09
Nov 13

Raparigas superam rapazes em todos os anos

Eles até conseguem superá-las por escassas décimas nas médias de alguns exames como Matemática (no 1.º, 2.º e 3.º ciclos), História A, Física e Química e Geografia A, no Secundário, mas elas são melhores nas classificações à frequência e batem-nos nas médias gerais, em todos os anos, no ensino privado ou público.

Comecemos pelos mais novos. Tanto no Primeiro Ciclo, como no 6.º ou 9.º ano, eles só as conseguem superar nas médias dos exames de Matemática. De resto, elas dominam as notas internas dadas pelas escolas, os exames de Português e acabam por conseguir melhores médias gerais. Por exemplo, no Segundo Ciclo, elas conseguiram uma média nos dois exames de 51,99, e eles 49,57. É, aliás, a prestação delas a Português neste ciclo que permite uma média geral positiva nas provas. É que elas tiveram uma média de 54,63 e eles de 49,22.

No Secundário, elas estão em maioria e batem-nos nas classificações internas das oito disciplinas com mais alunos inscritos em exame. Mas nas provas, eles devem conseguir manter-se mais calmos porque as conseguem ultrapassar nas médias de História, Física e Geografia.

fonte:http://www.jn.pt/D

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01
Abr 13

Seis formas surpreendentes de obter melhores notas

Estudar é o método mais óbvio de atingir o topo da escala e arrancar sorrisos de orelha a orelha aos pais. Mas há outros truques que também o ajudam a chegar lá, e que nem lhe passam pela cabeça.

Quando se prepara para um exame a sua preocupação vai para o estudo, puro e duro, na ânsia de conseguir a melhor nota. Mas vários estudos têm provado que há outras técnicas que pode usar para obter mais uns pontos na pauta. A boa notícia, é que todas são muito fáceis de seguir.     

Escutar música clássica


Estudar com música não é para todos, mas investigadores da Universidade de Dayton descobriram que os trechos rápidos de música clássica melhoram a capacidade cognitiva, especialmente a forma como o cérebro entende as palavras e organiza a informação. A música de Mozart foi a que produziu melhores resultados.

 

Mascar pastilha


Parece brincadeira, mas os especialistas garantem que mascar pastilha elástica antes ou durante os exames bombeia mais sangue para o cérebro, deixando-o mais ágil e alerta. A experiência foi feita com dois grupos de estudantes no Baylor College of Medicine, em Houston, nos Estados Unidos, e os resultados mostraram que os alunos que mascavam pastilha durante os exames conseguiam melhores notas.

 

Tomar o pequeno-almoço


Está fora de questão ir para o exame sem comer. Cientistas alemães estudaram o efeito desta refeição nos estudantes e perceberam que reforça a capacidade cognitiva de curto-prazo e a concentração. Tomar um bom pequeno-almoço também vai garantir que não tem um ataque de fome durante a prova, o que o pode deixar obcecado pela comida, em vez de se concentrar nas respostas.

 

Beber água


Se o deixarem entrar na sala com uma garrafa de água, não hesite. Como o cérebro é composto por 75% de água, beber ao longo da prova vai facilitar a comunicação entre os neurónios, melhorar a memória, a concentração e a atenção. Este facto foi comprovado por uma equipa de investigadores da University of East London, que avaliou o impacto sobre a nota em 10%.

 

Fazer exercício físico


Levantar-se mais cedo para fazer uns minutos de jogging pode influenciar o resultado que verá mais tarde na pauta. A relação entre o exercício físico e a capacidade cognitiva é estudada há muito tempo e já provou que esta actividade reforça as ligações entre os neurónios, melhorando claramente o desempenho.

 

Obter uma recompensa


Um estudo da Universidade de Chicago percebeu que os estudantes se movem por recompensas imediatas. Mas, curiosamente, o efeito nas notas é mais evidente se o aluno teme perder um 'prémio' que já tem na frente, do que simplesmente se espera consegui-lo no final. Ou seja, durante a experiência, as notas eram mais elevadas quando os alunos viam, antes da prova o 'troféu' que conquistariam se tivessem bons resultados, do que quando lhes era apenas prometido o prémio para depois da prova.



