19
Abr 13

Governo quer dar 3 semanas de férias aos alunos no Natal

Proposta da tutela enviada aos sindicatos revela que as férias de Natal vão passar das duas para as três semanas.

O ministério da Educação quer dar, aos alunos, três semanas de férias no Natal. Habitualmente esta interrupção lectiva é apenas de duas semanas.

A extensão por mais uma semana no Natal faz parte da proposta do Ministério da Educação que foi enviada aos sindicatos. Segundo o calendário apresentado as aulas vão terminar no dia 13 de Dezembro, sexta-feira, e só vão ser retomadas a 6 de Janeiro, segunda-feira.

O segundo período vai terminar a 4 de Abril, tendo três meses e com a interrupção de Carnaval entre 3 e 5 de Março. O fim das aulas em está marcado para 6 de Junho de um mês para os alunos dos anos com exames (6.º, 9.º, 11.º e 12.º) e a 13 para os restantes.

Além disso, pela primeira vez o despacho do calendário escolar vai inclui as datas dos exames. Segundo a proposta do MEC os alunos dos 4º e 6º ano vão fazer exame a 5 de Maio. Só os alunos que reprovarem na primeira fase das provas nacionais podem ir a exame numa segunda fase entre 9 e 16 de Julho, tendo acompanhamento extraordinário até 4 de Julho.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Set 12

Alunos repetentes vão poder fazer dois ciclos em três anos

O Governo vai abrir cursos de ensino vocacional em 12 escolas básicas públicas e privadas para alunos com mais de 13 anos “que manifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular”, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

O objectivo final do projeto-piloto dos cursos vocacionais para alunos repetentes, com mais de 13 anos, é o reingresso no ensino regular, garantiu o ministro da Educação, Nuno Crato, em declarações hoje publicadas no Jornal de Notícias.

De acordo com a Portaria n.º 292-A/2012, publicada na quarta-feira à noite, a “experiência-piloto” agora lançada em 12 escolas, que o diploma não especifica, vai integrar alunos com idade superior aos 13 anos que “tenham duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos distintos”, permitindo-lhes completar os 6.º e 9.º anos de escolaridade.

“O objectivo é que terminem este percurso e, logo que preparados, reingressem na via normal, num curso profissional ou vocacional, no secundário”, explica Nuno Crato ao Jornal de Notícias.

Para integrar as turmas destes cursos vocacionais no ensino básico, os alunos terão previamente de ser avaliados pelos psicólogos escolares, avaliação após a qual o encarregado de educação deverá “declarar por escrito se aceita ou não a frequência do curso vocacional”.

De acordo com o diploma, a estrutura curricular será organizada por módulos, que incluem as disciplinas de Português, Matemática, Inglês e Educação Física, na componente geral, e História e Geografia e Ciências Naturais, na componente complementar.

A componente vocacional do currículo, por seu lado, é “integrada pelos conhecimentos correspondentes a actividades vocacionais e por uma prática simulada preferencialmente em empresas que desenvolvam as actividades vocacionais ministradas”.

Exames vão contar

Os alunos dos cursos vocacionais do 6.º ano podem prosseguir os estudos no ensino regular ou vocacional, desde que tenham aproveitamento nos exames finais nacionais e os do 9.º podem ainda prosseguir os estudos pela via vocacional de nível secundário, além das vias regular e profissional, mediante as mesmas condições.

“O nosso objectivo final é criar uma via melhor organizada e mais estimulante, substituindo as ofertas dispersas que agora existem, como os CEF (Cursos de Educação e Formação), dando-lhes outra dignidade e facultando aos jovens um caminho de mais sucesso”, defende o ministro da Educação.

Nuno Crato adianta ainda que o projecto-piloto será alargado a mais escolas antes de ser generalizado a todo o país.

Para já, os alunos que integram o projecto são aqueles que foram escolhidos “com base nas propostas dos psicólogos escolares”, apesar de alguns pais terem pedido a inclusão dos seus filhos, adianta o ministro.

