28
Mai 12

Doze mil professores sem trabalho

O desemprego dos professores do ensino secundário e superior cresceu 136% no espaço de um ano. Por sua vez, entre os profissionais do nível intermédio de ensino o desemprego sofreu um agravamento de 56%, revelam os dados divulgados este mês pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

A perda de trabalho entre os profissionais do ensino, em que o Estado é a principal entidade empregadora, atinge valores que não têm paralelo em qualquer outro grupo de profissões. No conjunto das diferentes áreas laborais, o desemprego cresceu 20%, entre Abril de 2011 e Abril deste ano. Nas contas do IEFP, Portugal passou de 517 mil desempregados em 2011 para 623 mil em Abril último. Na área da Educação, os desempregados praticamente duplicaram, passando de 6187 para 12 071.

As elevadas taxas de desemprego nos professores são acompanhadas pela destruição de 22 mil postos de trabalho nas escolas. Segundo divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população activa ligada ao ensino era de 384 800 funcionários no primeiro trimestre de 2011, tendo caído para 362 mil no primeiro trimestre deste ano.

Por dia, há 16 profissionais da educação que ficam desempregados. As estruturas sindicais dizem que o desemprego atinge "proporções alarmantes".

PREVISTAS ENTRE 200 A 300 VAGAS PARA CIENTISTAS

No próximo ano serão abertas 200 a 300 vagas para investigadores da Fundação para a Ciência e para Tecnologia, revelou a secretária de Estado de Ciência, Leonor Parreira. Recorde-se que no concurso deste ano, que já encerrou, foram disponibilizadas 80 vagas, às quais se candidataram 1200 investigadores . O objectivo do ministério, referiu Leonor Parreira , "é manter entre mil a 1200 investigadores no sistema científico e tecnológico todos os anos".

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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20
Mar 12

Desemprego entre professores disparou 120% no último ano

Apenas 451 docentes foram colocados na mesma área, de um total de 7.945 inscritos no IEFP. No ensino, um em cada sete desempregados são mulheres.

O número de professores desempregados mais do que duplicou no ano passado e o ensino foi o sector que mais cresceu no número de inscritos nos centros de emprego. No final de 2011, eram 7.945 os docentes do secundário e superior e profissões similares que estavam inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Mais 120% em relação ao ano de 2010, que terminou com 3.608 professores inscritos nos centros de emprego. Uma percentagem que sobe para 225% quando se compara o número de 2011 com o 2009, que se ficava nos 2.442.

Os dados constam do último relatório anual do IEFP, que retrata a "Situação do Mercado de Emprego", e a conclusão é a de que o ensino foi a profissão que destacadamente sofreu maior crescimento percentual do número de desempregados, entre 2010 e 2011. Um panorama que se agrava, se for tido em conta que dos 7.945 professores inscritos nos centros de emprego apenas 451 foram colocados na profissão - embora aí se revele uma melhoria de 57% relativamente a 2010, ano em que só 287 foram colocados pelo IEFP.

O cenário no ensino é, de resto, desolador. A ocupar a segunda posição na tabela das profissões com o maior crescimento do número de desempregados estão os profissionais de nível de intermédio de ensino - docentes do ensino básico, primário, pré-primário e educadores de infância. Nesta categoria, a subida do número de inscritos no IEFP atingiu 40%, e no final de Dezembro de 2011 havia 5.368 docentes do ensino básico e educadores de infância nos centros de emprego. Mais 1.538 em relação a 2010, quando foram registados 3.830 inscritos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Nov 11

Desemprego de professores sobe 56% num ano

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Continente voltou a crescer em Outubro, para 567 250, mais 3% do que no mesmo mês de 2010 e mais 2,4% do que em Setembro, revela o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no seu relatório mensal.

As profissões da área da segurança e protecção e também das áreas do comércio, serviços, indústria e construção civil continuam a ser aquelas em que se registam mais trabalhadores desempregados (no total, são 280 345, ou seja, mais de metade), mas foram os professores que mais recorreram aos centros de desemprego no último ano.

De acordo com os dados do IEFP, o número de docentes dos ensinos secundário e superior subiu de 5241 para 9681, ou seja, 84,7% no período em análise.

A estes juntam-se os profissionais de ensino do nível intermédio, em que o número de inscritos aumentou 26,3%, de 4908 para 6199. Contas feitas, e somando as duas áreas do ensino, o número de desempregados aumentou 56%, de 10 149 para 15 880.

Segundo o economista Manuel Caldeira Cabral, esta situação pode explicar-se por vários factores, mas principalmente pela diminuição do número de lugares colocados a concurso, que decorre de uma maior racionalização no ensino, como o encerramento de escolas e redução de turmas.

Depois dos professores, são os profissionais intermédios de saúde (enfermeiros, por exemplo) que encabeçam a lista das profissões em que o desemprego inscrito mais cresceu, mas a grande tendência do último ano tem sido a do aumento dos desempregados em profissões mais qualificadas.

É o caso dos técnicos de física e química (mais 9,5%), engenheiros e matemáticos (mais 8,3%), directores de empresas (mais 7,6%) ou profissionais da área da segurança, como os polícias (mais 4,5%).

Por oposição, foi na actividade de operário, oleiro, vidreiro, mecânico ou operador de máquinas que o desemprego aumentou menos entre Outubro de 2010 e de 2011. "Estamos com uma economia em que as exportações estão a crescer e por isso há empregos na indústria. Mas nos sectores mais administrativos ligados ao Estado há um aumento do desemprego", explica o mesmo economista.

No que respeita à oferta, de acordo com os dados do IEFP, as actividades imobiliárias, o comércio, restauração e hotelaria são, segundo os dados de Outubro, as profissões em que há mais empregos disponíveis. Contudo, o número da oferta continua a cair e no mês passado os centros de emprego receberam 7382 ofertas, menos 23,8% que em Outubro de 2010 e menos 22,9% que em Setembro.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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