22
Nov 12

100 estudantes abandonam por dia o ensino superior

Várias centenas de estudantes universitários manifestaram-se, esta quinta-feira à tarde, em Lisboa, por mais financiamento e ação social. Mais de nove mil já perderam bolsa este ano e cerca de 100 abandonam diariamente o ensino superior, denunciaram dirigentes de associações académicas.


A estimativa é feita pelas 15 associações de estudantes que participaram na manifestação: cerca de 100 alunos abandonam diariamente o ensino. É uma realidade a que assistimos diariamente, repetem ao JN.

"Só vemos alunos a quererem desistir e a pedir aos professores para, pelo menos, os deixarem assistir às aulas", afirmou ao JN Inês Soares, da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Os estudantes entregaram um manifesto a deputados do PCP, do Bloco de Esquerda e à Comissão Parlamentar de Educação em que reivindicam a reposição do passe escolar, a revisão do regulamento de bolsas, mais financiamento para o setor e o fim dos aumentos consecutivos das propinas.

"Desde 2003 até este ano, as propinas já aumentaram 27%. Há passes que sofreram aumentos de 300%, subiram de 15 para mais de 50 euros", sublinhou André Pereira. De acordo com o dirigente da associação de estudantes do ISCTE, 23% dos pedidos de bolsa já foram indeferidos pela Direção-Geral do Ensino Superior (cerca de nove mil estudantes).

Os estudantes protestaram contra o regulamento de bolsas que só abrange "quem é pobre" e que exclui todos, cujos pais têm dívidas ao fisco e Segurança Social. A classe média abandona diariamente o ensino e os fundos de emergência social são insuficientes para os pedidos e até desconhecidos para a maioria dos estudantes, alertam.

 fonte:http://www.jn.pt/P


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08
Nov 12

Há mais de 10 mil alunos com fome nas escolas portuguesas

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar afirmou, esta quinta-feira, que há mais de 10 mil alunos com carências alimentares e que cerca de metade já come pequeno-almoço na escola.

Falando na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que, esta quinta-feira, discute o Orçamento de Estado para a Educação, João Casanova de Almeida afirmou que 5547 alunos já estão abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar.

João Casanova de Almeida afirmou que há cerca de 10.800 alunos referenciados como carenciados em 253 agrupamentos escolares em todo o país e que essa informação vai ser passada ao Banco Alimentar contra a Fome.

O objetivo, afirmou, é que também as famílias desses alunos possam ser auxiliadas com comida.

O programa de pequenos-almoços na escola arrancou em maio deste ano como projeto-piloto em 120 escolas, abrangendo cerca de 12 mil alunos e foi alargado no início do ano letivo 2012/2013 à generalidade das escolas que demonstraram ter alunos com necessidades.

fonte:http://www.jn.pt/

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07
Nov 12

Reitores avisam que não vão ter dinheiro para salários a meio do ano

Universidades garantem que não têm capacidade para pagar totalidade dos salários em 2013 se o Governo não recuar na dimensão dos cortes.

Os reitores das universidades portuguesas dizem que não vão ter dinheiro para salários a meio do próximo ano, caso o Governo não recue nas medidas inscritas no OE/2013 e não reponha a totalidade das verbas para o pagamento dos subsídios de Natal.

Isto porque além do corte médio de 2,5% na transferência do Estado as universidades e politécnicos vão ver subir de 15% para 20% os encargos com os descontos para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), que se traduz em cerca de quatro milhões de euros da dotação de cada universidade.

Além disso, os reitores garantem que a Direcção Geral de Finanças transferiu, em média, menos um milhão de euros para cada instituição face ao necessário para repor os subsídios de Natal. Contas feitas, a tutela de Vítor Gaspar não devolveu cerca de 15 milhões às universidades para uma despesa que no total ascende aos 66 milhões de euros. Contas feitas, em média as universidades vão sofrer um corte médio de 10% no seu orçamento, em relação ao ano passado.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, acentuou que "a situação das universidades é muito grave", e sublinhou que a redução das dotações vai limitar "a capacidade de intervenção".

