01
Dez 14

Quase 40% dos alunos abandonam o 12º ano

Quase 40% dos alunos matriculados no 12.º ano em 2012-2103 não o concluíram, o que demonstra que o secundário é o nível de ensino com a mais elevada taxa de insucesso. Assim, dos 51.602 alunos matriculados no 12.º ano, em Portugal Continental, 61,57% terminaram o ano.

Os números demonstram que o insucesso vai aumentando à medida que se progride no nível de escolaridade: a taxa de insucesso no 4º ano foi inferior a 5%, em 94.430 matrículas registadas, no 6º ano 15%, em 102.265 alunos inscritos, no 9º ano atinge os 20%, em 89.259 alunos matriculados, e do 9º ano para o 12.º duplica.

A taxa de conclusão por distritos é relativamente homogénea no 4º ano. A partir do 6.º ano, Lisboa tem taxas de conclusão inferiores a outros distritos.No 12.º ano, regista mesmo a mais baixa: 54,25%. Viana do Castelo é o distrito que apresenta sempre a taxa de conclusão mais elevada em todos os níveis de ensino básico e secundário.

Estas contas têm em conta os dados das escolas públicas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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30
Nov 14

Escolas privadas lideram, mas público volta a ter média positiva

Apesar do ensino privado e cooperativo continuar a dominar os lugares cimeiros dos rankings de escolas secundárias com as melhores notas nos exames, a média das escolas públicas volta a ser positiva (10,34 valores) quando o ano passado era de 9,43%. Também a média das privadas subiu de 10,71 em 2013 para 11,64 este ano.

O Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, é a escola com a média mais alta nos exames nacionais do secundário, com 14,45 valores, de acordo o  ranking da Lusa. No segundo lugar do pódio vem a Escola Salesianos do Estoril (14,35) e em terceiro o Colégio Moderno (14,28).

O ensino privado e cooperativo ocupa as 23 primeiras posições deste ranking, enquanto a primeira pública, no 24º lugar, e é a Escola Secundária Raúl Proença, nas Caldas da Rainha.

Em termos de classificação interna final, que representa a nota atribuída aos alunos tendo em conta todo o trabalho realizado ao longo do ano lectivo, a média para as escolas privadas foi de 14,63 valores e de 13,36 para as públicas, valores muito semelhantes aos do ano anterior.

Nas provas finais do 9º ano, a melhor escola também é do Porto:  Colégio Nossa Senhora da Paz, com 4,25 valores, enquanto apenas um terço das escolas do país passa a Português e a Matemática.

Nos exames do 6º ano, sete em cada dez escolas teve negativa na média das provas nacionais. A melhor escola é o Externato Mundo da Criança, em Lisboa, com 4,21 valores (escala de 1 a 5).

No 4º ano, a média do Externato Menino Jesus, em Coimbra, foi a melhor a nível nacional nas provas finais (4,6). No entanto, se em 2.222 escolas a média das notas dos alunos do 4º ano foi positiva, nas restantes 1.757 não atingiu o nível três (numa escala de um a cinco).

fonte:http://economico.sapo.pt/

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03
Set 13

Ministro garante mais escolas com atividades extracurriculares

O número de escolas a organizar atividades extracurriculares, no 1.º ciclo, será maior este ano, havendo menos municípios, mas estas áreas continuam e os alunos podem ficar nos estabelecimentos até às 17.30 horas, garantiu o ministro da Educação esta segunda-feira.

"Há municípios que não querem organizar as atividades extra curriculares e têm todo o direito de o fazer", disse Nuno Crato, falando aos jornalistas à margem do XXXI Encontro Juvenil de Ciência, que está a decorrer em Lisboa.

Nos casos em que as autarquias "não tiverem disponibilidade ou interesse em organizar as atividades extracurrilares, a escola assegurará que estas atividades sejam realizadas e que os pais possam ter, se o entenderem, os filhos na escola até às cinco e meia da tarde", assegurou o ministro.

"Este ano renegociamos com os municípios essas atividades da maneira que autarquias e escolas entendem e de acordo com as disponibilidades", acrescentou.

