02
Abr 14

Crato admite a criação de cursos profissionais para o mar

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu hoje em Cascais a criação de cursos profissionais virados para a área do mar, no âmbito da proposta de alargamento dos limites da plataforma continental apresentada nas Nações Unidas.

Nuno Crato considerou que a aposta no mar, para além dos impactos imediatos em termos curriculares, "pode vir a desenvolver-se em escolas determinadas, como as escolas quiserem, com ofertas mais vocacionadas, mais profissionalizadas".

O ministro acompanhou Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, à Escola Básica e Jardim de Infância Rómulo de Carvalho, em Matos Cheirinhos, São Domingos de Rana, para afixar o primeiro de 100.000 mapas "Portugal é Mar" a distribuir pelas escolas do país.

O mapa delimita a actual zona económica exclusiva e a nova área limite da Plataforma Continental apresentada em 2009, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A ministra Assunção Cristas salientou, perante os alunos de uma sala de aula da escola Rómulo de Carvalho, que "a parte do mar é 18 vezes mais do que a parte da terra e quando a proposta for aprovada a zona marítima será 42 vezes mais". Para a ministra, a distribuição dos mapas visa "sensibilizar as novas gerações" para as potencialidades do mar, de modo a que possam estudar o aproveitamento futuro dos recursos marinhos.

"Em alguns casos vamos poder pescar mais, noutros vamos pescar menos e noutros não vamos poder pescar", respondeu Assunção Cristas, à questão de uma aluna sobre se o alargamento levará ao aumento da pesca, chamando a atenção para outras "riquezas", como as algas e minerais.

Nuno Crato, questionado sobre a proposta ainda não estar aprovada, destacou a importância pedagógica do tema e mostrou-se confiante de que os limites, mesmo com ajustes, não deverão ser muito diferentes.

"Não tenho comentários a fazer", respondeu o ministro da Educação e Ciência em relação à manifestação de estudantes do ensino superior agendada para hoje à tarde.

Os estudantes deverão concentrar-se pelas 15h00 no Largo do Carmo, de onde seguirão em desfile até à Assembleia da República.

Nuno Crato escusou-se também a comentar os resultados conhecidos do “Atlas da Educação - Desempenho e potencial de sucesso e insucesso escolar por concelho".

O estudo da Associação EPIS - Empresários Pela Inclusão Social, em parceria com o CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova, foi coordenado pelo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), e ex-ministro da Educação, David Justino.

O documento salienta que 35% de alunos já chumbaram pelo menos uma vez ao longo do seu percurso escolar, o que deve ser entendido como um indicador de que o sistema de ensino nacional "não está concebido para promover o sucesso e a equidade".

Os custos para o país da taxa de 35% de chumbos, tendo por base um custo médio por aluno no ensino básico e secundário de 4000 euros, pode traduzir-se num "desperdício" que "nunca será inferior a 250 milhões de euros por ano".

O ‘Atlas da Educação’ refere ainda uma "manifesta contradição" entre o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano - o que corresponde, regra geral, a um percurso escolar até aos 18 anos - e a legislação laboral, que permite começar a trabalhar aos 16 anos de idade. Uma das soluções seria regulamentar "o trabalho a tempo parcial entre os 16 e os 18 anos de forma a conciliar a frequência escolar e uma integração progressiva no mercado de trabalho".

fonte:Lusa/SOL

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01
Abr 14

Estudantes portugueses com dificuldades em aplicar a Matemática à vida real

Os alunos portugueses têm dificuldade em resolver problemas de matemática aplicados à vida real, tendo ficado ligeiramente abaixo da média dos 44 países da OCDE envolvidos num novo relatório, agora divulgado, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), elaborado com base nos resultados obtidos em 2012.

 

"Resolução de Problemas Criativos: Capacidades dos Estudantes em Resolver Problemas da Vida Real" é a designação do novo estudo, que envolveu 85 mil estudantes em 44 países e economias da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económico (OCDE).