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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11
Jan 13

Licenciatura ainda garante mais 40% de remuneração

Com o desemprego em Portugal a atingir os piores valores de sempre e com previsões de que em 2013 ainda será pior - com 16,9% de desempregados, segundo números do novo Orçamento - , os jovens portugueses são os que mais sentem a queda da economia. Mas segundo um estudo de empregabilidade, um curso superior ainda é sinónimo de melhor emprego e maior salário.

Vítor Escária, co-autor do estudo e professor de economia no ISEG, explicou ao Dinheiro Vivo que os jovens já começam a pensar no mundo do trabalho no momento em que se candidatam ao ensino superior. "A percentagem de alunos por área de ensino tem mudado nos últimos anos e pode ver-se que há uma melhor escolha". Porém, "não podemos garantir que estar empregado significa que se está a trabalhar na área de estudos, onde mais se quer e no que mais se gosta", diz.

Os  jovens portugueses estão a apostar mais na formação, com o mestrado a seguir-se à licenciatura quase de forma natural e como complemento necessário para contornar os cursos de três anos impostos por Bolonha. E desde cedo que os estudantes são confrontados com a necessidade de gerir escolhas, opções curriculares e oportunidades de adquirir experiência. Como explica, esta escolha ainda vale a pena porque os prémios por se ser licenciado continuam a existir. "A taxa de empregabilidade e a remuneração ainda podem ser vistos como grandes recompensas", refere.

A partir de dados de 2010, os analisados no estudo, o especialista aponta que o desemprego duplicou para não licenciados, fator que não se verificou para licenciados. O canudo, diz, ainda garante mais 40% de remuneração no momento de agarrar o primeiro emprego. "A qualificação continua a ser uma proteção", diz, lembrando que a taxa de empregabilidade é 6 pontos percentuais a baixo para não licenciados.

Mas entre os cursos também existem diferenças e há os que garantem emprego, como a medicina, que só em 2012 deixou de ter pleno emprego, e aqueles em que já não vale a pena apostar, pelo menos por agora. "Artes, humanidades e línguas não estão a ter saídas", afirma o professor universitário contrapondo que nas engenharias, tecnologias e finanças a história já é outra.

Vasco Salgueiro, Manager da Michael Page Tax & Legal é da mesma opinião: a procura está na área das Finanças para cargos como Controlo de Gestão (Controlling & Reporting internacional), Gestão de Tesouraria, Controlo de Crédito e Cobranças, Controlling Comercial (controlo de gestão vs vendas) bem como na área dos imopostos e fisco onde os cargos mais pedidos são Tax Manager, Advogado especialista em Contencioso, Advogado especialista em Direito Laboral, Advogado especialista em Propriedade Intelectual / Industrial e Advogado/Consultor Direito Fiscal.

O responsável lembra ainda que é cada vez mais importante que os jovens pensem nas línguas como uma alavanca para relações externas e desenvolvimento de projectos pessoais. "Num contexto cada vez mais global temos que procurar competências que nos distingam dos demais e associar estas às nossas competências técnicas da nossa formação base", ressalta.

Já Joaquim Adegas, presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego (APESPE) sublinha que para os responsáveis de vendas e comerciais há sempre emprego "por piores que sejam a desenvolver o seu trabalho" e realça a importância crescente que os call centers têm obtido nos últimos anos. Ainda assim lembra que "o pouco investimento que existia já não existe" e lembra que "têm de ser criadas novas áreas como os parques energéticos, por exemplo, para que haja investimento e retorno". "Sem crescimento, não haverá emprego", conclui.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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14
Set 12

Lisboa é a região portuguesa com mais estudantes universitários

A região de Lisboa é a que tem o maior número de estudantes no ensino superior (92,4%) em Portugal, muito acima da Centro, que surge em 2.º lugar (56,4%), segundo um estudo divulgado, esta sexta-feira, em Bruxelas.


Estas duas regiões são ainda as que proporcionam aos estudantes um melhor acesso à instituição de ensino: na região de Lisboa apenas 0,3 % vivem a mais de uma hora da universidade mais próxima e na Centro são 0,6 %.

O Algarve tem a pior prestação neste indicador, com 14,4 % dos estudantes a residirem a mais de uma hora da instituição de ensino.

Lisboa é ainda a região que mais estudantes tem em todos os níveis de ensino (22,9%), seguida do Porto por uma décima (22,8), Centro (21,7), Algarve (21,4) e Alentejo (21%).