Nuno Crato salientou que "a novidade é que haverá mais escolas a assegurar diretamente essas atividades extra curriculares".

As atividades extracurriculares podem ser organizadas pelo Ministério da Educação e Ciência, pelas associações de pais, por outras entidades ou pelos municípios e, "nos últimos anos têm sido sobretudo os municípios, além do Ministério, a tomar a seu cargo essa organização, [agora] há uns que pretendem continuar outros não".

Nuno Crato explicou que tem sido uma reivindicação de algumas escolas serem elas a tomar essas atividades a seu cargo, situação que lhes permite "articular melhor o currículo e atividades complementares, acautelar melhor uma uniformidade de horários e utilizar os meios que estão à sua disposição", segundo Nuno Crato.

Quanto ao encontro em que participou e no decorrer do qual falou com vários jovens, o ministro disse ser fundamental que os mais novos se empenhem desde cedo pela ciência, sendo um exemplo para todos os outros estudantes.

"O país precisa de mais técnicos e mais cientistas, há espaço para eles e o próprio tecido empresarial começa a empregar mais técnicos e mais cientistas", tendência que tem de intensificar-se, defendeu.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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20
Ago 13

Ensino básico perdeu quase 13 mil alunos em apenas um ano, revela imprensa

Estatísticas relativas ao ano lectivo de 2011/2012 revelam que um sistema de ensino em retracção acelerada, com menos professores contratados e menos alunos. Só o ensino básico, perdeu quase 13 mil alunos num só ano, conclui a edição desta terça-feira do jornal Público.

Em 2010/2011, avança o mesmo jornal, estavam nas escolas do básico e secundário de Portugal continental 35.976 professores contratados. Um ano depois, este número já tinha descido para 28.730, tendo mesmo sido reduzido para metade no último ano lectivo e inclusivamente a desaparecer a partir de Setembro.

Comparando o número de alunos só no básico, existiam 1.710.075 em 2011/2012, ou seja, menos cerca de 13 mil do que no ano anterior.

Já no 3.º ciclo e sobretudo no secundário, os dados revelam ligeiros aumentos por comparação ao ano anterior, uma tendência que, acrescenta o jornal, deverá acentuar-se na sequência do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/ne

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19
Jul 13

Escolas ainda não sabem que cursos profissionais podem oferecer

Em pleno período de matrículas, as escolas ainda não sabem quais os cursos profissionais que podem propor aos alunos. 

Os directores também ainda não tiveram indicação de quantas turmas podem constituir para os cursos de educação e formação. 

Um atraso do ministério da educação que os directores não compreendem como diz Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas: “É incompreensível que neste momento a tutela ainda não tenha dito às escolas qual é a rede de cursos que cada escola vai ter. Os alunos do 9º ano estão-se a matricular condicionalmente sem saber os cursos que vão existir em cada escola. Até ao dia 26 os directores têm de ter tudo feito. Não sei como é que vai ser, não há tempo, é uma falta de respeito para com alunos, pais e directores”. 

São acusações partilhadas por Manuel Pereira, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares avisa a tutela que os directores não podem esperar muito mais tempo: “Acho que não podemos esperar mais tempo, porque além de termos de constituir as turmas com urgência, temos de fazer distribuição de serviço para depois saber, uma vez que Agosto está à porta, para saber de quantas pessoas é que as escolas vão precisar.” 

Enquanto a resposta do Ministério não surge, a escola vai agindo como se tudo fosse correr bem: “Estamos a aceitar e estamos a constituir turmas, independentemente de termos autorização ou não. Estamos a trabalhar como se tivéssemos autorização, mas se ela não vier teremos de restruturar quase tudo, incluindo estes alunos nos cursos normais”. 

O ano passado as escolas em finais de Junho já tinham as listas de cursos profissionais e de turmas que podiam abrir. Agora está-se em período de matrículas sem as escolas terem essa informação para dar a pais e alunos. 

Contactado pela Renascença, o Ministério da Educação diz que a rede de oferta dos cursos profissionais está a ser ultimada. 