Para obter bons resultados neste estudo sobre as competências criativas na resolução de problemas, os estudantes devem mostrar-se abertos a explorar a novidade, tolerar as dúvidas e incertezas e atreverem-se a usar a intuição para poderem chegar a uma solução.

Portugal colocou-se em 24.º lugar, com 494 pontos, quando a média da OCDE é de 500 pontos. A liderar a listagem está Singapura (562 pontos), seguida da Coreia (561) e Japão (552). Mais quatro economias do este asiático estão entre o 4.º e 7.º lugares: Macau, Hong-Kong, Xangai e Taipé.

Países como o Canadá, Austrália, Finlândia, Reino Unido, Estónia, França, Holanda, Itália, República Checa, Alemanha, EUA e Bélgica ocupam lugares acima da média da OCDE, mas abaixo dos referidos países asiáticos.

Nos países melhores colocados, os estudantes de 15 anos podem implicar-se no estudo sistemático de situações moderadamente complexas para encontrar uma solução.

Na Coreia e em Singapura, por exemplo, 56% dos estudantes (contra 31% dos estudantes nos países da OCDE, próximos da média) podem resolver um problema no qual um aparelho desconhecido funciona mal. Os estudantes conseguem compreender como os diferentes elementos do problema se relacionam entre si, podem planear por antecipação os passos que têm de realizar para encontrar uma solução e ajustar os seus planos à luz dos dados, conhecimento e informações que vão descobrindo à medida que vão explorando o problema; também podem formular hipóteses sobre por que razão um aparelho funciona mal e descrever como comprovar o funcionamento do dispositivo.

Em contrapartida, nos países com menor classificação (como é o caso de Portugal) os estudantes apenas conseguem resolver problemas muito simples que não requerem um pensamento por antecipação e estão contextualizados em situações familiares.

O relatório conclui que os resultados do PISA sobre a resolução de problemas mostram que professores e escolas podem promover as competências dos estudantes para enfrentar - e resolver - todos os tipos de problemas que se encontram diariamente na vida do século XXI.

O estudo PISA foi lançado pela OCDE, em 1997. Os resultados obtidos nesse estudo permitem monitorizar, de uma forma regular, os sistemas educativos em termos do desempenho dos alunos, no contexto de um enquadramento conceptual aceite internacionalmente. Mede as capacidades dos alunos em domínios como a literacia matemática, científica, resolução de problemas e literacia em leitura.

O PISA 2012 foi o quinto estudo PISA realizado desde 2000 e envolveu mais de 60 países participantes. O estudo repete-se a cada três anos. Os resultados de 2012 provam que, no caso dos estudantes portugueses, houve uma melhoria do desempenho nas áreas da leitura, matemática e ciências, muito embora Portugal continue abaixo da média da OCDE.

fonte:http://www.jn.pt/P

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30
Mar 14

Estudantes adultos no ensino superior reduzidos a "verbo-de-encher"

A abertura das universidades e institutos politécnicos aos novos públicos está reduzida, neste momento, a um “enchimento”. A crítica é feita pelo investigador José Pedro Amorim, na sua tese de doutoramento, defendida na Universidade do Porto no final do ano passado. O autor detecta uma desvalorização da presença de estudantes mais velhos no ensino superior que, em vez de reconhecer a sua experiência, os reduz a “verbos-de-encher”.

Estes estudantes “são quase sempre designados e descritos pela negativa”, nota Amorim na sua tese. Os adultos são sempre descritos como alunos “não tradicionais” e na educação “não formal”, expressões que “escondem uma existência de experiências”, defende. O autor expõe que a abertura a novos públicos se ficou a dever a dois factores: por um lado a influência e exemplo de outros países e de organizações internacionais como a Unesco e a OCDE, e, por outro, a escassez de públicos tradicionais.

“O número de candidatos ao ensino superior vai diminuindo e as instituições de ensino superior vão-se voltando para outros públicos”, resume Joaquim Coimbra – que foi co-orientador do doutoramento de Amorim em conjunto com o antigo secretário de Estado do Ensino Joaquim Azevedo. Isto “nota-se mais no privado do que no público, mais no politécnico do que no universitário e mais no interior do que no litoral”.

