conceitos, capacidade de abstração e mobilização de conhecimentos de forma sistemática".

Os itens com melhor desempenho foram os que envolviam a aplicação direta de algoritmos, embora as classificações médias em relação às cotações totais tenham sido inferiores a 70%.

Os autores do relatório dizem ainda que embora o cálculo da média seja, de um modo geral, efetuado com sucesso por grande parte dos alunos, a compreensão do seu significado continua "muito aquém do que seria desejável".

fonte:http://www.jn.pt/P

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15
Jul 11

Exames/Secundário: Negativas a Português quase duplicam e chegam aos 10%

A taxa de reprovação a Português quase duplicou na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário, passando de seis para dez por cento, sendo também uma das provas em que a média foi negativa.

 

Em 68.409 provas, registaram-se 37.685 negativas, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação.

Por outro lado, a média dos 49.912 alunos internos que fizeram o exame baixou de 11 valores para 9,6, enquanto a média total (que engloba todos os estudantes que fizeram o exame, mesmo sem terem frequentado aulas durante o ano letivo) passou de 10,1 para 8,9 valores.

Esta é uma das quatro disciplinas em que os alunos internos apresentam média nacional negativa nos exames nacionais e a que registou um maior número de inscrições (78.159 alunos).

Em História da Cultura e das Artes, a taxa de reprovação passou igualmente de seis por cento para 10 por cento. As médias passaram de 10,9 valores (alunos internos) para 9,6 e de 10,3 para 8,9 valores (total).

Latim A manteve a taxa de reprovação em sete por cento.

Com uma taxa de reprovação de zero por cento, apresentam-se seis disciplinas, no domínio na língua portuguesa, espanhola e alemã.

No total das 24 disciplinas do ensino secundário sujeitas a exame nacional, das 351.902 inscrições para a primeira fase, realizaram-se 264.748 provas, correspondentes a 75 por cento das inscrições.

O processo de classificação envolveu 6.560 professores.

Maus resultados devem-se à preferência dos alunos pela via científica, dizem professores

A presidente da Associação de Professores de Português justificou hoje os maus resultados na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário nesta disciplina com o facto de 70 por cento daqueles alunos estarem a seguir o ramo científico e não humanístico.

Edviges Antunes Ferreira considerou, em declarações à agência Lusa, que o "factor aluno" é a primeira causa destes resultados, na medida em que os estudantes estão cada vez menos preocupados com o exame de Português porque pretendem seguir sobretudo a via científica.

"Logicamente, eles têm mais preocupações em obter boa bota a Matemática, Física e Biologia" do que em Português, porque são aquelas disciplinas específicas do seu curso que vão contar para a média de entrada na universidade.

Além disso, explicou, nas disciplinas específicas os alunos têm testes intermédios, o que também não lhes dá muito tempo para se prepararem para o Português.

Outro factor de peso para os maus resultados em Português resulta, segundo Edviges Antunes Ferreira, do "próprio exame", que este ano mudou de paradigma, colocando perguntas diretas sobre a função da língua a que os alunos não souberam responder.

De acordo com a mesma responsável, 80 por cento dos alunos não souberam indicar o sujeito. Também na identificação de uma oração, a mesma percentagem de alunos falhou a resposta.

fonte:Lusa

 

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