A “experiência-piloto” vai ser coordenada por um grupo de trabalho que será designado posteriormente pelo ministro e poderá ser alargada no ano lectivo de 2013/2014 “a todos os agrupamentos e escolas que se candidatem até ao fim do mês de Junho de 2013 com um projecto a aprovar pelo serviço competente do Ministério da Educação”.

No final de Agosto, a tutela já tinha afirmado estar a preparar novas ofertas de ensino, entre as quais cursos de ensino vocacional, que poderão ser frequentados por opção, dos alunos ou encarregados de educação, ou como resultado do desempenho escolar. Iniciativas que seriam aplicadas a partir do próximo ano lectivo, informou, na altura, o gabinete de imprensa do ministério.

fonte:http://www.publico.pt/E

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12
Set 12

15 segredos dos bons alunos

No começo do segundo período aproveite para descobrir como o seu filho pode usar os truques daqueles bons alunos, quem passa a vida a ter 20 valores.

As boas notas não aparecem por obra e graça do Espírito Santo. Basicamente, a 'receita' é muito trabalho e espírito de persistência. Desvendamos os outros trunfos dos bons alunos.



1-- Sabem porque estudam

Ninguém se esforça sem um objectivo, e para a maioria das pessoas estudar é chato. Passada a novidade de já sabermos ler, que é excitante, a partir daí é sempre montanha abaixo. Mas dê-lhe um objectivo, para não viverem no vazio. Claro que para alguém com 13 anos, ser adulto e estudar para ganhar a vida e ser médico ou advogado ou electricista quer dizer muito pouco. Se lhes perguntar o que é que pensam fazer aos 18 anos, a resposta será provavelmente 'actor', ou 'jogador de futebol' ou 'corredor de 'tunning' mas de qualquer maneira, explique que mesmo para ser um bom corredor de tunning convém não ser ignorante.



2 - São organizados

Ser organizado nem sempre é ter tudo muito certinho e arrumadinho em pastas e sublinhadinho a azul-bebé e amarelo-limão: é saber que tipo de organização combina com a nossa cabeça. Há excelentes alunos aparentemente desorganizadíssimos. Mas geralmente, o maior problema quando se tem 12 ou 13 anos é incapacidade de programar as coisas: primeiro porque de facto nada daquilo lhes interessa muito, e o cérebro naturalmente se recusa a gastar muita energia com aquilo que não vê como essencial, e depois porque a maioria não tem hábitos de planeamento. Não complique ainda mais: faça um calendário grande de parede onde possam assentar os dias dos testes e habitue-os a estudar com antecedência para não aparecerem verdes de véspera a dizer: "Socorro, amanhã tenho teste de matemática!"

3 - Estabelecem uma rotina

O melhor é fazer os trabalhos assim que se chega a casa: está-se mais fresco e fica-se logo despachado. Mas verifique o que funciona melhor com ele: há crianças que preferem relaxar primeiro, ver um bocadinho de televisão ou jogar 15 minutos de computador antes de fazer os trabalhos. O melhor é fazê-los sempre à mesma hora, e sem a televisão ligada.

4 - Fazem resumos

Estudar não é ficar imenso tempo a olhar para o livro com os olhos em alvo à espera que o ponteiro do relógio decida mexer-se. Ensine a sublinhar as partes mais importantes, resumir por palavras dele, treinar a memória. Mostre como se usa um dicionário, como se pode usar a 'net' (se tiver) e quem pode ajudar se tiver uma dúvida.



5 - Não têm medo de falhar

Os bons alunos sabem que ter uma nota mais baixa de vez em quando é tão normal como tropeçar quando se vai a andar, e conseguem usá-la para perceber o que está mal: afinal, sabem usar um passado de boas notas para saber que vão ser capazes de conseguir.



6 - Não têm medo de se esforçar

Curiosamente, não ter medo de esse esforçar está ligado a não ter medo de falhar: para ter boas notas, temos mesmo que mergulhar na matéria. Estudar tem de dar trabalho, mas depois, ter uma boa nota é compensador: ensine-o a sentir-se orgulhoso do seu trabalho. Elogie sempre que ele tiver uma boa nota, não tome a coisa como a sua obrigação. Elogie também o esforço, quando houver, mesmo que ele não tenha chegado à positiva. De vez em quando, principalmente quando não é esperado, um presentinho também é bem-vindo e pode funcionar como um incentivo.



