20
Ago 13

Ensino básico perdeu quase 13 mil alunos em apenas um ano, revela imprensa

Estatísticas relativas ao ano lectivo de 2011/2012 revelam que um sistema de ensino em retracção acelerada, com menos professores contratados e menos alunos. Só o ensino básico, perdeu quase 13 mil alunos num só ano, conclui a edição desta terça-feira do jornal Público.

Em 2010/2011, avança o mesmo jornal, estavam nas escolas do básico e secundário de Portugal continental 35.976 professores contratados. Um ano depois, este número já tinha descido para 28.730, tendo mesmo sido reduzido para metade no último ano lectivo e inclusivamente a desaparecer a partir de Setembro.

Comparando o número de alunos só no básico, existiam 1.710.075 em 2011/2012, ou seja, menos cerca de 13 mil do que no ano anterior.

Já no 3.º ciclo e sobretudo no secundário, os dados revelam ligeiros aumentos por comparação ao ano anterior, uma tendência que, acrescenta o jornal, deverá acentuar-se na sequência do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/ne

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03
Jul 12

Alunos do 4.º ano que chumbem, em 2013, poderão repetir exames

 Os alunos que chumbarem, em 2013, no novo exame do 4.º ano vão poder realizar uma segunda prova final em Julho, confirmou hoje ao PÚBLICO o gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Com esta nova prova pretende-se assegurar a oportunidades destes alunos transitarem, nesse mesmo ano, para o 2.º ciclo. O primeiro exame realizar-se-á no início do 3.º período, em Abril. 

As disciplinas com exame no 4.º ano são Língua Portuguesa e Matemática e as provas terão um peso de 25% na nota final do aluno. Os que revelarem dificuldades poderão ter um “apoio extraordinário” com vista à realização do novo exame e evitarem assim a retenção. Este apoio prolongar-se-á até 5 de Julho, segundo o que se encontra previsto no despacho que aprova o calendário escolar para 2012/13, publicado na semana passada em Diário da República. As aulas do 4.º ano terminam a 14 de Junho.

A Federação Nacional de Professores acusou o MEC, sexta-feira, de com aquele prolongamento querer introduzir “um castigo para os meninos que ‘chumbarem’ no ‘exame da 4.ª classe’”.

fonte:http://www.publico.pt/

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28
Jun 12

Metas curriculares no "Básico" serão obrigatórias a partir de 2013/14

O ministro da Educação e Ciência afirmou, esta quinta-feira, que serão obrigatórias, a partir de 2013/14, as metas curriculares que lançou, esta quinta-feira, para discussão pública e que visam um ensino "bem estruturado", baseado num modelo anglo-saxónico.

 

Em conferência de imprensa na Secretaria Geral do Ministério da Educação, Nuno Crato indicou que, para o próximo ano letivo, as metas para as disciplinas de Matemática, Português, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias de Informação e Comunicação do ensino básico serão "fortemente recomendadas".

Elaboradas ano a ano, as metas, que estarão em discussão pública até 23 de julho, destinam-se a "definir com clareza o que se quer que cada aluno aprenda".

São "objetivos cognitivos muito claros" para professores e alunos, indicou, rejeitando que se ponha em causa a "liberdade de método" dos docentes para ensinarem as matérias.

Nuno Crato afirmou que as metas vão "clarificar aquilo que, nos programas, deve ser prioritário, os conhecimentos fundamentais a adquirir e as capacidades a desenvolver pelos alunos ao longo dos diversos anos de escolaridade".

"Não pretendemos atuar de uma forma dirigista em relação à pedagogia", garantiu Nuno Crato, que defendeu a necessidade de um "ensino bem estruturado".

"Julgamos que este processo corresponde a uma ambição de muitos professores", apontou o ministro, reiterando que se dá "total liberdade aos professores" mas que se querem "resultados e para isso tem que se traçar objetivos".

As metas curriculares lançadas esta quinta-feira para discussão são baseadas no modelo de "standards" e "core standards" seguido no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, e são um "movimento moderno", salientou.

"Antes apostou-se numa grande liberdade, mas com a massificação do ensino e as dificuldades, há mais consciência da necessidade de um ensino mais bem estruturado", declarou.

O modo de verificar se, ao longo do ano letivo, as metas estão a ser cumpridas consegue-se com "vários sistemas de aferição", desde logo as provas e exames de fim de ano e que são "provas externas" à escola que permitem aos alunos e professores "saber onde estão".

Nuno Crato afirmou que o ministério está em diálogo com as editoras de livros escolares, que manifestaram disponibilidade para "ajustar os manuais" aos objetivos que fiquem consagrados definitivamente nas metas curriculares.

De 23 de julho a 3 de agosto, o ministério irá incorporar, na versão definitiva das metas, os contributos da discussão pública que achar "mais adequados", afirmou Nuno Crato.

fonte:http://www.jn.pt/


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19
Jun 12

Alunos do básico vão ter exames a mais disciplinas

Governo prevê a introdução de “provas externas finais de ciclo e em mais disciplinas, com maior nível de clareza, exigência e rigor”.