O estudo "Mind the Gap - education inequality across UE regions", sobre disparidades educativas a nível regional, mostra ainda que, no que respeita à educação ao longo da vida, a região Centro lidera com três por cento da população, seguida de Lisboa (2,9), Norte (2,7), Alentejo (2,4) e Algarve (2,3%).

Em relação à taxa de licenciados, a região de Lisboa lidera com 16,7%, o dobro do Alentejo (8,4%), que tem a pior prestação, posições opostas no que respeita à percentagem de população com menos qualificações, em que o Alentejo lidera com 78,3% e Lisboa tem o melhor resultado com 64,5%.

O Algarve é a segunda região em percentagem de licenciados (11%), seguindo-se as regiões Norte (9,7) e Centro (8,5).

O Centro está em segundo lugar em termos de população com mais baixas qualificações (78,2%), seguindo-se o Norte (77,6%) e Algarve (71,7%).

fonte:http://www.jn.pt/


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12
Set 12

15 segredos dos bons alunos

No começo do segundo período aproveite para descobrir como o seu filho pode usar os truques daqueles bons alunos, quem passa a vida a ter 20 valores.

As boas notas não aparecem por obra e graça do Espírito Santo. Basicamente, a 'receita' é muito trabalho e espírito de persistência. Desvendamos os outros trunfos dos bons alunos.



1-- Sabem porque estudam

Ninguém se esforça sem um objectivo, e para a maioria das pessoas estudar é chato. Passada a novidade de já sabermos ler, que é excitante, a partir daí é sempre montanha abaixo. Mas dê-lhe um objectivo, para não viverem no vazio. Claro que para alguém com 13 anos, ser adulto e estudar para ganhar a vida e ser médico ou advogado ou electricista quer dizer muito pouco. Se lhes perguntar o que é que pensam fazer aos 18 anos, a resposta será provavelmente 'actor', ou 'jogador de futebol' ou 'corredor de 'tunning' mas de qualquer maneira, explique que mesmo para ser um bom corredor de tunning convém não ser ignorante.



2 - São organizados

Ser organizado nem sempre é ter tudo muito certinho e arrumadinho em pastas e sublinhadinho a azul-bebé e amarelo-limão: é saber que tipo de organização combina com a nossa cabeça. Há excelentes alunos aparentemente desorganizadíssimos. Mas geralmente, o maior problema quando se tem 12 ou 13 anos é incapacidade de programar as coisas: primeiro porque de facto nada daquilo lhes interessa muito, e o cérebro naturalmente se recusa a gastar muita energia com aquilo que não vê como essencial, e depois porque a maioria não tem hábitos de planeamento. Não complique ainda mais: faça um calendário grande de parede onde possam assentar os dias dos testes e habitue-os a estudar com antecedência para não aparecerem verdes de véspera a dizer: "Socorro, amanhã tenho teste de matemática!"

3 - Estabelecem uma rotina

O melhor é fazer os trabalhos assim que se chega a casa: está-se mais fresco e fica-se logo despachado. Mas verifique o que funciona melhor com ele: há crianças que preferem relaxar primeiro, ver um bocadinho de televisão ou jogar 15 minutos de computador antes de fazer os trabalhos. O melhor é fazê-los sempre à mesma hora, e sem a televisão ligada.

4 - Fazem resumos

Estudar não é ficar imenso tempo a olhar para o livro com os olhos em alvo à espera que o ponteiro do relógio decida mexer-se. Ensine a sublinhar as partes mais importantes, resumir por palavras dele, treinar a memória. Mostre como se usa um dicionário, como se pode usar a 'net' (se tiver) e quem pode ajudar se tiver uma dúvida.



5 - Não têm medo de falhar

Os bons alunos sabem que ter uma nota mais baixa de vez em quando é tão normal como tropeçar quando se vai a andar, e conseguem usá-la para perceber o que está mal: afinal, sabem usar um passado de boas notas para saber que vão ser capazes de conseguir.



6 - Não têm medo de se esforçar

Curiosamente, não ter medo de esse esforçar está ligado a não ter medo de falhar: para ter boas notas, temos mesmo que mergulhar na matéria. Estudar tem de dar trabalho, mas depois, ter uma boa nota é compensador: ensine-o a sentir-se orgulhoso do seu trabalho. Elogie sempre que ele tiver uma boa nota, não tome a coisa como a sua obrigação. Elogie também o esforço, quando houver, mesmo que ele não tenha chegado à positiva. De vez em quando, principalmente quando não é esperado, um presentinho também é bem-vindo e pode funcionar como um incentivo.