7 - Não deixam arrastar as dificuldades

Não o meta logo na explicação, principalmente quando eles já estão desmotivados. Mas há disciplinas onde, se a pessoa perde o pé, já não consegue andar para a frente. Por isso, convém estar atento e pedir ajuda logo que se levanta uma dificuldade que se pode resolver com uma ou duas explicações, para não deixar acumular. Mas cuidado com as muletas: 'andar na explicação' pode ser uma ajuda preciosa mas muitas vezes transforma-se numa muleta. Além disso, retira-lhe tempo precioso para fazer outras coisas.



8 - Conseguiram dar a volta ao estereótipo

Ser bom aluno, às vezes, é um estigma: graças à 'dor de cotovelo' nacional, ainda achamos que são marrões, chatos, e snobes. Se tiver a sorte de uma criança dotada, tente preservá-la da inveja e não deixe que os outros façam comentários destes, e sobretudo não deixe que ela pense isso de si própria. Como sabe quem já leu o 'Harry Potter', há muitas adolescentes que se acham feias e compensam sendo boas alunas: não descure a parte visual, tão importante para quem está a crescer. Vá com elas comprar roupa bonita (hoje já nem sequer é preciso que seja cara), incentive-as a praticar algum exercício de que gostem, e, se for preciso, leve-as ao nutricionista.



9 - Gostam de livros

Uma pessoa que lê bem é uma pessoa que pensa bem, porque tem as palavras com que o fazer. Por isso habitue-o a ler desde pequenino. E desde pequenino não é desde que aprende a ler, é desde consegue olhar para um livro. Isto não é o trabalho da escola, porque a escola não ensina a gostar de ler, ensina apenas a ler. Nada do que é obrigatório nos dá prazer. Se os livros forem apenas os livros da escola, ele nunca há-de aprender que bom que é descobrir o que os 'Cinco' fizeram ou seguir a vassoura do Harry Potter. Se lhe calhou na rifa um 'informático' mais dado aos jogos de consola do que às vassouras voadoras, tente aliciá-lo com livros sobre coisas que lhe interessem: animais, surf ou computadores. É melhor que ele leia qualquer coisa de que goste - mesmo que não seja Camões -, do que nada. Claro, muitas vezes, a dificuldade é que a nossa vida não está para o ritmo calmo dos livros, que parece pertencer a outro tempo. Os livros exigem-nos que paremos, que nos sentemos para pensar e para sonhar. Faça o possível para que o seu filho ainda seja capaz de 'respirar' dessa maneira.



10 - Conseguem sonhar

Ele quer ser baterista? Não deite imediatamente as mãos à cabeça a gritar "Ai meu querido filho nem penses, não me desgastei estes anos todos para dares em artista como o teu tio Jeremias, vais mas é ser vendedor de imobiliário como o teu padrinho." Há uma idade em que eles querem ser bateristas num mês, cientistas da NASA no seguinte, e acumularem com vulcanólogos e directores de fábricas de chocolate. Além disso, na adolescência querem todos ser actores: os adolescentes são naturalmente narcisistas, e ser actor corresponde ao sonho de terem uma audiência inteira a dar-lhes a atenção que eles querem. Por outro lado, a maioria vive fechada na escola ou em casa e não tem grande noção de como o mundo funciona e das profissões que pode de facto escolher. Não lhes corte imediatamente as asas: deixe-os sonhar, mas ao mesmo tempo vá deixando que eles tenham contacto com pessoas de várias áreas, para que tenham uma ideia real das hipóteses que podem escolher.



11 - Têm imaginação

O nosso mundo valoriza acima de tudo a capacidade de ganhar muito dinheiro rapidamente, mas não é isso (ou enfim... só isso...) que nos faz felizes. É uma mensagem difícil de contrariar, até porque também ninguém quer que as crianças passem fome quando crescerem, coitadinhas, mas é importante mostrar que isso não é o mais importante nesta vida. É fundamental desenvolver-lhes a imaginação e a capacidade de sonhar, é fundamental dar-lhes colo mesmo quando eles já não nos cabem no colo, porque é isso que nos faz felizes. E ninguém é um bom aluno se for infeliz.



