24
Set 13

Alterações curriculares não permitem usar os mesmos manuais, diz APEL

Não é possível usar os manuais escolares de Português e de Matemática de anos anteriores. Quem o diz é a Comissão do Livro Escolar da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que contraria assim o Ministério da Educação e Ciência (MEC). Em comunicado, divulgado esta terça-feira, a APEL defende a impossibilidade de utilização de edições anteriores dos manuais de Português e de Matemática para estudar e para leccionar aquelas duas disciplinas, dadas “as vastas alterações” introduzidas este ano lectivo pelas Metas Curriculares e nos próprios manuais, “a pedido” da tutela.

“Os livros agora desactualizados têm matérias em falta, matérias supérfluas, outra sequência de conteúdos, grau de aprofundamento excessivo ou insuficiente, textos de leitura, obrigatória em falta, etc.”, especifica APEL.

Em reacção aos protestos de representantes de professores e de pais, o MEC insistiu, na semana passada, na afirmação de que na sala de aula podem “coexistir as duas versões” dos manuais – aqueles que contêm as alterações, acabados de editar, e os que estavam em vigor no ano lectivo passado, e que muitos encarregados de educação haviam já adquirido em bancos de livros.

Sublinhando as “modificações significativas nos programas em vigor para aquelas disciplinas e na distribuição de conteúdos por ano de escolaridade” a APEL calcula que o seu impacto nos manuais escolares correspondeu a alterações que oscilam entre 30 e 70% e que foram “introduzidas a pedido do MEC”. E acrescenta que foi precisamente por “conhecer esta realidade e compreender que as edições anteriores deixaram inteiramente de servir os alunos” que as editoras “tomaram as medidas necessárias para garantir que, para este ano lectivo, apenas estivessem disponíveis nos habituais pontos de venda os manuais que cumprem as Metas Curriculares”.

O comunicado, em que a APEL recorda que por terem muitas alterações "as novas edições de manuais escolares das disciplinas de Matemática e Português, foram submetidas, por deliberação do MEC, a um processo de avaliação e certificação de qualidade”, surge da sequência da polémica que se instalou na semana passada, quando pais começaram a receber indicações das escolas de que deveriam adquirir novos livros.

Na altura, em declarações ao PÚBLICO, as dirigentes da Associação de Professores de Matemática e da Associação de Professores de Português, Lurdes Figueiral e Edviges Ferreira, respectivamente, responsabilizaram o MEC pelo “caos” resultante da coexistência de duas edições em sala de aula e pelo impacto que isso terá  nos resultados escolares.

Lurdes Figueiral, considerou mesmo que o MEC “cometeu uma ilegalidade”, ao alterar o programa de Matemática para o ensino básico “sem aviso prévio” e ao pedir alterações aos livros destinados ao 1.º, 3.º, 5.º e 7.º anos. “ Isto contraria a lei, que determina que durante no período de vigência dos livros escolares – seis anos a partir do momento em que são adoptados – estes só podem ser alterados no caso de se terem verificado profundas alterações científicas na disciplina”. “Naturalmente não é o caso", disse.

O presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap) e o da Confederação Nacional Independentes das Associações de Pais (CNIPE) contestaram as alterações aos manuais e o facto de alegadamente estas colocarem em situação de desigualdade as crianças, muitas das quais não dispunham das edições actualizadas. O fundador  do Movimento pela Reutilização dos Livros Escolares, Henrique Cunha, confirmou que tanto nos ‘bancos’ como através da internet  lhe estavam a chegar apelos de encarregados de educação “que passaram horas a correr os vários pontos de troca para adquirir material" que já não servia.

fonte:http://www.publico.pt/s

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21
Jul 11

Reforço do ensino do Português e da Matemática

Conselho de Ministros de 21 de Julho aprovou a redacção final do decreto-lei que revê a organização curricular dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. Em primeiro lugar, reforça-se a aprendizagem de duas disciplinas estruturantes, a Língua Portuguesa e a Matemática, aumentando o número total de horas em cada uma dessas disciplinas, suprimindo, para isso a Área de Projecto e ajustando a carga horária do Estudo Acompanhado. Em segundo lugar, reduz-se a dispersão curricular nesses mesmos ciclos, fortalecendo as condições de ensino de duas disciplinas fundamentais. Em terceiro lugar, aumenta-se a autonomia das escolas para organizarem os tempos lectivos e os horários. Finalmente, introduzem-se Provas Finais de Ciclo no 6.º ano de escolaridade, permitindo uma avaliação externa nesta fase crucial do percurso escolar dos alunos. Estas modificações vigoram já no ano lectivo de 2011/2012.

fonte:http://www.governo.gov.pt/

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Conselho de Ministros: aprovadas as alterações curriculares nos 2º e 3º ciclos

O Conselho de Ministros, em reunião extraordinária, aprovou hoje a redação final do já anunciado decreto-lei que revê a organização curricular dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e que introduz provas finais no 6.º ano.