Fonte do gabinete de Nuno Crato prevê a sua divulgação nos próximos dias. 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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29
Mai 13

Há 235 cursos em risco de não abrir vagas no próximo ano

Proposta do despacho para a fixação de vagas impede que os cursos com menos de dez alunos colocados abram vagas e divide o país em nove regiões. Documento deverá ser publicado esta semana.

Há 235 cursos em risco de não abrir vagas no próximo ano lectivo. Isto porque o Ministério da Educação vai impedir que os cursos que tenham tido menos de dez alunos colocados nos últimos dois anos lectivos abram vagas para o concurso de acesso ao superior. Uma medida que deixa em risco 235 cursos, entre licenciaturas e mestrados integrados, que este ano colocaram menos de dez alunos depois das três fases de acesso, de acordo com um levantamento realizado pelo Económico.


Esta é uma das várias medidas que constam da proposta do despacho de fixação de vagas - a que o Económico teve acesso - onde se prevê ainda que, tal como este ano lectivo, mais uma redução não inferior em 20% do número de vagas para as licenciaturas em Educação Básica.

fonte_http://economico.sapo.pt/

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03
Mai 13

Sucessos na educação

Portugal ainda não atingiu o nível educacional dos países mais avançados, mas os números demonstram que estamos no bom caminho para o atingir.

Em 1991, o abandono escolar antes de acabar o 12º ano atingia 63% dos jovens. Hoje, apenas 20% não terminam o ensino secundário, segundo um trabalho liderado por David Justino, antigo ministro da Educação. As zonas que progrediram menos situam-se em áreas fronteiriças no interior.

Em 1991, havia cerca de 284 mil portugueses com ensino superior concluído. Actualmente, esse valor aproxima-se de 1,3 milhões de pessoas.

Em 1996, doutoravam-se cerca de 700 pessoas por ano em Portugal. Esse valor é hoje aproximadamente o dobro.

Portugal ainda não atingiu o nível educacional dos países mais avançados. Estes números demonstram que estamos no bom caminho para o atingir.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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25
Abr 13

Governo quer mais jovens em cursos com forte componente prática

O Governo quer alargar o acesso aos cursos de aprendizagem profissionalizantes a candidatos com menos habilitações do que aquelas que actualmente são exigidas e transformar esta formação numa “via alternativa de cumprimento da escolaridade obrigatória”, que se prolonga até aos 18 anos.

Esta é uma das medidas propostas na Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Profissional, aprovada na terça-feira em Conselho de Ministros e entregue aos parceiros sociais e partidos políticos. Actualmente os cursos de aprendizagem, onde a formação em contexto de trabalho ocupa 40% da carga lectiva total, dão equivalência ao 12.º ano e destinam-se a jovens entre os 15 e os 25 anos que já tenham completado o 3.º ciclo de escolaridade ou equivalente. Em Portugal é o que de mais parecido existe com o chamado ensino dual.

O documento aprovado pelo Governo estabelece que ainda durante este ano devem ser alargados “a jovens e jovens adultos com habilitações iguais ou superiores ao 6.º ano de escolaridade, ao 9.º ano e ao 12.º ano completo ou incompleto”. Durante os Governos de José Sócrates foram criados cursos também com componente prática destinados a alunos com 15 ou mais anos e que ainda não tinham concluído o 2.º ou 3.º ciclos. Mas a oferta dos chamados Cursos de Educação Formação foi praticamente anulada pelo actual executivo. Promete-se que os novos cursos que serão criados, para além de garantirem uma "via alternativa" à conclusão da escolaridade obrigatória, devem propiciar percursos de formação “mais adaptados aos interesses e motivações dos diferentes públicos, através do reforço dos seus níveis de qualificação e empregabilidade”.

Até 2020, o objectivo apontado é o de ter 200 mil alunos do ensino secundário em cursos profissionais ou de aprendizagem dual. No ano passado o Governo tinha anunciado que até àquela data pretendia ter 100 mil jovens no ensino dual. A duplicação desta meta agora proposta deriva do facto de se lhe terem acrescentado os cursos profissionais, que têm tido mais procura.