12 - Conhecem-se a eles próprios

 

Ninguém é bom a tudo, toda a gente tem pontos mais fracos e mais fortes. Ensiná-lo a saber qual é o seu tipo de inteligência, quais são os seus talentos, e em que área é que será mais feliz, poupa muitas desilusões futuras. Qualquer pessoa gosta de cantar, mas nem toda a gente vai concorrer aos 'Ídolos'... Por outro lado, saber que é bom em alguma coisa ajuda a superar um fracasso, ajuda a fazer o raciocínio do tipo: "se eu sou suficientemente esperto para ter uma boa nota a História, com um bocadinho de trabalho também posso ter boa nota a matemática." Ensine-lhe que tudo é uma questão de esforço e de organização.



13 - Treinam o coração

Enfim, nem todos os bons alunos são boas pessoas, mas precisamente para que o cérebro não ocupe o lugar do coração é que é importante falar nisto. O coração é um músculo: também se treina. Infelizmente, a nossa maior preocupação é que eles sejam bons alunos, e nunca nos preocupa que sejam boas pessoas, desde que não andem por aí a bater a ninguém. Como sabem as mães que já experimentaram, ensinar a ser boa pessoa é um trabalho muito mais duro que ensinar matemática. Pôr-se no lugar dos outros exige imaginação, pensar nos outros exige auto-controle, e poucas crianças conseguem fazê-lo. Claro que não é treiná-los para Madre Teresa nem pregar-lhes moral, mas habituá-los suavemente a pensar nos outros: pode começar já com os irmãos. É muito mais difícil aprender a tratar bem os irmãos do que mandar brinquedos para os pobrezinhos da paróquia.

14 - Os pais entram na escola

Esteja presente nas reuniões, saiba o que se passa, conheça os professores. Muitas vezes, as crianças são completamente diferentes na escola e em casa, e é engraçado ver até que ponto temos um filho simpático e inteligente e se calhar nunca tínhamos dado por isso...

15 - Têm tempo mesmo livre

Tempo livre não é andar no futebol, no ballet, na natação, nos computador, no inglês... Isso pode dar prazer, mas tempo livre é tempo livre mesmo, e para se ter a cabeça suficientemente descansada para ser bem utilizada é preciso tempo para não pensar em nada. Além disso, a vida não é só a escola: ele tem de ter tempo para pensar, para namorar, para jogar jogos de consola, para ler livros idiotas, para ver a telenovela, para fazer asneiras, para passear o cão, para aprender ponto cruz, para aprender a cozinhar, para ir a casa da avó, para se aborrecer. É em casa que aprendemos a viver, não na escola.

 

 

Aceite-o como ele é

Uma boa nota é 'boa' relativamente à criança a quem se aplica. Há quem seja espectacular a ciências e tenha mais dificuldade em juntar três palavras, e quem seja um poeta em potência e quando lhe apresentam uma equação, 'bloqueia', como os computadores... Chegar à positiva geralmente é sempre possível, mas tudo depende daquilo que aquela criança, esticada, consegue dar. Aliás, mesmo em termos de futuro, nem todos têm de ser médicos ou juristas, advogados ou gestores de empresas. Actualmente há imensas carreiras que se pode ter, e as mais produtivas nem são necessariamente as tradicionais.



fonte: http://activa.sapo.pt/

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16
Jul 12

Aluno de 17 anos é bicampeão mundial de Matemática

Um estudante português repetiu o ouro nas olimpíadas internacionais de Matemática, que decorreram na Argentina. 

Miguel Santos, de 17 anos, aluno do décimo primeiro ano da Escola Secundaria de Alcanena, conquistou uma medalha de ouro, na competição que reuniu mais de 500 estudantes de 100 países.

A equipa portuguesa arrecadou ainda uma medalha de prata e duas de bronze.

