07
Set 14

Há 12 universidades e politécnicos que vão dar bolsas de 1.500 euros

O Ministério da Educação vai atribuir bolsas de 1.500 euros anuais, a um máximo de mil alunos, para 12 instituições do ensino superior fora das grandes áreas urbanas.

Em comunicado divulgado este sábado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou que já foi assinado o despacho que regulamenta o programa +Superior, uma iniciativa que visa atrair candidatos a instituições de ensino superior de "regiões do país com menor pressão demográfica".

Esta "bolsa de mobilidade" de 1.500 euros anuais, a atribuir a um máximo de mil alunos, pretende contribuir para "a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país".

As universidades da Beira Interior, de Évora, de Trás-os-Montes e Alto Douro, e os Politécnicos de Beja, Bragança Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu são as instituições seleccionadas para o programa.

Podem ser candidatos ao programa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior, na sequência de uma colocação na 1.º, 2.º ou 3.º fases do concurso nacional de acesso, num ciclo de estudos de uma das 12 instituições seleccionadas.

Podem ser portugueses ou de outro estado membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, mas não podem ser provenientes de nenhum concelho do interior do país.

Ficam assim excluídos os oriundos dos concelhos das seguintes NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos): Cova da Beira, Alentejo Central, Douro, Baixo Alentejo, Alto Trás-os-Montes, Beira Interior Sul, Beira Interior Norte, Serra da Estrela, Alto Alentejo, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Minho-Lima e Dão Lafões.

Os candidatos têm um mês para formalizar a candidatura, 10 de Setembro e 10 de Outubro, que deve ser realizada pela Internet através da página da Direcção-geral do Ensino Superior.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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07
Set 14

Quase metade dos cursos já não têm vagas e 73 não tiveram nenhum candidato

Quase metade dos cursos superiores ficou com as suas vagas completamente preenchidas na 1ª fase, mas há 73 cursos sem qualquer estudante colocado e 429 com menos de 20 alunos.

De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), 46,2% dos cursos, ou seja, 495 cursos, já não têm vagas disponíveis para as próximas fases de colocação no ensino superior.

No entanto, há 73 que não tiveram qualquer colocado, mais sete do que os 66 registados em 2013. Destes 73 cursos, a maioria (46) são na área da engenharia, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Também como aconteceu em 2013, os politécnicos voltam a estar em maioria nesta lista, mas há também cursos das universidades de Lisboa, Trás-os-Montes, Aveiro, Évora, Minho e Açores.

Para além de diferentes engenharias, entre os cursos sem colocados há formações em gerontologia, auditoria e fiscalidade, contabilidade, paisagismo e ainda uma licenciatura em redes sociais.

Os dados indicam ainda 1.071 ofertas formativas disponíveis na 1ª fase do concurso de acesso, menos 26 do que as 1.097 de 2013, mas isto não significa necessariamente que tenham encerrado cursos.

De acordo com explicações prestadas pelo Ministério da Educação e Ciência, a diminuição das ofertas pode explicar-se por encerramentos por iniciativa das instituições, encerramentos por força das orientações legais fixadas para casos de falta continuada de procura, ou, em casos de cursos com vagas para ensino diurno e ensino nocturno, por terem deixado de existir vagas para um dos casos.

Numa comparação com a lista de ofertas de 2013, os candidatos em 2014 perderam 11 ofertas em regime pós-laboral, uma vez que este ano estão apenas disponíveis 96, contra as 107 de 2013. Este ano há também menos uma oferta face às sete que existiam em 2013 para o ensino à distância.

Em 2014 houve 301 cursos que tiveram menos de 10 colocados, mas, ainda assim, são menos de metade daqueles que se encontravam na mesma situação em 2013, quando 612 dos 1.097 cursos disponíveis não chegavam à dezena de alunos depois das colocações na 1ª fase.

Os cursos com menos de 20 colocados nesta fase representam 40% do total, com 429 ofertas de formação nesta situação.

Quase 90% dos 42.408 candidatos a um lugar no ensino superior público conseguiram colocação nas universidades e politécnicos na 1ª fase do concurso de acesso, mas houve menos colocados na 1ª opção do que em 2013.

No ano em que o número de candidatos em relação ao ano anterior aumentou pela primeira vez desde 2008 (houve mais 1.989 candidatos em 2014 do que em 2013 (40.419), aumentou também o número de colocados na 1ª fase em relação ao ano anterior, ainda que de forma ligeira.

De acordo com a informação divulgada pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), este ano conseguiram lugar nas universidades e politécnicos 37.778 candidatos, apenas mais 363 do que os candidatos colocados na 1ª fase do concurso de acesso em 2013. Por ocupar ficaram 13.168 lugares, menos 1.008 vagas do que em 2013.

Em termos percentuais, em 2014 conseguiram colocação apenas 89% dos candidatos, face aos 93% que entraram no ensino superior em 2013.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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