Em 2012, frequentavam estas vias cerca de 140 mil alunos, dos quais 33 mil estavam em cursos de aprendizagem, que actualmente são desenvolvidos em empresas e centros de formação do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Já a maioria dos cursos profissionais, que têm uma menor carga de formação em contexto de trabalho, é oferecido pelas escolas secundárias públicas.  Em 2010 o alunos destes cursos representavam 38,8% do total de estudantes do secundário. A média na União Europeia é de 49,9%.  

O Governo pretende também mudar esta diferenciação, o que fará através de “uma revisão do ensino profissionalizante e construção de um sistema dual português, com uma identidade própria ao nível da oferta de ensino e formação profissional”. A mudança será consagrada num futuro diploma que acabará com “a dispersão e redundância de modalidades de dupla certificação [académica e profissional] existentes em Portugal”.

As confederações patronais já manifestaram dúvida que haja tecido empresarial para garantir formação a tantos jovens. No documento aprovado na terça-feira refere-se que os alunos que frequentam, os cursos de aprendizagem contam com uma rede de cinco mil empresas para efeitos de formação em contexto de trabalho. Em 2015 o Governo quer ter parcerias com 15 mil, de preferência com empresas dos sectores de bens e serviços transacionáveis e com presença nas exportações.

Para a futura oferta de ensino profissionalizante foram definidas as seguintes áreas prioritárias: Ciências Informáticas e Multimédia; Comércio Internacional; Metalurgia e Metalomecânica; Electricidade e Energia; Electrónica e Automação; Tecnologia dos Processos Químicos; Indústrias Alimentares; Turismo e Lazer; Indústrias Ambientais; Indústrias Criativas; Indústrias Agroalimentares e do Mar; Indústria do Têxtil, Vestuário, Calçado e Couro; Construção; Indústria Aeronáutica e Reparação de Veículos Motorizados; e Indústrias Extractivas.

fonte:http://www.publico.pt/

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22
Mar 13

Mobilidade especial aplica-se aos docentes no próximo ano letivo

O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou, esta sexta-feira, que a mobilidade especial vai aplicar-se aos professores no próximo ano letivo, acrescentando que está a estudar possibilidades de, na prática, os docentes não serem atingidos por este regime.


O ministro garantiu ainda que o horário dos professores vai manter-se nas 35 horas semanais, afastando assim a hipótese do aumento para 40 horas.

De igual forma, vão manter-se as reduções horárias por antiguidade, assegurou.

Já sobre os Quadros de Zona Pedagógica (QZP), que enquadram a distribuição geográfica dos docentes, o ministro assumiu que terá de ser feita uma alteração, por forma a alargar o âmbito das colocações.

A proposta apresentada aos sindicatos foi para 10 QZP, em vez dos atuais 23. Na primeira reunião foram sugeridos sete.

O ministro admitiu que pode haver ainda alterações no que diz respeito às matérias em negociação com os sindicatos sobre o concurso.

Sobre a inclusão dos professores no regime de mobilidade especial aplicado à Função Pública, o ministro indicou que o seu gabinete está a trabalhar no sentido de "oferecer alternativas", ou seja, "para que todos os professores tenham uma situação mais estável, para que todos tenham emprego".

Nuno Crato sublinhou estarem em causa "recursos fundamentais para o país e para a educação dos jovens".

Entre as ofertas que citou, o ministro enumerou as do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e as direcionadas a técnicos superiores de Função Pública.

O ministro pretende que os professores sejam "os primeiros" a ocupar essas ofertas, tanto para o ensino como para outros ministérios onde existam vagas para técnicos superiores.

"Tudo isto são ofertas para os professores, não vamos forçar os professores a trabalharem noutro ministério ou no IEFP", frisou.

Também considerada decisiva é a mobilização de professores para atividades de combate ao insucesso e abandono escolar, a listar no despacho de organização do ano escolar.

"Estamos convencidos de que tudo isto, bem utilizado e bem gerido, vai evitar que os professores sejam sujeitos à mobilidade especial, na prática", declarou.