Em conferência de imprensa realizada no Conselho Nacional de Educação (CNE), depois de terem ido de manhã ao Parlamento e após uma reunião do CRUP com os presidentes dos Conselhos Gerais das universidades, António Rendas salientou que as instituições podem "chegar a meio do próximo ano, sem dinheiro para pagar salários".

Rendas referiu que os cortes terão "efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário", notando que "o financiamento público das universidades já foi reduzido em 144 milhões de euros, entre 2005 e 2012, podendo este valor atingir os 200 milhões de euros, se o OE 2013 vier a ser aprovado sem alterações".

Para evitar o "iminente quadro de ruptura na rede universitária", como se refere em documento distribuído pela CRUP na conferência de imprensa, António Rendas manifestou uma total abertura para o diálogo com o ministério da Educação e o Governo, tendo decidido hoje solicitar, "com carácter de urgência", uma audiência ao Presidente da República.

 

fonte_:http://economico.sapo.pt/n

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18
Out 12

Crise à mesa nas escolas

Aumentam casos de famílias em grande dificuldade para pagar refeições escolares dos filhos. Câmaras reforçam apoios sociais para que nenhum aluno fique sem comer


As famílias estão cada vez mais aflitas para pagar as refeições dos filhos na escola. Por todo o lado, aumentam os alunos subsidiados e há já quem não consiga pagar. As câmaras têm reforçado os apoios.


As dificuldades dos pais para pagar as refeições dos filhos nas escolas estão a aumentar em todo o país. Além de serem cada vez mais os alunos subsidiados, começam a surgir casos de dívidas de famílias de alunos não abrangidos pela Ação Social, como sucedeu no Jardim de Infância da Abelheira, em Quarteira, onde uma criança de 5 anos foi impedida de almoçar na cantina, por incumprimento dos pais.

Apesar de muitos diretores de agrupamentos não revelarem números exatos, todos confirmam a subida de casos de incumprimento. Em Matosinhos, por exemplo, em 2010/2011 havia 1,9% de pais com dívidas por regularizar, número que aumentou para 3,5% no ano letivo seguinte.

Já em Vila Nova de Gaia, não são revelados números, mas fonte da Câmara adiantou ao JN que há "um número significativo de pais que não conseguem pagar". No entanto, em ambos os casos, nunca se registaram casos de crianças que tenham ficado sem refeição, ao contrário do que, alegadamente, aconteceu no Algarve.

Ontem, porém, a diretora do agrupamento que integra a escola de Quarteira no centro da polémica, assegurou que a aluna recebeu comida, numa sala fora da cantina.

As dificuldades são sentidas também nos grandes centros urbanos. À semelhança de Matosinhos e Gaia, em Lisboa, no agrupamento Baixa-Chiado, que integra cinco escolas, num total de 2600 alunos, 50% são subsidiados, a maioria (40%) de escalão A, no qual as famílias não pagam qualquer valor pelas refeições. Segundo João Paulo Leonardo, diretor do agrupamento, entre os restantes, há também cada vez mais pais em dificuldades para pagar.

Em comum, a ação das autarquias, que, em articulação com as escolas, multiplicam apoios para evitar que as crianças fiquem sem comer.

As dificuldades das famílias aumentam em toda a linha. Ontem, na Comissão Parlamentar de Educação, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciou que o programa de pequenos-almoços nas escolas ainda não atingiu a velocidade cruzeiro mas já chega a "cerca de dez mil alunos", quer "sejam ou não abrangidos pela Ação Social Escolar".