7 - Não deixam arrastar as dificuldades

Não o meta logo na explicação, principalmente quando eles já estão desmotivados. Mas há disciplinas onde, se a pessoa perde o pé, já não consegue andar para a frente. Por isso, convém estar atento e pedir ajuda logo que se levanta uma dificuldade que se pode resolver com uma ou duas explicações, para não deixar acumular. Mas cuidado com as muletas: 'andar na explicação' pode ser uma ajuda preciosa mas muitas vezes transforma-se numa muleta. Além disso, retira-lhe tempo precioso para fazer outras coisas.



8 - Conseguiram dar a volta ao estereótipo

Ser bom aluno, às vezes, é um estigma: graças à 'dor de cotovelo' nacional, ainda achamos que são marrões, chatos, e snobes. Se tiver a sorte de uma criança dotada, tente preservá-la da inveja e não deixe que os outros façam comentários destes, e sobretudo não deixe que ela pense isso de si própria. Como sabe quem já leu o 'Harry Potter', há muitas adolescentes que se acham feias e compensam sendo boas alunas: não descure a parte visual, tão importante para quem está a crescer. Vá com elas comprar roupa bonita (hoje já nem sequer é preciso que seja cara), incentive-as a praticar algum exercício de que gostem, e, se for preciso, leve-as ao nutricionista.



9 - Gostam de livros

Uma pessoa que lê bem é uma pessoa que pensa bem, porque tem as palavras com que o fazer. Por isso habitue-o a ler desde pequenino. E desde pequenino não é desde que aprende a ler, é desde consegue olhar para um livro. Isto não é o trabalho da escola, porque a escola não ensina a gostar de ler, ensina apenas a ler. Nada do que é obrigatório nos dá prazer. Se os livros forem apenas os livros da escola, ele nunca há-de aprender que bom que é descobrir o que os 'Cinco' fizeram ou seguir a vassoura do Harry Potter. Se lhe calhou na rifa um 'informático' mais dado aos jogos de consola do que às vassouras voadoras, tente aliciá-lo com livros sobre coisas que lhe interessem: animais, surf ou computadores. É melhor que ele leia qualquer coisa de que goste - mesmo que não seja Camões -, do que nada. Claro, muitas vezes, a dificuldade é que a nossa vida não está para o ritmo calmo dos livros, que parece pertencer a outro tempo. Os livros exigem-nos que paremos, que nos sentemos para pensar e para sonhar. Faça o possível para que o seu filho ainda seja capaz de 'respirar' dessa maneira.



10 - Conseguem sonhar

Ele quer ser baterista? Não deite imediatamente as mãos à cabeça a gritar "Ai meu querido filho nem penses, não me desgastei estes anos todos para dares em artista como o teu tio Jeremias, vais mas é ser vendedor de imobiliário como o teu padrinho." Há uma idade em que eles querem ser bateristas num mês, cientistas da NASA no seguinte, e acumularem com vulcanólogos e directores de fábricas de chocolate. Além disso, na adolescência querem todos ser actores: os adolescentes são naturalmente narcisistas, e ser actor corresponde ao sonho de terem uma audiência inteira a dar-lhes a atenção que eles querem. Por outro lado, a maioria vive fechada na escola ou em casa e não tem grande noção de como o mundo funciona e das profissões que pode de facto escolher. Não lhes corte imediatamente as asas: deixe-os sonhar, mas ao mesmo tempo vá deixando que eles tenham contacto com pessoas de várias áreas, para que tenham uma ideia real das hipóteses que podem escolher.



11 - Têm imaginação

O nosso mundo valoriza acima de tudo a capacidade de ganhar muito dinheiro rapidamente, mas não é isso (ou enfim... só isso...) que nos faz felizes. É uma mensagem difícil de contrariar, até porque também ninguém quer que as crianças passem fome quando crescerem, coitadinhas, mas é importante mostrar que isso não é o mais importante nesta vida. É fundamental desenvolver-lhes a imaginação e a capacidade de sonhar, é fundamental dar-lhes colo mesmo quando eles já não nos cabem no colo, porque é isso que nos faz felizes. E ninguém é um bom aluno se for infeliz.



