Mais de dois terços das escolas no vermelho

A média geral já era negativa, mas voltou a cair este ano: 2,58 (2,89 em 2012). O número de escolas abaixo de 50 valores é cada vez maior: são agora 70% (67% em 2012). E todos os distritos ficaram abaixo da linha de água (Coimbra ficou acima em 2012). Um cenário negro revelado pela análise aos resultados dos exames nacionais do 9.º ano de 2013.


Se a média geral desce um pouco mais de quatro décimas, quando se analisam as duas disciplinas sujeitas a exame percebe-se que o trambolhão foi maior na Matemática (a descida foi de 2,93 para 2,50) do que no Português (de 2,86 para 2,66).

Nem tudo é negativo, no entanto. Quando se distinguem resultados por sexo e se manipula a pontuação obtida nos exames (0 a 100), percebe-se que pelo menos entre as raparigas há uma exceção positiva: 50,2 pontos a Português. Da mesma forma, quando se distingue resultados das escolas públicas e privadas percebe-se que nestas últimas a média é positiva (56,2).

O topo do ranking continua por isso, e sem surpresa, a ser dominado pelos colégios privados. No top 100 só é possível encontrar 15 escolas públicas. A melhor colocada é a Eça de Queiroz, na Póvoa de Varzim (32.0º lugar). A pior escola pública é a Básica Integrada da Apelação, em Loures (1307.0º lugar). O que as separa não é apenas a média (68 contra 17), mas o contexto socioeconómico e cultural. Basta ter atenção a um "detalhe": no agrupamento a que pertence a escola da Póvoa, quase um terço dos alunos (30%) depende do apoio da Ação Social Escolar; na escola de Loures são três quartos dos alunos (74%).

fonte:http://www.jn.pt/D


publicado por adm às 18:22 | comentar | favorito