Petição para despedir diretora de escola

O caso de Quarteira motivou uma petição 'online', que, ontem à noite, já tinha 4700 assinaturas, a exigir o despedimento de Conceição Bernardes, responsável da escola.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou ontem, no Parlamento, que ordenou à Inspeção-Geral de Educação que abra uma investigação ao Agrupamento de Escolas drª Laura Ayres (na Quarteira) para averiguar denúncias sobre casos de fome na escola de 1.º ciclo da Abelheira, em Loulé.

fonte:http://www.jn.pt/


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12
Set 12

Colégios privados sentem a crise mas de forma desigual

A crise está a afetar a maioria dos colégios privados, mas de forma diferente. Enquanto uns perdem alunos e turmas inteiras, outros mantêm os números ou até aumentam ligeiramente. Porém, todos admitem que há mais atrasos no pagamento das mensalidades e necessidade de ir encontrando soluções "caso a caso".

No último ano letivo, as escolas privadas perderam cerca de dois mil alunos, uma quebra de 3,6%. Este ano, a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEC), que representa 500 colégios, ainda não tem números concretos. A perceção de Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da AEEC, é de que as quebras diferem consoante a zona geográfica e a dimensão dos estabelecimentos. "As pequenas organizações estão com muitas dificuldades, sobretudo fora dos centros urbanos", afirmou ao JN.

fonte:http://www.jn.pt/P

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09
Set 12

Desde 2005 que não sobravam tantas vagas na primeira fase de acesso ao Ensino Superior

A segunda fase de candidaturas do acesso ao Ensino Superior decorre entre os dias 10 e 21 de Setembro e ainda há mais de 12.306 vagas disponíveis.

Das 52.298 vagas postas a concurso este ano lectivo ficaram preenchidas, nesta primeira fase, 39.992, o que significa que passam para a segunda fase de candidaturas ao Ensino Superior 12.306 vagas, o número mais elevado dos últimos sete anos.

Mas se é verdade que há muitas vagas ainda por preencher, cerca de metade dos 1.122 cursos disponíveis este ano já não tem lugares livres para a segunda fase. Por preencher ficaram vagas de cursos ligados a engenharias, por exemplo. Os três cursos com mais vagas por preencher são Engenharia Civil no Politécnico de Lisboa (139 vagas); Direito em regime pós-laboral na Universidade de Lisboa (123 vagas); engenharia electrotécnica no Politécnico de Lisboa (98 vagas) e Engenharia Civil naUniversidade de Coimbra (94 lugares vagos).

Numa análise às 34 instituições, nove (Instituto Politécnico de Bragança; Instituto Politécnico de Portalegre; Instituto Politécnico da Guarda; Instituto Politécnico de Beja; Instituto Politécnico de Santarém; Escola Superior Náutica Infante D. Henrique; Instituto Politécnico de Viseu e Instituto Politécnico de Setúbal) não chegaram a preencher metade das vagas que disponibilizaram e houve mesmo uma – Instituto Politécnico de Tomar - que não chegou a preencher um terço das vagas que tinha aberto, tendo ficado por uma percentagem de ocupação de 27%. 

Segunda fase arranca já esta segunda-feira Assim, os alunos que concorreram à primeira fase mas não ficaram colocados; aqueles que tendo ficado colocados queiram concorrer de novo a outra hipótese; aqueles que tendo ficado colocados na primeira fase não se tenham inscrito e aqueles que não chegaram a concorrer à primeira fase de candidatura podem a partir desta segunda-feira e até 21 de Setembro apresentar a sua candidatura à segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público de 2012.

Além das 12.306 vagas que restaram da primeira fase, as instituições de ensino superior podem aprovar novas vagas para os seus cursos. Para tal é preciso que tenha havido procura, em primeira opção, na primeira fase, superior à oferta de vagas na instituição; ou que tenha havido procura, em primeira opção, na primeira fase, na respectiva área de formação sem a correspondente oferta no conjunto da rede pública e, por fim, têm de dispor de condições adequadas, designadamente em recursos humanos e materiais, para o aumento do número de vagas, competindo depois à Direção‐Geral do Ensino Superior proceder à verificação da satisfação das condições atrás referidas.