A distinção foi divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência que, em comunicado, felicita a equipa pelo resultado inédito.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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20
Jun 12

Dezenas de alunos terão sabido o que ia sair no exame de Português

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) recebeu uma denúncia anónima sobre o exame de Português que decorreu na segunda-feira.

A denúncia anónima foi recebida pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) relativamente à prova de Português (639), tendo a mesma sido reencaminhada para a Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) para análise, revela o gabinete de imprensa do MEC ao PÚBLICO.

Segundo a edição do Correio da Manhã desta quarta-feira, terá havido uma fuga de informação que permitiu que dezenas de estudantes de Guimarães e Fafe soubessem, via SMS e com antecedência, que ia sair o canto VI de Os Lusíadas na prova do 12.º ano. O exame foi realizado na segunda-feira, à tarde, por 71.608 dos 77.437 alunos inscritos.

De recordar que não é fácil aceder aos exames nacionais antes de estes estarem à frente dos alunos. Cabe às forças policiais, PSP e GNR, a entrega dos enunciados fechados em envelopes em cada escola do país onde há estudantes a realizar estas provas. Os enunciados são colocados num cofre e os sacos com as provas são entregues nas salas onde os estudantes vão responder, alguns minutos antes da hora marcada para o início do exame.

Durante o tempo em que o teste está a ser respondido, os professores vigilantes de cada sala não podem sair nem ter meios de comunicação na sua posse (telemóveis ou computadores com acesso à internet, por exemplo). Terminado e recolhido o exame, as forças policiais voltam à escola para recolher as provas e transportá-las aos correctores. Mais uma vez, em sacos fechados. 

 

fonte:http://www.publico.pt/E

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01
Nov 11

Cerca de dez mil alunos do ensino superior vão perder a bolsa de estudo este ano

O número de estudantes bolseiros no ensino superior vai voltar a descer este ano. Cerca de dez mil alunos deverão perder o apoio, a maioria dos quais devido ao fim do regime transitório que vigorou no ano passado. Com as regras do novo regulamento de Acção Social, os indeferimentos deverão chegar quase aos 30%, o número mais alto dos últimos anos.

 

No ano passado, cerca de dez mil estudantes tiveram direito ao valor mínimo da bolsa de estudo ao abrigo de um regime transitório criado no regulamento e que abrangia os bolseiros de anos anteriores que tinham perdido direito ao apoio. O fim dessa prerrogativa retira a maioria desses alunos do sistema de Acção Social. 

A estes vão juntar-se ainda alguns milhares de alunos que não cumprem os novos critérios definidos no regulamento aprovado no Verão pelo Governo. A taxa de indeferimento deverá ficar próxima dos 30%, antecipam os responsáveis dos Serviços de Acção Social (SAS). 

A Universidade do Minho (UM) é a única instituição onde o processo de análise das candidaturas já tem resultados, devendo as bolsas começar a ser pagas já no próximo mês e naquela instituição 27,25% dos candidatos viram o pedido recusado.

Nos anos anteriores, os resultados do Minho têm servido de barómetro aos que acontece a nível nacional. "Devemos ter médias semelhantes nas restantes instituições", avança o administrador dos SAS da Universidade do Porto, João Carvalho. Há dois anos os indeferimentos da UM atingiam 15% dos candidatos, ao passo que no ano passado esse valor já tinha subido para os 25%. Este ano vai verificar-se "o maior valor dos últimos anos", informa o responsável dos SAS da UM, Carlos Silva.

Numa altura em que 60 por cento das candidaturas estão analisadas - referentes aos estudantes bolseiros que concorreram à renovação de bolsa em Julho -, há 2430 bolseiros naquela universidade. O número deverá subir para cerca dos 4000 alunos com apoio do Estado até ao final da fase de análise das candidaturas, um valor inferior ao verificado no ano lectivo anterior (5000 bolseiros) e há dois anos (5700). 