No próximo ano lectivo os alunos do ensino básico vão ter provas de exame a mais disciplinas. O Governo revela que para combater o abandono e melhorar o sucesso escolar em cada ciclo vai reforçar a avaliação externa do processo de aprendizagem, através da "introdução de provas externas finais de ciclo e em mais disciplinas, com maior nível de clareza, exigência e rigor".

Esta é apenas uma das várias medidas que estão previstas na Educação, segundo o documento do Executivo, a que o Económico teve acesso, que faz o balanço de um ano de do Governo de Passos Coelho e que enquadra as medidas já concluídas e as que estão em curso - "Um ano depois: prestar contas".

Por revelar ficam as disciplinas em que vão ser introduzidas os exames e os anos de escolaridade. Detalhes que o Ministério da Educação se recusou divulgar. Recorde-se que este ano o Inglês passou a ser disciplina obrigatória desde o 5º ano e História, Geografia, Ciências Naturais e Físico-Química foram reforçadas do 7º ao 9º ano. Disciplinas consideradas "fundamentais" no sistema de ensino pelo ministro, que sempre defendeu que Portugal não tinha um sistema de exames credível e já aplicou este ano provas nacionais no 6º ano e para o próximo ano no 4º ano.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Mai 11

Alunos de sete anos também vão ter provas de Língua Portuguesa e Matemática

No próximo mês, os alunos de sete anos vão realizar duas provas de âmbito nacional. É a primeira vez, nas últimas décadas, que este tipo de avaliação será aplicado a crianças tão novas, mas, à semelhança do que acontece noutros níveis de ensino, a realização dos chamados testes intermédios tem um carácter facultativo.

 

São as escolas que decidem se querem ou não que os seus alunos os realizem e a que disciplinas. Segundo o Ministério da Educação (ME), para a realização dos testes do 2.º ano inscreveram-se cerca de 650 escolas e agrupamentos. Ontem foi aberto um período de inscrição suplementar, que se prolongará até ao próximo dia 23. No 3.º ciclo e secundário, estes testes têm sido realizados em mais de 1700 escolas.

Ao contrário do que acontece nestes níveis, não serão atribuídas notas aos testes de Língua Portuguesa e Matemática que os alunos do 2.º ano do ensino básico irão realizar nos dias 3 e 8 de Junho. Estes testes irão proporcionar às escolas "uma informação exclusivamente de natureza qualitativa que será partilhada com os encarregados de educação", informou o ME em resposta a questões do PÚBLICO. 

Segundo o ministério, a sua realização "tem como principal finalidade um diagnóstico precoce das dificuldades dos alunos", e poderão, por isso, vir a ser "uma importante ferramenta na prevenção do insucesso no final do 1.º ciclo do ensino básico". Neste nível de ensino, é no 2.º ano que os alunos mais chumbam. Em 2009, último período com informação disponível, a taxa de retenção entre os estudantes de sete anos foi de 6,9 por cento. No 4.º ano, que é o final do 1.º ciclo, desceu para 3,7 por cento. 

Evitar colagem aos exames

Os resultados dos testes intermédios deverão "contribuir para uma intervenção pedagógica e didáctica mais eficaz nos 3.º e 4.º anos de escolaridade" e influenciar já a preparação do próximo ano lectivo, "dado que permitirão orientar e regular as aprendizagens dos alunos", acrescentou o ministério. Terão, no total, 90 minutos de duração, embora este período seja dividido em duas partes de 45 minutos, separadas por meia hora de intervalo.

Os chamados testes intermédios são elaborados pelo Gabinete de Avaliação Educacional, o organismo do ME que é responsável pelos exames, e começaram a ser aplicados há cinco anos no ensino secundário. A partir de 2007/2008, também começaram a ser realizados pelos alunos do 8.º e 9.º ano do 3.º ciclo do ensino básico. A construção dos testes é similar à dos exames nacionais a que os estudantes são sujeitos no final do 9.º, 11.º e 12.º ano. Um dos seus objectivos, segundo o Gave, é precisamente o de os alunos se "familiarizarem progressivamente" com aqueles instrumentos de avaliação.

Para a presidente da Associação de Professores de Matemática, Elsa Barbosa, esta é uma "colagem" que de todo deve ser evitada no 2.º ano do 1.º ciclo. "Os testes neste ano poderão ser uma mais-valia se forem encarados exclusivamente do ponto de vista formativo, tanto pelos professores como pelos alunos", defende. Nesta perspectiva, acrescenta, os docentes terão a possibilidade de contar com um ponto de situação sobre as estratégias desenvolvidas em sala de aula e, com base nos resultados, "poderão melhorar o que não está bem". No caso da Matemática poderão ser particularmente úteis, uma vez que os docentes do ensino básico começaram recentemente a implementar um novo programa, que só foi generalizado a todas as turmas este ano.

Segundo Elsa Barbosa, os testes poderão também ser um instrumento de preparação para as provas de aferição que os alunos realizam no 4.º ano. Estas provas, que começaram a ser implementadas em 1999, são obrigatórias, mas não contam para a nota final do aluno. 

fonte:http://www.publico.pt/

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