12 - Conhecem-se a eles próprios

 

Ninguém é bom a tudo, toda a gente tem pontos mais fracos e mais fortes. Ensiná-lo a saber qual é o seu tipo de inteligência, quais são os seus talentos, e em que área é que será mais feliz, poupa muitas desilusões futuras. Qualquer pessoa gosta de cantar, mas nem toda a gente vai concorrer aos 'Ídolos'... Por outro lado, saber que é bom em alguma coisa ajuda a superar um fracasso, ajuda a fazer o raciocínio do tipo: "se eu sou suficientemente esperto para ter uma boa nota a História, com um bocadinho de trabalho também posso ter boa nota a matemática." Ensine-lhe que tudo é uma questão de esforço e de organização.



13 - Treinam o coração

Enfim, nem todos os bons alunos são boas pessoas, mas precisamente para que o cérebro não ocupe o lugar do coração é que é importante falar nisto. O coração é um músculo: também se treina. Infelizmente, a nossa maior preocupação é que eles sejam bons alunos, e nunca nos preocupa que sejam boas pessoas, desde que não andem por aí a bater a ninguém. Como sabem as mães que já experimentaram, ensinar a ser boa pessoa é um trabalho muito mais duro que ensinar matemática. Pôr-se no lugar dos outros exige imaginação, pensar nos outros exige auto-controle, e poucas crianças conseguem fazê-lo. Claro que não é treiná-los para Madre Teresa nem pregar-lhes moral, mas habituá-los suavemente a pensar nos outros: pode começar já com os irmãos. É muito mais difícil aprender a tratar bem os irmãos do que mandar brinquedos para os pobrezinhos da paróquia.

14 - Os pais entram na escola

Esteja presente nas reuniões, saiba o que se passa, conheça os professores. Muitas vezes, as crianças são completamente diferentes na escola e em casa, e é engraçado ver até que ponto temos um filho simpático e inteligente e se calhar nunca tínhamos dado por isso...

15 - Têm tempo mesmo livre

Tempo livre não é andar no futebol, no ballet, na natação, nos computador, no inglês... Isso pode dar prazer, mas tempo livre é tempo livre mesmo, e para se ter a cabeça suficientemente descansada para ser bem utilizada é preciso tempo para não pensar em nada. Além disso, a vida não é só a escola: ele tem de ter tempo para pensar, para namorar, para jogar jogos de consola, para ler livros idiotas, para ver a telenovela, para fazer asneiras, para passear o cão, para aprender ponto cruz, para aprender a cozinhar, para ir a casa da avó, para se aborrecer. É em casa que aprendemos a viver, não na escola.

 

 

Aceite-o como ele é

Uma boa nota é 'boa' relativamente à criança a quem se aplica. Há quem seja espectacular a ciências e tenha mais dificuldade em juntar três palavras, e quem seja um poeta em potência e quando lhe apresentam uma equação, 'bloqueia', como os computadores... Chegar à positiva geralmente é sempre possível, mas tudo depende daquilo que aquela criança, esticada, consegue dar. Aliás, mesmo em termos de futuro, nem todos têm de ser médicos ou juristas, advogados ou gestores de empresas. Actualmente há imensas carreiras que se pode ter, e as mais produtivas nem são necessariamente as tradicionais.



fonte: http://activa.sapo.pt/

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13
Ago 12

Alunos que fazem mais exercício físico têm melhores resultados escolares

Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL).

Os jovens com aptidão cardio-respiratória saudável tiveram um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês.

Luís Sardinha, director do Laboratório Exercício e Saúde, da FMH, afirma que existe "a tendência para sobrevalorizar a parte biológica" dos benefícios do exercício físico. E este estudo também os comprova, evidenciando, por exemplo, que "os alunos insuficientemente activos", ou seja, que não cumprem as recomendações de actividade física diária (pelo menos 60 minutos por dia de actividade física moderada e vigorosa), têm maior probabilidade de serem pré-obesos ou obesos, que os miúdos cuja aptidão cardio-respiratória é saudável, decorrente do exercício, têm mais massa óssea, e os que não a têm tendem a ter uma saúde vascular pior.

Mas, para o coordenador do estudo, o resultado mais inovador desta investigação - feita em parceria com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a autarquia de Oeiras - é o demonstrar que o aumento da actividade física tem reflexos "na parte psicológica, uma dimensão que tem sido menos estudada", nota. "Face à dimensão da amostra", o investigador admite que os resultados possam ser extrapolados para a população escolar.