Os resultados da 2.ª fase do concurso nacional de acesso serão divulgados no dia 27 de Setembro.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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23
Ago 12

Deixam cursos para ir trabalhar

No último ano lectivo quase mil alunos abandonaram os cursos nas escolas profissionais por razões económicas. Muitos destes estudantes preferiram ir trabalhar em vez de continuar os estudos até ao 12º ano. Este é um dos resultados de um estudo da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO): 30,4 por cento dos três mil alunos que deixaram os cursos profissionais fizeram-no por razões económicas.

Anteontem, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, manifestou o desejo de ter já no próximo ano lectivo metade dos alunos do 10º ano no ensino profissional. Um objectivo "impossível, pois as turmas já estão constituídas", referiu ao CM José Luís Presa, presidente da ANESPO. "Até prevemos retrocesso no número de alunos. Com a redução dos horários dos professores, as escolas secundárias dão prioridade aos cursos científico-humanísticos, pelo que sobram menos alunos para o ensino profissional", explicou.

Também a Associação Nacional de Professores do Ensino Profissional (ANPEP) diz ser impossível ter 50% dos alunos no ensino profissional. "Estamos a trabalhar na base da especulação", referiu à agência Lusa Teresa Fonseca, presidente da ANPEP.

No ano lectivo 2010/11, segundo as últimas estatísticas do Ministério da Educação, havia 440 mil alunos no ensino secundário, dos quais 180 mil em cursos profissionais, de aprendizagem, de educação e formação de adultos e recorrente.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, diz que Nuno Crato quer "empurrar" os alunos para "uma via de ensino desvalorizada e facilitada". Já José Luís Presa, dá a ‘receita’ para aumentar a procura deste tipo de cursos: "É preciso um diagnóstico das necessidades de formação a nível de cada distrito, para não ter cursos sem empregabilidade." E critica a "falta de serviços de orientação vocacional" nas escolas.

UNIVERSITÁRIOS CONTINUAM SEM RECEBER BOLSAS

Ainda há alunos universitários que não receberam as bolsas relativas a Julho. No início deste mês, o Ministério da Educação e Ciência tinha garantido o pagamento das bolsas atrasadas até 11 de Agosto. No entanto, o pagamento de algumas das bolsas "teve um atraso inesperado", admitiu ontem fonte do gabinete de Nuno Crato. Sem especificar quantos alunos estão sem receber (há cerca de 56 mil bolseiros), a mesma fonte garantiu a regularização das dívidas "nos próximos dias".

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n


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28
Jul 12

Razões económicas levaram alunos a desistir do ensino profissional

Cerca de um terço dos quase 3.000 alunos do primeiro ano do ensino profissional que abandonaram a escola no último ano letivo fizeram-no por razões económicas, conclui-se num estudo divulgado, esta sexta-feira, pela associação de estabelecimentos do setor.~


O inquérito, realizado pela Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), revela que a taxa de desistentes por razões económicas subiu dos 22% registados em 2010/2011 para 30,4% no último ano letivo, a nível nacional.

Embora sejam privadas, as escolas de ensino privado são financiadas pelo Estado, pelo que os alunos não têm mais encargos do que os colegas que frequentam os estabelecimentos públicos, explicou à agência Lusa o diretor executivo da ANESPO, Luís Costa.

Por regiões, no Norte, a taxa de desistência por razões financeiras foi mesmo o motivo invocado por quase metade (47,8%) das desistências no primeiro ano daquele grau de ensino, mais 20% do que em 2010/2011.

Também no Centro houve uma subida considerável, de 22,8% para 33,8%, em Lisboa e Vale do Tejo o crescimento foi residual (de 17,9% para 19,2%) e no Alentejo e Algarve houve mesmo uma descida de 37,2% para 35,6%, embora esta região, que registou a maior taxa em 2010/2011, seja a segunda com maior percentagem de desistentes.