O principal motivo de rejeição das candidaturas é o fim do regime transitório, mas quase 600 alunos também não têm direito a bolsa por causa da sua situação académica: não inscrição ou incumprimento de 60% de aproveitamento obrigatório.

fonte:http://www.publico.pt/E

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08
Jan 11

Sucesso dos alunos depende pouco de quem são os pais

Os filhos dos licenciados têm melhores resultados nos exames do secundário do que os descendentes de famílias só com o ensino básico? Os bons resultados dependem da idade dos estudantes? Sim, mas esses dois factores têm um peso de apenas 30 por cento. Os restantes 70 por cento dependem exclusivamente do trabalho feito pelas escolas.

 

Quem o diz é Cláudia Sarrico, uma das autoras do estudo Perspectivas Diferentes sobre o Desempenho das Escolas Secundárias Portuguesas, que será hoje apresentado no seminário Economia e Econometria da Educação, promovido pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG-UTL).

Existem factores como a idade dos alunos (a investigação aponta que quanto mais velhos chegam ao secundário, piores os seus resultados) ou o meio sócio-económico de origem que a escola "não controla". "Mas estas variáveis só explicam 30 por cento dos resultados. Por isso, as escolas têm grande margem de manobra", interpreta Cláudia Sarrico, acrescentando que o que o estudo revela é que há escolas cujos alunos têm bons desempenhos, mas que poderiam ter melhores, são as "escolas à sombra da bananeira", ou seja, têm resultados académicos acima da média nacional, mas são inferiores ao esperado pelas características da escola e dos alunos . Tal como há outras que estão mal posicionadas em termos de resultados dos exames, que têm alunos de meio sócio-económico mais frágil, mas que têm um desempenho acima do esperado.

Depois, em cada extremo, estão as "escolas de elite", com resultados e desempenho superior ao esperado; e as "escolas fatalistas" com resultados e desempenhos maus. As denominações foram criadas pelas investigadoras Cláudia Sarrico, da ISEG-UTL, Margarida Fonseca Cardoso, da Universidade do Porto, Maria João Rosa, da Universidade de Aveiro, e Maria de Fátima Pinto, professora na EB 2,3 de Canedo, para um estudo financiado pelo Ministério da Educação (ME) e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

As docentes debruçaram-se sobre os resultados dos exames nacionais do secundário de Português e de Matemática e a taxa de conclusão no 12.º ano dos cursos científico-humanísticos, no ano de 2009/2010. De seguida, cruzaram esses dados com variáveis como a idade dos alunos, a formação académica e profissão dos pais. Tiveram ainda em conta as características das escolas. Para isso, analisaram o número de alunos por turma, percentagem de raparigas ("há mais raparigas a estudar até mais tarde", explica Sarrico), alunos com apoio social, taxas de progressão e de conclusão do secundário, número de alunos por professor de quadro e a taxa de absentismo dos docentes.

"Esticar os alunos"

Pegando em todos estes critérios, foi calculado o desempenho médio esperado para cada escola, ou seja, tendo em conta as características dos alunos e dos professores, que resultados poderiam ser obtido nos exames e na conclusão do secundário. De seguida, foi construído um ranking não com base nos resultados dos exames, mas tendo em conta o desempenho que se esperaria de cada estabelecimento de ensino; que foram divididos em quatro categorias: escolas de elite, à sombra da bananeira, que surpreendem e fatalistas. As investigadoras não estão autorizadas pelo ME a divulgar a lista.

O que preocupa Cláudia Sarrico são as "escolas à sombra da bananeira". "Há escolas que podiam esticar mais os alunos", diz a investigadora, explicando que a maioria tem planos para os estudantes com maus resultados, mas não tem para os que têm boas notas. "A escola podia ter melhores resultados se também trabalhasse com esses", sugere.

O universo é de 303 escolas públicas onde foram realizados mais de 50 exames de Português e de Matemática (no total existem cerca de 400 com secundário). Na maioria, os alunos terminaram o 12.º ano com 17 anos; 60 por cento são raparigas. Apenas um quinto dos alunos tem apoio social escolar. Quase 40 por cento dos pais tem pelo menos o secundário e tem profissões mais qualificadas. A média das turmas de secundário é de 14,6 alunos; por cada professor do quadro há 12 alunos. A taxa média de absentismo docente é de seis dias por ano, revela ainda este estudo.

fonte:http://www.publico.pt/

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