 

Segundo um comunicado do Conselho de Ministros, “trata-se de ajustamentos importantes para terem efeito já no ano letivo de 2011-2012”, designadamente o reforço da aprendizagem do Português e da Matemática, aumentando o número total de horas em cada uma dessas disciplinas ao longo dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico.

Este objetivo é atingido com a supressão da Área de Projeto, nos 2.º e 3.º ciclos, e ajustando a carga horária do Estudo Acompanhado.

Será também reduzida a dispersão curricular, fortalecendo as condições de ensino de duas disciplinas fundamentais. Tal objetivo é de importância crucial, em particular no 3.º ciclo de escolaridade.

O Governo decidiu, igualmente, dar maior liberdade às escolas para organizarem os tempos letivos e os horários, aumentando a sua autonomia.

Finalmente, introduzem-se provas finais no 6.º ano de escolaridade, “permitindo uma avaliação externa nesta fase crucial do percurso escolar dos alunos”.

No dia 15 deste mês o ministro da Educação, Nuno Crato, já tinha divulgado que haveria um aumento de horas nas disciplinas de Português e Matemática, considerando que estas duas áreas são estruturantes “do raciocínio e da expressão” e são fundamentais para a toda a aprendizagem.

No 3.º ciclo, haverá um aumento de meio bloco de 90 minutos para Língua Portuguesa e Matemática: “Passam a dois blocos e meio tanto no 7.º como no 8.º e 9.º anos”, explicou o ministro.

Na ocasião, Nuno Crato defendeu que são necessárias reformas mais profundas, mas que neste momento apenas são possíveis ajustamentos pontuais.

No final da reunião do Conselho de Ministros não houve a habitual conferência de imprensa.

fonte:Lusa

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20
Jan 11

Associação de Professores de Matemática contesta alterações curriculares

As alterações curriculares do ensino básico, que deverão entrar em vigor no próximo ano lectivo, vão pôr em causa a implementação do novo programa de Matemática, que começou agora a ser aplicado, alertou hoje a associação de professores daquela disciplina.

 

Num comunicado enviado à imprensa, a Associação de Professores de Matemática afirma não entender “a razão pela qual se pretende alterar o padrão de organização dos tempos lectivos em períodos de 90 minutos, permitindo que aquilo que hoje é uma excepção (a organização em períodos de 45 minutos) possa vir a ser adoptada como regra”. A associação lembra, a propósito, que “no caso específico da disciplina de Matemática todos os documentos curriculares pressupõem a organização do trabalho em blocos de 90 minutos” e que só assim se pode garantir uma melhor aprendizagem.

“A APM quer crer, pois, que a generalidade das escolas não deixará de continuar a adoptar como unidade lectiva de referência o bloco de 90 minutos. A não ser assim ficaria, de forma definitiva, inviabilizado o reajustamento programático” para a disciplina derivado do Novo Programa de Matemática para o Ensino Básico, cuja aplicação generalizada se iniciou no presente ano lectivo, acrescenta.

Frisando que o ensino básico “necessita, com urgência, de ver repensada a sua estrutura curricular”, a APM adianta que este objectivo nunca será alcançado com “medidas avulsas e não devidamente fundamentadas”, como aquelas que foram agora aprovadas.

A APM manifesta também “a sua discordância relativamente à forma como se pretende extinguir as Áreas Curriculares Não Disciplinares de Estudo Acompanhado e Área de Projecto”, lembrando que, no âmbito do Plano de Acção para a Matemática, lançado há quatro anos, aqueles tempos lectivos têm vindo a ser utilizados para o reforço do trabalho em Matemática e Língua Portuguesa. Com as alterações aprovadas, nenhuma das disciplinas terá tempos acrescidos.

Sublinhando que estas medidas são adoptadas “contra o parecer generalizado da maioria dos intervenientes no processo educativo”, a associação diz lamentar “profundamente que o único fundamento de tudo isto se encontre plasmado nas medidas de consolidação orçamental e não em quaisquer razões de natureza pedagógica e científica que sempre devem nortear as decisões que actuam sobre a gestão e desenvolvimento curriculares”.

fonte:http://www.publico.pt/E

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