A quebra do número de adultos no ensino superior parece também contrariar o que tem sido o discurso das instituições, que têm sublinhado a intenção de captar novos públicos e multiplicado as acções de comunicação para atrair estudantes por outras vias além do concurso nacional de acesso. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos recusa essa ideia. “Temos de prosseguir o esforço de captação de alunos”, diz Joaquim Mourato, lembrando que Portugal “continua a precisar da população activa mais qualificada”.

“A riqueza que os adultos são e trazem consigo tem de ser reconhecida”, defende José Pedro Amorim, abrindo a possibilidade disso ser feito sob a forma de dispositivos formalizados que impliquem a creditação desses saberes, seja enquanto princípio fundamental da relação que se estabelece entre professor e aluno. O investigador sublinha a existência de uma “desvalorização mais ou menos ostensiva da experiência e da identidade de cada um”. “O que os professores dizem aos alunos adultos é que esqueçam que tenham uma história de vida e finjam que têm 18 anos”, afirma Joaquim Coimbra.

 “A abertura das instituições de ensino superior a novos públicos” é o título da tese de doutoramento de José Pedro Amorim, defendida no final do ano passado. No documento é traçado um perfil destes alunos: altamente motivados por razões pessoais e culturais, sociais e cívicas e/ou profissionais, extremamente competitivos e muito responsáveis. Além disso, o investigador salienta ainda aquele que considera ser o aspecto “mais significativo” da pesquisa realizada: o efeito do ensino superior na identidade dos estudantes adultos: “O ensino superior deixa uma marca indelével nestes estudantes, por boas ou por más razões”. Esta investigação concluída no final do ano passado procurou também conhecer as dificuldades dos estudantes adultos no ensino superior. Os testemunhos “dão conta de que a grande dificuldade é mesmo a falta de tempo e o cansaço, pelo facto de acumularem responsabilidades”, escreve José Pedro Amorim na sua tese. 

fonte:http://www.publico.pt/s

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27
Mar 14

Alunos sobrecarregam rede de internet das escolas

A Internet nas escolas fica, muitas vezes, sobrecarregada, porque muitos alunos só tem acesso à rede nas escolas e aproveitam o serviço wireless para ligar os seus telemóveis e tablets, explicou a associação de professores de informática.

Desde o início do ano, a Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) detetou vários ataques que fizeram diminuir a qualidade do serviço de acesso e velocidade à internet nas escolas.

Num dos dias, chegou mesmo a registar-se uma "saturação de 50,16 % da largura de banda", segundo o e-mail enviado pela DGEEC para os diretores escolares a anunciar a limitação de acesso a determinadas redes sociais e aplicações, como o Youtube, o Facebook ou o Instagram.

De acordo com os dados da DGEEC, a hora de maior tráfego de uso da internet é logo de manhã, perto da hora em que começam as aulas.

"O Ministério da Educação (MEC) explicou-nos que este problema se deve ao facto de os alunos se ligarem à internet quando chegam à escola. Os seus telemóveis e tablets começam logo a fazer atualizações de aplicações através da rede wireless", contou à Lusa Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPI).

A Lusa contactou o MEC para confirmar esta situação, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.

Para Fernanda Ledesma, por detrás deste fenómeno poderá estar a situação financeira de muitas famílias que tiveram de acabar com o serviço de internet em casa. Os alunos podem continuar a ter os telemóveis e os tablets, mas já não têm como aceder à rede, a não ser quando chegam à escola, defendeu.

"No início, era meia dúzia de alunos, os que tinham equipamentos com acesso à internet. Hoje em dia são milhares de alunos em milhares de escolas", lembrou Fernanda Ledesma.

O Ministério da Educação recordou que a pressão sobre a rede estava relacionada com o acesso a determinados sites e aplicações que, de um modo geral, não tinham um carácter pedagógico.