A seguir às razões económicas, o abandono escolar no primeiro ano do ensino profissional (10.º ano de escolaridade) ocorre por "insatisfação vocacional" em 15,7% dos casos, "insatisfação motivacional" (8,8%), "mudança de escola" (13%) e outras (32,1%).

O inquérito foi feito a mais de metade dos 16 mil alunos que não concluíram o primeiro ano.

As 144 escolas de ensino profissional existentes no país tiveram inscritos no último ano letivo cerca de 60 mil alunos, precisou Luís Costa.

fonte:http://www.jn.pt/P


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03
Jul 12

Faculdade propõe que alunos se endividem na CGD para saldarem propinas

O presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, José Duarte, enviou uma carta aos 2300 alunos da instituição na qual sugere que quem não consegue pagar as propinas faça um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos, que dispõe de uma linha de financiamento específica para o ensino superior.

José Duarte explicou ao Diário de Notícias que na faculdade existem cerca de 250 alunos com dívidas que atingem os 250 mil euros (mil euros por aluno), verba que deveria assegurar o pagamento dos salários dos docentes até Julho, já que tal não é possível apenas com as verbas do Orçamento do Estado, que foram reduzidas. Os devedores estão mesmo em risco de ser impedidos de fazer exames e outros actos académicos.

A carta do presidente da faculdade gerou polémica na associação de estudantes e nas redes sociais, com os alunos a acusarem a instituição de estar a promover o sobreendividamento dos estudantes. Já José Duarte, ainda ao mesmo jornal, assegura que o crédito junto da CGD foi a alternativa encontrada para dar resposta aos alunos com mais carências.

Por seu lado, o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Cruz Serra, preferiu não comentar a situação, alegando que a faculdade dispõe de autonomia neste tipo de matérias.

A Faculdade de Arquitectura desconhece quantos estudantes terão já aceitado a sugestão e contraído um crédito junto da CGD, com uma taxa de juro de 3% a três meses.

fonte:http://www.publico.pt/

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26
Jun 12

Colégios privados perdem dois mil alunos por causa da crise

Escolas privadas registam este ano quebra de 3,6% nos alunos e um aumento das propinas em atraso.

A crise começa a bater à porta dos colégios privados. Cerca de 3,6% foi a quebra registada no número de alunos dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo dos cerca de 500 colégios da AEEP, neste ano lectivo. Em números absolutos, significa uma estimativa de quebra de dois mil alunos.

A diminuição pode parecer pequena, mas a verdade é que se há escolas que até viram crescer o número de estudantes, há casos de "organizações muito aflitas" na sequência da diminuição do número de alunos, sublinha Rodrigo Queiroz e Melo, director-executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a estrutura que representa 500 estabelecimentos de ensino privado. "Foi um ano complicado", acrescenta.

Mas o verdadeiro teste será o próximo ano lectivo. Para já, ainda, não há números disponíveis porque muitas escolas ainda estão no período de pré-inscrições. Só em finais de Julho será possível determinar valores concretos e se há verdadeira redução do número de alunos.

Para agravar este aumento do número alunos que trocam o privado pelas escolas públicas, há um novo fenómeno que afecta a situação financeira dos colégios: o crescimento exponencial do número de famílias que estão a atrasar o pagamento de propinas por falta de dinheiro. Há escolas que por falta de alunos vão encerrar ciclos de estudo. É o caso do Colégio Sá de Miranda, uma escola conhecida por pertencer ao Movimento da Escola Moderna, que no próximo ano lectivo não vai abrir o 5º e 6ª anos, abandonando por agora a leccionação do 2º ciclo do básico. Maria do Carmo Oliveira, da direcção da escola, explica que os pais alegam que nesta idade "os alunos já têm mais autonomia e sempre poupam dinheiro" se os transferirem para uma escola pública.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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