O chamado Programa Pessoa, co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estudou durante cinco anos (começou em 2007) três mil alunos de 13 escolas do concelho de Oeiras, usando desde acelerómetros, instrumentos que os alunos usavam na cintura para medir os seus tempos sedentários e activos; ecografias para medir a espessura das camadas da artéria carótida; cronómetros para medir a performance cardio-respiratória dentro de um determinado circuito com cadência progressiva.

O que se concluiu é que os alunos do 3.º ciclo com aptidão cardio-respiratória saudável têm melhores classificações a Matemática e a Língua Portuguesa e que, no geral, os alunos com aptidão cardio-respiratória saudável têm um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês. Ou seja, o exercício físico tem efeito positivo no aproveitamento escolar, uma conclusão que estava sobretudo estudada em idades mais novas, nota.

"Esta linha de investigação vem demonstrar a importância do jogo e actividade física informal e organizada para todas as crianças em contexto escolar", defende Carlos Neto, presidente da FMH/UTL.

Mais auto-estima

A explicação para este efeito foi já estudada noutras investigações: "o exercício promove a formação de novos neurónios e uma maior interacção entre neurónios, que, por sua vez, promovem maior sensibilidade e desenvolvimento cognitivo".

Mas não só. É sabido que a adolescência é uma idade turbulenta, tendencialmente acompanhada pela diminuição de indicadores ligados à qualidade de vida, refere o investigador. O que este estudo também permitiu concluir é que, aumentando a actividade física, cerca de uma média de duas horas por semana, melhoraram indicadores como "a auto-estima, afectos positivos, competência, autonomia, relacionamentos positivos e boas motivações". Pelo contrário, constata-se que os rapazes e as raparigas que fizeram menos exercício desceram nestes indicadores.

Além da produção de resultados estatísticos, o Programa Pessoa esteve no terreno para tentar mudar comportamentos em termos de exercício físico e nutrição, dando acções de formação a professores das várias disciplinas, e produzindo quatro manuais. Nos alunos que revelam maior apetência para a prática desportiva, "um dos objectivos do programa foi criar uma porta de entrada à maior participação desportiva".

 

Luís Sardinha afirma que "nos jovens há uma luta muito grande entre comportamentos sedentários, associados às tecnologias, e exercício físico" e, defende Sardinha, nesta faixa etária, "temos que mudar o discurso". "Nos jovens, a mensagem assente nos benefícios que o exercício traz à saúde não é eficaz", diz, "estão numa idade em que pensam que são super-homens e não têm capacidade para se colocarem na linha de vida aos 40 anos". O investigador sabe que apelar a estes jovens não tem o efeito desejado.O investigador sublinha que o que é importante é que os jovens "identifiquem o retorno que o exercício lhes traz com situações do dia-a-dia: têm de perceber que [se fizerem exercício] dormem melhor, interagem com mais confiança com o namorado ou a namorada, podem ter melhores notas, relacionam-se mais positivamente com os colegas e os pais".

Se o exercício físico se revela tão importante para os alunos, como é que Carlos Neto comenta a redução da carga horária da Educação Física e a nota da disciplina no final do secundário deixar de contar para todos os alunos? "Um corpo sedentário a par de um currículo escolar apenas centrado nas aprendizagens socialmente úteis (corpos sentados) será um caminho problemático no aumento do "analfabetismo e iliteracia motora" dos cidadãos", responde, acrescentando que "as posições assumidas pelo MEC [são] paradoxais e incompreensíveis".

O ideal seria que, ao terminarem o 12.º ano, estes alunos fossem "consumidores educados do exercício físico", isto porque "está identificado que este é o período de maior abandono da actividade física, por ser uma altura que os jovens adultos adoptam novas rotinas, quer arranjando emprego ou indo para a universidade. Este é um período crítico para o reconhecimento do valor do exercício físico", conclui Sardinha.

O Ministério da Educação e Ciência rejeita que exista uma redução efectiva das horas da disciplina, lembrando que cabe às escolas tomar essa decisão. Quanto ao secundário, a nota contará apenas para os estudantes que queiram. Portanto, "não existe assim qualquer desvalorização da disciplina", informa. 