Entre os serviços mais utilizados durante a manhã estão as redes sociais Facebook e Instagram (uma aplicação gratuita que permite tirar fotos, aplicar um filtro e partilhá-la em várias redes sociais), o Youtube e o Tumblr (uma plataforma que permite publicar textos, imagens, vídeo, links, citações e áudio).

Em janeiro e fevereiro a DGEEC registou cinco ataques na rede das escolas e, até meados de março, outros três ataques. No e-mail enviado para as escolas, a DGEES diz que "não foi possível realizar a atribuição do ataque a algum grupo ou individuo específicos".

O MEC garante que os ataques não provocaram danos, mas "apenas dificuldades de acesso nos períodos em que ocorreram".

Numa tentativa de melhorar a qualidade de acesso à Internet, a DGEEC decidiu tornar inacessível durante toda a manhã o Facebook, o Tumblr, o Instagram e as lojas Android e Apple.

Durante a tarde, aquelas aplicações e redes sociais passam a estar acessíveis, mas com acesso limitado, assim como o Youtube que passou a estar limitado a uma utilização máxima durante todo o dia.

O MEC sublinha que estas são "restrições permanentes, em vigor para todos os utilizadores".

A DGEEC, que monitoriza o acesso à rede de internet nas escolas públicas, lembrou a largura de banda total disponível deverá quase duplicar em breve: "Quando a PT começou a fornecer o serviço, em 2008, a largura de rede era de 1Gb. Atualmente é de 6Gb".

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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18
Mar 14

Cursos superiores de dois anos arrancam já no próximo ano

Podem candidatar-se os alunos que terminem o secundário, mas também os estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

Apesar das fortes críticas dos politécnicos, os novos cursos superiores de curta duração vão mesmo arrancar a partir do próximo ano lectivo.

Os cursos técnicos superiores profissionais têm a duração de dois anos e os alunos vão pagar uma propina que não pode ultrapassar os 1.068 euros anuais. Vão ter uma componente de formação geral e científica, uma de formação técnica e ainda um estágio.  

O decreto-lei, publicado em "Diário da República" esta terça-feira, estabelece, por outro lado, o fim progressivo dos cursos de especialização tecnológica em instituições de ensino superior.

Caberá aos politécnicos definir as condições de ingresso. Todos os cursos terão "120 créditos e a duração de quatro semestres lectivos".

Podem candidatar-se a estes novos cursos os alunos que terminem o ensino secundário, mas também os que estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

As instituições de ensino superior têm liberdade para criar os cursos, que só podem começar depois de um registo prévio na Direcção-Geral do Ensino Superior.

O registo do curso pode ser cancelado caso haja uma avaliação externa desfavorável ou se durante dois anos lectivos consecutivos não houver inscrição de alunos.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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01
Mar 14

Mais de 2.600 professores pediram para rescindir com o Estado

Prazo do programa de rescisões de mútuo acordo para os professores foi estendido até dia 30 de Junho, final do ano lectivo.

Foram mais de 2.600 os professores que, até ontem, pediram para rescindir com o Estado. Segundo o Ministério da Educação (MEC) foi este o número de pedidos que chegaram aos serviços desde 15 de Novembro tendo havido um aumento durante o mês de Fevereiro. Razão que levou o MEC e as Finanças a estender o programa de rescisões de mútuo acordo para os educadores de infância e professores do básico e secundário até 30 de Junho, final do ano lectivo, tal como avançou hoje o Diário Económico. O prazo inicial terminava hoje.     

Para os professores pertencentes aos quatro grupos de recrutamento em maior risco de ficarem sem componente lectiva - EVT, ET, do 1º ciclo e do Pré-Escolar - estão previstas compensações superiores às oferecidas aos demais grupos de recrutamento. Para este grupo de professores está prevista a indemnização de 1,5 salários por cada ano de serviço, para os que têm menos de 50 anos, e os que têm entre os 50 e os 59 anos vão receber 1,25 salários. Ainda assim, "a bonificação máxima para os professores é igual à bonificação máxima para a demais função pública", sublinha o MEC.