Não foram avançados números de professores que poderão ver o emprego em causa, através da colocação na mobilidade especial.

A Federação Nacional de Professores (FENPROF) afirmou que só o Ministério da Educação pode ter esse levantamento, mas admitiu que podem ser mais de 2.000 docentes.

fonte:http://www.jn.pt/P


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15
Mar 13

Alunos do 4.º ano não farão exames nacionais nas respectivas escolas

Ministério pede aos directores que concentrem o maior número possível de alunos nas sedes dos agrupamentos. Pais alertam para pressão colocada em crianças de nove anos.

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) está a avisar os directores escolares de que deverão “congregar” no mesmo espaço, nomeadamente nas escolas-sede dos respectivos agrupamentos, “o maior número possível de alunos” do 4.º ano que, em Maio, vão fazer os exames nacionais de Matemática e Português.

Albino Almeida, da Confederação das Associações de Pais (Confap), critica a medida, “que vai perturbar as crianças de nove anos e o trabalho das escolas que as acolhem”, mas admite que ela é “inevitável”.

“Talvez o Governo perceba, de uma vez por todas, que a confusão, a perturbação e até a despesa provocadas pelas provas nacionais do 4.º ano estão longe de corresponder aos benefícios”, comentou Albino Almeida nesta quinta-feira.

Apesar de considerar criticável que os alunos sejam deslocados para a escola sede para fazer os exames de fim do 1.º ciclo, que este ano se realizam pela primeira vez, o representante dos pais admite “que não seria fácil fugir-lhe”.

“Deveremos ter cerca de 100 mil crianças no 4.º ano. Mesmo juntando-as nas escolas-sede, estamos a falar de uma gigantesca operação logística, tendo em conta que as provas terão de ser entregues, no próprio dia, por militares da GNR, como acontece nos casos de exames nacionais realizados noutros níveis de ensino”, lembrou.

O MEC justifica a opção pelas maiores “exigências de segurança e equidade” a que este novo figurino das provas obriga, de forma a garantir que “a avaliação se realize nas melhores condições”.

Os dirigentes das duas associações de directores de escolas, Manuel Pereira e Filinto Lima, não tinham hoje recebido ainda a notificação da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Frisaram, contudo, que a concentração dos alunos que têm provas de Português e de Matemática no final do 1.º ciclo do ensino básico, a 7 e 10 de Maio, respectivamente, levanta inúmeros problemas.

“O que é que eu faço nesses dias aos alunos que têm aulas na escola-sede? Mando-os para casa?”, questiona Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), disse querer saber quem vai pagar e assegurar o transporte das crianças. Director do agrupamento de escolas de Cinfães, lembra que há alunos que vivem a 35 quilómetros da escola-sede, que terão de ser percorridos por estradas em mau estado de conservação. “Não é caso único: a situação é semelhante à das restantes localidades do interior do país”, frisou, quando contactado pelo PÚBLICO.

Dois vigilantes por prova
No ofício que está a chegar às escolas, a administração escolar sublinha que “para que a organização e acompanhamento do serviço possam ocorrer no respeito pelas normas e orientações do Júri Nacional de Exames, importa conhecer urgentemente a rede de escolas onde se irão realizar as provas” e pedem que as informações sejam fornecidas, “impreterivelmente, até 18 de Março de 2013”.

Recorda ainda que a vigilância dos exames deverá ser assegurada por dois professores, escolhidos de entre os que não leccionam o 1.º ciclo e os que não pertencem a um grupo de docência da disciplina sobre a qual incide a prova. Para além disso, terá ser criado um secretariado de exames residente no estabelecimento onde estas efectivamente têm lugar, frisa.

Neste primeiro ano em que os alunos fazem exames no final do primeiro ciclo, está estipulado que os alunos do 4.º ano que chumbarem na primeira fase terão a possibilidade de repetir as provas a 9 e 12 de Julho. Quem estiver nesta situação terá um período de acompanhamento extraordinário, já depois do final do ano lectivo. Este apoio não tem carácter obrigatório.

fonte:http://www.publico.pt/s


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