Dormir nove horas

Os alunos que dormem menos de oito horas por noite têm maior risco de serem pré-obesos ou obesos, conclui o estudo, confirmando assim uma relação já identificada em estudos anteriores. O tempo ideal de sono nas idades estudadas (dos 13 aos 15 anos) é de mais de nove horas, diz o coordenador do Programa Pessoa, Luís Sardinha. 

"Os miúdos que dormem menos têm um Índice de Massa Corporal superior. Dormir oito ou mais horas por noite reflecte-se também num maior aproveitamento académico", aponta. Os alunos que dormiam um mínimo de oito horas por noite tiveram melhores classificações a Matemática e Língua Portuguesa, revelam os resultados. 

fonte:http://www.publico.pt/

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03
Nov 11

Sete em cada 10 crianças vão para escola com excesso de peso na mochilas

Sete em cada 10 crianças entre os seis e os 13 anos usam mochilas com excesso de peso e suportam uma carga 12 % acima do seu peso corporal. Os alunos do 5.º ano são os que mais peso transportam às costas.


As conclusões são de um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, que abrangeu 630 alunos do 1º e 2º ciclos de ensino da escola D. Filipa de Lencastre.


As crianças de seis anos transportam às costas cerca de 2,5 quilos, tendo em conta que pesarão em média 20 quilos, dizem os investigadores. No caso dos mais velhos, aos 12 anos podem estar a carregar mais de quatro quilos todos os dias, dizem os autores que recordam que o excesso de peso das mochilas é um problema que requer a criação de recomendações, programas de educação ou legislação, com o objectivo de "prevenir consequências negativas para a saúde e para o desenvolvimento das crianças".


As crianças do 5.º ano transportam em média mochilas que representam 13,5% do seu peso, o que "pode ser explicado por ser um ano de transição, em que as crianças são confrontadas pela primeira vez com várias disciplinas, o que obriga a uma gestão de material a que não estão habituadas", admite o estudo.


A nível mundial, os estudos indicam que a carga das mochilas é de 20% do peso do corpo dos estudantes. E apesar de a relação entre o peso da mochila e o do aluno ser inferior nesta análise portuguesa, a prevalência de crianças que transportam peso em excesso é superior à de outros países.


"A prevalência global dos alunos com excesso de peso na mochila escolar foi de 68,4%. A média da relação peso da mochila/do aluno foi de 12,3%, tendo-se verificado em todos os anos escolares uma média superior a 10%, valor a partir do qual se considera excesso de peso", resume a conclusão do estudo, elaborado por E. Andrade, V. Borges, G. Cardoso, A. Henriques, M. Mira, T. Yan e coordenado pelo professor e pediatra Mário Cordeiro.


Além da pesagem individual, os investigadores também realizaram questionários às crianças e aferiram a percepção de cada uma sobre o peso que transportam. Assim, 38% afirmam que ficam cansadas e 27% relatam dores depois de as usarem.


Houve 38% a dizer que a carga transportada é confortável e 27% referem mesmo que é leve.


A esmagadora maioria dos alunos analisados usa uma mochila de levar às costas e apenas 13% opta pelas de rodinhas.

 

A justificação desta escolha, segundo as crianças, é que as mochilas com rodas não dão jeito para subir escadas, andar ou usar transportes públicos. No entanto, os autores admitem que estas mochilas possam ser consideradas infantis e existir uma influência do grupo a que as crianças pertencem para a sua rejeição.

 

É ainda sublinhado o facto de este grupo de 630 crianças pertencerem a um agrupamento escolar que já tem medidas para reduzir o peso das mochilas, como a possibilidade de alugar cacifos ou de deixar o material escolar nas salas de aula.


Os investigadores recomendam que, além de medidas tomadas por parte da escola, a diminuição do peso das mochilas escolares exige uma atitude suplementar por parte dos estudantes, pais e professores e, também, dos fabricantes de materiais e manuais escolares, nomeadamente através do fabrico de livros com material mais leve.


"Consideramos útil este assunto ser debatido entre os professores e os pais", refere a análise, acrescentado que as escolas divulguem as consequências do transporte de excesso de peso.


As escolas deveriam ainda providenciar cacifos, armários ou secretárias com arrumação e incentivar o seu uso.