Os professores fora destes grupos disciplinares e que tenham menos de 50 anos vão receber como compensação 1,25 salários por cada ano de serviço. Caso o professor tenha entre 50 e 59 anos recebe um salário.

Para os professores sem componente lectiva (sem turma atribuída) a rescisão por mútuo acordo produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da notificação. Para os professores que tenham componente lectiva atribuída a rescisão produz efeitos a partir do dia 1 de Setembro de 2014.

Com o programa de rescisões para os professores, segundo o Orçamento do Estado, o Governo tinha uma poupança estimada na ordem os 93,4 milhões de euros. 

 

 

 fonte:http://economico.sapo.pt/not

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03
Dez 13

Alunos portugueses melhoraram resultados na Matemática

Um dos maiores relatórios de Educação, realizado pela OCDE, revela que Portugal foi um dos 25 países a melhorar os resultados na Matemática.

Portugal é um dos 25 países que melhorou os resultados na Matemática. De acordo com o 5º estudo da OCDE que analisa os resultados dos alunos de 15 anos nas áreas da Leitura, Ciências e Matemática, o PISA, Portugal está na 31ª posição (com 487 pontos) dos melhores resultados em Matemática. Posição que ocupa numa tabela de 64 países, liderada pela China, e numa escala que pode chegar até aos 669 pontos.

Um resultado que traduz uma subida de 21 pontos desde 2003, na disciplina com a taxa mais alta de reprovação entre os alunos. Mas apesar desta melhoria e da subida consecutiva dos resultados nos últimos dez anos, os alunos portugueses ainda têm resultados abaixo da média dos países da OCDE, que regista os 494 pontos. Nesta edição participaram 5.722 alunos portugueses que frequentam desde o 7º do básico ao 11º ano de escolaridade. Destes, a maioria (60,5%) são do 10º ano do secundário.

Mas o relatório quadrienal que este ano se centra na Matemática revela ainda que os alunos portugueses também melhoraram os resultados na Leitura e nas Ciências. Na leitura os alunos portugueses tiveram um resultado médio de 488 valores, o mesmo valor registado pelos espanhóis, os húngaros e os luxemburgueses. Pontuação que traduz uma subida de 18 pontos em relação ao ano 2000 e que garantiu a 33ª posição na tabela dos melhores resultados.

Nas ciências, os resultados dos alunos colocam o país na 36ª posição com 489 valores, abaixo dos italianos ou dos croatas mas acima dos russos e dos gregos que não ultrapassaram os 467 valores.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

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02
Dez 13

Mais de 22 mil professores contratados dispensados da prova

A FNE estima que vão ser cerca de 15 mil os professores que vão a exame. A UGT desconvocou a greve.

O Governo anunciou hoje que os professores contratados com mais de 5 anos de serviço vão ser dispensados de realizar a prova de acesso à profissão. De acordo com a FNE cerca de 22 mil docentes estão assim dispensados de realizar esta prova, assim apenas 15 mil  vão a exame.

O anúncio da dispensa de prova de acesso à carreira docente dos professores com 5 ou mais anos de carreira, foi feito pelo próprio ministro da Educação em directo para as televisões, após uma reunião com a UGT. Nuno Crato garantiu que esta medida será para repetir nos anos 
seguintes. "Tivemos ainda em conta o recente pedido de ponderação do Provedor de Justiça, pedido que acentuou a possibilidade de isentar da prova os professores experientes", afirmou o ministro da Educação.

Perante a garantia da tutela em dispensar estes professores contratados da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, a UGT, liderada por Carlos Silva, comprometeu-se a desconvocar a greve à prova, marcada para 18 de Dezembro.

Para o secretário-geral da UGT, trata-se do "acordo possível" para dar "paz social" ao setor. Carlos Silva adiantou que os sindicatos do setor da Educação, afectos à central sindical, se comprometeram a desmobilizar das ações de protesto anteriormente convocadas, nomeadamente da greve à prova.

