21
Ago 12

Metade do ensino obrigatório deve ser profissional

O Governo pretende que cerca de 50% dos jovens inscritos no ensino obrigatório, ou seja no 10.º ano de escolaridade, optem pelo ensino profissional "ainda este ano".

"Os nossos planos são chegar a 50% ainda este ano, do ensino secundário", ou seja, "o nosso objectivo é que os jovens escolham as suas carreiras, mas pensamos que chegar aos 50% na parte da escolaridade obrigatória no ensino profissional é um objectivo que faz sentido para o país", declarou o ministro da Educação e Ensino Superior, Nuno Crato, no final de uma reunião com os parceiros sociais.

Governo e parceiros sociais estiveram mais de quatro horas em concertação social para discutir a proposta governamental de reprogramação do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) que assume como vectores gerais o reforço dos apoios ao emprego e aos desempregados e o estímulo às empresas.

Nuno Crato mencionou que "há novos cursos já este ano", tendo o ministério incentivado "a abertura dos cursos tendo em conta a capacidade das escolas para oferecerem esses cursos com qualidade".

Um segundo critério tido em conta pelo Executivo é "a empregabilidade dos cursos", disse o ministro da tutela, acrescentando que os jovens terão à sua disposição "áreas muito variáveis" direccionadas para sectores como o comércio, bens transaccionáveis, turismo, restauração e indústria.

De acordo com Nuno Crato, "o ensino profissional é fundamental para o desenvolvimento do país e todo o dinheiro empregue na educação dos portugueses é dinheiro bem empregue".

A proposta de reprogramação dos fundos comunitários, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica nacional, foi apresentada pelo Governo à Comissão Europeia em Julho, alterando assim as prioridades de financiamento da formação profissional.

A mudança mais significativa incide sobre o Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que tem alocados 6,5 milhões de euros, e
que passa pelo corte de 564 milhões de euros ao eixo da "adaptabilidade e aprendizagem ao longo da vida", segundo a proposta do Executivo enviada na segunda-feira aos parceiros sociais e hoje discutida na reunião.

De salientar que entre os programas que mais beneficiam da transferência de verbas dos fundos comunitários está o referente à "formação avançada", sob a alçada do Ensino Superior, com um acréscimo de 200 milhões de euros.

Patrões e sindicatos criticaram esta decisão do Governo, alegando que a prioridade está a ser dada aos jovens e não aos trabalhadores no activo que precisam de formação contínua.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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13
Ago 12

Escolas ainda sem orientações para o ensino profissional

Directores sem indicações sobre as Novas Oportunidades e o reforço de 50% nas vagas do profissional.

A três semanas do início do ano lectivo, os directores de escolas ainda não receberam qualquer indicação sobre as novas medidas a adoptar para o ensino profissional de jovens nem sobre o futuro dos 302 centros de novas oportunidades que perdem financiamento no final deste mês.

Recorde-se que o Governo anunciou, no final do mês passado, o reforço de 50% do número de vagas para os cursos profissionais de jovens - cursos de aprendizagem do IEFP - passando das actuais 18 mil para as 30 mil, em Setembro. No entanto, as escolas dizem que ainda não foram contactadas nem pela tutela de Nuno Crato, nem pelo Ministério da Economia e do Trabalho e que foram muito poucas as contactadas pelo Instituto de Emprego e Formação (IEFP).

"As escolas não receberam nenhuma indicação do Governo sobre estas vagas", alerta ao Diário Económico o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro da Fonseca, que denuncia o exemplo de Vila Nova de Gaia onde "das 23 escolas com estes cursos apenas três foram contactadas pelo IEFP para eventuais protocolos". A três semanas do início do ano lectivo, Adalmiro da Fonseca sublinha: "Com este atraso não acredito que este reforço de vagas consiga abrir em Setembro".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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19
Jul 12

Ensino profissional: vagas aumentam à volta de 50%

As vagas para os jovens que seguem as vias profissionais do ensino secundário vão aumentar à volta de 50% no próximo ano letivo, passando dos atuais 18.000 alunos para 30.000.

«Estamos a promover o aumento de cerca de 50% das vagas, ao nível do sistema de aprendizagem dual, bem como promover alterações de cariz operacional que facilitam o enquadramento deste sistema», no ano letivo do ensino regular, anunciou esta quinta-feira o secretário de Estado do Emprego, numa conferência conjunta com a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário.

Os ministérios da Economia e da Educação e Ciência pretendem otimizar os recursos públicos disponíveis nas duas redes, através da celebração de protocolos de parceria, entre os centros de formação profissional e escolas básicas, secundárias e profissionais.

Pedro Martins adiantou, segundo a Lusa, que estes cursos de aprendizagem se destinam aos jovens entre os 15 e os 24 anos, que pretendam obter uma qualificação profissional, com equivalência ao 12.º ano, contribuindo de «forma eficaz para o aumento dos níveis de empregabilidade e de inclusão social e profissional».

Estes objetivos são potenciados pela organização da formação em alternância (dual), que envolve a entidade formadora e a empresa, um modelo que tem bastante sucesso em países da União Europeia, observou.

«Estou certo que conseguiremos formar mais jovens para empregos mais qualificados e mais qualificantes e, dessa forma, promover a competitividade e combater o desemprego».

O objetivo é «ajustar a oferta de formação tendo em conta as necessidades e prioridades dos diferentes setores económicos e do mercado de trabalho».

Pedro Martins adiantou que há uma «bolsa profissionalizante» para os jovens abrangidos por este sistema de aprendizagem dual.

Avançou ainda que estão planeadas mais de 700 ações para iniciar em setembro, nas diferentes áreas de formação, particularmente nas tecnológicas ou outras consideradas prioritárias para os cursos de aprendizagem em 2012, face às necessidades evidenciadas pelas empresas e pelo mercado de emprego.

A secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário anunciou ainda a «revisão das várias modalidades de ensino profissional e profissionalizante para eliminar as sobreposições e facilitar a legibilidade da oferta formativa».

Haverá ainda «uma maior flexibilização dos currículos para facilitar uma mais rápida adequação destas formações às necessidades do mercado de trabalho, dos públicos-alvos e das regiões abrangidas», adiantou Isabel Leite.

As modalidades de cursos profissionais e de cursos de aprendizagem serão progressivamente uniformizadas e serão eliminados progressivamente os cursos secundários com planos próprios, através da sua integração na modalidade de cursos profissionais.

«Será ainda identificado um conjunto restrito de escolas de referência no ensino profissional, que terão como foco uma área de atividade económica prioritária», que funcionarão numa região relevante para essa atividade, explicou, adiantando que estes estabelecimentos receberão um «selo de qualidade».

Alem das componentes habituais de uma escola profissional de jovens, estes estabelecimentos «fornecerão ambientes empresariais para a realização de estágios e realizarão a formação de técnicos para outras escolas e empresas».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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