Os profissionais de saúde, nas consultas de vigilância ou nos actos de vacinação, devem também recordar o assunto, defendem os investigadores.

fonte:http://www.jn.pt/b

 

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11
Set 11

Aluno português conquista medalha de bronze nas Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia

Diogo Maia e Silva, um dos quatro alunos portugueses a participar nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, conquistou a medalha de bronze, a primeira vez que Portugal foi premiado na competição.

"É um resultado absolutamente fantástico em que ele [Diogo Maia] teve um desempenho extraordinário, mas o restante grupo ficou a centésimas dos melhores classificados", disse à Lusa José de Matos, coordenador nacional das olimpíadas, em que Portugal participa pelo segundo ano consecutivo.

Aluno da secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha, e detentor do “Óscar” de melhor aluno do 12º ano daquela escola, Diogo Maia e Silva concilia os estudos com uma intensa atividade desportiva, integrando a equipa de natação dos Pimpões/Cimai e tendo alcançado em 2011 os títulos de Campeão Nacional de 100m-C e Vice-Campeão de 200m-C.

O grupo (escolhido entre 4.000 alunos de 160 escolas para participar, entre os dias 05 e 11, nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia) integra ainda Beatriz Madureira, aluna do Colégio S. Miguel, em Fátima (a primeira classificada), Ana Beatriz Teixeira, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, e Rui Nunes, do Colégio Manuel Bernardes (Lisboa).

Os alunos, acompanhados pelo coordenador da iniciativa, deixam hoje a Costa Rica em direção a Portugal, onde chegarão na segunda-feira à tarde.

Os objetivos das Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia são promover o estudo das ciências biológicas e estimular o desenvolvimento dos jovens talentos nesta ciência, assim como estreitar laços de amizade entre os países participantes, fomentar a cooperação e o intercâmbio de experiências.

Portugal será o anfitrião das VI Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, que, na primeira semana de Setembro de 2012 Portugal transformarão Cascais na "Capital da Biologia", recebendo delegações de todos os países do espaço Iberoamericano, desde Espanha ao Brasil, ou da Argentina ao México. 

fonte:Lusa

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23
Jul 11

Aluno português conquista medalha de ouro nas Olímpiadas Internacionais da Matemática

Miguel Santos, estudante do 10º ano em Alcanena, conquistou hoje uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, realizadas em Amesterdão, Holanda, um resultado inédito para a selecção portuguesa.

 

Actualmente com 16 anos, Miguel Santos já tinha arrebatado uma Menção Honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em 2010, e no ano anterior a medalha de ouro na competição portuguesa. 

“É fantástico. É o melhor resultado individual”, confessou à agência Lusa Joana Teles, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acompanhou a selecção portuguesa. 

Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respetivamente. 

Luís Duarte, estudante do 10º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual. 

“Isto é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados. Temos alunos excelentes, e isso é óptimo”, sublinhou Joana Teles, igualmente docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, que há uma década, com o seu programa Delfos, prepara estes talentos matemáticos. 

Na sua perspectiva, o caminho é trabalhar com mais alunos, e mais precocemente, e nesse sentido as olimpíadas portuguesas de matemática já se alargaram aos 6º e 7º anos de escolaridade. 

“Consigo ver na matemática mais originalidade e mais criatividade do que em muitas outras coisas. E há sempre coisas em aberto que precisam de mais desenvolvimento”, confessou Miguel Santos à agência Lusa, pouco antes de partir para a Holanda, no estágio final realizado na Universidade de Coimbra. 

Para esse sucesso, e a conquista agora da medalha de ouro, terá contribuído aquilo que na sua mente está cimentado, que “como em qualquer coisa na vida, para se ter sucesso na matemática é preciso gostar da matemática”. 

Também João Santos, “medalha de bronze”, na mesma altura confessara à Lusa o gosto que tinha em resolver problemas de matemática, e o quão “é desafiante um problema novo”. 

Este aluno há um ano também conquistou para Portugal uma menção honrosa na Olimpíadas Internacionais de Matemática, depois da medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2009. 

Raul Penaguião, agora também “medalha de bronze”, arrebatara duas menções honrosas em anteriores olimpíadas internacionais. 

As melhores classificações da selecção portuguesa foram alcançadas em 2010 nas Ibero-Americanas, com todos os alunos medalhados (uma medalha de prata e três de bronze), e no ano anterior nas “internacionais”, com uma medalha de prata e três de bronze. 

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 11:00 | comentar | favorito