 

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Nov 13

Docentes gastam centenas de euros em viagens e estadia para fazer prova de avaliação

Muitos professores de escolas portuguesas nas ilhas e no estrangeiro vão gastar centenas de euros para fazer a prova de avaliação e continuam sem garantia de que as faltas às aulas serão justificadas, alertou o sindicado.

O aviso de abertura da Prova de Conhecimentos e Capacidades para educadores de infância e professores do básico e secundário não integrados na carreira docente foi publicado na terça-feira em Diário da República, dando informações como as localidades onde se poderá realizar a prova.

Nos Açores, serão feitas em apenas três das nove ilhas: na Terceira (na Praia da Vitória), Faial (Horta) e S. Miguel (Ponta Delgada). Os professores das restantes ilhas terão de fazer a viagem para poder estar a 18 de dezembro numa daquelas três cidades.

"Existem várias situações graves de dificuldade de realização da prova. Desde logo nas ilhas, porque a concentração só em algumas ilhas faz com que os candidatos tenham que pagar do seu bolso as viagens e alojamentos, porque isto implica sempre mais do que um dia. São dois ou três dias de deslocação e é preciso que não haja tempestades que impeçam as viagens", lembrou o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.

Ainda mais grave é o caso dos professores colocados no estrangeiro: "Estão obrigados a vir realizar a prova a Portugal pagando do seu bolso a deslocação e as estadias necessárias", disse o sindicalista, dando exemplos de docentes que estão na África do Sul, Estados Unidos, Namíbia, ou nas escolas portuguesas em Maputo, Luanda, 
Alemanha, Luxemburgo ou Suíça.

Para muitos, o custo de realizar a prova, cuja inscrição custa 20 euros, irá facilmente ultrapassar uma centena de euros, entre viagens e estadia.

"A própria distribuição geográfica das localidades onde as provas se vão realizar faz com que os candidatos mesmo da região do continente tenham que percorrer grandes distâncias para realizar a prova", acrescentou Dias da Silva.

Os professores queixam-se também de não terem justificação para, em caso de necessidade, faltar às aulas e às reuniões de avaliação, uma vez que a prova se realiza no final do primeiro período de aulas.

A FNE critica também o facto de o aviso definir que não será devolvido o dinheiro da inscrição da prova a quem falte por motivo que lhes seja imputável. "Mas, para além do valor que é a inscrição na prova, as mulheres que nesse dia estiverem em situação de parto e que, por esse motivo, não puderem realizar a prova como é que se revolvem o problema? E quem tiver tido um acidente e estiver hospitalizado?", questionou Dias da Silva.

Para a FNE, é ainda uma "injustiça flagrante" o facto de a norma ter sido concebida de forma a impedir as pessoas de concorrer no próximo concurso de colocações caso não realizem a prova.

As inscrições para a realização da prova estão abertas a partir de hoje e durante uma semana no site da Direção Geral da Administração Escolar, estando previsto para quinta-feira a divulgação do guia da prova.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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16
Nov 13

Professores marcam greve para 18 de Dezembro

A FNE, Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, aprovou este sábado a realização de uma greve no dia 18 de Dezembro.
 
A data coincide com o dia definido pelo Ministério da Educação para a realização da prova de avaliação de competências dos professores contratados e que deverá abranger cerca de 11 mil docentes.

O Conselho Geral da FNE, reunido hoje em Évora, aprovou ainda várias concentrações de docentes, em diversas cidades do país, a realizar entre o fim deste mês e o início de Dezembro. Dia 25, em Coimbra, 27 em Lisboa, Évora no dia 28 e no Porto, a 2 de Dezembro. 

Já na próxima semana, a Federação de Professores  da UGT, liderada por João Dias da Silva, quer mobilizar o maior número de professores envolvidos  para que façam sentir junto da provedoria de Justiça a irracionalidade, inutilidade e desconsideração que a prova implica.

A FNE vai ainda contactar as outras organizações sindicais do sector  para se associarem às suas iniciativas.

fonte;:http://rr.sapo.pt/i

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